Blog do Editor do Scream & Yell
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Scream & Yell apresenta Terminal Guadalupe

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Festa Scream & Yell #4
Sexta: 27/11
Abertura da casa: 23h
Show: Terminal Guadalupe às 00h
Discotecagem: DJ Set ScreamYell (Marcelo Costa e Tiago Agostini)
R$20 (R$15 até às 00h)
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP

Novembro 22, 2010   7 Comments

Dois vídeos do Lou Reed em São Paulo


Trecho do Metal Machine Trio no Sesc Pinheiros por @guiwerneck


Bis: Lou Reed - “I’ll Be Your Mirror” no Sesc Pinheiros por @marcot_

Uma frase do Marco Tomazzoni, em seu texto para o iG: “A experiência extrema do disco, ruídos e distorção pura, felizmente só serviu de inspiração – o show, ufa, tem momentos de melodia para afastar o desconforto”. Já Guilherme Werneck, em seu blog no Estadão, cravou: “Para os iniciados em noise e improvisação foi sensacional”. E realmente foi. Em cinquenta e tantos minutos intensos, Lou indicou o caminho para que Sarth Calhoun, nos computadores, e Ulrich Krieger, no saxofone e percussão, seguissem pelas densas brumas da barulheira.

Fisicamente ele está bem mais debilitado do que a última vez que cruzei com ele, em Málaga, na Espanha, três anos atrás. Aos 68 anos, Lou paga agora por uma vida de excessos. Paul McCartney, por exemplo, tem a mesma idade, e agita a galera durante quase três horas de show, se estrebucha no palco no fim após tropeçar em uma caixa de retorno, mas levanta na mesma hora e sai pulando saltitante inteiraço (assista ao vídeo aqui). Recado óbvio que fica: a maconha venceu a heroína. Mesmo assim, a lenda sobrevive.

No começo do show ele ficou brincando com uma mesa de ruídos. Depois alternou duas guitarras dando um trabalho danado para o roadie. O melhor momento da apresentação foi, inclusive, Lou castigando as cordas da guitarra com ferocidade e sorrisos. Ulrich mostrou momentos de melodia no sax e Sarth subvertia tudo via computador. O show é uma experiência sonora intensa, que faz a mente viajar. Muitas pessoas saíram do teatro desde os primeiros dez minutos reclamando do som ensurdecedor vindo do palco. Falta de aviso não foi.

Para quem ficou, Lou deu um presente de fazer a alma sorrir por meses a fio. Após o trecho final do show, em que ele posa de bad boy empunhando uma guitarra na frente do palco (único momento do show em que ele se levanta do banquinho), e os pedidos insistentes de bis, o músico voltou sozinho, sentou e tocou na guitarra uma versão carregada de barulho (e efeito de melodia de teclado) de “I’ll Be Your Mirror”, do clássico “The Velvet Underground & Nico” (1967). Finada a versão foi apertar a mão da turma de fãs que se acotovelava no gargarejo. A noite terminou com uma roadie mandando uma chuva de palhetas personalizadas. Uma delas está aqui… e eu não vendo.

:P

Leia também:
- Lou Reed dribla rigor e canta em SP, por Marco Tomazzoni (aqui)
- Lou Reed perturba de novo a ordem, por Jotabê Medeiros (aqui)
- Lou Reed ao vivo em Málaga, 2008, por Marcelo Costa (aqui)
- Lou Reed explica pq não canta as “velhas canções” (aqui)
- Lou Reed ao vivo em Sâo Paulo, 2000, por Marcelo Costa (aqui)

Novembro 22, 2010   2 Comments

A maior polêmica do fim de semana

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Foto: Liliane Callegari

O meu bigodão. Calma. Já tirei. Incomoda. Coça pacas. E com esse calor então, nem se fale. Foi só uma brincadeira de fim de semana, mas não achei que fosse render tanto. A Lili ria toda vez que olhava pra minha cara. Todo mundo que colava na roda em que estávamos no Planeta Terra caçoava do visual. A ideia foi brincar mesmo, mas ficou tão ridículo assim? hehe. Ok, ficou. E eu ganhei uns dez anos a mais…

Novembro 22, 2010   10 Comments