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Posts from — Abril 2010

O bagaço de cada dia e alguns links

Tô um bagaço. E o mundo não para. Não vejo a hora das férias chegaram (faltam 16 dias) e esse espaço ser tomado por relatos do diário de bordo da viagem a Europa. Por enquanto, a gente descansa trabalhando e salivando projetos bacanas. Na semana que vem devemos estrear o programa Scream & Yell On The Radio, na Rádio Levis, e ouvir músicas novas de Romulo Fróes na Festa Scream & Yell #3. Ele prometeu. \o/

E ainda tem o entrevistão do mês, que não consegui me organizar para decupar, mas se tudo der certo (e vai dar), bate papo com Lulina e Stela Campos no ar na segunda-feira. Aliás, falando em tudo dar certo, “Whatever Works”, de Woody Allen, finalmente estréia no Brasil. Vou escrever sobre ele, nem que seja as três da manhã. Assisti na Mostra Woody Allen e vale a pena, mas exploro isso melhor depois.

O fim de semana promete, a partir de hoje. No momento que digito essas linhas, a queridíssima Lulina se apresenta no Sesc Consolação (sorry, @lulins, mas eu tinha que ficar em casa pra decupar a entrevista). Mais à noite, precisamente às zero hora em ponto, Karina Burh vai mostrar a sua ciranda do incentivo no CB, na festa Versão Brasileira, de Romulo Fróes, com Catatau na guitarra e Guizado Man nos sopros. Foda.

Nesta sexta, o chapa Thadeu Meneguini (ex-Banzé) sobe ao palco da choperia do Sesc Pompéia com uma penca de convidados legais para lançar o seu projeto Conjunto Vazio. Já confirmaram presença Alexandre Fontanetti, Tatá Aeroplano, Lobão, Genival Lacerda, Chuck Hipolitho e Tulipa Ruiz, entre muitos outros. O disquinho tem uma versão de “Síndrome de Brega”, do Lobão, que é uma música foda.

Mais à noite, na sexta mesmo, o Vanguart volta ao palco do Studio SP. To afinzão de aparecer, mas não sei se tenho pique. E ainda tem Wander Wildner no CB. No sábado, Nevilton e Aerocirco prometem um festão na sua, na minha, na nossa Casa Dissenso. Enquanto isso, na Funhouse, o pessoal do Apanhador Só mostra as músicas de seu excelente álbum de estréia (já baixou? Aqui). Como já vi o Nevilton ao vivo, vou garantir o meu lugar na Funha.

Além disso, tinha uma porrada de links que era pra eu ir despejando aqui durante a semana, mas quem diz que consegui me organizar. Então, alguns que eu lembro seguem abaixo. Coisa fina, hein.

– O futuro da música brasileira está sendo discutido intensamente e apaixonadamente nos comentários da Carta Aberta aos Músicos, que o João Parayba liberou para postarmos no Scream & Yell. O tema vale uma monografia. Leia aqui.

– Os 20 momentos chocantes do rock brasileiro. Leia aqui

– Saiu a programação da Virada Cultural 2010 (fracote, aliás). Veja aqui

– Ouça a música 220V do Cérebro Eletrônico em troca de um twitt. Aqui

– E a versão de “No Surprises“, com a Regina Spektor, já ouviu? Aqui

– A poesia completa de Vinicius está liberada na web. Imperdível. Aqui

– Como se ouve música hoje no Brasil, por Marco Tomazzoni. Aqui

Abril 29, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Harp

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Harp, a cerveja lager número 1 da Irlanda, começou a ser produzida em 1960, na cervejaria The Great Northern, fundada em 1896 em Dundalk, cidade que fica a duas horas de Belfast. A idéia da cervejaria era suprir a demanda de britânicos e irlandeses pela lager, que começava a ter uma grande procura no mercado. A aposta deu certo, e a Harp lidera o mercado irlandês tendo vivido sua melhor fase nos anos 80, quando ganhou cinco  medalhas de ouro consecutivas no concurso Monde Selection Beer Tasting (1986, 1987, 1988, 1989 e 1990).

Em 2008, o consórcio português Diageo (que ainda mantém no mesmo catálogo a Guiness e a Kilkenny) decidiu fechar a cervejaria de Dundalk para reformas em um projeto com duração prevista de cinco anos. Assim, a fabricação da Harp saiu da Irlanda sendo dividida entre o Canadá e a Grã-Bretanha, o que deve ter alterado o sabor (a água canadense não deve ser igual à irlandesa), mas nada que atrapalhado a história de sucesso da cerveja na Irlanda (que com certeza deve consumir a Harp britânica, e não a canadense).

A primeira coisa a se perceber na Harp é a forte presença de malte, que predomina tanto no aroma quanto no sabor. O adocicado do lúpulo pode ser percebido no começo, mas o amargor – que está ali, mas não é forte – caracteriza o final, tornando o conjunto um tanto equilibrado e delicioso. A Harp se destaca como uma cerveja leve e bem gostosa, de graduação alcoólica moderada (5%) para ser bebida sem compromisso como uma lager comum do dia a dia. Ou seja: ela não vai mudar o seu paladar cervejeiro, mas também não vai ofendê-lo. Já é um mérito.

Teste de Qualidade: Harp
– Produto: Premium Lager
– Nacionalidade: Irlanda
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 2,4/5

Abril 28, 2010   No Comments

Festa Scream & Yell #3 com Romulo Fróes

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A Lili ficou encarregada dos cartazes das duas primeiras festas (aqui e aqui), e agora o Cleber Machado assina o belíssimo cartaz dessa terceira festa, que você pode ver em melhor definição clicando na imagem acima. Pode copiar, colocar no seu blog e nos ajudar na divulgação da Festa Scream & Yell #3, que além de show do Romulo Fróes irá contar com os amigos Rodrigo Levino (do Corpo de Berenice) e Dani Arrais (do don’t touch my moleskine) nas pick-ups junto comigo e com o Tiago Agostini. A festança promete. O serviço está abaixo.

Festa Scream & Yell #3
Sexta: 07/04
Abertura da casa: 22h
Show: Romulo Fróes às 00h (transmitido via web)
Discotecagem: DJ Set ScreamYell (Marcelo Costa e Tiago Agostini) + Dani Arrais e Rodrigo Levino
$15
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP
Informações: www.screamyell.com.br

Abril 28, 2010   No Comments

Calma, esse blog não morreu

Eu só estou extremamente enrolado com mil e uma picuinhas. Volto logo para contar a nova confusão sobre o apartamento.

Abril 26, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Amstel Pulse

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A cervejaria holandesa Amstel Brewery foi aberta em 1870, em Amsterdã, e leva o nome do rio que corta a cidade, cuja água era usada na refrigeração das caves para o armazenamento da cerveja. Ela divide o mercado holandês com a Heineken, que comprou a cervejaria em 1968 e fechou a fábrica original em 1982, transportando toda a fabricação de Amstel de Amsterdã para Zoeterwoude, na província de Holanda do Sul.

A Amstel Pulse tem como origem o processo de micro-filtragem e é uma aposta da cervejaria para o público das baladas – e chega ao Brasil importada pela Femsa. A tampinha, que pode ser arrancada puxando um lacre, atesta isso (dispensando o abridor). Sem contar que ela é ainda mais leve que a versão tradicional da Amstel, de um litro, menos encorpada e com teor alcoólico um pouco menor (4,7% com 5% da tradicional). Ou seja: é para beber litros (mas de premium não tem nada).

Pessoalmente fiquei um pouco decepcionado com essa versão Pulse. A Amstel original é mais saborosa, enquanto essa é mais aguada. No entanto, não se engane: as duas são as típicas cervejas refrescantes para se beber muito debaixo de um solarão de 30 e poucos graus, o que as aproximam bastante das nossas cervejas tradicionais (além do sabor, também facilmente reconhecível, tanto que a Amstel original me acompanhou debaixo do solarão de verão em Benicassim).

Nesta versão Pulse, o malte e o lúpulo têm presença tímida, o que a deixa muito suave (ainda mais do que a nossa Bohemia tradicional), sem tanto amargor. É bem provável que o brasileiro aprove essa holandesa, desde que o custo caia. Uma long neck sai por R$ 5, o que não ajuda. A Femsa poderia importar a Amstel tradicional, de um litro, brigando pelo mercado conquistado pelas boas uruguaias Nortenha e Patrícia. Eu ficaria com a holandesa… já essa versão Pulse… quem sabe numa balada.

Teste de Qualidade: Amstel Pulse
– Produto: Premium Lager
– Nacionalidade: Holandesa
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 2/5

Leia também:
– Amstel, nono lugar no Top Cerveja Tour Europa 2008 (aqui)
– König Ludwig, 1795 Dark, Czechvar, Jenlain e outras cervejas, (aqui)

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Amstel na praia em Benicassim, Espanha, 2008. Foto: Mac

Abril 21, 2010   No Comments

Gossip x Pipettes

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Em alta: Gossip

Nunca levei o Gossip muito a sério. O primeiro disco deles passou batidaço aqui em casa. Ok, o terceiro, “Standing in the Way of Control”, passou batidaço por mim (os outros dois passaram batido por todos).  Então eu cruzei com Beth Ditto e cia no Rock Werchter 2008 (fotos aqui, aqui e aqui), e até me diverti, o que não quer dizer que rompi o lacre do CD “Music For Men” (2009) assim que ele apareceu aqui em casa. Isso só foi acontecer algumas semanas atrás, e me surpreendi como a banda possa ter ficado tão legal de um disco pro outro. Eles freqüentam a praia do Public Image Ltd (se molhando com batidinhas dance) com a diferença de que no lugar de John Lydon é Beth Ditto, e a coisa toda funciona que é uma beleza. “Music For Men” é daqueles discos raros que você vai ouvindo, ouvindo e ouvindo, e quando percebe chegou ao final. Discão. Assista ao clipe de “Heavy Cross” aqui.

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Em baixa: The Pipettes

A saída de Julia Clark-Lowes foi quase o fim do trio vocal The Pipettes, cujo primeiro disco, “We Are The Pipettes” (2006), traz um punhado de cançonetas a lá Phil Spector que alegram a alma. “Pull Shapes”, um dos hits do álbum, está entre as dez músicas que mais ouvi nos últimos quatro anos, segundo a minha Last.Fm, e isso porque ela não conta o punhado de vezes que coloquei a música na pista em alguma discotecagem. Pois bem, o novo The Pipettes acaba de lançar um single, “Stop The Music” (2010), que é uma porcariazinha. Parece uma mistura sem inspiração de Abba com Bangles e Donna Summer. As outras três faixas (o poperozinho “So I’ll Say Goodbye”, a disco dancing “Our Love Was Saved By Spacemen” e a ridicula “Who Made You The Doctor?”) são constrangedoras. De bonus, um remix de “Stop The Music”. As meninas deveriam levar o refrão da canção à sério e parar com a música. Bons tempos de “Pull Shapes” (aqui em registro ao vivo).

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Abril 19, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: König Ludwig

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Suavemente doce, mas nem tanto, essa bela Dunkel (uma lager escura tipicamente alemã) tem uma história bastante curiosa. Seu slogan no rótulo, “von königlicher Hoheit Bier”, ou “Cerveja de Sua Alteza Real”, tem a ver com sua herança no Reino da Baviera. O atual proprietário, o Príncipe Leopoldo da Casa de Wittelsbach, é bisneto do último rei, Ludwig III, e a linhagem ainda inclui o Duque Guilherme IV, autor da Lei de Pureza alemã, que limitava os ingredientes da cerveja a água, malte e lúpulo.

A König Ludwig Dunkel é produzida pela cervejaria König-Ludwig Schlossbrauerei Kaltenberg, que fica perto de Munique, mas não tão perto a ponto de ser convidada para participar da tradicional Oktoberfest que, veja só, surgiu após o casamento de um dos ascendentes da família da Casa de Wittelsbach, em Munique (só podem participar da Oktoberfest original, em Munique, cervejarias que mantém suas fábricas nos arredores da cidade, o que acontece apenas com sete fábricas, entre elas a conhecida Paulaner).

A Dunkel tradicional típica da Baviera é feita com maltes torrados que lhe conferem um gosto adocicado que fica entre o caramelo e o chocolate (podendo chegar a café). O lúpulo, de origem alemã, dá uma contrabalanceada deixando o sabor menos adocicado (se não fosse o lúpulo, uma planta da família da maconha, a cerveja seria totalmente doce). Toda boa cervejaria alemã que se preze tem uma Dunkel (que, acredite, foram anteriores as cervejas claras) em seu portfólio.

Esta König Ludwig tem um bom teor alcoólico (5,1) e um gosto adocicado que valoriza o conjunto e mais pede outra do que chega a enjoar (o que acontece muito com as cervejas doces). É uma cerveja bastante equilibrada, com o lúpulo marcando presença no aroma junto a notas claras de caramelo e o paladar destacando o malte torrado. O amargor é leve e a cerveja sobe que é uma beleza, valorizando a König Ludwig, que não chega a ser uma Kostritzer (uma das tops na categoria), mas ainda assim é muito boa. A garrafa de 500 ml pode ser encontrada por ai entre R$ 9 e R$ 11.

Teste de Qualidade: König Ludwig Dunkel
– Produto: Lager Dunkel
– Nacionalidade: Alemã
– Graduação alcoólica: 5,1%
– Nota: 3,3/5

Leia também:
– Kostritzer, uma das dez cervejas da tour Europa 2008 (aqui)

Abril 18, 2010   No Comments

Scream & Yell apresenta Romulo Fróes

Depois de Charme Chulo na Festa Scream & Yell#1, e Cérebro Eletrônico na #2, dia 07/05, na Casa Dissenso: Romulo Fróes na Festa Scream & Yell #3.

Abril 17, 2010   No Comments

A polêmica Torre Agbar, de Jean Nouvel

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Foto: Wikipedia

Faltando menos de um mês para nossa viagem para a Europa (a minha terceira e a segunda de Lili), já compramos todos os vôos internos (vamos voar de Easyjet, Vueling e Aegean) e reservamos praticamente todos os hotéis da viagem, só faltando agora a noite que vamos passar em Roma (para ver o Wilco) e as três noites que vamos dormir na Ilha de Wight.

Ao contrário dos dois anos anteriores, em que ficamos em vários hostels, dessa vez optamos por hotéis da rede Íbis/Novotel. Como vou levar uma netbook dessa vez, o lance do wi-fi gratuito me soou bastante oportuno. Assim, acho que vou acabar aproveitando mais as cidades, e escrever quando estiver no hotel, descansando. Mas também alugamos hostels (via Hostelworld), na Grécia e em Istambul.

Fiquei feliz por ter rolado de ficar no Novotel, em Barcelona, por vários motivos. O primeiro, óbvio, é porque ele fica muito perto de onde vai acontecer o Primavera Sound (e chegar “em casa” rápido após um dia de festival não tem preço). Segundo porque o preço foi bem próximo ao que pagamos ano passado, cerca de 35 euros por pessoa. E terceiro porque vamos ficar exatamente ao lado da Torre Agbar, de Jean Nouvel.

Jean Nouvel, 66 anos, é um dos grandes arquitetos vivos da França (e do mundo), tendo sido formado pela Ecole des Beaux-Arts em Paris e membro fundador da Mars 1976 e do Syndicat de l’Architecture. Ganhou o Prémio Pritzker, chamado de o Nobel da Arquitetura, em 2008 (os brasileiros Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha foram agraciados em 1988 e 2006, respectivamente).

Entre suas grande obras está a Fundação Cartier, o Museu do Quai Branly e o Instituto do Mundo Árabe, os três em Paris (visitamos o último no ano passado. Veja aqui, aqui e aqui), o belíssimo Gasometer, em Viena, o estranho hotel Zlatý Andel, em Praga, e a polêmica Torre Agbar, em Barcelona. Polêmica por seu um membro fálico rasgando os céus da cidade catalã.

Em uma cidade de construções baixas como Barcelona, principalmente no centro antigo, a Torre Agbar pode ser vista de vários lugares, o que incomodou muitos barceloneses. Eleva-se a cerca de 142 metros de altura e pode ser vista de dentro das torres do Templo Expiatório da Sagrada Família, de Gaudi. Fotografei aqui e aqui. E no plano geral da cidade, que fiz do Parq Guel, não é tão difícil encontrá-la. Procure aqui.

Passei pela Torre Agbar em 2008 (fiz esse clique que não ficou bom), quando fui tentar ver Tom Waits, no Parq Del Fórum. Desci de ônibus em frente a ela, olhei, e não entendi muito bem porque um francês foi plantar um enorme membro ereto na cidade de Gaudi. Não é a toa que a Torre Agbar é quase uma personagem do filme “Confissões de uma Ninfomaníaca”. O prédio é visto da janela do quarto da moça pelo menos dez vezes durante a película. Curioso e polêmico.

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Dentro da Sagrada Familia, de Gaudi. Foto: Mac

Leia também:
– A programação por dia do Primavera Sound 2010 (aqui)
– Joan Miró, Mies van der Rohe e Parq Güell (aqui)
– “Sou completamente apaixonado por Barcelona” (aqui)
– Uma foto minha de Barcelona no Guia Schmap (aqui)
– Casa Milà, Parque Güell e adeus Barcelona (aqui)
– Antoni Gaudi, Tom Waits e Barri Gotic (aqui)

Abril 17, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Schmitt Sparkling

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Segunda Schmitt a passar por este espaço, a história desta Sparkling Ale da cervejaria gaúcha é muito mais interessante que seu sabor. O pessoal da Schmitt – que, se você se lembra do post anterior, começou a fabricar cerveja em casa com a receita de uma vizinha alemã – estava fazendo testes de arrolhamento de cortiça para outra cerveja, a Schmitt Barley Wine Magnum. Após dois anos de pesquisa, incluindo a troca da cortiça por metal, eles perceberam que a cerveja – fermentada e refermentada na garrafa – que estava servindo de teste do fechamento era ótima, e assim nasceu a Sparkling Ale.

Ou seja, a Sparkling Ale veio ao mundo ao acaso, e é uma boa cerveja, mas não senti tanta diferença assim entre ela a Schmitt Ale do post anterior. As bolhas (sparkling) que a aproximariam da champagne (além da garrafa particular) e poderiam figurar como principal diferencial da Ale não apareceram na taça, mas o colarinho espesso e cremoso se destacou. A rigor, a Sparkling Ale deveria ser uma Pale Ale de luxo, mas seu baixo teor alcoólico também prejudica a comparação. O aroma é frutado e cítrico enquanto o sabor é levemente frutado e adocicado, com pouco amargor e final tristemente aguado.

Esta Sparkling Ale (garrafa de 750 ml por R$ 12) lembra demais a Schmitt Ale, no gosto e na aparência, o que deixa perceptível a busca por um padrão de qualidade. As duas carregam no malte e lembram trigo no sabor (e na cor), que se embaralha com o amargor (que é suave) e deixa o gosto final um pouco azedo e aguado. Ainda tenho a Barley Wine na geladeira para ver se a Schmitt ainda vira o placar aqui em casa, mas tenho dúvidas. Das seis categorias que a cervejaria trabalha, provei duas, e não gostei. Mas esse jogo pode virar com a La Brunnete Stout, a Barley Wine, a Magnum e a Big Ale na mesa. Tudo é possível. Por enquanto, placar adverso.

Teste de Qualidade: Schmitt Sparkling Ale
– Produto: Cerveja Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 1/5

Leia também:
– A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
– Backer Medieval, uma das melhores cervejas nacionais (aqui)

Abril 13, 2010   No Comments