Blog do Editor do Scream & Yell
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Promoção: Cérebro Eletrônico convida

Na próxima quinta feira agora, dia 14 de Julho, o Cérebro Eletrônico irá fazer um show com a banda sergipana Plástico Lunar no Studio SP, em São Paulo, e o Scream & Yell irá sortear um par de convites para o show. A noite conta ainda com o lançamento do EP “Mar de Leite Azedo”, da banda Plástico Lunar.

Para concorrer basta ir aos comentários e dizer que música de uma das duas bandas você gostaria de ouvir no show deixando o nome completo e um e-mail válido para que façamos contato caso você seja o sortudo sorteado.

SORTEADO: Laís Merini

Além dessa promoção no Scream & Yell, o Studio SP faz outra bem bacana:”As primeiras 30 (trinta) pessoas que adquirirem os ingressos nesta noite ganharão 01 CD da banda Cérebro Eletrônico e 01 EP da banda Plástico Lunar!”

SERVIÇO
CÉREBRO ELETRÔNICO convida PLÁSTICO LUNAR
Local: Studio SP (www.studiosp.org)
Rua Augusta, 591 - São Paulo/SP
Tel/Fax: (55 11) 3129-7040
E-mail: studiosp@studiosp.org
Data: Quinta, 14/07/2011, a partir das 22h
Ingressos: R$20
ou R$15 com nome na lista: http://studiosp.org/promolista.php

Julho 12, 2011   6 Comments

#MTVPlayground: a música e a moda

Neste quarto vídeo exclusivo do projeto Swatch MTV Playground, Alex Noble, um dos caras responsáveis por vestir Lady Gaga (falei sobre ele no primeiro post da série, link no final), propõe uma discussão interessante: a moda influencia a música? E o contrário acontece?

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Segundo Noble, a moda é parte integrante de um artista. Pra mim são os Beatles usando terninhos no começo de carreira, os Sex Pistols usando roupas punks da Vivienne Westwood e todo colorido da new wave, mas não só. É Kurt Cobain usando camisas de flanela, algo comum que saiu dos palcos para as vitrines e passarelas. E muito mais.

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Roupa para mim é um estilo, um veículo de informação que antecipa um pouco sobre cada pessoa. A camiseta que uso passa uma mensagem. O tênis, a calça, o bigode, o corte de cabelo. Alex Noble acredita que a união da música com a moda ainda vai além, e frisa algo interessante: “As estrelas pop substituíram as supermodelos”.

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Não chego a tanto, mas é bastante claro que as estrelas pop (da música, do cinema, da televisão) estão cada vez mais invadindo as passarelas e influenciando a moda. Ainda sinto a presença das supermodelos, mas as estrelas pop estão cada vez mais ganhando espaço na mídia (Lady Gaga, por exemplo, desfilou na Semana de Moda de Paris este ano).

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O site da Swatch MTV Playground propõe uma brincadeira: a sessão Scene@ mostra o estilo das pessoas, inspirado nas “cenas” da música. E dá pra todo mundo participar. É só subir a foto do seu look influenciado por algum estilo musical aqui. Eu, por outro lado, questiono: a moda influencia a música? A música influencia a moda? O que você acha?

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Leia também:
- Um bate papo com o fotógrafo Rankin (aqui)
- Tendências segundo a estilista Fred Butler (aqui)
- Alex Noble e suas criações para Lady Gaga (aqui)
- Suba uma foto: http://www.swatchmtvplayground.com/pt

Julho 12, 2011   2 Comments

Três filmes: o vizinho, a esposa, o casamento

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“O Homem ao Lado”, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (2009)
Leonardo (Rafael Spreguelburd) é um designer (almofadinha) que vive com a esposa e a filha na única casa construída na América pelo famoso arquiteto Le Corbusier. Tudo segue nos conformes até que o vizinho, Victor (Daniel Aráoz), decide abrir uma janela em frente a sua (a cena de abertura é genial). O grande filme argentino dos últimos dois anos parte de uma premissa simples para mostrar o quanto um fato corriqueiro pode afetar o trabalho, o relacionamento, a vida de uma pessoa. Leonardo tenta negociar com o vizinho uma maneira dele não fazer a janela, e (o divertidíssimo) Victor começa a ocupar um espaço na vida do designer levando-o quase ao colapso. Em alguns momentos, “O Homem ao Lado” lembra bastante a temática de “O Invasor”, mas soa ainda mais palpável (todos temos vizinhos, mas nem todos somos donos de empreiteiras) que o excelente filme de Beto Brant. Premiado em Cannes pela fotografia (que assim como a cor usada no filme não me agradou), “O Homem ao Lado” merece ser visto pela forte (e hilária) atuação de Daniel Aráoz e pela boa sacada de realidade.

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“O Casamento do Meu Ex”, de Galt Niederhoffer (2010)
“The Romantics” (o título gringo é melhor) segue uma velha linhagem de filmes inspirados nas dúvidas que surgem com um casamento. Aqui as coisas seguem o padrão de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, em que o personagem de Julia Roberts descobre-se apaixonada por Dermot Mulroney quando este irá se casar com Cameron Diaz. “The Romantics” tenta fugir da fórmula colocando um homem entre duas amigas (as românticas do título gringo) e até consegue algum charme nos sorrisos sem jeito de Katie Holmes (sedutores desde o tempo em que ela fazia Dawsons Creek) e na forte presença de Anna Paquin, mas derrapa ao tentar construir um cenário de tensão amorosa que soa extremamente superficial. A história: Laura (Katie) namorou Tom (Josh Duhamel) por quatro anos, eles terminaram até que ele decidiu casar-se com a melhor amiga da Laura, Lila (Anna), enquanto ainda saia com ela. O casamento é um pretexto para velhos amigos marcarem presença, mas o roteiro não aprofunda a relação de amizade, desperdiça bons atores e parece tão superficial quanto uma novela da Globo.

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“Potiche”, de François Ozon (2011)
Um dos mais badalados cineastas franceses surgidos na virada do século passado, François Ozon ainda é mais fama do que arte. O tenso “Swimming Pool”, de 2003, foi um grande acerto (e rendeu semanas de sonhos proibidos com Ludivine Sagnier), mas Christophe Honoré aparece quilômetros à sua frente (principalmente por “A Bela Junie”, “Em Paris” e “Canções de Amor”). Isso porque Ozon parece apreciar a superficialidade, caso de “Oito Mulheres” (2002), que até divertia o espectador na sala do cinema, mas acabava soando esquecível. “Potiche” sofre do mesmo mal. Há referencias demais e pouca profundidade. E olha que Ozon foi buscar inspiração na política, no feminismo e no humanismo, temas caros aos franceses, mas o filme apenas acena fugazmente aos temas (verdadeiras esposas troféu). “Potiche” até funciona no quesito comédia (embora até nisso tropece no final, quando o roteiro tenta abraçar o mundo), com Catherine Deneuve brilhando em cena escudada por Gérard Depardieu (reeditando o affair do excelente “O Último Metrô”, de Truffaut) e Fabrice Luchini, mas poderia ser algo muito melhor. Acabou ficando bonitinho, mas sem nenhuma alma.

Julho 12, 2011   No Comments