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Posts from — Janeiro 2012

Opinião do Consumidor: Bodebrown

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Primeira Cervejaria Escola do Brasil, fundada em 2010, a curitibana Bodebrown vem ganhando destaque merecido desde que Samuel Cavalcanti transformou sua cervejaria em uma “casa da cerveja”, tendo ensinado mais de 400 pessoas a produzir cerveja, e comercializando todo o material necessário para a produção de cerveja artesanal. Além de apoiar a cultura cervejeira, a Bodebrown é responsável por três rótulos de altíssima qualidade: a Bodebrown Hop-Weiss, a IPA Perigosa e a premiada Wee Heavy.

A Bodebrown Hop Weiss surpreende aqueles que esperavam uma Weiss tradicional: a mistura de malte de cevada com malte de trigo, junto ao lúpulo de amarillo, faz a cerveja ficar translúcida. As tradicionais notas de banana desaparecem dando lugar a tons cítricos que remetem principalmente a maracujá, e valorizam o malte. No paladar ela surge adocicada e aconchegante, com o maracujá novamente batendo ponto até o final… suave (e quase nenhum amargor). Eis uma cerveja refrescante e saborosa.

Já a versão Imperial IPA da Bodebrown, carinhosamente chamada de Perigosa (ex-Venenosa), não brinca em serviço: é uma cacetada de lúpulo presente já no aroma, intenso, bem balanceado entre o cítrico (limão) e o adocicado (caramelo). A brincadeira não para por ai: no paladar, o lúpulo carregado causa um forte amargor, característico do estilo norte-americano, mas vai se aconchegando entre notas cítricas e carameladas até seu final, complexo e nada alcoólico (apesar dos 9,2% de graduação). Um tesouro.

O rótulo da Wee Heavy, medalha de ouro na 18ª edição do Mondial de la Biére, em Montreal, no Canadá, avisa: “O ponto central desta receita é o malte”. A inspiração é uma velha receita de monges beneditinos de terras escocesas datada de 1719. O aroma segue a indicação do rótulo, com malte em destaque e variações de tostado que abrangem café, caramelo e chocolate. O paladar carrega um dulçor alcoólico que encanta aliado às variações tradicionais do aroma. O final é seco com uma leve lembrança de caramelo. Puro ouro.

Os curitibanos podem comprar qualquer uma das cervejas da Bodebrown diretamente na cervejaria, mas quem é de fora pode recorrer ao excelente site do Clube do Malte (aqui), que entrega em todo o território nacional com frete fechado de R$ 15 (no site, cada uma das Bodebrown está saindo por R$ 17,90, mas existem promoções que barateiam o preço). Ainda vale recorrer ao próprio site da Bodebrown (aqui). Além das três acima eles têm uma Graviola Barley Wine e uma Bodebrown Cerveja do Amor (frutada). Se eu morasse em Curitiba, iria “estudar” lá. Fica a dica…

Teste de Qualidade: Bodebrown Hop Weiss
- Produto: Hop Weiss
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 3,22/5

Teste de Qualidade: Perigosa
- Produto: Imperial IPA
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 9,2%
- Nota: 3,92/5

Teste de Qualidade: Wee Heavy
- Produto: Strong Scoth Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 8Graviola Barley Wine %
- Nota: 4,13/5

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Leia também
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Janeiro 31, 2012   3 Comments

Download: Rosie and Me


“Arrow of My Ways”, Rosie and Me (Independente)
http://www.facebook.com/rosieandme?sk=app_220150904689418

Leia entrevista com Rosanne Machado aqui

Janeiro 31, 2012   No Comments

Promoção Agência Alavanca no Studio SP

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SORTEADOS: Ana Luiza Catalano e Nathalie Conrado

Dia 02 de fevereiro (quinta), a Agência Alavanca volta ao Studio SP com Apanhador Só e Garotas Suecas, que se encontram para celebrar o verão a partir das 21h. Da discotecagem especialmente preparada pelas DJs Kátia Mello e Manoela Miklos ao repertório das bandas, a festa é conduzida por canções ao mesmo tempo sentimentais, tropicais, algo psicodélicas e um pouco estranhas, que poderiam servir de trilha sonora para “Inherent Vice”, do escritor Thomas Pynchon.

De Porto Alegre, o Apanhador Só faz apresentação extra em São Paulo, depois de esgotar rapidamente os ingressos para show no SESC Carmo, dia 30 de janeiro. “Torcicolo”, “Paraquedas” e “Na Ponta dos Pés” estão entre as músicas inéditas que o quarteto promete mostrar ao público. Essas e outras composições do vocalista e guitarrista Alexandre Kumpinski devem fazer parte do segundo álbum do grupo, um dos nomes mais ativos e elogiados da nova música popular brasileira.

Reprocessando influências de ritmos negros americanos (o rock, o funk e o soul) a partir da tradição antropofágica brasileira (o tropicalismo dos Mutantes, a fase roqueira de Roberto Carlos e o groove de Tim Maia), o Garotas Suecas arrebata fãs dentro e fora do país com o balanço contagiante de seu álbum de estreia, Escaldante Banda.

Após cinco turnês no exterior (quatro nos EUA e uma no Velho Continente), o Garotas Suecas prepara-se para gravar o segundo álbum em 2012. O Scream & Yell em parceria com a Agência Alavanca oferece dois kits com um um par de ingressos cada para o baile de verão da Alavanca + um belo pôster da noite, assinado pelo designer gráfico Jaime Silveira.

Para concorrer basta tuitar a seguinte frase: “Eu quero ir ao Baile de Verão da Alavanca com @Apanhador_So, @Garotas_Suecas e @ScreamYell no @Studio_SP” e colar nos comentários o link do tuite. Não esqueça do e-mail! O sorteio será feito na quinta-feira no começo da tarde (fique atento ao seu e-mail) e os ganhadores deverão retirar os prêmios no local.

Download: baixe os discos do Apanhador Só e do Garotas Suecas nos sites das duas bandas:

www.apanhadorso.com;
www.bandagarotassuecas.com.br

Serviço:
Baile de Verão da Alavanca
Quinta, 2 de fevereiro, a partir das 21h
Studio SP – Rua Augusta, 591, Centro – São Paulo, SP
Entrada: R$ 15 (lista – studiosp.org) e R$ 20 (na hora)
(11) 3129-7040
www.studiosp.org

Janeiro 31, 2012   28 Comments

Uma frase

“Você pode viver cem anos se desistir de todas as coisas que o fazem querer viver até os cem anos”
Woody Allen

Janeiro 30, 2012   1 Comment

Três Filmes: Scherfig, Van Sant, Almódovar

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“Um Dia” (“One Day”, 2011)
Madrugada de 15 de julho de 1989: Emma (Anne Hathaway), uma nerd com tendência a poetisa, óculos fundo de garrafa e insegurança, leva pra casa um “amigo” de faculdade, Dexter (Jim Sturgess), o pegador da turma, misto de playboy e babaca, que dormiu com quase todas as garotas da sala, e nunca prestou atenção nela, mas nada como o alcoolismo às 5 horas da manhã. Corte: 15 de julho de 1990, 1991, 1992, 1993 (…), 2000: com o passar da data (o filme – e o livro homônimo no qual foi inspirado – se passa nesse dia de todos os anos), os personagens invertem os papeis: Emma constrói uma carreira segura enquanto Dexter, que continua babaca e perdido, entra numa espiral de decadência e decepções que confere um pouco de sentimento prum personagem carente de personalidade. Copia descarada de “Harry e Sally” (1989) e “Cidade dos Anjos” (1998), e outros menores, “Um Dia” é previsível, sem alma, melodramático e raso, e defende com soberba que todo mundo merece o amor (mesmo os tolos e babacas). Lone Scherfig, que havia estreado bem com “Italiano para Principiantes” (2000), mas ganhou fama com o moralista “Educação” (2009), fez um filme asséptico, que mais parece a adaptação de um romance da série Julia. Decepção.

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“Inquietos” (“Restless”, 2011)
Garoto que perdeu os pais em um acidente de carro se apaixona por uma paciente terminal de câncer. O resumo em uma linha de “Inquietos” pode afastar alguns possíveis espectadores, mas Gus Van Sant cria uma atmosfera tão delicada em torno de seus dois personagens que as tragédias que os perseguem não conseguem transformar “Inquietos” em um dramalhão choroso. Annabel Cotton (Mia Wasikowska, de “Alice no País das Maravilhas”, 2010) tem apenas três meses de vida, e não pretende passar estes 90 dias desperdiçando momentos. Enoch Brae (Henry Hopper, filho da lenda), que após a morte dos pais e um pequeno período de coma, passou a receber visitas regulares de um fantasma de um soldado kamikase japonês e começou a visitar velórios como se estivesse indo a padaria, primeiramente se assusta com a disposição de Annabel, mas depois se entrega a esta relação improvável. O cineasta Gus Van Sant conduz as cenas de forma lenta sem tornar a história enfadonha, e extrai poesia do relacionamento improvável pintando um quadro delicado, de extrema beleza e sensibilidade, que ao contrário de vilanizar o destino inevitável, opta por valorizar o que existe, mesmo que de forma limitada: a vida.

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“A Pele Que Habito” (“La Piel que Habito”, 2011)
O doutor Robert Ledgard (Antonio Bandeiras) é um notável cirurgião plástico que tem a obsessão de recriar a pele humana em experimentos não aprovados pela comunidade cientifica, desde que sua esposa sofrera graves queimaduras após um acidente de carro. Operando em sua própria casa, e assombrado pelos fantasmas da esposa e da filha, enferma mental que se suicidou, Robert Ledgard inicia um processo absurdo e surreal que consiste em transformar um homem em mulher, primeiro através de uma operação de vaginoplastia e, posteriormente, no experimento de uma nova pele. O argumento surreal de “A Pele Que Habito” saiu do livro “Mygale”, de 1995 (publicado depois sob o título “Tarântula”), do escritor francês Thierry Jonquet, mas poderia facilmente ter saído da mente maluca do diretor, que transforma o livro em um excelente filme de suspense tão repleto de camadas que merece ser visto três, quatro, cinco vezes, se possível. Canastrão como sempre, nem Banderas consegue estragar o ritmo do filme, que ganha em cores fortes enquanto discute estupro, vingança, sexo e personalidade de forma esplendida – alternando doses de tensão com boas passagens de ironia (como a brilhante cena final, tão absurda quanto genial, um momento raro de beleza do cinema atual).

Leia também:
- “Educação”: cheio de lições de moral para a vida (aqui)
- “Italiano para Principiantes”: intimismo e simplicidade de (aqui)

Janeiro 30, 2012   4 Comments

O grande desafio

Duas da manhã de segunda-feira e eu tentando coordenar as ideias. Tenho pensando um bocado na vida desde que a taquicardia começou a me visitar com uma frequência não tão agradável. Logo eu, que carrego uma dor de estômago rebelde desde os 21 anos, e que me obriga a endoscopias ano sim, ano não. Vou te contar: dor de estômago, taquicardia e dor de cabeça, juntas, chega a assustar.

As coisas todas começaram a fugir do controle de uns três meses pra cá, e desde então tenho estado mais reflexivo do que o normal, tentando driblar meus próprios limites para fazer as coisas que amo – ou que aprendi a amar. E me questionado cada vez mais sobre quem sou eu, o que me representa, qual minha função no mundo, qual o sentido de tudo isso. Por favor, ria comigo. As coisas não podem ser tão sérias assim.

Se cheguei a alguma conclusão? Nenhuma. Escrevo para eu mesmo me compreender. Ou ao menos tentar. Se a vida que estou levando está provavelmente diminuindo meus anos de vida neste planetinha azul, já está na hora de começar a mudar de vícios. Ou de sonhos. Mas será preciso? Mais: será que ao deixar meus sonhos sumirem no ar como fumaça também não deixo de ser eu mesmo? Não passo a ser outro eu, mais infeliz?

Dúvidas. Mudar é algo complicado. Abandonar coisas é difícil. Estou tentando aconchegar tudo que consigo em uma pequena concha, e me esconder do mundo. Ou, quem sabe, me reinventar. Podemos, você sabe, fazer o que quisermos, na hora que quisermos. Podemos mudar de vida, largar emprego, família, cidade, e vivermos em qualquer lugar, de qualquer maneira. É preciso apenas ter… coragem.

É preciso apenas ser um bocadinho irresponsável, mas se a situação chegou ao ponto que chegou é porque eu já estava sendo irresponsável na tentativa vã de abraçar o mundo e ser feliz. Talvez. Quem sabe. Sei lá. São duas e pouco da manhã de uma segunda-feira e eu preciso olhar nos olhos da minha alma e decidir quem eu quero ser daqui em diante (sendo que me orgulho demais de quem eu fui até agora).

A vida é baseada em uma falha que inevitavelmente irá por fim a tudo em um momento x, muitas vezes sem razão aparente, outras de forma tão óbvia que até soa ironia. Somos todos imperfeitos e tudo que sabemos sobre o fim é igual a nada. Ainda assim, nos raros espasmos de felicidade, a vontade que tenho de não desperdiçar um segundo que seja é tão intensa que, se pudesse, eu nunca fecharia os olhos, nunca dormiria.

Neste fragmento de desabafo talvez esteja a coisa que mais necessito: ser menos intenso, aprender a descansar, contemplar o vazio. O nada. Talvez um mantra. Talvez meditação (talvez eu tente, mas não sei se consigo). Talvez… natação. O grande desafio, no entanto, é curar o corpo sem que a alma adoeça. Sempre brinquei que queria viver até os 100. Não achei que fosse ter que negociar a possibilidade tão cedo…

Janeiro 30, 2012   9 Comments

Aldous Huxley, 1949

“Todos os homens são bons e todos são assassinos;
Afeiçoados aos cães, constroem campos de concentração;
Queimam cidades inteiras e acariciam os órfãos;
Clamam contra linchamentos, mas apoiam a pena de morte;
Fazem projetos de filantropia, e agências secretas;

Quem devemos perseguir, quem lamentar?
É tudo questão de modas do momento,
De jardins de infância comunistas e primeiras comunhões;
Só no conhecimento de sua própria essência
Deixam de ser os homens um bando de macacos…”

Janeiro 27, 2012   3 Comments

DJ Set na Festa Play em Brasília

Arrumando as malas…

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Janeiro 27, 2012   No Comments

Um blind date com… oito cervejas

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Dia desses cheguei em casa e dei de cara com uma enorme caixa na portaria. Ao abrir, no apartamento, qual não foi a surpresa ao me deparar com sete garrafas e uma lata cuidadosamente ajeitadas, com muito carinho, como deve ser, com as cervejas de verdade. Nenhuma carta, só o aviso do “blind date” proposto pela Heineken: que tal um encontro às escuras… mas com cervejas.

O projeto United Beers of The World trata do que está sendo chamado de “confraria do prazer”. São oito cervejas de vários cantos do mundo, ganhadoras de prêmios, que formam um time exclusivo (e que estão rendendo uma promoção incrível no site do projeto, sorteando frigobares retro personalizados – veja aqui), variado, mas de bastante personalidade. Algumas das United Beers of The World já são velhas conhecidas deste espaço.

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Do fim (da foto) para o começo, a Edelweiss Weissbier é a cerveja de trigo número 1 da Áustria. Seu nome foi inspirado na flor Edelweiss, que cresce no alto dos Alpes, cuja coleta é proibida por lei. Assim, dizem os austríacos, ao invés de dar uma flor, você pode presentear sua amada com uma taça de Edelweiss (boa, vai). Já tinha escrito sobre ela aqui, e, na compania da Lili, bebido uma em Budapeste. Foi a primeira que abri.

Na seqüência, a irlandesa Murphy, em duas versões: a Murphy’s Irish Red e a Murphy’s Irish Stout. A fábrica delas fica em Cork, na Irlanda, uma cidade apaixonante (falo sobre ela aqui). A Irish Red representa o time das Red Ale, cervejas de cor avermelhada, devido ao malte tostado, que marca não só a cor como o aroma e também o paladar. Já a Irish Stout é, como os próprios irlandeses dizem, uma cerveja tão escura quanto um capuccino forte. Extremamente saborosa.

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Saindo do território das encorpadas e partindo para as suaves: a holandesa Amstel, que leva o nome do rio que corta Amsterdã (cuja água era usada na refrigeração das caves para o armazenamento da cerveja), surge com esta versão Pulse, indicada para o público das baladas (a versão tradicional é mais saborosa; essa é mais leve, e refrescante); já a Itália é representada pela Birra Moretti, que bebi em Roma (caiu bem debaixo de um calor imenso), o México pelas conhecidas Sol e Dos Equis (que estão ganhando terreno no Brasil.

A ex-Ilha de Vera Cruz está representada no United Beers of The World pela Xingu, uma das cervejas nacionais que mais aprecio. E ela até está no cardápio do Pub Delirium Tremens, de Bruxelas, o local que tem mais cervejas do mundo todo pronta para ser colocada no copo. Ela fecha o time caprichado do United Beers of The World, as oito agora encontradas com muito mais facilidade no Brasil. Agora é só preparar o “blind date” pessoal de cervejas. Aqui só sobrou a caixa…

Leia também:
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Conheça algumas cervejas belgas, alemãs, brasileiras, argentinas (aqui)

Janeiro 25, 2012   2 Comments

Três vídeos: Wilco, Popeye e Mallu Magalhães

Janeiro 25, 2012   No Comments

Cinco fotos: São Paulo (edição dupla)

Aniversário da cidade…

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Sem título

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Compra-se ouro

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Copan

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A superlotação

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A leitura

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A superlotação II

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Os casais

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Trilhos

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O observador

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Sem título?

Leia também:
- A solidão do centro de São Paulo no domingo (aqui)
- A história do Edifício Martinelli (aqui)
- Uma tarde no bairro da Liberdade (aqui)
- Meus cinco botecos preferidos em São Paulo (aqui)
- Sessões no heliporto da Folha de S. Paulo (aqui)
- Histórias: cenas da vida em São Paulo, por Marcelo Costa (aqui)

Cinco fotos: Bruxelas, Atenas, Parati, Florença, Dublin, Bruges, Santorini, Chicago, Paris, Londres, Berlim, Atacama, Budapeste, Leuven, Madri, Praga, Nova York, Bratislava, Barcelona, Veneza, Tiradentes, Istambul, Málaga e Viena (aqui)

Janeiro 25, 2012   2 Comments

Download: Nacional, Transmissor

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“Nacional”, Transmissor (baixe  http://transmissor.tv/ )

“Nacional”, novo disco do Transmissor, encabeça a lista de 11 grandes discos mineiros de 2011 compilada pelo Lafaiete Júnior, responsável pelo blog Veia Urbana e colaborador do Alto Falante. A lista ainda traz discos do Graveola, Constantina, Câmera e Rubinho Troll, entre outros. Vale ler (e ouvir) aqui

Janeiro 24, 2012   2 Comments

Promoção: Pélico no SESC Vila Mariana

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No dia 27 de janeiro (sexta-feira), às 21 horas, o cantor e compositor Pélico sobe ao palco do teatro do SESC Vila Mariana para apresentar as canções de seu segundo disco “Que Isso Fique Entre Nós”, um dos grandes álbuns de 2011. A apresentação faz parte do projeto São Paulistas do SESC Vila Mariana, que propõe uma série de encontros que traz o criativo panorama da cena musical da cidade. Além de Pélico, participam do projeto Passo Torto, Criolo, Emicida e Bixiga 70.

“Que Isso Fique Entre Nós” foi lançado no segundo semestre do ano passado e foi eleito o 11º melhor disco do ano entre 25 selecionados pela revista Rolling Stone. Do segundo disco, entram no repertório “Sem Medida”, “Não Vou te Deixar, por Enquanto”, “Tenha Fé, Meu Bem”, “Não Éramos tão Assim”, “À Beira do Ridículo”, “Levarei” e “Vamos Tentá”. Ele divide os vocais com Leo Cavalcanti em “Se Você me Perguntar”, “Ouvidos ao Mistério” e “Recado” e com Luísa Maita em “Que Isso Fique Entre Nós”, “Alento” e “O Menino”.

O Scream & Yell irá sortear um par de ingressos para a apresentação. Para participar basta dizer “Eu quero” nos comentários e tuitar a frase: “Baixe “Que Isso Fique Entre Nós, de Pélico (@PelicoMusica) aqui: http://pelico.com.br/ #screamyell

O sorteio será feito na quinta-feira, 26/01

serviço:

Pélico no São Paulistas
Participações especiais de Luísa Maita e Leo Cavalcanti
27 de janeiro – sexta-feira – às 21 horas
Não recomendado para menores de 12 anos
de R$ 6 a R$ 24
Capacidade do teatro – 608 lugares
SESC Vila Mariana – R. Pelotas, 141 – 5080-3000
Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC

Janeiro 20, 2012   5 Comments

Três Filmes: Darin, Damon e Clooney

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“Um Conto Chines” (“Un Cuento Chino”, 2011)
A comédia de costume é um gênero que nunca sai de moda. Talvez por lidar com pessoas comuns que, colocadas em um ambiente diferente, causam uma série de desencontros hilários. Desta forma, “Um Conto Chines” não traz nenhuma novidade. Assim que o espectador senta na cadeira no cinema, já sabe tudo que irá acontecer: Roberto (Ricardo Darín novamente excelente) é um cara de meia idade que toca a loja de ferragens do falecido pai (a mãe morreu no parto). Ele é o mal-humorado típico, sem paciência para pessoas em geral (e babacas em particular), fechado no mundinho metódico que criou para si mesmo. Surge em cena Jun (Ignacio Huang), um chinês que tomou um cano de um taxista argentino e está perdido em Buenos Aires sem falar uma palavra em espanhol. Ele tem no braço o endereço de um tio, e só. O encontro destes dois personagens tão reais quanto particulares permite ao diretor e roteirista Sebastián Borensztein olhar com delicadeza a relação humana, e se segue a risca o manual do estilo (Roberto irá amolecer durante a trama como margarina no sol) incomodando em certas passagens por soar extremamente óbvio, tem a seu favor o esperto manuseio da narrativa: não há legendas para os trechos falados em chinês, o que faz de boa parte público cúmplice de Roberto. Nada de novo, mas ainda assim interessante.

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“Compramos um Zoológico” (“We Bought a Zoo”, 2011)
Seis anos atrás, “Tudo Acontece em Elizabetown” parecia enterrar a carreira cinematográfica de Cameron Crowe. Não que o filme fosse ruim (pelo contrário, há várias belas passagens), mas peca por ser exagerado, como se o diretor quisesse expurgar vários demônios pessoais em um único filme. “Pearl Jam – Twenty”, seu retorno, serviu para mostrar que documentário não é sua praia, mas eis que “Compramos um Zoológico”, baseado em uma história real, recoloca a carreira do diretor nos eixos. Não bate “Jerry Maguire” nem “Quase Famosos”, mas mostra que Crowe não perdeu seus tiques sonhadores, e consegue fazer bom cinema partindo do foco dos derrotados. Em “Compramos um Zoológico”, o derrotado nem é tão derrotado assim: Benjamin Mee (Matt Damon, apenas correto) é um repórter de aventuras que coleciona grandes reportagens, mas está no limbo após a morte da mulher, tendo que dar conta dos dois filhos, a fofíssima Rosie (Maggie Elizabeth Jones) e o desajustado Dylan (Colin Ford). Para afastar as lembranças da esposa (e mãe), a família decide se mudar e acaba comprando um… zoológico. Meio irreal, mas aconteceu (embora seja impossível que a tratadora de animais fosse alguém como Scarlett Johansson) e gerou uma bonita história de redenção, típica de Cameron Crowe. Para ir ao cinema, sonhar, e, depois, visitar o zoológico.

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“Tudo Pelo Poder” (“The Ides of March”, 2011)
Mais alguns anos e George Clooney irá mandar em Hollywood. Grande ator, boa praça e diretor eficiente, Clooney conquista cada vez mais espaço na indústria, seja atuando (como em “Os Descendentes”, que lhe rendeu o Globo de Ouro e pode cavar uma indicação ao Oscar – o qual ele venceu com o ótimo “Syriana”, em 2006) ou dirigindo. Poucos diretores podem se orgulhar de ter no currículo três grandes filmes como Clooney: “Confissões de Uma Mente Perigosa” (2002), “Boa Noite, Boa Sorte” (2005) e, agora, “Tudo Pelo Poder” (há ainda “Jogo Sujo”, de 2008, que saiu direto em DVD no Brasil), filme que investiga os bastidores de uma eleição norte-americana com tanta destreza que é impossível não deixar a sala de cinema revoltado. Os closes em excesso (que chegam a incomodar em alguns momentos) não conseguem atrapalhar um roteiro eficaz que consegue distrair o espectador diante das reviravoltas da trama, e muito menos a boa atuação de um elenco estelar: Ryan Gosling, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood e Marisa Tomei brilham, cada um a seu modo, em um filme que parece validar aquela velha máxima de que todo mundo é corruptível: se não por dinheiro, então por poder (e até por utopia). Os fins justificam os meios? Ás vezes sim, como mostra Clooney neste filmaço.

Leia também:
- “O Segredo dos Seus Olhos” dirá muito sobre você, por Mac (aqui)
- “Elizabethtown”, um recorte de várias idéias, por Mac (aqui)
- “Boa Noite & Boa Sorte” merece ser visto com atenção (aqui)

Janeiro 20, 2012   2 Comments

Ouça Silver Box Song EP, do Blemish

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Janeiro 16, 2012   No Comments

Dez links e dois vídeos

- Os 10 Discos da Minha Vida, por Marcelo Costa (aqui)
- Os melhores filmes de 2011, por Quentin Tarantino (aqui)
- Cracolândia, por João Wainer (texto de 01/2010 aqui)
- Rolling Stone Argentina: Dez vídeos estranhos (aqui)
- NYT: A importância da solidão no trabalho (aqui)
- O Globo: Os 30 verões do Circo Voador (aqui)
- O novo site de Nara Leão (com infos e músicas aqui)
- Fotografias panorâmicas da cidade de Veneza (aqui)
- O mercado independente em discussão (aqui)
- Spin fará resenhas de 140 caracteres, LAT sarreia (aqui)

Janeiro 16, 2012   No Comments

Morrissey no Chile e no Peru

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Agora é oficial: o cantor Morrissey baixa na América do Sul para um show no festival chileno de Vinã del Mar completando o line-up do dia 24/02 (que já confirmou Daniel Munoz e Salvatore Adamo). Os ingressos já estão à venda e os preços vão de R$ 60 (16.800 pesos chilenos) a R$ 600 (169.800 pesos chilenos).

Morrissey ainda se apresenta no dia 26/02 na Arena Movistar de Santiago e 29/02 no Jockey Club de Lima, no Peru.  Uma vinda ao Brasil já estava nos planos da XYZ desde novembro de 2011, quando a empresa anunciou o “cardápio” de artistas que pretendia trazer em 2012, porém a previsão era que essa vinda seria mais para o meio do ano.

Assim como os brasileiros, os argentinos aguardam a confirmação de uma data em Buenos Aires. É esperar e aguardar.

Ingressos à venda para o Festival Vina del Mar no site abaixo. Só clicar na imagem…

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Leia também:
- Morrissey ao vivo no Benicàssim, 2008, por Marcelo Costa (aqui)
- Morrissey ao vivo em Buenos Aires, 2004, por Marcelo Costa (aqui)
- Morrissey ao vivo no Rio de Janeiro, 2000, por Gisele Fleury (aqui)

Janeiro 14, 2012   1 Comment

Cinema: A Música Segundo Tom Jobim

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“A música segundo Tom Jobim”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, é Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, além do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, que referendam o valor inestimável do trabalho deste maestro, considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim fez tanto sucesso no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos, que certa vez brincou: só os Beatles tem mais músicas do que eu nas paradas, mas eles são quatro e eu sou apenas um.

Nelson e Dora tomaram por base a frase mítica de Tom – “A linguagem musical basta” – e o que se vê na tela do cinema é um show em que as estrelas são nomes do quilate de Dizzy Gilespie, Gal Costa, Gerry Mulligan, Judy Garland, Sammy Davis Jr., Ella Fitzgerald, Elis Regina, Sarah Vaughan, Diana Krall, Fernanda Takai, Birgit Bruel, Maysa, Nara Leão e, entre muitos outros, claro, o parceiro Frank Sinatra.

No mítico ano de 1967, só um álbum ficou a frente do disco “Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim” nas paradas de sucesso: “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. A parceria de Tom e Sinatra é relembrada neste filme junto a muitas outras apresentações históricas que transformam “A música segundo Tom Jobim” não é um documentário, mas em um show cujo espectador vê passar na tela do cinema alguns dos maiores momentos da música brasileira e mundial.

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Fanpage: https://www.facebook.com/AMusicaSegundoTomJobim

Janeiro 13, 2012   No Comments

Três Filmes: um pastelão, um garoto e uma ema

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“Faça-me Feliz” (”Fais-moi Plaisir”, 2009)
Jean-Jacques (Emmanuel Mouret) quer passar um sábado romântico com a namorada Ariane (Frédérique Bel), e precisa enfrentar uma série de contratempos até conseguir colocá-la na cama para consumar o ato. Quando consegue, o telefone toca. É a… outra. Ou quase isso. Jean-Jacques decide contar a história para Ariane: um amigo descobriu uma maneira de conquistar as mulheres com um bilhete infalível, que Jean-Jacques acaba usando (“de modo cientifico”), e o resultado se mostra eficiente. Ariane, após muita discussão (é um filme francês), opta pela saída inesperada: “Você precisa dormir com ela para que possamos seguir a vida e você não fique fantasiando o resto da vida”. Ela, no entanto, é a filha do presidente da França. Segue-se uma trama rocambolesca que em muitas passagens lembra o pastelão “Quem Vai Ficar Com Mary?”, mas não desista do ator/diretor Emmanuel Mouret: “Faça-me Feliz” é uma deliciosamente tola comédia de erros com momentos dispensáveis, mas um charme francês, uma leveza e um clone adolescente de Carla Bruni (a atriz belga Déborah François, no filme com outras cinco irmãs de suspirar) que fazem valer a sessão.

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“O Garoto da Bicicleta” (“Le Gamin au velo”, 2011)
A história é simples: o garoto Cyril (“Thomas Doret”) vive em um orfanato, e passa boa parte da primeira metade da trama tentando encontrar o pai, que ele não acredita que o abandonou. Em uma das fugas, Cyril volta ao apartamento em que morava, agora vazio, e para não ser levado de volta ao orfanato agarra-se às pernas de uma mulher, a cabeleireira Samantha (de “Além da Vida”, de Clint Eastwood), dando início a um laço de amizade que começa de forma caótica, mas vai se ajeitando na vida dos dois personagens de forma natural. Os irmãos diretores (roteiristas e produtores) Jean-Pierre e Luc Dardenne conseguiram o Grand Prinx em Cannes com “O Garoto da Bicicleta” (e duas Palmas de Ouro, uma para “Rosetta”, de 1999, e outra para “A Criança”, de 2005, que também conta com a belga Déborah François, de “Faça-me Feliz”). O roteiro é depurado até o limite deixando para o espectador apenas o essencial. O foco econômico permite aos irmãos desenharem um painel comovente, que apenas narra a história sem julgar e/ou condenar os personagens, sufocando o espectador até seu desfecho (aparentemente) simplista… e lírico.

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“Adeus, Primeiro Amor” (“Un Amour de Jeunesse”, 2011)
A francesa Camile (Lola Créton) tem 15 anos e namora Sullivan (Sebastian Urzendowsky), de 19. As cartas do jogo romântico são arremessadas na mesa logo no início da trama: Camile é apaixonada e dependente de Sullivan enquanto o garoto faz pouco caso da garota, aparece quando lhe convém e está prestes a fazer uma viagem que irá separar o casal por 10 meses. Ele insiste para que ela tenha experiências, descubra a vida, e para que eles se reencontrem após o período de afastamento, mas Camile transforma os últimos encontros do casal em um drama romântico de garotas de 15 anos, repleto de choros, caras emburradas e fatalismo. A diretora francesa Mia Hansen-Love não desperdiça os clichês (de tentativa de suicídio a cortes de cabelo), e desenha um retrato coeso da geração emo, uma geração focada demais no (que eles acham ser) romance, sem profundidade e amor próprio. É um retrato coeso, mas absurdamente chato, de roteiro óbvio e arrastado e péssima caracterização de personagens (Camile e Sullivan não mudam nada fisicamente em sete anos). Ainda com todos esses defeitos, ganhou o prêmio do júri do Festival de Locarno. É o emo invadindo o cinema independente. Já fomos melhores.

Janeiro 13, 2012   2 Comments

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Janeiro 10, 2012   2 Comments