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Posts from — Abril 2012

16 dias de shows em 20 de viagem

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Menos de um mês pra viagem, e algumas pequenas mudanças no calendário. Paris entrou na segunda perna da viagem, acredite, por economia (e porque um dos amigos quer ver Guns ‘n Roses). E desisti de inventar loucuras no final da viagem. De 23/05 até 11/06 são 20 dias e verei shows em nada menos do que 16 dias. Então decidi que os últimos dias vão ser livres, para “descansar” e olhar o mundo.

Ainda não sei para onde vou, mas sei do mais importante: tem que ser barato (risos). Pensei em Zagreb e Cracóvia, mas os preços não ajudam. No entanto, há voos de Trieste para Bari (na comuna italiana de Puglia) por R$ 50 enquanto voos para Trapani, na Sicilia, saem por R$ 80 (ainda tem Dusseldorf por R$ 40, mas estou muito mais numa vibe Itália do que Alemanha). Preciso decidir logo antes que os preços subam.

Por enquanto está mais ou menos assim:

22/05 - Rio de Janeiro / Amsterdã / Londres
23/05 - Londres - The Zombies
24/05 - Londres - Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
26/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
27/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
28/05 - Londres - Big Star
29/05 - Barcelona
30/05 - Barcelona - Primavera Sound
31/05 - Barcelona - Primavera Sound
01/06 - Barcelona - Primavera Sound
02/06 - Barcelona - Primavera Sound
03/06 - Barcelona - Primavera Sound
04/06 - Paris
05/06 - Paris - Guns ‘n Roses
06/06 - Luxemburgo - Lou Reed
07/06 - Cork
08/06 - Cork - Tom Petty
09/06 - Barcelona - Stone Roses
10/06 - Trieste
11/06 - Trieste, Bruce Springsteen
12/06 - ?
13/06 - ?
14/06 - ?
15/06 - ?
16/06 - Veneza - Rio de Janeiro

Abril 30, 2012   9 Comments

Download: Curumin e Venus Volts

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“Arrocha”, Curumin (Independente)
Download: http://www.sendspace.com/file/0233au

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“Mini Cult Super Underground”, Venus Volts (Independente)
Download: http://www.facebook.com/venusvolts/app_178091127385

Abril 30, 2012   No Comments

Cinco vídeos: Jack White por Gary Oldman

Abril 30, 2012   No Comments

Três Filmes: Camila, Raul e Xingu

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“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios” (2012)
Adaptado da obra homônima de Marçal Aquino, colaborador frequente dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, “Eu Receberia” opta por aprofundar o olhar do espectador não só no romance, mas na função da mulher em uma história de amor clássica, uma musa com homens girando em sua órbita e lutando por sua posse tal quais mitos gregos – a tragédia, então, surge como elemento obrigatório na trama. Assim é Lavínia, musa tanto de um pastor (que vê nela seu poder de salvação) quanto de um fotógrafo (numa alusão óbvia e não menos interessante). Ela é casada com o primeiro, amante do segundo, e se essa frase já entrega o ponto de partida do drama, o que brilha na tela (mais que a nudez de Camila Pitanga) é a forma com que os diretores investigam o âmago dos personagens – ainda que, em momentos, de forma exagerada (como quando tentam dramatizar a Amazônia, outra musa). Difícil ficar alheio ao filme, e num mundo em que a grande maioria das histórias de amor já foi contada, recontada, vivida, lida e/ou vista por quase todos, “Eu Receberia” tem a virtude de pegar o espectador pelos ombros, chacoalha-lo, e obriga-lo a olhar para si próprio. E para sua própria musa. Muitos devem desviar o olhar.

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“Raul — O Início, o Fim e o Meio” (2012)
Não me lembro se foi Robby Krieger ou John Densmore, mas consta que um deles, frente ao túmulo de Jim Morrison no Pere Lachaise, teria dito: “Ele não pode estar ai. Ele era grande demais para caber neste túmulo”. Foi a primeira coisa que pensei deste documentário sobre Raul Seixas: como resumir uma persona tão ampla e complexa quanto Raul numa tela de cinema? O diretor Walter Carvalho cumpriu com méritos a árdua tarefa, e ainda abriu outras questões interessantes para discussões de mesa de bar. Do começo, com um cover de Raul pilotando uma moto ao som de “Blue Moon / Asa Branca” (que resume a paixão de Raulzito por Elvis e Luiz Gonzaga), Carvalho segue uma ordem cronológica preenchida por diversas entrevistas (o trabalho investigativo é excelente) que tentam dar ao espectador uma centelha do mito em passagens deliciosas (seja com Os Panteras, seja com Paulo Coelho e o episódio da mosca, seja com os satanistas, seja com as ex-mulheres, ou mesmo o polêmico trecho final, com Marcelo Nova) que colocam “Raul — O Início, o Fim e o Meio” ao lado de outros grandes (e obrigatórios) documentários recentes nacionais – como “Loki”, sobre Arnaldo Baptista, “Música Para os Olhos”, sobre Cartola, e “Ninguém Sabe o Duro que Dei”, sobre Wilson Simonal.

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“Xingu” (2012)
A história dos irmãos Orlando, Leonardo e Cláudio Villas Bôas é conhecida por muitos, mas ainda assim menos do que deveria. Filhos da classe média paulistana, o trio deixou a cidade juntando-se à “Marcha para o Oeste” num misto de busca por aventura e pelo desconhecido. Acabaram “descobrindo” o universo indígena, tornaram-se ferrenhos defensores da causa (tanto na floresta amazônica quanto em Brasília) e, num paralelo a Oskar Schindler (empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto), salvaram milhares de vidas idealizando o Parque Nacional do Xingu, que foi criado em 1961, com projeto assinado pelo antropólogo Darcy Ribeiro. Desta forma, “Xingu”, o filme, tem como grande mérito amplificar a ação dos Villas Bôas (e tem cara de Oscar – o paralelo com a “A Lista de Schindler” não é à toa), o que torna a película mais interessante pela ação dos irmãos do que por seus próprios méritos cinematográficos. O roteiro é apressado e, ainda assim, funcional (apesar de abusar de estereótipos). A fotografia é belíssima, as atuações convincentes, mas é tudo tão excessivamente produzido que, algumas vezes, soa irreal (quando, talvez, devesse ser mais documental). Um filme excelente pela causa, mas apenas ok pelo cinema.

Abril 30, 2012   3 Comments

Três Filmes: Billy Wilder 1944, 1957, 1966

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“Pacto de Sangue” (“Double Indemnity”, 1944)
Uma obra prima. Baseado em uma história real acontecida em 1929, em que uma esposa planeja o assassinato do marido após ter comprado uma apólice de seguro com cláusula de indenização em dobro, Billy Wilder e Raymond Chandler escreveram um roteiro brilhante em que o vendedor de seguros Walter Neff (Fred MacMurray) se vê seduzido pela loura Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) e, por ela, decide cometer um crime. Um dos primeiros filmes noir da história, e um dos melhores (não só noir, mas da história do cinema), “Pacto de Sangue” distribui diálogos geniais (a cena do primeiro encontro entre Walter e Phyllis é sensacional) e destaca algumas curiosidades como a cena em que Phyllis se esconde atrás da porta da casa de Walter (uma porta que abre pra fora, truque esperto para aumentar a tensão de em uma passagem clássica). Indicado a sete Oscars, Billy Wilder saiu de mãos abanando e foi atropelado por “O Bom Pastor”, de Leo McCarey, que dos 10 prêmios a que fora indicado, levou nada menos que 7. Em sua biografia, Billy Wilder relembra o primeiro encontro que teve com o escritor Raymond Chandler: “Foi ódio à primeira vista”. O resultado improvável da parceria foi um dos melhores filmes da carreira de Billy Wilder.

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“Um Amor na Tarde” (“Love in the Afternoon”, 1957)
Três anos antes, em 1954, Billy Wilder havia feito “Sabrina” com Audrey Hepburn, um filme que já antecipava a queda do diretor pela inocência da atriz (dividida, no filme, por dois galãs, William Holden e Humphrey Bogart). Em “Amor na Tarde”, Wilder vai ainda mais longe em uma comédia romântica que só podia ter como pano de fundo… Paris. É na capital romântica do amor (os minutos iniciais são irresistivelmente deliciosos) que um milionário conquistador é salvo de um marido ciumento por uma jovem violoncelista. Ariane (Audrey), a violoncelista, é filha de um detetive, e fuçando nas fichas de casos solucionados pelo pai, se interessa pelo Don Juan Frank Flannagan (Gary Cooper), e arquiteta um plano para fisgar o homem – que é bem mais velho que ela. Audrey é a típica heroína que valida vários temas de Billy Wilder: a esperteza do jovem contra a experiência da idade; o amor que consegue vencer o vício e a mulher (aparentemente inocente) que, usando de esperteza, conquista o homem. Outras duas cenas memoráveis: Audrey procurando sapato rastejando-se no chão, e a comovente cena final, na estação de trem. “Amor na Tarde” é uma comédia romântica menor, mas ainda assim muito boa. E tem “Fascinação” na trilha (impossível esquecer da música no filme)…

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“Uma Loura Por Um Milhão” (“The Fortune Cookie”, 1966)
Um câmera de TV que vai parar no hospital após ser atropelado por um jogador de futebol americano em pleno jogo é convencido por seu cunhado, um advogado sem escrúpulos, a fingir ter lesões muito maiores, para assim dividirem uma rica indenização. O ponto de partida desta comédia esperta estrelada por Jack Lemmon e Walter Matthau (Judi West, a loura do título, apesar de bonita é deixada de lado na trama tamanha a química dos dois atores), que rendeu um Oscar (merecido) de ator coadjuvante para o segundo, é uma análise séria da indústria de charlatões (ainda que apoiada na deliciosa verve cômica da dupla de atores) tanto quanto uma valorização da amizade e da responsabilidade (na relação do jogador Luther “Boom Boom” Jackson com Harry Hinkle, o personagem vivido por Lemmon). Com roteiro assinado por Billy Wilder em parceria com I.A.L. Diamond (os dois também são responsáveis por “Amor na Tarde”, “Seu Meu Apartamento Falasse”, “Quanto Mais Quente Melhor” e “A Primeira Página”), “Uma Loura Por Um Milhão” é dividido em capítulos e poderia ser um pouco mais ágil e curto (assim como “Um Amor na Tarde”, que também ultrapassa as duas horas de duração), mas ainda assim diverte.

Leia também:
- Três listinhas “in progress”: Fellini, Truffaut e Wilder (aqui)
- Uma estranha reunião de fantasmas do cinema (aqui)

Abril 28, 2012   3 Comments

Cinco fotos: São Francisco

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Bondinho

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Alcatraz

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Pipe Dreams

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Portas Fechadas

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Almoço

 Mais algumas fotos aqui e, claro, uma da Amoeba aqui

Leia também:
- Cinco pubs de cervejarias nos Estados Unidos (aqui)
- Uma noite com PJ em São Francisco (aqui)
- São Francisco e as rachaduras do american dream (aqui)
- Balanço: 20 dias de viagem nos Estados Unidos (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

Abril 24, 2012   No Comments

O sonho, os desejos, as vontades, os pensamentos, as ideias, os planos… que ficam pelo caminho.

Abril 24, 2012   2 Comments

Download: Os Pontos Negros e Sunset

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“Soba Lobi”, Os Pontos Negros (Optimus Discos)
Download aqui: http://optimus.blitz.pt/discos/destaques/soba-lobi

Gravado em Abbey Road, “Soba Lobi” é o terceiro disco dos lisboetas

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“Muru-Muru”, Sunset (Recohead)
Download aqui: http://www.recohead.com.br/wordpress/?p=1619

Monique Maion: Voz, teclado e kazoo
Gustavo Garde: Voz, violão e guitarra
Fabio Pinczowski: Violão, guitarra, teclado, voz, sintetizador, ukelele

Participações de Mauro Motoki, Rodrigo Fonseca e Ladislau Kardos

Abril 23, 2012   No Comments

A saga dos homens-coxinha

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Ilustração Caco Bressane

Royalties, por favor (risos) -> “Na internet, em um texto publicado em 2002 (aqui), o publicitário Marcelo Costa utiliza o adjetivo para classificar bandas como Coldplay e Travis”

Frase do texto  “Tipicamente paulistana, gíria “coxinha” tem origem controversa”, de Alexandre Aragão, na revista São Paulo. Leia aqui.

Abril 23, 2012   1 Comment

Bob Dylan em noite inspirada em SP

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Texto e fotos: Marcelo Costa

Setenta anos de idade. Cinquenta anos desde o lançamento de seu primeiro álbum, em 1962. Bob Dylan já ganhou Grammy, Oscar, Globo de Ouro e um bom dinheiro com seus discos, e poderia passar o resto de seus dias enfurnado em uma fazenda, mas escolheu dedicar sua vida à estrada. Após quatro anos de sua última passagem pelo Brasil (tempo em que lançou dois discos - Together Through Life e Christmas in the Heart), a “Turnê Que Nunca Termina” voltou para São Paulo, no último sábado, 21, desta vez ocupando um local maior do que em 2008, o Credicard Hall, e com um repertório muito mais trabalhado, resultando em uma noite inspirada.

Ok, a voz de Dylan, ainda que muito melhor do que na última passagem, continua trovejando, falhando e dificultando o reconhecimento de algumas canções (seria interessante fazer um quiz com os espectadores para saber quais canções eles – acham que – reconheceram), e sua insistência em mudar o arranjo das músicas também não ajuda ao fã de última hora (aquele que aguarda a canção tocada igual ao CD), mas ainda assim assistir a Bob Dylan ao vivo é uma tarefa bastante agradável – principalmente para quem gosta de blues, r&b e rock clássico.

O primeiro ponto a favor desta noite surge da formação com acentuação mais roqueira do quinteto que acompanha o cantor. São dois guitarristas (Stuart Kimball, que também assume o violão, e Charlie Sexton, quase um devoto de Dylan no palco), um terceiro músico, Don Herron, que se alterna entre a steel guitar (que toca com eficiência, engradecendo números como “Make You Feel My Love”, do álbum Time Out Of Mind, de 1997), o teclado e a guitarra, mais o baterista George Receli e o parceiro Tony Garnier, baixista que acompanha Dylan desde 1989. É uma formação bluezy, que parece sentir prazer na improvisação e em escudar o músico.

Algo que chama a atenção: a banda não toca para o público, mas sim para Bob Dylan. Os cinco integrantes não se exibem para a audiência, mas sim para o cantor. Todos eles tocam levemente virados para a esquerda do palco e não tiram o olho do compositor, que fica na lateral e marca as passagens com os dedos apontando quem deve conduzir o próximo trecho. Ou seja; das quase 7 mil pessoas presentes (os ingressos mais baratos esgotaram, mas ainda haviam lugares vazios nas filas de R$ 700 e R$ 900), apenas alguns seguranças não olhavam para Bob. De resto, todo o público e a própria banda admirava a lenda desfilando clássicos de várias épocas.

Como de praxe, o show começou com duas canções antigas, dos anos 60, desta vez “Leopard-Skin Pill-Box Hat” (que também abriu a primeira noite em São Paulo, em 2008) seguida de “Don’t Think Twice, It’s All Right” (com Dylan na guitarra arriscando alguns solos ásperos). Corte para 1999 e “Things Have Changed” (a canção tema do filme Garotos Incríveis, que lhe valeu um Oscar e um Globo de Ouro,) mostra um cantor de postura totalmente diferente da passagem anterior: bancando o crooner, com a gaita microfonada em uma mão, e deitando o pedestal do outro microfone (num estilo semelhante ao de Roberto Carlos) para terminar os versos com um sorriso no rosto, Dylan parece estar se divertindo, e o público segue com ele.

“Tangled Up In Blue”, uma das canções brilhantes de um de seus melhores álbuns (Blood on the Tracks, de 1975), surge densa, forte, abrindo caminho para “Beyond Here Lies Nothin’”, single de 2009 que nesta noite conta com quatro guitarras (Dylan numa delas) encorpando a canção. O público aplaude, entusiasmado, e o miolo do show é um teste para aqueles que levaram a sério a brincadeira do quiz (“Every Grain Of Sand”, do álbum Shot of Love, de 1981, por exemplo, não era tocada desde junho do ano passado), com “The Levee’s Gonna Break” impressionando numa versão blues, quebrada e cheia de improvisos.

Outro salto na máquina do tempo e “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” (1963) e “Highway 61 Revisited” (1965) sorriem para a plateia, que as reconhece logo nos primeiros segundos, e bate palmas. No teclado (ele diminuiu as canções que passa em frente ao instrumento desta vez: são 10 nas teclas, cinco no microfone e na gaita, e duas na guitarra), Dylan alterna-se entre mesclar as teclas brancas e pretas, conduzir a banda e se apoiar em uma das caixas de som para “ouvir” o som do quinteto – e sorrir, várias vezes.

O trecho final do show tem sido praticamente igual em todas as apresentações dos últimos dois anos: “Thunder On The Mountain”, um dos cavalos de batalha do ótimo Modern Times, de 2006, abre caminho com riffs de guitarra para uma tríade de hinos: “Ballad Of A Thin Man”, “Like A Rolling Stone” e “All Along The Watchtower”, em arranjos fiéis e perfeitamente reconhecíveis (embora difíceis de acompanhar na voz), fazem valer o ingresso, mas ainda falta o bis, e Dylan não economiza: “Blowin’ In The Wind“, em versão banda, com Bob partindo os versos no meio, e ainda assim arrancando gritos da plateia, fecha uma noite especial.

Quem esperava um repeteco dos shows de 2008 saiu ganhando com uma apresentação muito melhor. Os desconfiados, que seguiram o conselho de Beck, que certa vez escreveu que “todo mundo devia pagar ingresso só para ver o cara que escreve aquelas canções maravilhosas”, devem ter se surpreendido com a quantidade significativa de clássicos (foram oito canções dos anos 60 contra uma dos 70, uma dos 80, três dos anos 90 e quatro do novo século). Até aqueles que apenas conhecem “Blowin’ In The Wind“ e “Like A Rolling Stone” puderam se dar por satisfeitos. Se a voz do cantor incomodou em alguns momentos, a banda compensou com um dos melhores sons de um show de Dylan no Brasil.

Na portaria do Credicard Hall, alguns fãs arriscavam que esta passagem de Bob Dylan pelo Brasil seja a última turnê do cantor em solo pátrio, mas a animação do compositor e o repertório de hits faz suspeitar que Dylan está em paz com o palco, e que precisa dele porque, talvez, seja o único lugar em que se sinta realmente bem. Talvez ele esteja se escondendo do mundo enquanto peregrina por hotéis (após São Paulo, ele passa por Porto Alegre, Buenos Aires, Santiago, Monterrey, Guadalajara, Cidade do México, Berlim, Dresden… por enquanto a turnê está fechada até o final de julho com mais 23 shows!). Ou, ainda, talvez seja a única coisa que ele realmente saiba fazer (ou goste): cantar e dançar. O mito Dylan renasce todas as noites em algum palco do mundo. Enquanto puder ter isso, ele estará a salvo. E seu público também.

Set List
“Leopard-Skin Pill-Box Hat” (Blonde On Blonde, 1966)
“Don’t Think Twice, It’s All Right” (The Freewheelin’ Bob Dylan, 1963)
“Things Have Changed” (The Essential Bob Dylan, 1999)
“Tangled Up In Blue” (Blood On The Tracks, 1974)
“Beyond Here Lies Nothin’” (Together Through Life, 2009)
“Make You Feel My Love” (Time Out Of Mind, 1997)
“Honest With Me” (Love And Theft, 2001)
“Every Grain Of Sand” (Shot Of Love, 1981)
“The Levee’s Gonna Break” (Modern Times, 2006)
“A Hard Rain’s A-Gonna Fall” (The Freewheelin’ Bob Dylan, 1963)
“Highway 61 Revisited” (Highway 61 Revisited, 1965)
“Love Sick” (Time Out Of Mind, 1997)
“Thunder On The Mountain” (Modern Times, 2006)
“Ballad Of A Thin Man” (Highway 61 Revisitet, 1965)
“Like A Rolling Stone” (Highway 61 Revisitet, 1965)
“All Along The Watchtower” (John Wesley Harding, 1967)

Bis
“Blowin’ In The Wind” (The Freewheelin’ Bob Dylan, 1963)

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Leia também:
- Discografia Comentada: todos os discos de Bob Dylan (aqui)
- Bob Dylan, um retrato borrado da era de ouro do rock ‘n roll (aqui)

Abril 22, 2012   6 Comments

Download: Bootleg 3, Gomez

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“Bootleg Series 3″, Gomez
Download -> http://www.gomeztheband.com/liveseries/

01 - Bring It On
02 - Hamoa Beach
03 - That Wolf
04 - See The World
05 - Just As Lost As You
06 - Little Pieces
07 - The Place And The People
08 - Shot Shot
09 - I Will Take You There
10 - Whatever’s On Your Mind
11 - Get Myself Arrested
12 - How We Operate
13 - Our Goodbye
14 - Make No Sound
15 - Equalize
16 - Ruff Stuff
17 - Here Comes The Breeze
18 - Airstream Driver
19 - Options
20 - Devil Will Ride


Baixe também a versão deles para “Jumpin’ Jack Flash” aqui

Abril 19, 2012   No Comments

Opinião do Consumidor: Kaiserdom

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 Inaugurada em Bamberg, na Bavária, em 1718, a Kaiserdom Brauerei orgulha-se de produzir suas cervejas apenas com ingredientes naturais, sem qualquer aditivo, seguindo a Lei de Bamberg de 1849, que surgiu 27 anos antes da Lei da Pureza da Bavaria (datada de 1516). Maior cervejaria de Bamberg, a Kaiserdom é comandada desde 1910 pela família Wörner, e começa a chegar ao Brasil com três rótulos interessantes, que senão destacam um conjunto de alta personalidade, conquistam pela leveza e sabor alemão inconfundível.

A Kaiserdom German Dark Lager é um belíssimo exemplo da escola bávara de cervejas escuras: o aroma é bastante suave com o malte torrado sugerindo café e, muito levemente, caramelo. O paladar, águado, segue a risca o caminho aberto pelo aroma com o caramelo inicialmente tomando a frente, mas cedendo para a presença marcante do malte torrado (e sua ligação direta ao café) em uma cerveja extremamente suave e saborosa. Praticamente não se sente os 4,7% de álcool, que desaparecem no conjunto harmonioso e característico. Ótima.

Já a versão Hefe-Weissbier Naturtrüb, da Kaiserdom, é bem particular, mas ainda assim segue a tradição alemã de boas cervejas de trigo. O aroma característico traz notas frutadas que remetem a banana e cravo. O paladar águado (que sugere leveza) parece ser a marca da cervejaria, e a Hefe-Weissbier Naturtrüb não foge á regra sendo bem menos densa que suas “concorrentes” (como a Weihenstephaner), mas ainda assim muito interessante, com as notas de banana e cravo bem balanceadas com o lúpulo num conjunto que ainda traz algo de lager.

E falando em lager, a Kaiserdom Premium é a que, comparativamente com outras do mesmo estilo, é a que mais se destaca da cervejaria. A Dark Lager tem em seus calcanhares a Köstritzer. Dificil pensar em Weissbier alemão e não pensar em Weihenstephaner (ainda que, para fugir da comparação, a Kaiserdom proponha o meio do caminho entre uma weiss e uma lager). Já a Premium é uma lager autêntica, bastante saborosa e acima das cervejas comerciais brasileiras, com o malte e o lúpulo totalmente perceptíveis e bem inseridos no ótimo conjunto. Uma bela surpresa.

As três Kaiserdom estão chegando ao Brasil em garrafas de 500 ml (entre R$ 8 e R$ 11) e belas latas de 1 litro (entre R$ 20 e R$ 25), como as da foto acima. Há um kit que, além das três latas (Premium, Weissbier e Dark Lager), também traz uma taça de 1 litro da casa – que é praticamente um exercício de levantamento de (copo) peso para se levar a boca. Em alguns empórios online, o kit é encontrado por R$ 120, mas no Duty Free costuma sair por 32 dólares. Vale o investimento.

Kaiserdom German Dark Lager
- Produto: Schwarzbier
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 4,7%
- Nota: 3,01/5

Kaiserdom Hefe-Weissbier Naturtrüb
- Produto: German Weizen
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 2,96/5

Kaiserdom Premium German Lager
- Produto: Munich Helles
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 4,5%
- Nota: 3,03/5

Leia também:

- Weihenstephan: a cervejaria mais antiga (aqui)
- Goethe jantava e almoçava Köstritzer (aqui)

Abril 19, 2012   3 Comments

Download: Tributo ao Los Hermanos

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Coletânea Re-Trato musicoteca Los Hermanos
Download -> http://www.amusicoteca.com.br/?p=6425

Disco 1
1. Todo Carnaval Tem Seu Fim – Do Amor
2. Vento – Quarto Negro
3. Morena – Tiago Iorc
4. Retrato pra Iaiá – nana
5. Último Romance – Graveola e o Lixo Polifônico
6. A Outra – Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz
7. Condicional – Pélico
8. Além Do Que Se Vê – Cohen e Marcela
9. Primavera – Banda Gentileza
10. Deixa o Verão – Tibério Azul
11. Tá Bom – 5 a Seco
12. A Flor – Nervoso e os Calmantes
13. Anna Júlia – Velhas Virgens

Bônus Tracks:
14. Dois Barcos – A Banda Mais Bonita da Cidade
15. Onze Dias – Rafael Castro
16. Azedume (instrumental) – Fusile
17. Anna Júlia (english version) – Velhas Virgens

Disco 2
1. Um Par – Dan Nakagawa
2. Cara Estranho – Leo Fressato
3. Sentimental – Phillip Long
4. Fingi na Hora Rir – Nevilton
5. Do Sétimo Andar – Érika Machado
6. De Onde vem a Calma – hidrocor
7. O Vencedor – Rodrigo Del Arc e Galldino
8. O Velho e o Moço – Maglore
9. Samba a Dois – Jô Nunes
10. O Pouco que Sobrou – Bárbara Eugênia
11. Conversa De Botas Batidas – Cícero
12. Pois é… – Transmissor
13. Casa Pré-Fabricada – Lula Queiroga

Bônus Track:
14. Morena – Wado
15. É de Lágrima – João e os Poetas de Cabelo Solto
16. Adeus Você – Nuvens

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Abril 18, 2012   4 Comments

Rolling Stone Brasil #67

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A edição que traz Romário na capa parece estar beeeem bacana. O amigo Paulo Terron conta sobre a viagem que fez ao Tenessee para conferir o primeiro show solo de Jack White, em sua própria loja, a Third Man Records, em Nashville. Outro amigo, Murilo Basso, encontrou Dinho Ouro Preto, e estou surpreso que continue vivo após ouvir o disco solo dele, mas ele conta a história toda na revista. Ainda tem Alabama Shakes (que ando alternando com Spiritualized, Jack White e Lee Ranaldo em meus fones), Chico Anysio e Sérgio Malandro. Marco presença na seção de livros, com algumas palavrinhas sobre “Sexo na Lua”, de Ben Mezrich (o mesmo caça-histórias de talentos que escreveu “Bilionários Por Acaso”, sobre Mark Zuckenberg.

Abril 18, 2012   No Comments

Oito vídeos: Ian McCulloch em São Paulo


Bring On The Dancing Horses


Rescue


The Killing Moon


Nothing Lasts Forever


Rust


Proud To Fall


Lips Like Sugar


I’m Waiting For The Man

Dois primeiros vídeos por Mac; os demais por Janio Dias

Leia também:
- Shows em São Paulo: Kurt, Thurston, Carl e Ian, por Mac (aqui)

Abril 17, 2012   1 Comment

Um cantinho da mesa no trabalho

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No comecinho da manhã…

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No finalzinho da tarde…

Abril 16, 2012   2 Comments

Europa 2012: roteiro quaaaase fechado

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Passagem comprada, agora não tem mais jeito. A KLM está com uma promoção bacana para voos que saem e chegam no Rio, então fica acertado que dia 22/05 embarco para Londres (entrando por Amsterdã) e volto no dia 16/06 vindo de Veneza. Ter que se ajeitar para encontrar o melhor preço de passagem fez com que dois eventos entrassem no roteiro: The Zombies, em Londres, dia 23/05 e (talvez) o festival Rock In IdRho 2012, em Milão, na Itália, que terá Lagwagon, The Offspring, The Hives e Billy Talent. Ainda tem Madonna em Roma, um dia antes, quem sabe. O roteiro, praticamente fechado, então é esse:

22/05 - Rio de Janeiro / Amsterdã / Londres
23/05 - Londres - The Zombies
24/05 - Londres - Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
26/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
27/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
28/05 - Londres - Big Star
29/05 - Barcelona
30/05 - Barcelona - Primavera Sound
31/05 - Barcelona - Primavera Sound
01/06 - Barcelona - Primavera Sound
02/06 - Barcelona - Primavera Sound
03/06 - Barcelona - Primavera Sound
04/06 - Luxemburgo
05/06 - Luxemburgo
06/06 - Lou Reed, Luxemburgo
07/06 - Cork, Irlanda
08/06 - Tom Petty, Cork, Irlanda
09/06 - Stone Roses - Barcelona
10/06 - Flaming Lips, Padova, Itália
11/06 - Bruce Springsteen, Trieste, Itália
12/06 - Madonna, Roma ?
13/06 - Rock in IdRho, Milão ?
14/06 - Veneza
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Agora é bater martelo sobre os hotéis e trechos internos…

Abril 16, 2012   No Comments

Histórias de Viagem: Um hotel e Cherry Coke

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Minha primeira vez em Paris começou com o pé esquerdo. Foi em um longo mochilão, em que por razões de economia, optei por pegar um voo de Madri (Barajas) para Paris às 6 da manhã por uma companhia barateira. Ou seja: cochilei durante a madrugada no aeroporto (lotado), e cheguei em Paris (Beauvais) às 8 da manhã – Beauvais é uma pequena cidade vizinha a Paris que atende voos da Ryanair.

Após quase 50 minutos de ônibus de Beauvais para o centro de Paris, comecei minha aventura francesa sofrendo para comprar o ticket de metrô (eu queria o de uma semana, mas na primeira tentativa só consegui fazer a senhora atendente me vender o unitário mesmo), e parti dali até o albergue que eu havia reservado via Hostel Word, o 3-Ducks, no 15º distrito, pertinho da Torre Eiffel.

Ao entrar no hostel, passado 10 horas da manhã, começou o sofrimento. Detonado pela noite mal dormida, eu só pensava em banho e cama. Queria tirar um cochilo e colocar a mala em algum locker antes de bater perna pela cidade luz. Primeira decepção: o 3-Ducks tem um horário de limpeza dos quartos de 11h até às 16h. Isso mesmo: nenhum quarto fica liberado neste horário (mesmo que você o reserve para uma semana – como eu havia feito).

Depois de argumentar bastante (e ouvir muita contra-argumentação; os franceses adoram), cansado e puto, pedi para guardar minha mala em um locker. Outra surpresa: não havia locker nem armário, mas sim uma sala de livre acesso a todos com todas as malas e mochilas de todos os hospedes. Eu já estava viajando há 30 dias, com uma mochila enorme, e duas mochilas menores (uma delas apenas com CDs comprados), e não havia a mínima condição de deixar as coisas ali.

Pedi para ir ao quarto, aproveitando o pouco tempo que havia antes das 11h, e tomar um banho. Mais uma surpresa negativa: o chuveiro era terrível. Voltei ao quarto extremamente puto, decidido a arrumar as coisas e ir embora, quando um japonês, de New Jersey, (percebendo meu “bad day”) salvou o dia: “Percebi que você está tenso. Você tem um mapa? Faz o seguinte: nos estamos aqui. Pega a Rua do Commercio que você vai sair na Torre Eiffel. Depois atravessa, vai no Arco do Triunfo e desce a Champs Elysees. Seu dia irá melhorar”.

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 E melhorou. Levei comigo a mochila de CDs, que deixei em um locker de metrô, cochilei em um passeio de balsa no Rio Sena (lembra do “Antes do Por-do-Sol”?) e decidi que iria procurar um hotel no dia seguinte. Durante a noite, até cogitei passar toda a estadia no 3-Ducks, mas não tinha como. Na manhã seguinte bati perna no 15º distrito, olhei alguns hotéis e acabei optando por um de… 1 estrela. No Mondial Hotel. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

Acho que paguei 38 euros por dia (a atendente, esforçada, entendia mais espanhol que inglês), mas o quarto (no quinto andar – sem elevador) era simples, limpo e aconchegante. Típico de Paris: havia pia e chuveiro, mas não vaso sanitário, que ficava no corredor (em muitos hotéis são assim). Lembrei-me de Paul Auster em “O Inventor da Solidão”. E sorri. Aquele seria o meu cantinho em Paris durante a próxima semana, e Paris (apesar do 3-Ducks) já tinha me conquistado no primeiro dia.

Havia uma estação de metrô na porta (La Motte-Picquet - Grenelle‎, que virou a minha estação Nelson Piquet – não tinha como esquecer), mas uma caminhada direta de 10 minutos pelo Boulevard de Grenelle (uma longa avenida) me colocava de frente com a Champ de Mars, e consequentemente com a Torre. A região, repleta de bistrôs e alguns bares escoceses, demorava a dormir, o que permitia jantar mais tarde, ou encarar um bom pint de Jenlain, a melhor cerveja francesa (quase na fronteira com a Bélgica, mas é francesa!).

Durante o dia fiquei freguês de uma vendinha ao lado do hotel. Redescobri a Cherry Coke, e acho que nesse período bebi mais o refrigerante do que água. Em uma das tardes, após voltar do Louvre, abri a geladeira da vendinha, e havia apenas duas. Fiquei na dúvida se pegava ambas, mas levei só uma torcendo para que a outra ficasse até a manhã seguinte. Bobagem: quando entrei na vendinha no outro dia, o dono (um senhor grisalho, quieto e sério) me olhou, sorriu e mandou um “more Cherry Coke”: ele havia reposto a geladeira. Abri um sorriso, peguei o refri e, ainda, um pacote de madeleines.

Quando voltei a Paris no ano seguinte, pensei seriamente em reservar esse mesmo hotel, mas descobri um apartamento aconchegante em Les Halles (esse aqui), numa travessa da mítica Rua Montorguei (que já havia sido pintada por Monet em 1878 – olhe aqui), e foi paixão a primeira estadia (e a hospedagem mais barata de toda aquela viagem). Possivelmente nunca volte a ficar no Mondial Hotel, mas sempre vou me lembrar dele (e da Cherry Coke), pois ele salvou a minha primeira passagem pela cidade.

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Leia também:
- Histórias de Viagem: D’akujem (aqui)
- Diário de Viagem Europa 2008: 40 Dias (aqui)
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- Cinco fotos: Paris (aqui)
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- Uma foto de viagem e outras lembranças (aqui)
- Quatro itens para economizar em Paris (aqui)
- Paris: um festival de cheiros, cores e sabores (aqui)
- Coisas sobre Londres e Paris (aqui)
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- Nem Sadine, nem o anao de jardim… (aqui)
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Abril 15, 2012   7 Comments

Quando o silêncio se instala, e tudo mais perde importância.

Abril 14, 2012   No Comments

Três vídeos: Wado, Apanhador Só e Volver


“Si Próprio”, Wado (site oficial: http://wado.com.br/)


“Nescafé”, Apanhador Só (site oficial: http://www.apanhadorso.com/)


“Mangtue Beatle”, Volver (site oficial: http://www.volver.com.br/)

Abril 12, 2012   No Comments