Posts from — Agosto 2010
Dez anos de Scream & Yell
O Scream & Yell já foi assim (clique na imagem para navegar no site antigo). Alguns anos antes, nos primórdios (risos), ele era muito mais tosco (veja aqui). As imagens deste último já até estão fora do ar (culpa provável do HPG, que foi a casa do site por quase três anos), mas se você clicar em qualquer manchete da capa vai encontrar o texto como eu o editava nove anos atrás, HTML puro. Tudo o que foi feito no Scream & Yell continua no ar. O menu, inclusive, pode ser acessado por este link aqui, e dá acesso as editorias antigas do site com tudo que foi publicado desde novembro de 2000 (até os poemas e contos). O arquivo de textos (aqui), mais organizado, junta (quase) tudo entre 2003 e 2009. Comecei a rever tudo isso quando um amigo me passou o link do web.arquive.org. E deu saudade… (risos). Bons tempos. Essa capa acima foi de uma época em que eu acreditava que o Scream & Yell poderia ser um portal, e não linkar apenas as coisas que faziamos, mas sim tudo que de mais legal a gente encontrasse na web. Meio utópico, mas esse sonho utópico deu na @confrariapop. Até que não estávamos tão errados…
Ps. O aniversário do site é 02 de novembro, ok. Até lá vamos tentar armar uns shows especiais. Só estamos dependendo de uma casa legal para shows…
Agosto 30, 2010 8 Comments
A semana no Scream & Yell
Acho que cheguei a fazer isso algumas vezes, principalmente no blog antigo (mate saudade dele aqui), mas o fato é que tem muita gente que passa pelo blog e não conhece o site. Então, mãos a obra. Atualizações dos últimos sete dias:
- As muitas faces de Eddie pós-Derek Riggs, por Renato Beolchi (aqui)
- Resenha “The Final Frontier”, Iron Maiden, por Renato Beolchi (aqui)
- A grande jogada do Fino Coletivo, por Rodrigo Fernandes (aqui)
- Resenha de “Coco Chanel & Igor Stravinsky”, por Marcelo Costa (aqui)
- As edições deluxe de R.E.M, Teadrop Explodes e QOTSA, por Mac (aqui)
- Resenha Uma Solidão Ruidosa, Bohumil Hrabal, por Jonas Lopes (aqui)
- Resenha do “Revanche”, do Fresno, por Bruno Capelas (aqui)
- A biografia de Ozzy Osbourne, por Adriano Mello Costa (aqui)
- Entrevista com Fafá de Belém, por Marcos Paulino (aqui)
- Resenha de “Viridiana”, de Luis Buñuel, por Marcelo Costa (aqui)
Agosto 27, 2010 2 Comments
MCD lança novo site e campanha
A MCD está lançando site novo (veja aqui), e para isso uma campanha nova, e escolheu o Scream & Yell para um papo publieditorial. Curti a idéia. Ainda mais que o blog dos caras se chama “Ace of Spades”. Bola dentro. A campanha se chama “Do It Yourself!” e com base nela eles pregam uma outra frase: Make It Happen (ou faça acontecer - eles explicam melhor aqui). Acho que as duas frases são bem conhecidas de quem costuma ler as coisas que escrevo. De qualquer forma vão rolar outros posts sobre a MCD, e a gente conversa. ![]()
Agosto 27, 2010 No Comments
Luisa, Alice, Herod e Labirinto
Já faz um tempo que tenho andado pra cima e pra baixo com o último CD do Luisa Mandou um Beijo, de 2009, uma banda carioca que gosto bastante. Na falta de tempo de falar sobre o disco (que está para download no site oficial: aqui) chegou o clipe de “Memórias da Praia”, assinado por Diego Gonzalez. Assista aqui.
http://www.luisamandouumbeijo.com
O queridíssimo Rodrigo Lemos escreve para contar que uma das faixas de seu primeiro EP solo (falei dele aqui) entrou em um podcast gringo dedicado ao ukelele. O Uke Hunt escolheu a faixa “Alice” e você pode baixar o podcast aqui (além do Rodrigo tem outras coisas muito legais rolando). Baixe.
http://www.myspace.com/projetolemos
O Elson Barbosa, amigo de vários anos, companheiro de almoços e duble de jornalista (você leu a entrevista que ele fez com a lenda Steve Albini? Imperdível. Confere aqui) avisa que o primeiro álbum solo de sua banda, a usina de barulhos Herod Layne, está disponível para download na gravadora virtual Sinewave. Vamos falar mais do disco, mas por enquanto você pode baixar de graça aqui.
http://sinewave.com.br/2010/07/herod-layne-absentia/
Para fechar esse post de indicações legais, o Labirinto preparou um vídeo-teaser de seu novo disco, “Anatema”, finalizado no Electrical Áudio (de Steve Albini) com o engenheiro Greg Norman e masterização do Bob Weston. O vídeo (assista aqui) mostra trechos das seis músicas que compõem o álbum. O disco está prestes a sair, mas já dá para ter uma idéia do que eles estão preparando.
Agosto 26, 2010 1 Comment
Cinema Contemporâneo na América Latina

Eu já devia ter contado isso na semana passada, mas quem diz que sobra tempo. O lance é que comecei na quarta-feira passada, na compania do Tiago Trigo e do Marco Tomazzoni, um ciclo de palestras sobre o Cinema Contemporâneo na América Latina, no Memorial da América Latina. A aula de abertura foi ministrada pelo professor da ECA Ismail Xavier, e girou em torno do cinema da argentina Lucrecia Martel, mais precisamente sobre seu primeiro filme, “O Pântano”, que eu ainda não tinha assistido.
Da Lucrecia eu só tinha visto “A Menina Santa” (2004), e após a aula cheguei em casa e baixei “A Mulher Sem Cabeça” (2008), mas ainda não vi. É incrível como essa mulher fascina tanta gente. Preciso assistir aos filmes dela com calma, para que a ficha cai. Gostei da idéia de “O Pântano” (mesmo assistindo ele entrecortado na aula) e fiquei ligeiramente impressionado com “A Menina Santa”, mas a cinematografia da Martel não bateu em mim da mesma forma que em tanta gente. Admiro, mas não me apaixono.
Já “Amores Brutos”, do mexicano Alejandro Iñarritu, eu amo. Um amor distante, diga-se de passagem. A única vez que o tinha visto tinha sido no cinema, em 2001, e sai dilacerado com uma violentíssima dor de estômago. Comprei o DVD na primeira oportunidade, mas nunca tive coragem de revê-lo. Assisti ontem, como esquenta da aula desta quarta-feira, e novamente fiquei impressionado com as imensas qualidades do filme.
O professor Ismail, que conduziu novamente a aula (de forma excelente, diga-se de passagem), mostrou certo incomodo devido ao moralismo da cena final, e uma certa rejeição à forma com que o roteiro trata o personagem do mendigo, que abandona a (suja, barulhenta e violenta) cidade do México em direção ao interior (o filme termina com o personagem caminhando na terra num simbolismo que representa uma negação da cidade e uma opção pela reconstrução da vida do zero).
Sinceramente não me incomoda. Até entendo. Iñarritu e seu (ex-)roteirista desenham um painel de famílias desestruturadas e caos urbano nas três histórias que se intercalam em “Amores Perros”, e opta pela saída moralista de acreditar que, a beira do caos que a sociedade vive, a saída é começar tudo de novo com base no perdão próprio como se dissesse: “Assuma seus erros, salde a divida consigo mesmo e tente ser uma pessoa boa”. Aceito, apesar de achar que a sociedade está condenada e que nem isso daria jeito nas coisas.
Como já escrevi diversas vezes aqui, uma das formas de tentar colocar o social nos eixos é colocar a própria vida nos eixos. Utópico demais esperar que governantes façam alguma coisa por nós. Utópico demais acreditar que uma revolução coloque as pessoas certas nos lugares certos (isso já foi tentando, e nunca deu certo). O negócio, pra mim, é arrumar as coisas dentro do núcleo familiar, dentro do núcleo de amizades, e partir de dentro para fora. Ok, utópico, mas vou continuar tentando fazer a minha parte. (risos)
O que fica disso tudo é que “Amores Perros”, 10 anos depois, continua sendo um filme excepcional. Para a aula da semana que vem, segundo a agenda do curso, teremos cinema uruguaio com reflexões sobre dois filmes que se destacaram bastante na cinematografia do país: “Whisky” (adorei e escrevi dele aqui) e “O Banheiro do Papa”. Prevejo bons debates. De qualquer forma é tão bom discutir cinema…
Agosto 25, 2010 3 Comments
Cabaret e convidados tocam Nick Cave

Na próxima sexta, 10 de setembro, no Rio (e dia 30 de outubro, na Livraria Cultura do Bourboun Shopping), o Cabaret, em parceria com a editora Record, reúne convidados para uma jornada musical e literária sobre a obra do cantor, compositor e escritor australiano Nick Cave. O grupo estreou o repertório especial no dia 26 de agosto Espaço Cultural Sérgio Porto (veja os registros em vídeo das canções “Henry Lee“, “Straight To You” e “The Ship Song“).
O show marca o lançamento brasileiro do livro “A Morte de Bunny Munro”, segundo romance de um dos artistas mais instigantes do rock, atualmente vocalista das bandas Nick Cave & the Bad Seeds e Grinderman. A obra conta a história de um vendedor de cosméticos viciado em sexo numa jornada sem rumo após a morte de sua mulher, acompanhado apenas de seu filho pequeno, Bunny Junior.
Além disso, são comemorados os 20 anos de “The Good Son”, disco dos Bad Seeds gravado no Brasil, à época em que o cantor morou em São Paulo. Por isso, o Cabaret se debruça sobre o repertório da banda Nick Cave & the Bad Seeds, ativa há 26 anos, selecionando 15 canções sobre amor, desespero e transcendência, na melhor tradição de um herdeiro de Bob Dylan, Johnny Cash e Leonard Cohen.
De clássicos como “Deanna”, “The Ship Song” e “Red Right Hand” a produções recentes como “Get Ready for Love” e “Today’s Lesson”, a mais dramática banda do rock nacional reúne convidados do quilate de Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Toni Platão, Amora Pêra (Chicas), Leticia Novaes (Letuce) e o escritor João Paulo Cuenca (em participação nas guitarras) no Espaço Sergio Porto para uma noite inesquecível.
Aproveitamos para enviar cinco perguntas para o queridíssimo Márvio, vocalista do Cabaret, que além de preparar esse show especial com canções de Nick Cave (que, esperamos, também passe por São Paulo e outras capitais) está dando os retoques finais em “A Paixão segundo Cabaret”, segundo álbum do grupo que tem produção de Iuri Freiberger (que contou várias coisas sobre o disco aqui) e participação de Ney Matogrosso em uma das canções. Fala Márvio!
Como surgiu a idéia de um show com canções de Nick Cave?
Desde 1998, posso dizer que Nick Cave é o artista que mais me impressiona, com quem eu mais me identifico e, por isso, sigo os passos dele fielmente. Você já foi lá em casa e viu minha caixa de B-Sides e DVDs, então já sabe. (risos) Quando eu soube que a editora Record havia comprado os direitos de tradução do livro, tentei de todas as formas me envolver no processo. Até que pensei que talvez fosse uma grande oportunidade de fazer um show de covers sem ares de banda cover. Combinei com o restante do Cabaret, que também tem fãs de Cave, que poderíamos selecionar canções, ensaiar um show e depois apresentar à editora, como um happening para marcar o lançamento do romance no Brasil. Quando os ensaios já estavam bem adiantados, apresentei a ideia aos diretores da Record, que se empolgaram conosco e viabilizaram um show na escala merecida, num bom espaço para banda e público, como o Sergio Porto aqui do Rio.
O show terá várias participações especiais. Como vocês escolheram os convidados?
Por afinidade com a carreira do cara, como Toni Platão e Dado Villa-Lobos, que são admiradores dele, e pela força expressiva para determinadas canções. Quando você tem uma canção dramáticas como “Henry Lee” (que Nick Cave canta com a PJ Harvey) ou “Where the Wild Roses Grow” (com Kylie Minogue), você precisa dividir isso com cantoras que tenham um certo senso de teatralidade, além de vozes espetaculares. Tudo isso a gente tinha aqui do lado, com a Amora Pêra, que é uma artista completa: tanto na música brasileira que faz com as Chicas quanto nas versões do pop dos anos 60 e 70 com a Cia Velha, e com a Leticia Novaes, que é uma figura de uma banda novíssima chamada Letuce. E como o evento é musical e literário, nada melhor que contar com um amigo como o escritor consagrado João Paulo Cuenca, que hoje tira onda de guitarrista bissexto, mas já foi de finadas bandas como Glamourama e Netunos.
A noite marca o lançamento do segundo romance do Cave, “A Morte do Bunny Munro”. Você já teve oportunidade de ler?
Estou lendo, até o show terei terminado. Sabe como é, tive que decorar letras enormes (risos). O que é fantástico no romance do escritor Nick Cave é que ele traduz um momento muito atual na carreira do compositor Nick Cave. Tanto no “Dig Lazarus Dig”, que ele lançou em 2009 com os Bad Seeds quanto no projeto paralelo Grinderman, de 2008, as letras giram em torno de uma feroz pulsão sexual masculina, muito diferente das baladas melancólicas que o marcaram os anos 90 e o início dos 00. Como o personagem Bunny Munro é um homem que só pensa em sexo e o consegue com certa facilidade, passa a impressão que você está lendo um roteiro de um filme cuja trilha sonora já foi composta. Para honrar o livro, tínhamos que dar à plateia feminina um clima de iminente assédio sexual.
A apresentação é única ou outras cidades vão ter a oportunidade de receber essa apresentação?
Estaremos em São Paulo em breve, ainda não sabemos onde, exatamente. Mas é parada obrigatória, uma vez que ele morou aí e existe um grande interesse sobre ele, até mais do que no Rio. Como o Cabaret se apresenta reforçado uma banda grande, são nove pessoas no palco (duas guitarras, baixo, bateria, teclado e três backing vocals femininas além de mim), não é um show fácil de se levar para lá e para cá. Mas estamos dispostos a aceitar convites para sair e testes do sofá.
De Nick Cave para Cabaret: como está o planejamento do disco novo? Ouvi algumas canções e fiquei com a impressão que vem um discaço….
Pois é. O capricho levou a alguns atrasos, e dois dos nossos integrantes (o guitarrista Felipe Aranha e o baterista Marcos Hermes) vão se tornar papais por estes meses. Por isso, preferimos dar tempo para que eles aprendam a trocar as fraldas e vamos deixar o lançamento de “A Paixão segundo Cabaret” para 2011. O álbum conta em 13 canções a história de um homem que sempre tentou fugir do amor, mas que de repente se vê diante de uma mulher da qual ele não poderá escapar. Estamos orgulhosos dele: tem a já lendária participação de Ney Matogrosso em uma canção, a produção do Iuri Freiberger, que entendeu nosso som com carinho, e já masterizamos em Abbey Road com Alex Wharton, que trabalho em discos de Björk, Chemical Brothers e Babyshambles.
SERVIÇO
Cabaret e convidados tocam Nick Cave - Pocket Show Gratuito
Sexta, 10 de setembro, 19h30
Fnac da Barra, no Rio de Janeiro
Nesta noite, o Cabaret será:
Márvio dos Anjos, voz
Felipe Aranha, guitarra
Marcelo Caldas, baixo
Gustavo Matos, bateria (substituindo Marcos Hermes em licença-paternidade)
Geovanni Andrade, piano
E as backing vocals convidadas:
Cris Fernandes
Tatiana Fake (Private Dancers)
Natasha Nunes
Leia também:
- Marco Antônio Bart preparou um mixtape Nick Cave. Baixe aqui.
Agosto 24, 2010 1 Comment
Download: Scream & Yell on The Radio #6

A pauta do podcast #6 do Scream & Yell na Rádio Levis nasceu na mesa de bar (claro) após uma sessão de “Uma Noite em 67”, documentário de Renato Terra e Ricardo Calil que foca na finalissima do III Festival da Canção, que consagrou “Ponteio”, de Edu Lobo, e praticamente apresentou ao público Caetano Veloso (com “Alegria, Alegria”) e Gilberto Gil (com “Domingo no Parque” – acompanhado dos Mutantes) além de consagrar, mais uma vez, Chico Buarque (com “Roda Viva”). Ali no bar começamos a rememorar esses e outros ídolos, artistas que muita gente nova não conhece realmente. Assim fizemos uma edição especial de MPB antiga. Abrimos o programa com Ronnie Von de BG (é ouvir e viciar no Bar Iris) e duas versões sensacionais de canções com Os Mutantes na retaguarda (para Caetano e Gil). Seguimos com um resgate de um ensaio raríssimo de 1966 em que Roberto Carlos apresenta suas “novas” canções para seu arranjador (“Essa música eu quero fazer algo tipo Supremes”, explica ele em certo momento) pulando para outro momento histórico e raríssimo: a versão ao vivo e rock and roll de Chico Buarque para “Jorge Maravilha”, clássico de Julinho, filho da Adelaide (e lembramos a história genial da criação do personagem). Seguem-se os gênios Jards Macalé (“Mal Secreto”) e Tom Zé (“Qualquer Bobagem”), que não chegaram ao grande público na época, mas hoje em dia são tratados com o respeito e a reverência merecidos. De BG, inclusive, temos uma gema pop pró-maconha de Erasmo Carlos, de seu mítico álbum “Carlos, Erasmo”, a canção “Maria Joana”. Duas baladaças dão seqüência ao programa: a raríssima versão de estúdio de Gal Costa para “Sua Estupidez” e bluezaço “Sofre”, do terceiro disco de Tim Maia. Para fechar, “Eu vou Torcer”, de Jorge Ben (do histórico “Tábua de Esmeraldas”) e “É Fim de Mês”, um raprockandroll de Raul Seixas. Um programa tinindo trincado comandado por Marcelo Costa e Tiago Agostini, com participação especialíssima de Marco Tomazzoni e edição do grande Edu Parez. Baixe aqui. E assista ao documentário “Uma Noite em 67“.
BG 1 - Ronnie Von - Sílvia 20 Horas Domingo
01) Caetano Veloso - É Proibido Proibir (com Os Mutantes)
02) Gilberto Gil - Procissão (com os Mutantes)
BG 2 - A Banda Tropiclaista do Rogério Duprat - Canto Chorado, Bomtempo, Lapinha
03) Roberto Carlos - Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim (Ensaio 66)
04) Roberto Carlos - Querem Acabar Comigo (Ensaio 66)
05) Chico Buaque - Jorge Maravilha
BG 3 - Erasmo Carlos - Maria Joana
06) Jards Macalé - Mal Secreto
07) Tom Zé - Qualquer Bobagem
BG 4 - Cilibrinas do Éden - Gente Fina É Outra Coisa
08) Gal Costa - Sua Estupidez
09) Tim Maia - Sofre
BG 5 - Elis Regina - As Curvas da Estrada de Santos
10) Jorge Ben - Eu vou Torcer
11) Raul Seixas - É Fim de Mês
BG 6 - Novos Baianos - Tinindo, Trincando
Baixe os podcast: #1, #2, #3, #4, #5 e #6 O que rolou em cada um aqui
Agosto 23, 2010 No Comments
Três textos no Jornal Opção, de Goiânia
Agosto 22, 2010 No Comments
Opinião do Consumidor: Köstritzer
Na minha primeira viagem para a Europa, em 2008, a única cerveja alemã a freqüentar o top 10 (lotado de marcas belgas e algumas espanholas) foi esta belíssima Köstritzer, a cerveja escura mais famosa da Alemanha, fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516).
Segundo consta, um dos mais famosos bebedores da Köstritzer foi Goethe, que se sustentou da famosa cerveja preta quando era incapaz de comer durante um período de sua doença. Essa foi para você, caro leitor, que sempre brinca que vai jantar pão liquido. Goethe jantou e almoçou Köstritzer durante um bom tempo.
A Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Sua produção é baseada no estilo Pilsner, mas ela é bem mais saborosa culpa do malte especial que as nossas expoentes nacionais do estilo, tanto claras quanto escuras. Embora não tenha nada de adocicado, pode surpreender e conquistar os fãs da docinha Malzbier nacional.
Outro paralelo possível é com as Stouts (brinde ao malte torrado), porém a Köstritzer se destaca por ser mais leve e ter um aroma de café menos intenso que as possíveis rivais (Guiness inclusa). Carro chefe das schwazerbier (cervejas pretas), é uma cerveja deliciosa que pode salvar alguns almoços. Goethe que o diga.
Teste de Qualidade: Köstritzer
- Produto: Cerveja Pilsner
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 4,8%
- Nota: 3,5/5
Leia também:
- Top Ten de Cervejas Européias - 2008 (aqui)
- Top 68 de Cervejas Européias - 2010 (aqui)
Agosto 19, 2010 3 Comments
Promoção: A Morte de Bunny Munro, Nick Cave

PROMO ENCERRADA
No establisment musical moderno é possível contar nos dedos das mãos os artistas acima de qualquer suspeita, gente que conseguiu com sua arte um respeito raro em um cenário depreciado pela vasta oferta de sexo e drogas. É um clube seleto de nomes dos quais podem ser citados Lou Reed, Elvis Costello, Bruce Sprinsteen, Neil Young e Nick Cave.
Nick Cave tem uma carreira extensa e brilhante ao lado das bandas The Birthday Party, The Bad Seeds e Grinderman, mas também é apaixonado por textos densos – como as canções que canta exibem bem. Vinte anos após sua estréia literária, Nick Cave retorna ao mundo da literatura com o romance “A Morte de Bunny Munro”, que acaba de ganhar tradução nacional.
O Scream & Yell, em parceria com a Editora Record, vai sortear três exemplares de “A Morte de Bunny Munro”, de Nick Cave. Para participar basta deixar um comentário abaixo (com nome completo e email correto para contato) dizendo qual a sua música preferida de Nick Cave explicando o motivo da sua escolha.
Resultado da Quina 2387 (na ordem do sorteio): 79, 25, 69, 78 e 32
79 - not
25 - JW
69 - Guilherme Robles de Andrade
78 - not
32 - Arthur Teixeira
Agosto 19, 2010 71 Comments
Download: Scream & Yell on The Radio #5

O podcast #5 do Scream & Yell na Rádio Levis já está disponível para download. Decidimos na quinta edição do programa lançar luz sobre novas vozes femininas, mulheres que andam brilhando com grandes discos no cenário nacional. Abrimos o programa com “Hitori ni Shite” em BG, dueto de Fernanda Takai com a Pizzicato Five Maki Nomiya. Para abrir o programa fomos de Lulina, “Fuga pelo Miojo”, uma das melhores canções do álbum duplo “Aos 28 anos dei reset na minha vida”. Na sequência, a querida Juliana R (foto) com “El Hueco”, Karina Buhr de BG com uma das grandes canções do ano, “Eu Menti Pra Você”, e uma dobradinha de novidades: Andréia Dias (com “Nós Dois”, momento em que Rita Lee namora o lado brega do Cidadão Instigado) e Luisa Maita (com a excelente “Maria e Moleque”, canção assinada pelo namorado Rodrigo Campos, novo parceiro de Romulo Fróes). Declaração de amor para Lily Allen no meio do programa mais Batalha de Discos com o lado “Azul” de Nina Becker enfrentando o “Vermelho”. Depois, Stela Campos numa versão para uma canção do Fellini, Tulipa com uma das canções mais pegajosas do ano, Ana Canãs com Bob Dylan e Erika Martins com Paul McCartney. Programa bacana comandado por mim e por Tiago Agostini com edição de Edu Parez. Baixe aqui.
BG - Fernanda Takai - Hitori ni Shite ne
01 - Lulina - Fuga Pelo Miojo
BG - Pj Harvey - The Letter
02 - Juliana R - El Hueco
BG - Karina Buhr - Eu Menti Pra Você
03 - Andreia Dias - Nós dois
04 - Luisa Maita - Maria e Moleque
BG - Lily Allen - Womanizer (Acoustic)
05 - Nina Becker Vermelho - Toc Toc
06 - Nina Becker Azul - Não Me Diga Adeus
BG - Mallu Magalhães - My home is my man
07 - Stela Campos - Chico Buarque Song
08 - Tulipa Ruiz - As vezes
BG - Carla Bruni - You Belong To Me
09 - Ana Canas - Rainy Day Women
10 - Erika Martins - Goodbye
Baixe os programas: #1, #2, #3, #4 e #5. O que rolou em cada um aqui
Agosto 19, 2010 2 Comments
Eu só quero que você me aqueça
Festa #2 da Confraria Pop com Rosie and Me. Infos aqui.
Agosto 18, 2010 2 Comments
Em DVD: Hotel Avenida e Cassim e Bárbaria
Os chapas do Hotel Avenida estão liberando a primeira prévia do DVD que registra o show da banda no festival Rock de Inverno 7, em Curitiba. Assista ao vídeo da belíssima “Eu Não Sou Um Bom Lugar”, primeiro single deles, lançado em 2009. A direção geral é do Marcelo Borges, com edição de Fábio Barreira. O áudio foi gravado e mixado por Luigi Castel e Carlos Zubek. A produção é da De Inverno Records. Assista aqui.
Quem também está lançando DVD é o pessoal do Cassim & Barbária. “Na Estrada. No Estúdio” documenta a primeira tour internacional da banda, que passou 40 dias em 2009 entre EUA e Canadá, e traz músicas tocadas ao vivo no estúdio. Você pode clicar na imagem acima para assistir a um teaser do DVD, ou aqui para conferir uma das músicas do lançamento. O DVD ainda inclui vídeos de artistas de Florianópolis, como Gustavo Caciorro, Lucca e Gurcius.

Paralelamente, o Cassim (ou Cassiano), que também toca na ótima Bad Folks, está saindo em carreira solo (sem abandonar seus projetos com bandas, que continuam na ativa). Seu primeiro disco solo vai sair pela midsummer madness nos próximos meses. O primeiro clipe do disco, para a canção “Subtropicália”, foi gravado quase inteiramente só com samples de bateria, vozes manipuladas e pássaros. Assista aqui.
Agosto 17, 2010 9 Comments
A capa verdadeira do novo Belle and Sebastian

Ps 1 - A anterior está uns dois posts atrás. Eu achei essa rosa mais bonita, viu.
Ps 2 - Nada a ver, mass… ninguém vai mesmo trazer o Bombay Bicycle Club pra São Paulo, Belo Horizonte, PoA… ?
Agosto 16, 2010 No Comments
Roger and me


Umas semanas atrás me chamaram para bater papo com o Roger sobre música e tal. Alguns stills do vídeo em que eu e Roger trocamos de função: ele foi o jornalista, eu o entrevistado. Cool (hehe).
Agosto 16, 2010 7 Comments
Opinião do Consumidor: La Brunette
E não é que a cervejaria gaúcha Schmitt chegou ao empate técnico aqui em casa! Após sair perdendo por 2 a 0 (a Schmitt Ale e a Schmitt Sparkling foram tiros n’agua – leia sobre elas nos links no final do texto), e diminuir com a ótima Barley Wine, agora é a vez da boa Stout da cervejaria conquistar o paladar (e o olhar pelo rótulo bonito): La Brunette.
A Stout é originária da Irlanda (não à toa, a Stout mais famosa do mundo é a Guiness) e feita a partir de cevada torrada, que produz um malte especial escuro, que deixa um sabor amargo conferido pelo lúpulo associado ao adocicado do malte. As Stouts tradicionais eram carregadas de álcool (por volta de 7% a 8%), e a exemplar da Schmitt deixa a desejar nesse ponto ficando nos 4,5% tradicionais do mercado nacional.
Apesar do ponto a menos no quesito gradução alcoólica, a La Brunette merece uma conferida. É uma cerveja escura e cremosa com malte tostado bastante presente no paladar (e que lembra muito café) e, um pouco, no aroma (que também tem uma leve presença de chocolate, mas bem leve). O forte amargor pode incomodar os incautos, e atrapalhar uma segunda dose, mas vale arriscar o paladar. Perde em comparação com as gringas, mas faz bonito para uma nacional.
Teste de Qualidade: La Brunette
- Produto: Cerveja Stout Gaúcha
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 4,8%
- Nota: 2,2/5
Leia também:
- A dose tripla de malte da Schmitt Barley Wine (aqui)
- A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
- Sparkling Ale (sem bolhas) lembra demais a Schmitt Ale (aqui)
Agosto 15, 2010 1 Comment
Glamour e Boca do Lixo

O Renan, um dos autores, já tinha me passado o livro ainda em versão piloto encomendada pro TCC do caras, e eu devorei. Quem quiser pode dar um fuçada no blog que deu origem ao projeto todo (aqui), mas o interessantíssimo “Glamour e Boca do Lixo – Histórias da Prostituição no Centro de São Paulo” acaba de ganhar edição oficial, via Editora Multifoco. O lançamento foi neste domingo, na Bienal do Livro, mas quem quiser ir atrás do livro é só falar com os caras no blog. Vale.
Agosto 15, 2010 1 Comment
Vídeo: As Coisas Mudam, Wander Wildner
Agosto 15, 2010 No Comments
Relembrando Belle and Sebastian
Achei muito bonita a capa do novo álbum do Belle and Sebastian, “Write About Love”. E eles confirmaram show no Chile, dia 29/10 (veja aqui). O Planeta Terra acontece em São Paulo dia 20/10. Podemos considerar fechado, né, corrigindo 20/11. Para o Planeta Terra fica bem difícil, a não ser que eles façam mais de um show no Brasil e ainda passem na Argentina.
Fui ler o que escrevi sobre o show de 2001, pois a lembrança que tenho era do público abafando o som do grupo no Main Stage do Free Jazz, que perdi o show inteiro do Grandaddy (só consegui ver “Crystal Lake”) e de que Sigur Rós foi uma tortura (sete anos depois eu iria rever o Sigur Rós novamente, e eles iriam roubar a noite do Radiohead c0m um show magnífico - leia aqui).
No texto babão de 2001 (leia a integra aqui) eu falava da alegria de Stuart Murdoch, saltitando feliz no palco com sua camiseta dos Smiths, em Sarah exibindo seu fio de voz numa comovente versão de “Baby”, do Caetano, em português mesmo, e em “Minha Menina”, de Jorge Ben, mas versão Mutantes, cantada pelo guitarrista Stevie Jackson, num show de riffs de Bobby Kildea.
Era uma época especial.
O Belle and Sebastian era uma paixão recente do mundo pop. Tinha ilustrado uma página do segundo Scream & Yell On Paper e eu tinha escrito isto aqui para a Rock Press um tempo depois (se não me engano, foi o meu primeiro texto na revista). Os EPs eram maravilhosos, mas… a banda caiu na repetição. A última coisa boa, boa mesmo, para mim, foi “This is Just a Modern Rock Song”.
Há coisas bonitas dai pra frente (”I’m Waking Up to Us”, “Jonathan David”, “Legal Man”), mas já em 1999 eu tentava contemporizar sob a luz do lançamento de “Fold Your Hands Child, You Walk Like A Peasant”: “os escoceses voltam colocando a melancolia num pedestal e criando arranjos suntuosos para suas frágeis melodias. Certo, você já viu isso. E esse pode ser o problema” (leia a integra aqui).
O cenário não mudou muito desde então, mas quem sabe “Write About Love” balance o coração como no passado. E o show, bem, tem tudo para ser especial. Não acredito que eles consigam fazer em estúdio coisas mágicas como “This is Just a Modern Rock Song” (e adoraria ser desmentido pelas canções novas - risos), mas os sorrisos são garantidos ao vivo. A gente confere em outubro…
Agosto 12, 2010 6 Comments
Download: Scream & Yell on The Radio #4
A Rádio Levis já está disponibilizando a quarta ediçao do podcast Scream & Yell On The Radio, que conta com a presença de André Fiori, capo da loja Velvet CDs contando uma história ótima sobre “Negro Amor”, versão de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti para “It’s All Over Now Baby Blue”, de Bob Dylan. O programa ainda destaca a banda carioca Harmada (do ex-Polar Manoel Magalhães), mais o ex-Wilco Jay Bennet (numa singela declaração de amor à cerveja), batalha de “casais” e Jair Naves com destaque da semana. Veja o set list do programa abaixo e faça o download aqui.
1) BRMC - Dirty Old Town
2) Harmada - Luz Fria
3) Rod Jones - Black is The Colour
4) Jay Bennet, Beer
5) Dean Warehan e Britta Phillips - The Eyes In My Smoke
6) Mark Lanegan e Isobel Campbel - Cool Water
7) The Cock’n'Bull Kid - On My Own
8 ) Jair Naves - Araguari I (Meus Amores Inconfessos)
9) Negro Amor, Gal Costa
Agosto 12, 2010 3 Comments


















