Posts from — Fevereiro 2011
Três filmes: a revolução, a família e os culpados

“Zabriskie Point” (“Zabriskie Point”, 1970)
Segundo de uma série de três filmes em inglês dirigidos por Michelangelo Antonioni para a MGM, o problemático “Zabriskie Point” antecedeu o excelente “Blowup” (1966) e precedeu o bom (e também problemático) “O Passageiro” (1975). O cineasta italiano desejava desenhar um retrato da contracultura norte-americana dos anos 60, mas foi sabotado pelo próprio estúdio, que censurou várias cenas, prejudicando o resultado final, desfocado e distante. Para os papéis foram escalados jovens sem experiência com o cinema, o que deu certa verossimilhança ao filme, mas tirou uma das marcas do cinema de Antonioni, a profundidade. Ao tentar atacar o capitalismo, sem sucesso, “Zabriskie Point” tornou-se uma peça de museu (empoeirada e datada) em que se podem flagrar vestígios de poesia, mas que está muito aquém do grande cinema assinado pelo cineasta.

“Minhas Mães e Meu Pai” (“The Kids Are Alright”, 2010)
Filme mais fraco da lista de 10 indicados ao Oscar de 2011, “Minhas Mães e Meu Pai” (parabéns ao tradutor brasileiro pelo título ridículo) poderia funcionar com um bom veículo para reviver a TFP, se o órgão houvesse se modernizado, claro. Afinal, aqui a tradição é abandonada (o casal é formado por duas mulheres, mães de duas crianças por inseminação artificial), mas a família é defendida a todo custo. Em “The Kids Are Alright” as mulheres são inteligentes (espirituosas, abertas), os homens são burros (e nasceram apenas para ferrar a vida das mulheres), os mexicanos drogados e as crianças patetas (o personagem mais caricato do ano se chama Clay). Lisa Cholodenko (que assina a direção e roteiro) inspirou-se em estereótipos, mas não conseguiu dar vida à história nem sentido aos seus personagens resultando em um filme patético.

“Trabalho Interno” (“Inside Job”, 2010)
Se existe um único filme obrigatório do ano passado a ser visto imediatamente, o filme é este. “Inside Job”, ainda em cartaz em algumas salas brasileiras, vasculha a podridão de Wall Street que resultou na crise financeira mundial de 2008. Narrado por Matt Damon, “Trabalho Interno” começa de forma didática analisando a quebra de três bancos islandeses, e depois mira a câmera para grandes corporações norte-americanas, desde empresas de crédito, de capital de risco, agências de avaliação, universidades famosas (com professores de economia compactuados em não mudar a lei para não perderem dinheiro) e, claro, o governo norte-americano (começando com Reagan, piorando com Clinton e encontrando o inferno na gestão Bush), local que (ainda) abriga a maioria dos envolvidos no escândalo que ferrou a vida de milhões de pessoas (enquanto integrantes do grupo ganhavam bônus milionários de suas empresas). Cinema político de altíssima qualidade.
Leia também:
- Hitchcock, Antonioni, Allen e Almodóvar (aqui)
- “35 Doses de Rum”, “Fados” e “As Amigas” (aqui)
Fevereiro 27, 2011 2 Comments
Bolão Oscar 2011

E não é que nas minhas apostas, “A Origem” seria o grande vencedor da noite (!?!?)… devido aos prêmios técnicos. Hipoteticamente, Christopher Nolan sairia da festa com cinco estatuetas contra três de “A Rede Social” (ainda aposto nele em filme e roteiro adaptado, duas categorias em que “O Discurso do Rei” é favorito).
O que cada um levaria:
“A Rede Social” - Filme, Diretor, Roteiro Adaptado (3)
“O Discurso do Rei” - Ator (1)
“Cisne Negro” - Atriz (1)
“O Vencedor” - Ator e Atriz Coadjuvante (2)
“A Origem” - Roteiro Original, Efeitos Visuais, Trilha Sonora, Mixagem e Edição de Som (5)
“Toy Story 3″ - Animação, Canção Original (2)
“Alice” - Direção de Arte, Figurino (2)
“127 Horas” - Montagem (1)
MELHOR FILME
- “A Rede Social” (ainda acredito na virada sobre “O Discurso”)
MELHOR DIRETOR
- David Fincher - “A Rede Social”
MELHOR ATOR
- Colin Firth - “O Discurso do Rei” (embora quem devesse ganhar realmente fosse James Franco ou até mesmo Jesse Eisenberg)
MELHOR ATRIZ
Natalie Portman - “Cisne Negro” (iria ser bonito ver a Jennifer Lawrence levar, mas acho difícil tirarem esse da Natalie)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Bale - “O Vencedor” (barbada)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Melissa Leo - “Vencedor” (categoria mais fraca deste ano)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Devia ganhar “A Origem”, mas deve dar “O Discurso do Rei”
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
“A Rede Social” (belíssima briga com “127 Horas”, “Toy Story 3″, “Bravura Indômita” e “Inverno da Alma” em uma das categorias mais equilibradas)
MELHOR ANIMAÇÃO
“Toy Story 3″
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Em Um Mundo Melhor” - Dinamarca
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
“Alice no País das Maravilhas”
MELHOR FOTOGRAFIA
“Bravura Indômita” (mas deve dar “Cisne Negro”)
MELHORES EFEITOS VISUAIS
“A Origem” (mas deve dar “Alice no País das Maravilhas”)
MELHOR FIGURINO
“Alice no País das Maravilhas”
MELHOR MONTAGEM
“127 Horas”
MELHOR MAQUIAGEM
“O Lobisomem”
MELHOR DOCUMENTÁRIO
“Trabalho Interno”
MELHOR TRILHA SONORA
Hans Zimmer - “A Origem”
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
We Belong Together - “Toy Story 3″
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
“A Origem”
MELHOR MIXAGEM DE SOM
“A Origem”
Como seriam os meus votos:
1) A Rede Social: luz sobre um cânion de gerações
2) Toy Story 3: passado, presente e futuro
3) Cisne Negro: roteiro magistral, direção idem
4) O Inverno da Alma: a profundidade da simplicidade
5) A Origem: o quase filme perfeito do ano
6) 127 Horas: os maneirismos de Danny Boyle
7) Bravura Indômita: um belo exercício de estilo
8 ) O Discurso do Rei: certinho e esquecível
9) O Vencedor: o “Um Sonho Possível” de 2010
10) Minhas Mães e Meu Pai: jeito de rebelde, porém TFP
Fevereiro 27, 2011 4 Comments
Opinião do Consumidor: Wäls
O trio de fource da excelente cervejaria Wäls (da região da Pampulha, em Minas Gerais) têm apenas quatro anos de vida, mas são tão especiais e deliciosas quantos as milenares cervejas alemãs ou belgas. A cervejaria, por sua vez, nasceu em 1999, e começou fabricando chopes Pilsen, Stout e English Pale Ale para a rede de fast-food do patriarca da família, e só foi se aventurar nas belgas em 2007.
A Wäls continua fabricando os chopes além de engarrafar uma versão Pílsen Bohemia (também de receita belga), mas desde 2007 adentrou o território strong ale de cervejas, primeiro lançando a elogiada versão Dubbel (bastante tradicional), e nos dois anos seguintes surgindo com as sensacionais versões Trippel (2008) e Quadruppel (2009), a última a mais forte da casa, e desde já uma das melhores cervejas brasileiras.
A ideia pessoal era começar pela Dubbel (7,5%) e então passar para a Tripel (9%), mas na hora de fazer a foto, me enrolei e quando vi já havia enchido o copo com a complexa, assustadora e sensacional Quadruppel, 11% de teor alcoólico embrenhado em meio a um aroma adocicado que lembra caramelo, ameixa e uvas passas e prepara o paladar para uma experiência especialíssima.
A Quadruppel consegue conciliar com brilhantismo a imensa quantidade de álcool (que aqui remete diretamente a melhor cachaça mineira, como avisa a fórmula) com um adocicado que lembra ameixa, café (mas de forma bem leve), malte e caramelo, que permeiam a boca durante toda a passagem, deixando no final um ponto de amargor (característico de cachaça) que finaliza uma cerveja excepcional.
Eis uma cerveja encorpada e forte, mas não agressiva. Seu principal diferencial surge na maturação, quando são inseridos chips de carvalho que, antes, foram deixados marinando em cachaça mineira – e esse processo confere extrema personalidade ao conjunto. A cerveja continua sendo refermentada na garrafa. A validade desta que provei era outubro de 2013.
Após se encantar com a Quadruppel, a versão Trippel parece ser a cerveja mais leve do mundo. Não é bem assim. São 9% de graduação alcoólica, que seguindo a tradição belga, desaparecem no conjunto harmonioso. Aqui não há cachaça para rebater o adocicado, apesar de o aroma destacar o álcool em meio a notas de malte, coentro e casca de laranja (todos integrantes da formulação da Trippel), além de mel.
Ao primeiro toque na língua, o álcool se faz marcante, mas desaparece logo em seguida dando lugar a um dulçor que permanecerá durante toda a ingestão. Esse adocicado é embalado por frutado (lembrando algo de banana, mas bastante distante de uma Weiss, e algo de laranja) e um pouco de malte (que remete bastante a mel). No final, longo, o álcool volta a marcar presença. Uma bela cerveja, menos complexa e interessante que a Quadruppel, mas ainda assim especial.
Por fim, aquela que deveria ser a primeira: a Dubbel. Imagino que começando por ela, depois pela Trippel e terminando na Quadruppel, a empolgação seja maior. Mas quando se começa pela melhor, o paladar cobra um pouco mais. Importante ressaltar, as três cervejas têm personalidade definida ao ponto de uma se diferenciar bastante da outra. A Dubbel é a mais tradicional das três chegando a lembrar bastante as strong ales belgas (diferente da Quadruppel, cujo cachaça a torna praticamente única).
No aroma, a Dubbel traz as características notas de nozes, frutas secas, uvas passas, caramelo e café (os dois últimos em menor quantidade), com um pouquinho de álcool (são 7.5% de graduação) muito bem inserido no conjunto (como uma boa belga). Na boca ela impressiona mais. O começo valsa entre o adocicado e o amargo, numa complexidade deliciosa que remete a ameixa e malte, finalizando com um seco e levemente amargo (em teste cego, muitos diriam estar diante de uma belga original). Ainda que inferior as suas irmãs, uma cerveja excelente.
Teste de Qualidade Wäls Dubbel
- Produto: Strong Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 4,11/5
Teste de Qualidade Wäls Trippel
- Produto: Strong Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 9%
- Nota: 4,19/5
Teste de Qualidade Wäls Quadruppel
- Produto: Strong Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 11%
- Nota: 4,90/5
A Wäls pode ser encontrada em empórios e algumas lojas online entre R$ 11 e R$ 19 e garrafa de 330 ml (R$ 35 a garrafa de 750 ml) no formato com rolha, que pode ser guardado por até dois anos (ela continua refermentando na garrafa). As três acima foram compradas no Empório do Shopping Frei Caneca.
Fevereiro 26, 2011 2 Comments
Teaser: Samba 808, novo disco do Wado
Fevereiro 26, 2011 No Comments
O que aconteceu com o surrealismo?

Buñuel por Dali
“Volta e meia me perguntam o que aconteceu com o surrealismo. Não sei muito bem o que responder. Às vezes digo que o surrealismo triunfou no supérfluo e fracassou no essencial. André Breton, Éluard, Aragon estão entre os melhores escritores franceses do século XX, ocupando seu espaço em todas as bibliotecas. Max Ernst, Magritte, Dalí estão entre os pintores mais caros, reconhecidos, ocupando seu lugar em todos os museus. Reconhecimento artístico e sucesso cultural, justamente aquilo a que a maioria de nós não dava a mínima importância. A preocupação maior do movimento surrealista não era entrar gloriosamente na história da literatura e da pintura. O que ele deseja acima de tudo, desejo imperioso e irrealizável, era transformar o mundo e mudar a vida. Nesse aspecto – essencial –, um breve olhar ao redor mostra claramente o nosso fracasso.
Claro, não podia ser de outra forma. Hoje medimos o espaço intimo que o surrealismo ocupava no mundo em relação às forças incalculáveis e sempre renovadas da realidade histórica. Devorados por sonhos do tamanho da terra, não éramos nada – apenas um grupo de intelectuais insolentes que confabulavam num café e publicavam uma revista. Um punhado de idealistas instantaneamente divididos quando se tratava de participar de forma direta e violenta da ação.
Entretanto, conservei a minha vida inteira algo da minha passagem – pouco mais de três anos – pelas fileiras exaltadas e desorganizadas do surrealismo. Em primeiro lugar, esse livre acesso às profundezas do ser, reconhecido e almejado, esse apelo ao irracional, à obscuridade. Apelo que reverberava pela primeira vez com aquela força, aquela coragem, e que se aureolava de uma rara insolência, de um gosto pelo jogo, de uma perseverança tenaz no combate contra tudo o que nos parecia nefasto. Não reneguei nada disso”.
Luis Buñuel em “Meu Último Suspiro” (Cosac Naify)
Leia também
- “O bar é um exercício de solidão”, por Luis Buñuel (aqui)
- Uma estranha reunião de fantasmas, por Luis Buñuel (aqui)
- De Stanley Kubrick para Luis Buñuel, por Marcelo Costa (aqui)
Fevereiro 25, 2011 2 Comments
Download: Podcast Scream & Yell #23

Voltamos nessa semana a gravar o podcast Scream & Yell na Rádio Levis, e o programa #24 a ser exibido nesta sexta, 15h, terá mais ou menos umas duas horas de duração. O #23 (baixe em um clique aqui), no entanto, foi mais comportadinho. Começamos falando de algumas novidades (Twilight Singers e Gang of Four), passamos por temas publicados no site (The Gaslight Anthem e Tired Pony) e demos uma analisada nos Melhores do Ano do Scream & Yell.
Na seção Raridades escolhi dois b-sides não tão conhecidos, mas excelentes, de duas bandas fodas: “Between Us”, cover do Teenage Fanclub (fase “Grand Prix”) para o original do The Rutles, e “Said Sadly”, uma baladaça comovente cantada por James Iha, e que ficou de fora do “Mellon Collie” devido ao ego do Billy Corgan (ela é muito melhor que várias coisas ali). Nina Gordon, do Veruca Salt, divide os vocais com Iha.
Na seção cinema, Tiago Trigo indica “Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu, e Marco Tomazzoni busca no baú “A Última Missão” (“The Last Detail”), de Hal Ashby. Para o final, além da dica secreta de Tiago Agostíni, temos Tomazzoni resgatando um texto clássico de André Forastieri na Discoteca Básica da Bizz sobre o Queen.
O programa é apresentado por Marcelo Costa (@screamyell), Tiago Agostini (@tiagoagostini), Tiago Trigo (@ttrigo) e Marco Tomazzoni (@marcot_) com edição de Edu Parez (@eduparez). Baixe aqui.
BG01 - Afghan Whigs - Somethin’ Hot
BG02 - Afghan Whigs - Summer’s KIss
Lançamentos
01) Twilight Singers - Gunshots
02) Gang of Four - You ‘ll Never Pay for the Farm
BG03 - Gang of Four - Damaged Goods
BG04 - Gang of Four - What We All Want
03) The Gaslight Anthem - The Diamond Church Street Choir (dica do Murilo Basso)
04) Tired Pony - That Silver Necklace (dica do Adriano Costa)
MELHORES DO ANO
BG05 - Cee Lo Green - Fuck You
BG06 - Janelle Monáe - Tightrope (Feat. Big Boi)
BG07 - Caribou – Odessa
05) Apanhador Só - Nescafé
06) Marcelo Jeneci - Copo D’água
07) Black Keys - Tighten Up
BG08 - Arcade Fire – We Used To Wait
BG09 - Nevilton - O Morno
BG10 - Deerhunter - Desire Lines
Seção Raridades
08) Teenage Fanclub - Between Us
09) Smashing Pumkins - Said Sadly
Bloco Cinema
Cartaz – “Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu
Catálogo – “A Última Missão” (“The Last Detail”), de Hal Ashby
BG11 - Neil Young - Sign of Love
BG12 - Grinderman - Heathen Child
BG13 - Kanye West - Runaway
10) Otto - Filha (melhor show)
11) Paul McCartney - Helen Wheels (melhor show)
BG14 Rolling Stones - Happy (melhor livro pra Keith Richards)
BG15 Patti Smith - Ask The Angels (segundo melhor livro)
Dica do Agostini
BG16 - Queen - “You’re My Best Friend”
Discoteca Básica
12) Discoteca Básica - Queen - I’m In Love With My Car
13) Discoteca Básica - Queen - Love of My Life
#01 http://www.mediafire.com/?lb3wfloom45l416
#02 http://www.mediafire.com/?1mrv4zqg3zc13ll
#03 http://www.mediafire.com/?35r69f0p8texy3o
#04 http://www.mediafire.com/?c866k74g86l753u
#05 http://www.mediafire.com/?nyci4hdtkoou3ol
#06 http://www.mediafire.com/?qlguqy1f8p3jsq0
#07 http://www.mediafire.com/?t4td1d512bs63dt
#08 http://www.mediafire.com/?2qwyzum52hcr435
#09 http://www.mediafire.com/?eo1s5b7etauq17z
#10 http://www.mediafire.com/?2l69n6bk04h3rbw
#11 http://www.mediafire.com/?eicfio43xmxh4bn
#12 http://www.mediafire.com/?2fey7rztshadeg7
#13 http://www.mediafire.com/?p69k1qimr2oidra
#14 http://www.mediafire.com/?6z44xdrkn95uudp
#15 http://www.mediafire.com/?ht2795zpzh5e7t7
#16 http://www.mediafire.com/?aj67ehck8j1a12r
#17 http://www.mediafire.com/?r3aeoa68gnb84l9
#18 http://www.mediafire.com/?z35g3m4jvjk4d82
#19 http://www.mediafire.com/?8nzwu70p67kumay
#20 http://www.mediafire.com/?0gcl832ak8y3ghw
#21 http://www.mediafire.com/?dck8o6d23rk8kh3
#22 http://www.mediafire.com/?7n3gkf113tas5y2
#23 http://www.mediafire.com/?48rzwp8e08bb15a
O que rolou em cada um dos programas você pode ver aqui
Fevereiro 24, 2011 2 Comments
Sorry
Preguiça do mundo… e de mim mesmo
Fevereiro 23, 2011 1 Comment
Aimee Mann e Sebadoh no roteiro EUA
O primeiro show da viagem será visto neste teatrinho ae: Aimee Mann, na terceira fila do Forum Theatre Arts Center. O roteiro não mudou em nada, mas acrescentamos alguns shows. Optamos por Aimee no lugar do Hold Steady e Sebadoh no Bowery Ballroom no lugar do Greenhornes. De resto, tudo certo: PJ em São Francisco (talvez Brigth Eyes), Arcade Fire e National em Chicago e… Decemberists em Port Columbus.
06/04 – São Paulo / Nova York
07/04 – Nova York
08/04 – Nova York (Aimee Mann)
09/04 – Nova York (Sebadoh)
10/04 – Nova York (Rush)
11/04 – Nova York
12/04 – Nova York / San Francisco
13/04 – San Francisco
14/04 – San Francisco (PJ Harvey)
15/04 – San Francisco/ Índio (Coachella)
16/04 – Índio (Coachella)
17/04 – Índio (Coachella)
18/04 – Los Angeles
19/04 – Los Angeles
20/04 – Los Angeles
21/04 – Los Angeles / Chicago
22/04 – Chicago (Arcade Fire + National)
23/04 – Chicago / Columbus (Decemberists)
24/04 – Columbus / Chicago / São Paulo
Bright Eyes no Fox Theater, 12/04 (Oakland)
Klaxons no Fillmore, 12/04 (San Francisco)
Animal Collective no Great A. Music Hall, 13/04 (SF) Sold Out
Fevereiro 22, 2011 2 Comments
Sobre relacionamentos

“Bem, muita gente vai torcer o nariz por estarmos usando este espaço para falar de algo tão idiota quanto o amor, mas será que o amor é que é idiota ou somos nós que adoramos complicas as coisas? E não tem jeito, você pode ser punk, brega, grunge, britpop, MPB, banger, trasher, hippie, hop ou até fã do Cebolinha, mas você não escapa, ninguém escapa de um relacionamento”.
Maio de 1999. A gente já tinha colocado dois fanzines na praça. O #2 trazia Chris Isaak na capa enquanto o #3 estampava Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen (o #1, com o Kiss em destaque, só circulou entre amigos em fevereiro de 1997). Para o volume #4, pensei que seria legal provocar dedicando um fanzine inteiro ao tema “relacionamentos”.
A ideia era distribuí-lo no Dia dos Namorados, em junho, e assim nasceu a quarta edição do fanzine Scream & Yell. Emprestei a arte de um single do U2 para a capa (“If God Will Send His Angels”), e contei com muita ajuda da Karina, que me ensinou pagemaker e deu a maior força na edição.
Na primeira página, citação do grande zine SSP-Go, do chapa Mauricio Mota, declaração de amor a duas personagens de Dawson’s Creek e, daí em diante, vários textos românticos. A grande peça desta edição era um texto enorme que ocupava a página central do zine, chamado “Uma garota, colo e Smashing Pumpkis”, que pode ser resumidos com a teoria dos três gens – decorado com um coração baleado, imagem emprestada da comédia romântica roqueira “A Life Less Ordinary” (que colorida é tão mais bonita).
Tem texto do Thales de Menezes falando sobre Romance Rock and Roll, e um dos meus raros poemas que geralmente gosto mesmo em meus dias negros (quando tenho vontade de queimar ao menos 1800 dos 2000 poemas que escrevi). A resposta ao fanzine foi bem legal, e recebemos várias citações em diversos jornais pelo País, o que abriu caminho para a exagerada e problemática edição 5 (com Kevin Smith na capa) e para a redondinha edição 6 (Jerry Lee Lewis).
O Jamer, do ótimo Zinescópio, fez o grande favor de escanear a edição 4 do Scream & Yell e colocar para download no blog. Nessa época eu ainda morava em Taubaté, tinha deixado a biblioteca da Faculdade de Direito (após cinco ótimos anos) e estava começando um novo trabalho na Secretária de Pró-Extensão da universidade. Se alguém me perguntasse como as coisas estariam 10 anos depois, nem em meus sonhos mais bem humorados eu pintaria o retrato do que vivo hoje. E é um belo retrato.
Se você quiser ver como foram os primórdios do Scream & Yell, é só clicar aqui e baixar o PDF do arquivo. Bons tempos.

Fevereiro 21, 2011 5 Comments
21 festivais de abril a agosto de 2011
Seria possível listar, fácil, 100 festivais entre abril e agosto de 2011, mas fechei o olhar em 20, sendo 17 deles na Europa e 4 nos Estados Unidos. E, numa olhada ainda incerta (muitos deles ainda nem fecharam o line-up completo), qual é o melhor line-up de 2011 até agora?
Vou atualizando conforme forem pintando novidades. Na terça, o T In The Park anuncia a sua escalação completa. Mas diz ai, em qual deles, se você pudesse, você iria (ou vai). Eu vou ao Coachella, mas se pudesse escolher outro ficaria entre Sasquatch, Primavera Sound e Bonnaroo… ok, quatro, Isle of Wight. E você?

Coachella, Indio (Estados Unidos)
15, 16 e 17 de abril
http://www.coachella.com/
Confirmados: Arcade Fire, Kanye West, Strokes, Duran Duran, King of Leon, PJ Harvey, National, Mumford & Sons, Black Keys, Animal Collective, Bright Eyes, Suede, Broken Social Scene, Interpol, Chemical Brothers, Brandon Flowers, Cold War Kids, Death From Above 1979, Ce Lo Green, Empire of The Sun…

No Jazz Festival, New Orleans (Estados Unidos)
28 de abril a 08 de maio
http://www.nojazzfest.com/
Confirmados: Arcade Fire, Bon Jovi, Wilco, Willie Nelson, The Strokes, Robert Plant & the Band of Joy, Lauryn Hill, Tom Jones, Jeff Beck, Sonny Rollin, John Legend & The Roots, Wyclef Jean, Cyndi Lauper, Mumford & Sons, The Decemberists, Gregg Allman Blues Band, Lucinda Williams, Robert Cray, Keb’ Mo’, Terence Blanchard…

Primavera Sound, Barcelona (Espanha)
26, 27 e 28 de maio
http://www.primaverasound.com/ps/
Confirmados: Animal Collective, Belle & Sebastian, Dean Wareham plays Galaxie 500, Echo & The Bunnymen performing Heaven Up Here & Crocodiles, Einstürzende Neubauten, Fleet Foxes, Grinderman, Interpol, John Cale perform PARIS 1919, Mercury Rev perform Deserter’s Songs, Mogwai, Of Montreal, P.I.L., PJ Harvey, Pulp, Sufjan Stevens, Flaming Lips, Jon Spencer Blues Explosion, The National, The Walkmen…

Sasquatch, Califórnia (Estados Unidos)
27, 28, 29 e 30 de maio
http://www.sasquatchfestival.com/
Confirmados: !!!, Beach House, Black Mountain, Bright Eyes, Cold War Kids, Death Cab For Cutie, The Decemberists, Deerhunter, The Drums, The Flaming Lips, oo Fighters, Guided By Voices, Iron & Wine, Modest Mouse, The Radio Dept., Sharon Jones & The Dap Kings, Surfer Blood, Tokyo Police Club, Wilco, Wolf Parade…

Wychwood Music Festival, Gloucestershire (Inglaterra)
03, 04 e 05 de junho
http://www.wychwoodfestival.com/
Confirmados: The Charlatans, Cornershop, The Waterboys, Robyn Hitchcock, Ian Anderson Plays Jethro Tull, Roddy Woomble (line up ainda não fechado)…

Bonnaroo, Teenesse (Estados Unidos)
09, 10, 11 e 12 de junho
http://www.bonnaroo.com/
Confirmados: Eminem, Arcade Fire, The Black Keys, Buffalo Springfield, My Morning Jacket, Lil Wayne, Robert Plant & Band of Joy, Mumford & Sons, The Strokes, The Decemberists, Ray Lamontagne, Iron & Wine, Girl Talk, Primus, Alison Krauss & Union Station featuring Jerry Douglas, Florence + the Machine, Explosions in the Sky, Gogol Bordello, Beirut, Scissor Sisters…

Isle Of Wight Festival, Isle of Wight (Inglaterra)
10, 11, 12 e 13 de junho
http://www.isleofwightfestival.com/
Confirmados: Kings of Leon, The Courteeners, Band of Horses, We Are Scientists, Foo Fighters, Pulp, Iggy and The Stooges, Big Country, Kasabian, Beady Eye, Two Door Cinema Club, Joan Jett, Manic Street Preachers, P.I.L., Cast, Nick Lowe, The Cult, The Vaccines, Tine Tempah…

Pinkpop, Landgraaf, (Países Baixos)
11, 12 e 13 de junho
http://www.pinkpop.nl/
Confirmados: Foo Fighters, Wolfmother, Coldplay, Kings of Leon (o line up ainda não foi fechado)

Glastonbury, Glastonbury (Inglaterra)
23, 24, 25 e 26 de junho
http://www.glastonburyfestivals.co.uk
Confirmados: Coldplay e Beyoncé (line-up ainda não anunciado)

Rock Werchter, Leuven (Bélgica)
30 de junho, 01, 02 e 03 de julho
http://www.rockwerchter.be/en/home/
Confirmados: The Chemical Brothers, Beady Eye, Eels, Warpaint, Kings of Leon, Arctic Monkeys, The National, White Lies, Coldplay, Portishead, Pj Harvey, Elbow, The Gasligth Anthem, Bright Eyes, Iron Maiden, Grinderman, Kaiser Chiefs, Kasabian, Fleet Foxes, Social Distorcion (o line-up ainda não está fechado)

Main Square, Arras (França)
01, 02 e 03 de julho
http://www.mainsquarefestival.fr/
Confirmados: Linkin Park, The Chemical Brothers, Arcade Fire, The National, Kaiser Chiefs, White Lies, Coldplay, Portishead, PJ Harvey, Elbow, Kasabian, Two Door Cinema Club, Aloe Blacc, Beady Eye, Eels (line-up ainda não fechado)

Les Eurockeennes, Belfort (França)
01, 02 e 03 de julho
http://www.eurockeennes.fr/
Confirmados: Arcade Fire, Arctic Monkeys, Motorhead, House of Pain (line-up ainda não fechado)

Oxegen, Irlanda
http://www.oxegen.ie/
07, 08, 09 e 10 de julho
Confirmados: Arctic Monkeys, Foo Fighters, Blick 182, Black Eyed Peas (line-up ainda não fechado)

T In The Park, Balado (Escócia)
08, 09 e 10 de julho
http://www.tinthepark.com/content/
Confirmados: Foo Fighters e Blick 182 (line-up ainda não fechado)

Optimus Fest, Lisboa (Portugal)
06, 07, 08 e 09 de julho
http://optimusalive2011.com/
Confirmados: Foo Fighters, Coldplay, Foals, Blondie, Kaiser Chiefs, Primal Scream, Thievery Corporation, Grinderman, White Lies, 30 Seconds To Mars, Iggy and The Stooges, The Chemical Brothers, Xutos e Pontapés (line-up ainda não fechado)

Cactus Festival, Bruges (Bélgica)
08, 09 e 10 de julho
http://www.cactusfestival.be/
Confirmados: Iron and Wine (line-up ainda não fechado)

FiB, Benicassim (Espanha)
14, 15, 16 e 17 de julho
http://fiberfib.com/
Confirmados: Arcade Fire, Arctic Monkeys, Beirut, CatPeople, The Coronas, Elbow, Friendly Fires, Julieta Venegas, Mumford & Sons, Portishead, Primal Scream, The Streets, The Strokes, Tinie Tempah (line-up ainda não fechado)

Ill Be Your Mirror, Londres (Inglaterra)
23 e 24 de julho
http://www.atpfestival.com/events/ibymportishead.php
Confirmados: Portishead, PJ Harvey. Grinderman, Beach House, Caribou, The Books, Liars, Swans, Company Flow, The Telescopes, Factory Floor, Anika…

Pukkelpop, Bélgica
18, 19 e 20 de agosto
http://www.pukkelpop.be/
Nada confirmado ainda

Rock En Seine, Paris (França)
26, 27 e 28 de agosto
http://www.rockenseine.com/fr/
Nada confirmado ainda

Reading, Reading (Inglaterra)
26, 27 e 28 de agosto
http://www.readingfestival.com/
Nada confirmado ainda
Fevereiro 20, 2011 11 Comments
No Urbanaque: Guia da Baixa Gastronomia

Texto de janeiro de 2011, especial para o Urbanaque
“O Urbanaque agora é música para comer e beber. Além das preciosas dicas de cervejas que o Leonardo Dias Pereira publica na seção Birrinhas, vamos começar a coletar informações preciosas no Guia da Baixa Gastronomia. O tema da estreia foi o pão na chapa. Uma iguaria simples, rápida e segura que além de matar a sua fome, pode definir o caráter e o cardápio de toda uma padaria. Nossa primeira colaboração veio de Marcelo Costa, do Scream & Yell, que descreve com maestria todas as qualidades de “A Boa”. Aproveite:
por Marcelo Costa
Nunca gostei tanto assim de pão na chapa. Tive uma fase, ali antes dos 20 anos, em que a balada que começava depois do jantar terminava, invariavelmente, com o dia claro em uma padaria em frente à Rodoviária Velha, no centro de Taubaté, com um pão na chapa e um pingado que ajudavam a recompor as ideias e levar o corpo para a casa (com o pão e o leite para a mãe e a irmã). Afinal, não basta voltar pra casa com o sol raiando: tem que levar o café da manhã.
Um dia isso mudou. Já cidadão de São Paulo, encontrei a Padaria Boulevard. Vasculho a memória, e fico na dúvida se foi uma ex-namorada que estudava no Mackenzie que me apresentou à padaria, ou se fui eu mesmo, que morei seis anos nas redondezas, que descobri sozinho. Não importa. O que importa é que um belo dia conheci aquilo que no balcão da padaria é popularmente conhecido como “A Boa”, uma pequena baguete de provolone levada à chapa com manteiga e depois coberta com requeijão. Água na boca, né.
Não é uma descoberta isolada. A Boulevard é um vício da região. Estudantes do Mackensie abarrotam o local na hora do café da manhã e do almoço, e no fim de semana são os moradores que disputam um lugar cobiçado no balcão. Os lanches também são um ponto alto da padaria (vale dar uma olhada no cardápio no site da casa), mas vez em quando, quando o sol abençoa o sábado ou domingo de manhã, estico até a Boulevard para comer “A Boa”, o meu pão na chapa preferido de São Paulo.”
Padaria Boulevard
Rua Piauí, 270, esquina com a Rua Itambé
São Paulo (SP) – Higienópolis
http://www.padboulevard.com.br
Fevereiro 20, 2011 No Comments
Opinião do Consumidor: Wells Banana Bread
O slogan da cervejaria britânica Wells & Youngs diz muito sobre os anseios da casa: “cervejas especiais para ocasiões especiais”. Nascida em 2006 da união da Charles Wells (fundada em 1876) e da Young’s Brewery (1831), a Wells & Young’s é responsável pela produção da John Bull e da ótima Young’s Double Chocolate Stout além de fabricar e distribuir no Reino Unido a jamaicana Red Stripe, a espanhola Estrella Damm e a ótima mexicana Negra Modelo.
A Wells Banana Bread Beer, como o nome apresenta, traz banana e malte estilo pão em sua composição (além de casca de limão), e ao contrário do que possa parecer, não é tão adocicada como esperado (uma boa surpresa). O aroma, extremamente delicioso e conquistador, é pura essência artificial de banana – com malte quase imperceptível. No paladar, no entanto, a banana se mistura com o malte mantendo um amargor leve do começo ao fim, que termina mais adocicado (banana, claro).
A leveza da Wells Banana Bread Beer impressiona, com os 5,2% de álcool bem inseridos no conjunto. A banana (marca das weiss, bem mais encorpadas que essa Wells) cumpre seu papel dando um toque diferente e bastante particular ao sabor, que em nenhum momento chega a enjoar, valorizando o equilíbrio da composição (a essência tão presente no aroma surge muito bem ambientada no paladar) de uma cerveja que merece ser provada. Minha preferida de frutas continua sendo a belga Mongozo, mas a Wells Banana Bread Beer foi uma grata surpresa.
Teste de Qualidade Wells Banana Bread Beer
- Produto: Strong Ale
- Nacionalidade: Inglaterra
- Graduação alcoólica: 5,2%
- Nota: 3,42/5
- Preço: entre R$ 15 e R$ 25 (garrafa de 500 ml)
Leia também:
- O aroma cativante da Young’s Double Chocolate Stout (aqui)
Fevereiro 20, 2011 No Comments
Scream & Yell no Facebook: Promoção 3
Como efeito simbólico, para marcar a estreia do Scream & Yell no Facebook, vamos sortear três pacotes com CDs e DVDs (patrocínio Velvet CDs – www.velvetcds.com.br). Decidi criar a seguinte brincadeira para tornar a página mais interativa – e também divertida. A senhorita Liliane Callegari, fotógrafa e primeira dama do Scream & Yell, bateu três fotos minhas segurando um número x em cada uma delas. Fizemos uma cópia da imagem retirando o tal número. Você entra na brincadeira agora. Tem que chutar uma vez (e apenas uma vez pra não tumultuar) um número de 0 a 500. Em sete dias (mais precisamente no domingo 27/02), quem acertar leva o prêmio. Se ninguém acertar, fica com quem chegou mais próximo (pra cima ou pra baixo, tanto faz, valendo para efeito de classificação quem postou primeiro). O primeiro pacote ficou com a Rafaella Espinola, que foi quem mais se aproximou do número do sorteio: 179. O segundo foi para Ivan Pawlow, que foi quem mais se aproximou: 47. Agora partimos para sortear o terceiro. Bora? Boa sorte.
Para participar, dê seu palpite aqui (é preciso “curtir” a página do Scream & Yell para comentar a foto)
Itens da Promo 3:
- “Anatema”, Labirinto
- “A Banda de Joseph Tourton”, A Banda de Joseph Tourton
- “Amabile”, Kátia Dotto
- “Araguari”, Jair Naves
- “Madame Saatan”, Madame Saatan
- “12 Arcanos”, Mechanics
- “Sabonetes”, Sabonetes
- “Prenda o Thadeu”, Conjunto Vazio
- “Give Blood”, Brakes
- “Songs From American Movie, Vol Two”, Everclear
- “Rock de Inverno 7”, Hotel Avenida (DVD)
- “Escaped Maniacs”, Iggy and The Stooges (CD/DVD)
Fevereiro 20, 2011 No Comments
LCD Soundsystem em São Paulo
O show do LCD Soundsystem, sexta-feira (18/02), na Pachá, foi tão foda, mas tão foda, que, segundo @licallegari, às 6 da manhã, dormindo, eu batucava no peito… dormindo! O vídeo acima é do blog do Lúcio e o Guto escreveu sobre o show aqui. Foda.
Fevereiro 19, 2011 No Comments
Top 10 do Oscar 2011 (atualizado)
1) A Rede Social: luz sobre um cânion de gerações
2) Toy Story 3: passado, presente e futuro
3) Cisne Negro: roteiro magistral, direção idem
4) 127 Horas: os maneirismos de Danny Boyle
5) O Inverno da Alma: a profundidade da simplicidade
6) Bravura Indômita: um belo exercício de estilo
7) A Origem: o quase filme perfeito do ano
8 ) O Discurso do Rei: certinho e esquecível
9) O Vencedor: o “Um Sonho Possível” de 2010
10) Minhas Mães e Meu Pai: jeito de rebelde, porém TFP
Fevereiro 19, 2011 3 Comments
Opinião do Consumidor: Weihenstephaner
Com vocês, a cervejaria mais antiga do mundo. É sério. A Weihenstephan Brewery foi licenciada oficialmente por monges beneditinos na Bavária, Alemanha, em 1040, mas antigos documentos fazem referência a plantação de lúpulo por volta do ano 768. Há outra abadia, Weltenburg, também na Baviera, que diz que foi fundada por volta do ano 620, mas a falta de documentos oficiais coloca a Weihenstephan como a primeira cervejaria do mundo. Não é pouco.
Ou seja, quase mil anos de tradição cervejeira e história não podem ser ignorados. Durante o passar dos séculos, o mosteiro sobreviveu a invasões, saques e incêndios, até que em 1803 a abadia foi dissolvida pelo governo e a cervejaria estatizada e transformada em patrimônio da Bavária. Em 1919 (em um processo iniciado lentamente em 1852) a Weihenstephan Brewery passou a integrar a Universidade de Agricultura e Cervejaria de Munique, com um centro de produção que também forma mestres cervejeiros.
A Weihenstephaner Hefe Weissbier é uma cerveja que mantém todas as características das cervejas de trigo da Bavária: o aroma tem algo de floral e frutado, pendendo claro para banana (altamente reconhecível), mas também destacando o cravo. O paladar, no entanto, é extremamente leve, com um início adocicado que persiste até o (pouquíssimo amargo) final. A leveza é valorizada pela textura aguada que, ao contrário do que possa parecer, valoriza o conjunto desta cerveja extremamente refrescante. Uma delicia.
A versão Vitus da cervejaria é apresentada como um Weizenbock, porém sua cor está longe das ruivas tradicionais. A Vitus é dourada como uma boa cerveja de trigo, mas sua textura promete (e cumpre) uma cerveja mais encorpada que a versão Hefe da cervejaria. Então, pegue tudo do parágrafo anterior, e acrescente mais… sabor. É isso: a Vitus é mais saborosa que a Hefe com paladar e aroma invadidos pela presença intensa de cravo e banana.
Os 7,7% de teor alcoólico da Vitus – contra os 5,4% da Hefe – não soam agressivos ao paladar, embora a cerveja seja muito mais marcante – e o final mais duradouro. Ou seja: comparativamente falando (chutando), é muito mais fácil sentir no corpo que você bebeu uma Vitus do que duas Hefe. A segunda é muito mais leve e refrescante, enquanto a primeira pega o sujeito de jeito pelo sabor e pelo álcool (que não transparece no paladar, mas está ali – acredite). No entanto, as duas são excelentes pedidas.
Teste de Qualidade Weihenstephaner Hefe Weissbier
- Produto: Weiss
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 5,4%
- Nota: 3,99/5
- Preço: entre R$ 8 e R$ 15 (garrafa de 500 ml - vários supermercados)
Teste de Qualidade Weihenstephaner Vitus Weizenbock
- Produto: Weiss Bock
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 7,7%
- Nota: 3,98/5
- Preço: entre R$ 8 e R$ 15 (garrafa de 500 ml - vários supermercados)
Fevereiro 16, 2011 3 Comments
Cinco fotos: Leuven
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)
Fevereiro 16, 2011 No Comments
Três filmes: o capitão, o lutador, a garota
Mais três filmes. O primeiro visto em DVD (relançado em 2009 em uma edição comemorativa de 30 anos), os outros dois no cinema…

“Sem Destino” (“Easy Rider”, 1969)
Peter Biskind, no obrigatório “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood”, diz que Dennis Hopper jogou a última pá de cal sobre o cinema dos anos de ouro de Hollywood com esta obra prima de sexo, drogas e rock and roll. “Sem Destino” não é só o filme que ensinou a América a fumar maconha, tomar LSD e cheirar cocaína. “Sem Destino”, nas palavras de Biskind, “mostrava os rebeldes, os fora da lei e, por extensão, a contracultura como um todo, como vítimas: estavam sendo exterminados por um mundo careta”. Jack Nicholson, o advogado cachaceiro, é o responsável pelo momento que explica o filme, e praticamente a história da humanidade. No final, após uma orgia psicodélica em túmulos de cemitério, Capitão América sentencia: “Nós estragamos tudo”. Estragamos. E não conseguimos consertar. O resultado é um filme absolutamente sensacional.

“O Vencedor” (“The Fighter, 2010”)
Você já assistiu essa história antes. Jovem com problemas com drogas transforma a vida da família em um caos, mas o irmão mais novo (auxiliado por uma namorada determinada) segue em frente atrás de um sonho. O drogado se torna ex-drogado, apóia o irmão e tudo termina bem. “O Vencedor”, de David O. Russell, representa “Um Sonho Possível” na cerimônia do Oscar deste ano. Assim como Sandra Bullock saiu com seu Oscar (merecido), desta vez a Academia deverá coroar a atuação de Christian Bale, ótimo no papel (embora seja válida a questão: papéis com cacoetes são mais fáceis de interpretar e arrebatar um estatuazinha dourada? Acho que sim, e os exemplos são muitos). “O Vencedor”, assim como “Um Sonho Possível” (e “Ray”, e “Walk The Line” e tantos outros) é (mais) uma história verídica de redenção pessoal. Apesar de soar batido, tem lá seus bons momentos, e vale a meia entrada do cinema.

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pillgrim vs The World, 2010)
Ou o amor e a adolescência encontram o mundo dos games. A idéia é bem simples: transportar o universo de uma comédia romântica adolescente para o mundo virtual, e o diretor Edgar Wright alcança o seu objetivo. Não confunda simplicidade com falta de personalidade: um rapaz (Scott Pilgrim) se apaixona pela garota (quase) impossível (Ramona V. Flowers) e precisa enfrentar uma série de desafios para conquistar o coração de sua amada. Como se estivesse passando de fases em um game, Scott enfrenta os sete ex-namorados da moça, a sua própria ex-namorada que não quer largar do seu pé, os amigos de sua banda indie que querem assinar um contrato com uma major, e sua própria timidez. O resultado é uma deliciosa comédia romântica repleta de citações de games, algumas passagens impagáveis, cabelos cor-de-rosa e paixonites adolescentes. Nada de novo, mas é possível sonhar com Ramona Flowers durante semanas…
Fevereiro 15, 2011 3 Comments
Três filmes: o amor, o rei e o cisne
Uma das minhas metas pessoais para 2011 era a de ver ao menos um filme no cinema por semana. Já vi mais, mas para não acumular os pequenos textinhos, lá vão três…

“O Amor e Outras Drogas” (“Love & Other Drugs”, 2010)
Imagine a cena: três roteiristas sentados na mesa de um bar tentando, cada um, puxar a sardinha do roteiro do filme que estão fazendo em conjunto para o seu lado. É mais ou menos isso que Edward Zwick (que também assina a direção), Charles Randolph e Marshall Herskovitz deixam transparecer com “O Amor e Outras Drogas”, um filme que no papel deveria ser bem bacana, mas que nas telas se transformou em um dardo de tiro ao alvo voando pra todo lado. Há drama (uma garota com mal de Parkinson), sensualidade (a mesma garota andando nua boa parte do filme – a propósito, Anne Hathaway), comédia (o começo divertido com Jake Gyllenhaal bastante inspirado) e pastelão. Em nenhum momento do filme, o roteiro decide pra que lado quer ir. No final deixa uma impressão de comédia romântica dramática, mas não convence.

“O Discurso do Rei” (“The King’s Speech”, 2010)
Pra você ver como as coisas são, caro leitor: o mundo deu voltas e voltas, e o cinema independente agora posa de cinema clássico, sem arriscar, sem ousar, apenas usando a tela para contar uma história. Ok, nem tão independente assim (com a The Weinstein Company metida no meio), mas é interessante ver como Hollywood se afundou na megalomania e um filmezinho bacana de 15 milhões de dólares ameaça arrebatar várias estatuetas douradas na festa do Oscar. “O Discurso do Rei” é corretíssimo, mas esquecível. Em cinco anos ninguém vai lembrar dele (alguém lembra de “Shakespeare Apaixonado” por exemplo?). Isso não desmerece as belíssimas atuações do trio de fource (hehe) de atores (Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter), mas o cinema pode mais, bem mais do que isso. Serve como antítese e passatempo. E só.

“Cisne Negro” (“Black Swan”, 2010)
Um dos grandes filmes do ano passado, “Cisne Negro” soa como se Darren Aronofsky tivesse recuperado a confiança com o ótimo (e extremamente básico) “O Lutador” após ter dado com os burros n’agua em “A Fonte da Vida” (que até tem fãs, mas continua sendo uma porcaria). Aronofsky volta a filmar com o tesão que mostrou nos excelentes “Pi” e “Réquiem Por um Sonho”, o que garante a mesma dose de exagero deste dois em “Cisne Negro” (“O Lutador”, por sua vez, é bem mais econômico). Os exageros (visuais e ficcionais) às vezes tiram um pouco da força da história, mas não arranham o status de grande filme de “Cisne Negro”, não só devido à ótima atuação de Natalie Portman, que é bacana e tal, mas é hiper-dimensionada pelo excelente roteiro (esse sim deveria ganhar o Oscar). O grande nome do filme não é Natalie Portman, mas sim Darren Aronofsky. Ele sabe o que faz (na maioria das vezes)… ![]()
Fevereiro 15, 2011 2 Comments
O bar é um exercício de solidão
“Passei horas deliciosas nos bares. O bar é para mim um lugar de meditação e recolhimento, sem o qual a vida é inconcebível. Hábito antigo que se arraigou ao longo dos anos (…), passei nos bares longos momentos de devaneio, raramente conversando com o garçom, na maioria das vezes comigo mesmo, invadido por cortejos de imagens que não cessavam de me surpreender. Hoje, velho como o século, não saio mais de casa. Sozinho, nas horas sagradas do aperitivo, na saleta onde guardo minhas garrafas, gosto de lembrar dos bares que amei”.
Luis Buñuel em “Meu Último Suspiro” (Cosac Naify)
Mais pra frente, o cineasta lamenta que o bar tenha se transformado em um local barulhento, com música alta e ambientes iluminados, propensos a conversação. A relação dele com seus bares era de amor. E amor só se divide com o objeto amado.
“Agora queria falar das bebidas. Como é um tema em que sou praticamente inesgotável, tentarei ser bem conciso. Os que não estejam interessados – desgraçadamente, eles existem - podem pular algumas páginas. (…) Meu drinque favorito é o dry martini”. Veja a receita pessoal de Buñuel aqui.
Leia também:
- De Stanley Kubrick para Luis Buñuel (aqui)
- Luis Buñuel e uma estranha reunião de fantasmas (aqui)
- Luis Buñuel: o que aconteceu com o surrealismo? (aqui)
- Luis Buñuel: a minha receita de dry martini (aqui)
Fevereiro 14, 2011 2 Comments











