Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Setembro 2010

SWU, Natura Nós e Planeta Terra

Três festivais prometem sacudir o cenário nacional a partir da semana que vem, quando a cidade interiorana de Itu recebe um batalhão de bandas. A rigor, o Scream & Yell estará nos três eventos, e conta o que espera de cada um:

SWU – 09/10/11 de outubro

O line-up é apenas ok, mas o que mais chama a atenção neste festival feito no meio do mato no interior de São Paulo é sua vontade de ser europeu. Acredite: os festivais europeus são sensacionais exatamente porque são uma experiência completa, e é isso que a organização do SWU pretende proporcionar ao público. Vai conseguir? Só estando lá para ver. De cara é possível dizer que o line-up daqui perde para qualquer festival europeu, e a questão área vip vai contra toda mobilização sustentável do evento (afinal valoriza a diferença social: quem tem mais dinheiro fica melhor), mas isso tudo pode ser analisado com mais calma pós-evento.

O lance todo é saber como o público vai se portar em um festival que propõe uma fuga da rotina (naquela onda acampar e esquecer do mundo lá fora) em prol da música e das artes. No quesito música alguns shows devem ir para as cabeças na lista de melhores do ano do Scream & Yell: Queens of The Stone Age, Pixies e Jota Quest, por exemplo (risos). Ok, o último é brincadeira, mas é fato que a turma do Rogério Flausino vai fazer um show melhor que o Kings of Leon, uma banda tremendamente apática no palco. E tem o Rage Against The Machine, que deve sair consagrado pelo público (e Regina Spektor e Mars Volta pelos indies) e o Yo La Tengo…

Musicalmente, a coisa mais legal do SWU será a chance que o festival dará a um grande público de conhecer boa parte da safra de ouro da música nacional atual. Se o line-up gringo é chinfrim (e é), o Palco Oi Novo Som é um passeio pelo que há de melhor na música independente nacional. Superguidis, Curumin, Cidadão Instigado, Mallu Magulhães, Lucas Santtana, Tulipa Ruiz, Rubinho Jacobina, Otto, Luisa Maita, Autoramas, Mombojó, B Negão, CSS e Fino Coletivo formam um timaço que ainda conta com o reforço de Apples in Stereo e o grande Josh Rouse. Se algum desavisado se perder dos palcos principais terá muito a ganhar no Palco Oi.

A grande questão é: onde você vai dormir, caro leitor? Eu ainda não decidi (risos)

Natura Nós – 16 e 17/10

O pessoal do Natura Fest foi esperto: puxou o festival de novembro para outubro tentando fugir da tempestade que transformou a Chácara do Jóquei em uma piscina durante o show de Sting e pares no ano passado. Tomare que funcione. Muitos reclamam da Chácara do Jóquei, mas acho o local bacana embora o grande problema seja, na verdade, sair de lá pós show. Foi o único senão, por exemplo, do Claro Que É Rock, um dos melhores festivais que São Paulo já viu nos últimos anos, e que tropeçou no finalzinho, na hora do povão ir embora pra casa.

Lembrei do Claro Que É Rock porque o Natura Nós 2010 pegou uma idéia bacana que deu muito certo no festival da Claro em 2005: o uso de dois palcos, e quando o show acaba em um, começa no outro (aliás, o SWU também será assim). Isso acaba com a coisa chata de deixar o público parado esperando pela próxima atração enquanto técnicos de som correm de lá para cá afinando instrumentos enquanto os músicos bebem caipirinha no camarim. Vão ser dois palcos (azul e verde) e um deles terá shows indies que vão durar entre 30 a 40 minutos, tempo gasto para deixar o palco principal pronto.

Neste palco menor, de show mais curto, teremos Marcelo Jeneci, Karina Buhr, Céu, Móveis Coloniais de Acaju e Bajofondo Tango Club, uma escalação bem interessante. O palco principal receberá Cidadão Instigado, Vanessa da Mata, Air, Snow Patrol e Jamiroquai. Estou bastante ansioso pelo show do Snow Patrol, mas – pelo que já vi em DVDs – eles não primam por fazer um show inesquecível. Mesmo assim, hits como “Chasing Cars”, “Run”, “Hands Open” e “Spitting Games” vão arrancar sorrisos, aposto. Assim como aposto que o Air deve roubar a noite e conquistar corações.

E no domingo é dia “infantil” com Pato Fu, Pequeno Cidadão e Adriana Partimpim

Planeta Terra – 20/11

O Scream & Yell foi convidado para integrar um grupo de blogs (que ainda conta com os confrades do Urbanaque e do Move That Jukebox! e muita gente legal) que terá acesso à campanha e todas as novidades em primeira mão, além de acesso credenciado ao evento. Neste caso ficou fácil: o Planeta Terra é desde sua primeira edição um festival que se preocupa mais com a produção e com o atendimento ao público do que com qualquer outra coisa – como o line up, por exemplo (no primeiro ano o line up foi nota 7, mas a produção na Vila dos Galpões foi nota 10).

Já no ano passado, quando o festival “mudou-se” para o Playcenter, houve uma atenção especial para a seleção de bandas, que foi extremamente bacana (no mínimo, pois o que dizer de uma noite em que você tem Iggy Pop acompanhado dos Stooges, Sonic Youth, Primal Scream, Maximo Park e, de quebra, o teen pop do Ting Tings?), que se repete na edição de 2010. Tem bandas “novatas” que prometem muito tipo o Phoenix, que fez um bom show em São Paulo no Nokia Trends de 2007, e agora têm um grande disco e vários hits. Of Montreal é uma banda de discos fodas, mas como será que eles vão se comportar ao vivo? Já Yeasayer, Empire of the Sun e Passion Pit podem roubar a noite.

Os heróis do rock estão ali: Billy “Smashing Pumpkins” Corgan vai abrir a boca e o público vai levar “Tonight”, “Disarm”, “Bullet With Butterfly Wings”, “1979” e outras. E o Pavement, que fez um showzinho sem vontade no Primavera Sound deste ano, pode virar o jogo aqui. Tenho uma teoria que a maioria das bandas se impressiona tanto com o Brasil, que acaba tocando como se fosse o último show de suas vidas – Nirvana, que tirou sarro de todo mundo num Hollywood Rock ae, é exceção. Ainda tem Hot Chip (que nunca me convenceu), Mika (que nunca prestei atenção) e os defensores da casa, Holger (showzão, showzão), Hurtmold, Novos Paulistas (boa sacada) e tem os brinquedos (hehe).

Num balanço entre os três festivais segue abaixo a minha expectativa de melhores shows internacionais. Vamos ver se ela se concretiza. Se alguma surpresa surgir, melhor. Vou adorar colocar o Pavement no topo da tabela, mas pra isso eles vão precisar fazer um show bem melhor do que eu vi em Barcelona. Não adianta dizer que não foi falta, Malkmus.

1) Queens of The Stone Age
2) Smashing Pumpkins
3) Phoenix
4) Pixies
5) Air
6) Snow Patrol
7) Of Montreal
8 ) Regina Spektor
9) Pavement
10) Yo La Tengo

E você, qual a sua expectativa para estes festivais? Qual o show que você mais quer ver e espera ser o melhor?

Setembro 30, 2010   17 Comments

Holger, Lucy and The Popsonics e Repolho

Mais discos gratuitos para download

“Sunga”, do Holger
Download: http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos

“Fred Astaire”, Lucy and The Popsonics
Download gratuito no Move That Jukebox! Baixe

Discografia da Banda Repolho
Quatro CDs, um single, raridades, dois violão e um balde aqui

Setembro 29, 2010   No Comments

Download: Podcast Scream & Yell #10

Para comemorar a décima edição do Podcast Scream & Yell na Rádio Levis decidimos fazer um programa especial voltado apenas aos grandes shows, mas não apenas aqueles que nós vimos, mas também aqueles que gostaríamos de ter visto. Dividimos o programa em quatro blocos e recebemos a presença especialíssima do amigo Tiago Trigo (para quem acompanhou os nove primeiros podcasts, sim, ele mesmo).

Tiago Agostini abriu a seleção com R.E.M. de BG (áudio do show que vi no Rock Werchter e que ele – e eu e Tomazzoni e muitos outros amigos – vimos no Via Funchal) seguido de Radiohead (ao vivo em São Paulo) e The Band, o mítico show registrado no box “Last Waltz”. Marco Tomazzoni relembrou PJ Harvey, Neil Young e pescou um pérola da turnê de 1976 de David Bowie.

Eu fui de Lou Reed de BG (do show que vi em Málaga e contei aqui), segui com Leonard Cohen (um bootleg de 1993 para simbolizar o áudio do show que vi no Benicassim em 2008 – escrevi aqui) e, fechando, o show que eu mais queria ter visto na vida, The Who ao vivo em Leeds, 1970. O convidado Tiago Trigo escolheu NIN de BG, Ramones (sim, ele viu Ramones) e, de show dos sonhos, Nirvana.

Para fechar o programa de uma forma especial escolhemos Paul McCartney, dois registros da recente turnê do homem que, um dia, foi um beatle. Eu e Marco falamos um pouco mais do show que vimos na Ilha de Wight em julho (escrevi aqui) enquanto Agostini prometia comprar todos os ingressos de todos os shows possíveis e Trigo fazia pouco caso da nossa paixão beatlemaniaca.

Abaixo, o tracking list do programa que você pode baixar em um clique só aqui. Os outros nove podem ser encontrados aqui. O Podcast Scream & Yell é apresentado por Marcelo Costa, Marco Tomazzoni e Tiago Agostini com edição do graaande Edu Parez. Nesta edição, participação especial de Tiago Trigo. Baixe.

BG - R.E.M. - Drive (Live Rock Werchter, 2008)

1) Radiohead - Karma Police (Live São Paulo 2009)
2) The Band - “It Makes No Difference” (Live Winterland Ballroom, São Francisco, 1976)

BG - PJ Harvey - “Meet Ze Monsta” (Live Primavera Sound 2004)

3) Neil Young - “Don’t Cry No Tears” (Live Europe 2008)
4) David Bowie - “Rebel Rebel” (Live Vancouver 1976)

BG - Lou Reed - “Men of Good Fortune” (Live New York, 2008)

5) Leonard Cohen - I’m Your Man (Live Los Angeles, 1993)
6) The Who - Heaven and Hell (Live at Leeds, 1970)

BG - Nine inch Nails - “And All That Could Have Been” (Live US tour 2000)

7) Ramones - “We’re A Happy Family” (Live Los Angeles, 1996)
8 ) Nirvana - “Lounge Act” (Live at ROme, 1994)

BG - Paul McCartney - “Live And Let Die” (Live at New York, 2009)

9) Paul McCartney - “Helter Skelter” (Live at New York, 2009)

Baixe os podcast: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9 e #10
O que rolou em cada um dos programas você pode ver aqui

Todas as fotos por Marcelo Costa (veja mais no flickr)

Setembro 28, 2010   14 Comments

329 perfis do Twitter em três listas legais

Primeiro foi a Revista Bula (@revistabula) em julho, que pediu aos seus colaboradores que fizessem uma lista com os perfis essenciais do Twitter brasileiro. E o @screamyell apareceu no resultado final que listava os 50 perfis essenciais (veja todos aqui).

Em agosto foi a vez da revista Superinteressante (@revistasuper) comemorar 180 mil seguidores de uma forma bem legal: listando 180 perfis que vale a pena você seguir no Twitter – em diversas áreas. E o @screamyell apareceu na categoria “Eles falam sobre cultura pop” (veja todos aqui).

Nesta segunda (28/09), a redação da Revista Vip (@revistavip) publicou os 99 perfis do Twitter indispensáveis para qualquer homem, e lá estava o @screamyell novamente (lista completa aqui). Estamos lá na área “Cabeça”, apresentados como “(tudo sobre o que você ouve – e o que você ainda vai ouvir)”.

Queria agradecer pela lembrança nas três listas e dividir esse momento de orgulho com você, que acompanha o site pelo blog. O Twitter acabou tomando um espaço bacana na rotina do site, não só de divulgação de reportagens e resenhas, mas também de bate-bola rápido, troca de links e infos de shows e de discos legais que acabaram de cair na net. E um pouco mais.

Obrigado mesmo. Estamos nos divertindo. Ainda.

Setembro 28, 2010   3 Comments

Download: Loomer e Giancarlo Rufatto

Dois discos recomendadíssimos

“Coward Soul”, segundo EP do Loomer (baixe aqui)
Entrevista com a banda no Scream & Yell (leia aqui)

“Machismo”, segundo álbum de Giancarlo Rufatto (baixe aqui)
O excelente encarte pode ser visto online (aqui)

O download de “Machismo” ainda traz um EP de covers com “Não Aprendi Dizer Adeus” (Leandro & Leonardo), “Eu Sei, Perdão” (Verde Velma), “Fake Plastic Trees” (Radiohead versão Bob Dylan), “A Garota Na Sua Cama” e “Inbetween Days” (Cure). Baixe tudo aqui.

Setembro 25, 2010   3 Comments

Retrospectiva: com que música você acorda?

Perdi meu celular no fim de semana. A combinação chopp escuro e taxi não deu muito certo, e meu LG Cookie ficou em algum lugar entre o Sesc Pompéia e a Funhouse. Paciência. No domingo consegui um celular novo, uma versão atualizada do mesmo LG Cookie, e fui configurar os sons para atender telefonema (agora, Vampire Weekend), mensagens (Wilco) e despertador.

Na hora de escolher esta última música (vamos combinar, a mais importante), comecei a relembrar quais músicas já tinham assumido essa função, que até onde me lembro é bastante recente. Meu primeiro celular com MP3 é tipo de 2006. Antigamente eu acordava ou com os alarmes básicos de despertador no celular, ou com um rádio relógio, velho companheiro aposentado assim que o primeiro celular que aceitava MP3 (e era gratuito no plano que eu assinava na Claro) caiu em minhas mãos.

Acho que a primeira canção que escolhi para essa função, se minha memória não estiver me traindo com a Meg White, foi “My Doorbell”, do White Stripes. Uma baladinha rocker alegre, animada, pra começar bem o dia, muito embora você deva saber: a gente nunca ouve a música toda que escolhe para nos acordar de manhã. Assim que começam os primeiros acordes, dá-lhe “stop” no aparelho. Mas a música fica por ali, nos acompanhando.

Um tempo depois foi “Workingman Blues Nº Two”, de Bob Dylan, que ficou alguns meses e cedeu seu lugar para “Made Up Love Song #43”, do Guillemots. E então veio o reinado Carla Bruni. Ela ficou uns dois anos cantando todos os dias de manhã em casa. Primeiro com “Those Dancing Days Are Gone”, depois com “Tu Es Ma Came” (dá vontade de suspirar só de lembrar da música). Em tempos recentes, depois de uma paixão fulminante pela cidade de Barcelona (e pela Cristina, do filme de Woody Allen na cidade espanhola), a escolhida foi “Barcelona”, a valsinha do grupo Giulia y Los Tellarini.

Dia desses, antes da perda definitiva do celular, esqueci o bendito em um boteco. Um amigo passou e o resgatou para mim para me entregar no dia seguinte. Às 6h55 da manhã ele deu um salto da cama: “Barcelona, Barcelona”. Imagina se fosse Slayer…. Giulia foi-se com o celular antigo. Fiz uma listinha de MP3 buscando escolher a nova música para me acordar de manhã, e a escolha acabou sendo… The XX. Mais propriamente “Intro”, a música que abre o disco deles e tem algo de despertador, mas com melodia, um riff de guitarra ambientado por teclado. A bateria só entra no segundo 22, vai ficar difícil ouvi-la, mas já vim assoviando a canção para o trabalho hoje.

E você, com que música você acorda? É quase uma retrospectiva pessoal… risos

Ps. Atualização, março de 2011: sai The XX e entra “Walk It Back”, do R.E.M.

Setembro 22, 2010   54 Comments

Friends é Beatles, Seinfeld é Stones

Na tarde desta segunda, o grande Pablo Miyazawa soltou no Twitter:

- Por que é proibido falar mal de Friends, a série?

Na hora, sem pensar muito, tasquei:

- Porque eles são os Beatles das séries de TV (Seinfeld é o The Who)

O Tiago Agostini veio tergiversar, dizendo que “numa classificação tipo maior banda de todos os tempos = maior seriado de todos os tempos. beatles = seinfeld”, e fiquei matutando a questão - e pensando que apesar da violência (musical) em um (Who) e temática em outro (Seinfeld), o seriado está mesmo mais pra Rolling Stones do que para The Who.

Não sei ao certo qual das duas séries foi mais famosa nos Estados Unidos. O enorme cachê que os seis amigos embolsavam para fazer as temporadas finais de Friends me leva a crer que eles podem ter tido mais sucesso, embora Seinfeld seja melhor (e então começo a me enrolar), mas numa explicação rápida vamos deixar assim:

- Friends é certinha demais, pop até a medula. Mesmo as sacanagens que marcaram presença em algum episódio surgiam de modo inocente, como aquele do “pornô grátis”, uma coisa quase Beatles fase iê-iê-iê. Lógico que eles tiveram seus episódios chapados, Lucy In The Sky With Diamonds, como o aquele em Vegas, ou politicamente incorreto, como o que o Ross namora uma aluna (podem citar mais – se lembrarem – nos comentários), mas Friends era, essencialmente, uma série cândida (tão doce quanto milk-shake) que tentava flagrar a poesia do dia a dia através de uma relação de amizade que nasce em uma república estilizada e termina em um segundo matrimônio, o que não deixa de ser sintomático, afinal o humor de toda aquela relação de amigos sai de cena para ceder lugar a vida de casado, momento em que muitas amizades se distanciam.

- Já Seinfeld não. Seinfeld é o dedo em riste do politicamente incorreto, mesmo quando o seriado estava sendo politicamente correto como no episódio em que Jerry é confundido com um gay, e toda vez que renuncia o fato, solta a frase fenomenal: “Não que tenha algo de errado com isso”, uma frase que funciona a perfeição no duplo sentido: o literal, nada contra gay, e o metafórico, que o fato de já dizer isso prenuncia o algo contra. Porém, isso é fichinha perto de dezenas de deliciosas atrocidades cometidas na série em nome do bom humor.

Seinfeld, em certa altura, rouba o pão de uma velhinha indefesa. De uma velhinha!!!! Kramer luta judô com crianças de dez anos (e, claro, ganha de todas elas, mas elas vão a forra). Elaine quer dar um fim no cão do vizinho, que não para de latir a noite toda, e decide seqüestrar o cachorro. George, o rei do politicamente incorreto, poderia ter uma centena de citações.

Ele transa com a mulher da limpeza de um escritório em que começou a trabalhar; no próprio escritório (e quando perguntando pelo chefe sobre o fato apenas responde: “Não pode? Eu não sabia que não podia fazer isso nessa empresa” - assista). Em outra cena ele pega um bombom do lixo. É, do lixo (assista). Masturbação? (assista).

Já Newman, por sua vez, “empresta” um caminhão da companhia de correios em que trabalha para fazer um servicinho sujo. A lista é enorme e totalmente rock and roll.

Apesar de concordar com Tiago Agostini e com a Babee que Seinfeld é melhor (maior é algo para se avaliar por números), para mim, numa definição estilistica, Friends é Beatles e Seinfeld é Rolling Stones. Simples assim.

E, como observou brilhantemente Santiago, Lost era Nirvana. \o/

******

No fim da tarde, começo da noite de terça-feira, a coisa toda virou uma febre no twitter. Muita gente dando seu pitaco sobre que banda seria tal seriado. Uma pequena seleção dos melhores aqui:

@manoelfrasaes The Smiths é Anos Incríveis
@noah_mera Arquivo X é Smashing Pumpkins
@NinaMagalhaesArquivo X é Spiritualized!
@Tales_Maia Arquivo X é Mark Snow =)
@kazinhalacerda Arquivo X é kraftwerk!
@BartBarbosa Arquivo X é Pixies
@_ana_c Arquivo X é Muse
@ocirederf Death Cab for Cutie é OC?
@leodiaspereira Os Trapalhões é Mamonas Assassinas
@sandro_serpa Twin Peaks então é Miles Davis fase Kind of Blue
@pamela_leme Malhação = Restart
@pamela_leme Everybody Loves Raymond = Lemonheads
@pamela_leme That’s 70 Show = Big Star
@_ana_c That 70’s show é Wolfmother
@michellepcs Six Feet Under é Radiohead
@michellepcs Will & Grace é Lady Gaga
@elson Super Vicky = Mallu Magalhães
@elson Sex & The City = Madonna
@Rodrigo_Keke Dexter seria Nine Inch Nails?
@fab77_ Dexter é Mr. Bungle
@louisdaher Black Sabbath = Dexter!
@LucasM4ndes Prison Break é meio Van Halen
@danielroda Eu, a Patroa e as Crianças = Jacksons Five!
@eldertanaka Fringe é Pixies
@toloi House = Bob Dylan
@Saymom8 Smallvillle é Coldplay?
@christopheeeer AC/DC é Chaves
@danielroda Simpsons = Oingo Boingo
@conector Two and a Half Men = Mudhoney
@mariarenata Two and a Half Man pode ser Eagles Of Death Metal
@Salvador37 Two and a half men poderia ser Black Keys
@carmessias Red Hot Chilli Peppers = Californication?
@sidfromhell E Californication seria Red Hot Chilli Peppers
@AnaMesquitafoto The grey’s anatomys é Interpol
@mpadrao A Grande Família é Robertão?
@ClaudioMottaJr Supernatural é RPM?
@fernanda_iaia Gilmore Girls tem bem mais cara de she&him
@AnaMesquitafoto Gilmore Girls é Belle e Sebastian
@_tigermilk Belle and Sebastian pra mim é gilmore girls
@carolruas Belle & Sebastian tá mais pra Gilmore Girls!
@patttdiniz Belle and Sebastian é Dawson’s.
@martimnb Belle And Sebastian é anos incriveis vai…
@lueba The Office é Grandaddy
@NinaMagalhaes How I met your mother é wilco
@nananeri Wilco = My Name Is Earl
@Rodrigo_Keke Mcguiver é lógico que é Rush
@LuisGuilherme 24 Horas seria Metallica?
@LuisGuilherme Slayer é 24 Horas
@kazinhalacerda Melrose é NoDoubt
@danielroda C.S.I. é The Who
@Rodrigo_Keke Heroes seria o Oasis?
@danielroda Queen = Glee?
@Chicocabron A Diarista é Calypso.
@aloi Seria Desperate Housewives, White Stripes?
@eldertanaka Weezer é The Big Bang Theory
@christopheeeer Weezer é The Big Bang Theory
@heroihc Big Bang Theory é Weezer!
@fab77_ Big Bang Theory seria Weezer?

Leia também:
- Top Five momentâneo de Seinfeld (aqui)
- Sobre o episódio piloto da série Seinfeld (aqui)

Setembro 21, 2010   57 Comments

88 CDs por R$ 249

O Sesc está fazendo uma promoção bacaníssima com os boxes “A Música Brasileiras e Seus Interpretes”. Eles estão vendendo as sete caixas disponíveis (o volume 1 está esgotado) por R$ 249 (valor que pode ser dividido em até oito vezes no cartão. Avulso cada box custa R$ 50), o que quer dizer que dois volumes da série saem de graça para o comprador – uma chance imperdível para quem é fã de música brasileira.

Não tenho idéia de quando o Sesc começou a editar esta série, mas deve ser coisa do começo dos anos 00, acho. Sei que ali por 2004/2005 fui atrás dos boxes, então raros, e cheguei até a escrever um e-mail para alguém de lá perguntando como proceder para adquirir todos os volumes. Na falta de resposta, esqueci dos boxes, a vida seguiu em frente até eu topar com essa promoção no Sesc Pompéia.

A rigor, a série “A Música Brasileiras e Seus Interpretes” compila o áudio (música e depoimento) dos programas Ensaio, da TV Cultura, e MPB Especial, da extinta TV Tupi. Entre os nomes muita gente boa desconhecida do grande público (Bucy Moreira, Manezinho Araujo, Antônio Nassara, entre outros) e uma seleção imperdível de grandes nomes da música popular brasileira como Paulinho da Viola, Nara Leão e outros.

Escolhi para abrir o pacote o CD de Chico Buarque, de um programa gravado em dezembro de 1994. Ele rememora a infância (“Nós jogávamos bola na rua Haddock Lobo. Depois nos mudamos para a Henrique Schaumann, que naquela época era uma ruazinha”), conta histórias divertidas (“Minhas melhores lembranças da TV Record são do bar que ficava ao lado. A gente ficava direto lá bebendo uísque e conhaque. Eu só ia no conhaque”) e canta “Paratodos” e improvisa “Três Apitos” (Noel Rosa), entre outras.

De uma olhada na coleção completa no site do Sesc São Paulo (aqui). A promoção, segundo o site, é por tempo limitado. Vale.

Ps. Quem tiver o boxe 1 da coleção sobrando ae, lembra de mim. :)

Setembro 20, 2010   1 Comment

Confraria Pop apresenta: Gentileza Do Amor

Coloque na agenda: na próxima quinta-feira, a Confraria Pop faz sua terceira fest, e deve ser uma noite antológica. Os amigos da Banda Gentileza retornam a São Paulo para mais um show (o anterior que vi deles está na minha listinha de shows do ano na barra lateral deste blog e a gente entrevistou o Heitor aqui) e o Do Amor baixa na capital paulista para lançar oficialmente seu primeiro CD. Em fevereiro eles tocaram no CB e foi uma festa (postei alguns vídeos aqui). Então fica o recado: noite antológica à vista. Os ingressos antecipados custam apenas R$ 15 (você pode comprar aqui: www.compreingressos.com. Na porta sai por R$ 20. Mais infos na página da Confraria Pop (união de Scream & Yell, Urbanaque, Move That Jukebox! e Agência Alavanca)

http://www.facebook.com/confrariapop

Setembro 17, 2010   2 Comments

20 livros sobre música em português

barulho.jpg
Atualizado em maio de 2015

O grande André Barcinski publicou em seu blog uma lista com “10 ótimos livros sobre música disponíveis em Português” (veja aqui). Tem coisas bacanas ali (e alguns que estão na fila aqui em casa, inclusive), mas a impressão que tive é que ele não conhece o catálogo da Editora Barracuda (hehe). Não tem como fazer uma lista foda de livros em português sobre música deixando Tony Parsons e Bill Graham de fora. E a Barracuda ainda tem os livros de jazz (”A Love Supreme” e “Kind of Blue”) e a biografia do Serge Gainsbourg (e, zuzu bem, o livro da Pamela Des Barres). Fora que também faltaram livros da Editora 34, mas deixando de colocar defeitos na lista alheia, a minha listinha - atualizada em 2015 (20 livros de música em 20 minutos?) - seria essa:

- “Minha vida dentro e fora do Rock“, Bill Graham (Barracuda)
- “O Resto é Ruído“, Alex Ross (Cia das Letras)
- “Disparos do Front da Cultura Pop“, Tony Parsons (Barracuda)
- “Mate-me Por Favor”, de Legs McNeil e Gillian McCain (L&PM)
- “Beijar o Céu”, Simon Reynolds (Conrad)
- “Barulho”, André Barcinski (Pauliceia)
- “Reações Psicóticas”, de Lester Bangs (Conrad)
- “Fama e Loucura”, Neil Strauss (Best Seller)
- “Criaturas Flamejantes“, de Nick Tosches (Conrad)
- “A Era dos Festivais”, de Zuza Homem de Mello (Editora 34)
- “Mondo Massari”, de Fábio Massari (Ideal)
- “Do Frevo ao Manguebeat”, de José Telles (Editora 34)
- “Radio Guerrilha”, de Matthew Collin (Barracuda)
- “Escuta Só”, de Alex Ross (Cia das Letras)
- “Punk - Anarquia Planetária e a Cena Brasileira”, de Silvio Essinger (Ed. 34)
- “Pavões Misteriosos”, de André Barcinski (Ideal)
- “Eu Não Sou Cachorro Não”, de Paulo César Araújo (Record)
- “Noites Tropicais”, de Nelson Motta (Objetiva)
- “Dias de Luta”, de Ricardo Alexandre (DBA)
- “Cheguei Bem a Tempo de Ver o Palco Desabar“, de Ricardo Alexandre (Arquipélago)

Alguma dica, caro leitor?

Leia também:
- “Tudo Isto é Pop” mapeia a nova cena indie de Portugal (aqui)
- Alex Ogg relembra os primeiros anos do Dead Kennedys (aqui)
- Álbum clássico do Sonic Youth é esmiuçado em livro (aqui)
- Kim Gordon se desnuda em “Girl in a Band: A Memoir” (aqui)
- Jonathan Cott valoriza Yoko em “John, Yoko e Eu” (aqui)
- 11 livros musicais bacanas lançados em 2014 (aqui)
- Cuidado ao ler “A Intimidade de Paul McCartney” (aqui)
- Jornalista relembra entrevistados em Strange Days (aqui)
- “Fama e Loucura” tenta entender a importância dos artistas (aqui)
- “Gilberto Bem Perto”, a biografia chapa branca de Gil (aqui)
- “Só Garotos”, de Patti Smith, é para quem acredita no amor (aqui)
- “Mozipedia”, de Simon Goddard: 600 verbetes sobre Morrissey (aqui)
- A canção que mudou as canções: Like a Rolling Stone (aqui)
- O Pequeno Livro do Rock, de Hervé Bourhis (aqui)
- “Blues”, de Robert Crumb, reverência o passado (aqui)
- “Autobiografia”, Pete Townshend: até os deuses têm dúvidas (aqui)
- “Tocando a Distância: Ian Curtis e Joy Division”, por Deborah Curtis (aqui)
- “The Smiths”, de Tony Flechter: absolutamente imperdível (aqui)
- “Autobiografia”, de Neil Young, expõe vícios, paixões e medos (aqui)
- “Todo Aquele Jazz”, de Geoff Dyer: magia, loucura e incompreensão (aqui)
- Uma lista com 12 filmes musicais (aqui)
- Keith Richards: “Gostar ás vezes é melhor do que amar” (aqui)
- Marianne Faithfull: Drogas, Sexo e Mick Jagger (aqui)
- “O minimalismo e o rock and roll”, trecho de “O Resto é Ruído” (aqui)
- Pete Townshend fala de Jimi Hendrix em “Autobiografia” (aqui)
- Gram Parsons por Keith Richards no livro “Vida” (aqui)
- Alex Ross: “A politização da arte para fins totalitários” (aqui)
- Marcelo Orozco fala sobre “Kurt Cobain - Fragmentos” (aqui)
- Bruce Pavitt fala sobre “Experiencing Nirvana: Grunge 1989″ (aqui)
- Charles R. Cross fala sobre “Kurt Cobain: A Construção de um Mito” (aqui)
- Ouça os podcasts com Ricardo Alexandre (aqui) e Fábio Massari (aqui)

Setembro 15, 2010   16 Comments

Horários do Planeta Terra 2010

Para você planejar o seu roteiro e descobrir qual será o melhor momento da noite para ir ver a Monga…

Sonora Main Stage

16h / 17h - Mombojó
17h30 / 18h30 - Novos paulistas
19h / 20h - Of Montreal
20h30 / 21h30 - Mika
22h / 23h - Phoenix
23h30 / 01h - Pavement
01h30 / 03h - Smashing Pumpkins

Gillette Hands Up \o/ Indie Stageh

16h / 16h40 - República
17h / 18h - Hurtmold
18h30 / 19h30 - Holger
20h / 21h - Yeasayer
21h30 / 22h30 - Passion Pit
23h / 00h - Hot Chip
00h40 / 01h40 - Empire of the Sun
02h / 03h30 - Girl Talk 3rd band

Serviço - Planeta Terra Festival 2010
Quando: 20 de novembro
Onde: Playcenter - São Paulo
Ingressos: Esgotados!

Setembro 15, 2010   4 Comments

Download: Garotas Suecas, Lestics e Rocknova

Setembro 15, 2010   3 Comments