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Posts from — Fevereiro 2012

Opinião do Consumidor: Damm

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Uma das principais cervejarias espanholas (e catalãs), a Damm abriu as portas em 1876, quando o mestre cervejeiro Joseph Damm se instalou em Barcelona e começou a produzir aquela que seria a principal representante da marca, a Estrella Dourada (agora Estrella Damm). A vedete dos dias de hoje é a premiadíssima Voll-Damm Doble Malta, mas eles ainda produzem um cardápio vasto das quais vale citar, além das três abaixo, a Bock Damm, a Estrella Damm Inedit (criada pelo chef Ferran Adrià) e a popular (na Espanha) Xibeca.

Carro chefe da cervejaria catalã, a Estrella Damm lembra muito as american lagers brasileiras de balcão, e suas principais características, assim com nas nacionais, são a leveza e o fato de ser refrescante, ou seja, apropriada para ser bebida no verão e em grande quantidade. O aroma é marcado por cereais não maltados (arroz, milho e o próprio malte, todos presentes na formulação) enquanto o lúpulo bate ponto de amargor. Ótima… para se beber em terras espanholas. Por aqui vale ficar com as nacionais (principalmente pelo preço).

A premiada Estrella Damm Daura foi uma das primeiras cervejas sem glúten, ou (no caso da Daura) com baixa concentração de glúten (menos de 6 ppm) disponíveis no Brasil. Num primeiro momento, não há nenhuma diferença perceptível entre a versão tradicional e a Daura, o que já é uma boa notícia. O aroma é de uma lager típica e o paladar é levemente amargo, com manda o figurino. O final, no entanto, é mais adocicado que a Estrella Damm tradicional, marcado a garganta e o céu da boca. Opção interessante para os celíacos.

Já a Weiss Damm é a boa tentativa catalã de emular a escola clássica de cerveja de trigo alemã, da qual a Weihenstephaner é a principal (e sensacional) representante. O aroma segue a tradição com um pouco de cravo, outro tanto de banana e floral além de um pouco de mel e álcool (o que lhe confere um tom metálico). O paladar, mais águado e menos adocidado que o normal, traz algo de frutado (tutti-frutti) e de casca de laranja, mais as notas de banana e cravo. Um bom conjunto que se encerra em um final seco, doce e bem sugestivo.

Importadas pela BrazilWays, as Damm ainda estão chegando ao País com preços não tão competitivos pelo que oferecem. A Estrella Damm pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 9, muito acima de várias marcas nacionais próximas. A Weiss Damm trabalha na mesma faixa e a Daura, um pouco mais acima, entre R$ 14 e R$ 16. São cervejas interessantes para serem consumidas na Espanha, mas que aqui só vale realmente o investimento se for o caso da recomendadíssima Voll-Damm.

Ps. Vale ver a propaganda abaixo, com o chef Ferran Adrià, e a frase da campanha: “às vezes o normal pode ser extradionário”.  Eles sabem que suas cervejas são normais… mas podem ser especiais.

Teste de Qualidade: Estrella Damm
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 4,6%
– Nota: 2,50/5

Teste de Qualidade: Estrella Damm Daura
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,35/5

Teste de Qualidade: Estrella Damm Daura
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,56/5

Leia também
– Bock Damm, uma cerveja bem gostosa e leve (aqui)
– Top Ten Cervejas Européias Viagem 2008: Voll-Damm (aqui)
– Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza (aqui)
– Weihenstephan Brewery, mil anos de tradição cervejeira (aqui)

Fevereiro 26, 2012   No Comments

Cinco blogs especializados em bootlegs

Fevereiro 24, 2012   No Comments

Dez links e um vídeo

– Extras do livro “A visita cruel do tempo”, de Jennifer Egan (aqui)
– Playboy: 5 perguntas – Gruff Rhys, do Super Furry Animals (aqui)
– Flávia Durante: Baixe o disco de 1969 da Vanusa é maravilhoso (aqui)
– Bolão do Oscar: O que eu e amigos achamos que deve ganhar (aqui)
– Mastodon fala sobre clássicos do peso: melhor riff, melhor grito (aqui)
– El País: A pior atuação de Bob Dylan (Live Aid, 1985) (aqui)
– Paul Auster ao El País: “Há uma geração inteira sem futuro” (aqui)
– Lambchop: “Há excesso de ironia no mundinho alternativo” (aqui)
– El País: O grito rock de Bruce Springsteen (aqui)
– Belo texto da Isabel Monteiro (Drugstore) sobre Sócrates (aqui)

Fevereiro 24, 2012   No Comments

Histórias de Viagem: D’akujem

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Bratislava sempre esteve em nossos planos quando traçamos o roteiro de viagem de 2010 (aqui), mas não tínhamos a mínima ideia do que esperar. Seduzidos pelo Bratislover, um ticket promocional “Viena/Bratislava – Bratislava/Viena” por apenas 14 euros (que ainda lhe permite andar de ônibus gratuitamente na capital eslovaca – infos aqui), partimos em direção a Hlavná Stanica (essa), e fomos caminhando até o centro histórico.

Entramos numa ruela, dobramos uma esquina e ficamos de frente a torre Michalská Brána. No pé da pequena torre, uma mãe pobre tocava uma espécie de sanfona enquanto sua filha, em um carrinho, sorria. Demorou alguns segundos para cair a ficha, mas percebemos um casal com jeitão de turista subindo uma porta ao lado da torre, e decidimos seguir para encontrar a melhor vista da cidade (melhor até que a vista do castelo, que iríamos visitar depois).

Fizemos várias fotos do centro histórico visto lá de cima (as da Lili aqui), olhamos os objetos expostos no pequeno museu e, na saída, encantado com o local, perguntei para uma das senhorinhas (apenas senhorinhas aparentemente tomavam conta do lugar) como se dizia “Thank You” em eslovaco. Sofri algumas vezes para repetir, mas, diante do sinal positivo, sorri, e acho que alcancei uma pronuncia nota 5.

Então a senhorinha toca meu braço, mostra o ticket que estou segurando (esse da foto), e começa a falar empolgadamente em eslovaco algo que não tenho a mínima ideia do que seja. Fico atônito, Lili começa a rir, e a senhorinha, vendo o nosso desentendimento, me puxa até uma janela (a entrada do museu fica no segundo andar da torre) e aponta para algo na esquina, e também para o bilhete. A ficha cai: Farmaceutická Expozícia.

Toda sua empolgação era para que eu entendesse que o ticket de 2,30 euros da entrada do Mestské Múzeum Bratislave (o Museu da Torre) também me dava direito a conhecer o Museu de Farmácia, na esquina. O verso do ticket falava mais sobre ele. Agradeci em eslovaco, para treinar, e até chegamos a olhar a pequena lojinha que abrigava a exposição farmacêutica, mas pela correria do dia (bate e volta Viena/Bratislava) não entramos.

Ainda assim, dentre as coisas que me fazem lembrar Bratislava estão o garçom que serviu cerveja tcheca quando pedi uma “cerveja nacional” (exemplo perfeito de como o sentimento de nação ainda é confuso para eles), os prédios russos enfileirados do outro lado da margem do rio na vista do castelo, e essa senhorinha falando eslovaco animadamente para um brasileiro que tinha acabado de falar a primeira palavra em seu idioma: “D’akujem”.

É uma imagem querida…

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Leia também:
– Bratislava, pequena grande cidade (aqui)
– E então, no quinto dia, o sol apareceu em Viena (aqui)
– Aqui o diário completo da viagem de 2010 (aqui)

Fevereiro 23, 2012   No Comments

Três filmes: o espião, a hacker, o jornalista

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“O Espião Que Sabia Demais” (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, 2011)
Londres, início dos anos 70: em tempos de Guerra Fria, o Serviço de Inteligência do Reino Unido atua entre duas potências, Estados Unidos e União Soviética, e suas agências de segurança CIA e KGB, tentando esfriar os ânimos para que nenhum chefe mais esquentado aperte o botão e comece uma guerra nuclear. Tudo é informação, e muitas vezes ela vale mais do que dinheiro – e do que a própria vida. Qualquer peça movimentada de forma errada pode causar um imbróglio internacional, e é neste cenário de jogos de interesses que o diretor sueco Tomas Alfredson tenta dar foco a um roteiro “espertinho”, baseado no romance de John Le Carré, que quase coloca o filme a perder. A culpa é da dupla de roteiristas Bridget O’Connor e Peter Straughan, que quis dar ao filme aquela sacadinha cool, mas causa mais bocejos que admiração. O tédio aumenta com o trabalho do fotógrafo Hoyte Van Hoytema, que passa boa parte do filme exercitando zoons lentos. Ainda assim, Gary Oldman se destaca (nada que justifique um Oscar), mas Colin Firth é subaproveitado em uma história que mais parece um jogo lento, chato e arrastado de xadrez que, após duas horas e sete minutos, termina empatado.

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“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011)
Primeiro filme da adaptação hollywoodiana da trilogia literária milionária escrita pelo jornalista Stieg Larsson, morto em 2004, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” soa o projeto perfeito para a grife David Fincher: um suspensão movido a assassinatos brutais, mensagens cifradas da Bíblia e personagens incomuns numa paisagem exuberante. Daniel Craig interpreta Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo que cai em desgraça após perder um processo por calúnia e difamação, e acaba aceitando um estranho trabalho em uma ilha na costa sueca: desvendar o desaparecimento de uma garota, 40 anos antes. Calma, tem mais: Rooney Mara, que se transmuta da namoradinha nerd de Mark Zuckerberg em “A Rede Social” para a hacker Lisbeth aqui, um personagem tão complexo e tão repleto de detalhes que vale ver o filme apenas para acompanha-lo (e torcer para que ela leve o Oscar – não deve ter mais espaço na casa da Meryl Streep). A trama de 2 horas e 38 minutos alterna momentos fortes com passagens desnecessárias destacando uma bela fotografia, um roteiro que poderia ser mais enxuto e uma montagem que deveria ser (ainda) mais ágil. O resultado é apenas ok, mas David Fincher ainda terá mais duas chances para superar “Seven”. Pelo visto aqui ele dificilmente conseguirá…

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“As Aventuras de Tintim” (“The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn”, 2011)
Outra franquia que deve tomar as salas de cinema (normais e 3D) durante os próximos (15, 20) anos, “As Aventuras de Tintim” é o primeiro episódio da série que narra em película às histórias do jovem repórter belga criado por Hergé, em 1929. Não espere ambientação. Logo no começo do filme, em uma belíssima valorizada pelo 3D, Tintim pega um retrato seu desenhado por um artista de rua, e esta será sua apresentação, e também a de Milu, seu cão fiel. Daí em diante, Steven Spilberg faz o que sabe muito bem: jogar seu personagem para cá e para lá em dezenas de cenas aventureiras que não desperdiçam momentos de perseguição, pitas de comédia e boas cenas de luta. Desta forma, Tintim parece a versão jovem do professor de arqueologia Indiana Jones, essa simplificação soa grosseira e desrespeitosa com o personagem de Hergé, pois Spilberg se concentrou nas aventuras, mas esqueceu de dar alma ao personagem, que, arremessado de lá pra cá numa correria desenfreada em busca de um tesouro qualquer, não seduz nem causa admiração, parecendo um filme de Walt Disney dos anos 50. Se tivessem deixado nas mãos da Pixar… (em tempo: Peter Jackson já foi escalado para o próximo. Alguma esperança?).

Fevereiro 23, 2012   No Comments

Quatro cervejas do Mestre das Poções

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O Mestre das Poções é uma cervejaria artesanal de Araras, no interior paulista, que produz cervejas seguindo a orientação das fases lunares, que define o comportamento de cada poção. “Procuramos fazer nossas cervejas durante eventos astronômicos específicos”, explica o site oficial, e a produção fica entre 60 e 120 litros, resultando em um número de 100 até 200 garrafas (todas numeradas). Há ainda um interessante guia em cada um dos rótulos (tudo explicado aqui), que amplifica a busca da cervejaria pelo modo artesanal de se produzir cerveja: eles não só valorizar um modo humanista de se preparar uma bebida, mas também de viver.

Segundo o site oficial, a Poção da Lua Nova foi a versão mais desafiadora para o Mestre das Poções. “A influência da Lua Nova é traiçoeira e cruel, é necessária muita atenção e cuidado no processo alquímico”, explica. Produzida em 2011 (garrafa 51 de um lote de 106), essa poção é uma cerveja escura que lembre levemente uma stout, mas está mais para uma bock encorpada: aroma de malte torrado remetendo a café e chocolate, mas leveza no paladar com o lúpulo marcando a garganta de forma interessante. Final tostado e bem suave. É, nas palavras do mestre, uma cerveja de “iluminação pessoal e liberdade de expressão”. Beba umas três dela pra você ver.

A Poção de Cura, por sua vez, teve que ser retirada do cardápio da cervejaria após uma reportagem do Fantástico que apontava produtos que prometiam um bem, sem cumpri-lo. “Em nenhum momento foi prometido efeitos medicinais”, explica texto no site oficial. Ainda assim, a cervejaria optou por alterar o nome da cerveja, que passou a se chamar Poção da Lua de Mel. A minha garrafa, no entanto, é pré-reportagem, número 105 de um lote de 220 fermentado na lua crescente. O malte de caramelo marca o aroma com bastante simplicidade. O paladar, também simples, é mais adocicado e até um pouco aguado. Lembra uma Pilsen Premium, um tiquinho mais caprichada (natural).

Terceiro rótulo do Mestre das Poções, a Poção de Trigo da Lua Cheia (garrafa 73 de um lote de 97 fermentado na lua cheia) segue o caminho proposto pela Bodebrown Hop Weiss, uma mistura de malte de cevada com malte de trigo que elimina a característica tradicional de uma weiss deixando-a mais encorpada, translucida e caramelada. “Consideramos uma ale com trigo”, explica um texto no site. O aroma é interessante: floral, com algumas notas de caramelo e uma sugestão de anis. O paladar não entrega o que o aroma promete, pendendo para um leve amargor que remete a cravo e biscoito. Ainda assim, o final é interessante.

Para fechar, a Poção do Rubor da Menina (garrafa 102 de um lote de 108 fermentado na lua minguante). “É surpreendente encontrar aromas doces e sedutores”, avisa o site oficial, referindo-se as especiarias que aproximam o conjunto da escola red ale. Ainda assim, o aroma é suave, com leve sugestão de malte, figo e pão. O paladar é picante, com as especiarias mostrando serviço ao lado do malte de caramelo, da boa presença de lúpulo, notas de frutas vermelhas e, também, de álcool, bem inserido no contexto. Com graduação alcoólica de 5% a 7%, a Poção do Rubor da Menina é um dos destaques da cervejaria. O final é terroso e interessante.

Além das cervejas, o Mestre das Poções também produz Hidromel, uma bebida alcoólica fermentada à base de mel e água. Os rótulos da cervejaria ainda não estão disponíveis no mercado, mas é possível fazer pedidos pelo site oficial (aqui). As quatro acima foram compradas no Beer Experience I, em São Paulo, ao preço de R$ 15 cada garrafa de 600 ml. São cervejas boas e interessantes pelo contexto que proporcionam (ainda mais se você curtir a ideia toda). Nenhuma delas irá proporcionar um eclipse (ok, depende do quanto você beber) nem trazer a pessoa amada, mas são boas companheiras para beber lendo o horóscopo ou admirando o por-do-sol.

Poção da Lua Nova
– Produto: Stout
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: entre 5% e 7%
– Nota: 3,02/5

Poção de Cura
– Produto: American Lager
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: entre 4% e 5%
– Nota: 2,85/5

Poção de Trigo da Lua Cheia
– Produto: Hop Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: entre 5% e 7%
– Nota: 3,05/5

Poção do Rubor da Menina
– Produto: Red Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: entre 5% e 7%
– Nota: 3,08/5

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Leia também
– Cinco pubs de cervejarias nos EUA, por Mac (aqui)
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Fevereiro 21, 2012   No Comments

Europa 2012: 2º rascunho de viagem

A viagem começa a tomar forma, mas dai começam a pintar uns shows interessantes, com Brendan Benson dois dias antes de Elvis Costello em Londres, ou esse do Soundgarden com Afghan Whigs e The Gaslight Anthem em Milão na segunda pós-Primavera. Por enquanto, o confirmado é isso:

24/05 – Londres – Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
26/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
27/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
28/05 –
29/05 –
30/05 – Barcelona – Primavera Sound
31/05 – Barcelona – Primavera Sound
01/06 – Barcelona – Primavera Sound
02/06 – Barcelona – Primavera Sound
03/06 – Barcelona – Primavera Sound
04/06 –
05/06 – Luxemburgo
06/06 – Lou Reed, Luxemburgo
07/06 – Cork, Irlanda
08/06 – Tom Petty, Cork, Irlanda
09/06 – Trieste, Itália
10/06 – Trieste, Itália
11/06 – Bruce Springsteen, Trieste, Itália

Datas possíveis
22/05 – Brendan Benson, Scala, Londres
23/05 – Brendan Benson, Ruby Lounge, Manchester
28/05 – Big Star Plays Third – Londres
28/05 – Bruce Springsteen – Pinkpop – Holanda
28/05 – Soundgarden – Rockhal – Holanda
28/05 – Metallica Plays Black Album – Bélgica
29/05 – Soundgarden – Paris – Le Zenith
04/06 – Soundgarden e Afghan Whigs, Milão, Itália
10/06 – Black Sabbath – Download Festival – Reino UNido

Fevereiro 16, 2012   No Comments

1º capítulo: A Visita Cruel do Tempo

Leia também:
– Gabriel Innocentini escreve sobre “A Visita Cruel do Tempo” (aqui)

Fevereiro 14, 2012   No Comments

Cinco fotos: Roma

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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A luz no Pantheon

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Romanos

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Deuses

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Moedas na Fontana

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Trastevere

Leia também:
– A Roma de Federico Fellini (aqui)
– Wilco ao vivo em Roma (aqui)
– Parco della Musica, de Renzo Piano (aqui)
– Arte sacra, Bernini, Caravaggio e tiramisu (aqui)
– Vinho, massas, calor e ruínas históricas (aqui)
– Três horas de Bruce Springsteen em Roma (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

Fevereiro 13, 2012   No Comments

Cinco perguntas para Marcelo Jeneci

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Fotos por Liliane Callegari

“Feito Pra Acabar”, o disco de estreia de Marcelo Jeneci, teve um lançamento em duas etapas: a primeira, via Natura Musica, em dezembro de 2010, o que permitiu que aqueles que ouvissem o álbum o recomendasse aos amigos, e o colocasse no topo do Melhores do Ano do Scream & Yell 2010: “Feito Pra Acabar” ficou a frente de “Efêmera”, de Tulipa Ruiz, por dois votos (40 a 38).

O pessoal do selo Som Livre Apresenta comprou a ideia e “relançou” o álbum em janeiro, o que fez com que Marcelo Jeneci aparecesse novamente em diversas listas de melhores do ano, e fosse elevado ao posto de Homem do Ano na categoria Música da eleição da revista GQ (leia aqui). No Scream & Yell, Marcelo Jeneci foi novamente campeão, mas desta vez no posto de Melhor Show Nacional de 2011 – que ele venceu novamente por dois votos, e desta vez, Criolo (veja aqui).

No papo rápido abaixo ele desmitifica o sucesso (“Eu gosto de ser popular”, conta), confessa que imaginava a boa repercussão do álbum e já começa a desenhar o sucessor. “Já estou trabalhando nele, compondo músicas”, adianta. Com vocês, Marcelo Jeneci.

Como foi 2011 para você?
Foi um ano de muito trabalho. Nos últimos quatro anos eu passei elaborando todos os detalhes da construção deste primeiro disco; as músicas, as construções melódicas, as letras. Eu fiquei três anos trabalhando nisso, gravei no começo do ano passado e lancei no começo deste ano. Então foi o primeiro ano em que experimentei os resultados do trabalho, espalhando e chegando para muita gente como eu queria que chegasse. Foi um ano de realização e de projetar o próximo passo. Passei um bom tempo fazendo shows em vários Estados do Brasil e, ao mesmo tempo, ficando feliz com as situações de destaque que acabam aparecendo. Foi um trabalho bastante sincero e verdadeiro para mim.

Você tinha expectativa desta recepção?
Expectativa a gente sempre tem. Confesso que, em vários momentos, eu ficava imaginando: “Seria legal ouvir essa música tocando na rádio, as pessoas cantando aquela outra…”. Eu ficava imaginando e me emocionava. Só não sabia de fato que as coisas iriam acontecer como estão acontecendo. Na maioria das vezes o mundo é injusto, mas nesse caso não tenho do que reclamar.

Como você se encaixa nesse momento da música brasileira?
Eu sou mais um em um momento muito fértil, muito bacana para quem está produzindo agora. A vida vai mostrando pra gente que ela segue um movimento espiral, cíclico, e algumas coisas vão se repetindo. Acho que a gente vive um período muito rico culturalmente, e não só na música, mas em várias áreas. O mundo começou a borbulhar e a arremessar coisas novas. Eu sinto que de uma hora para outra apareceram vários lugares para serem ocupados, e muitos artistas bons estão ocupando estes lugares.

E o próximo disco?
Eu tive 28 anos para fazer o primeiro disco, e o tempo será, com certeza, menor para o segundo disco. Eu já estou trabalhando nele, compondo músicas. Acho que começo a gravar no final do ano que vem.

E sobre a música na novela? Como você vê isso?
Para mim é natural. Cresci assistindo TV aberta. Sempre fui muito ligado a cultura popular e é dai que venho, (daí que) absorvi tudo isso. Quando comecei a fazer músicas, elas acabaram sendo encaminhadas para este tipo de lugar. Música na novela na voz da Vanessa da Mata, do Leonardo… Aos poucos fui percebendo uma triangulação, como se eu saísse de um lugar, fosse para outro, e tentasse devolver… tudo que eu faço sai com essa vontade de grande exposição, grandes massas, porque é dai que eu venho, é esse universo que absorvi muito. É a base do que faço. Eu gosto de ser popular. A maior vontade do compositor é de que a música dele seja escolhida pelas outras pessoas, que ela não seja só dele, mas dos outros também. Que as pessoas escolham aquilo pra si e cantem, se identifiquem. Acho que esse é o maior desejo do compositor. Não compartilho dessa visão negativa da exposição. Acho legal que você tenha um trabalho sincero, original. Prefiro as coisas que acontecem depois de existir do que as que existem antes de acontecer. Isso soa meio falso, meio mentiroso, e parece um planejamento comercial. Prefiro quando acontece naturalmente. Quando é assim, não tem quem não goste.

É algo natural…
Isso. Eu não penso nela. Acaba saindo nesse formato.

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– Ao vivo em  SP : Letuce e Marcelo Jeneci, por Mac (aqui)
– Jeneci e a não descartabilidade da música, por Ismael (aqui)

Fevereiro 6, 2012   No Comments