Posts from — Março 2010
A programação por dia do Primavera Sound
O provável festival mais bacana da Europa neste primeira semestre anuncia a divisão por dias de seu line-up especialissimo. De uma olhada e… vamos pra Barcelona?
DIJOUS 27 DE MAIG (PARC DEL FòRUM)
»Apse »Bis »Biscuit »Broken Social Scene »Chrome Hoof »Crocodiles »Delorean »Emilio José »Fuck Buttons »Half Foot Outside »Mission Of Burma »Moderat »Monotonix »Pavement »Pony Bravo »Seefeel »Sic Alps »Sleigh Bells »Superchunk »Surfer Blood »The Big Pink »The Books »The Fall »The Slits »The Wave Pictures »The XX »Titus Andronicus »Tortoise »Ui »Wild Beasts
DIVENDRES 28 DE MAIG (PARC DEL FòRUM)
»A Sunny Day In Glasgow »Beach House »Best Coast »Black Math Horseman »Circulatory System »CocoRosie »Cohete »Cold Cave »Condo Fucks »Diplo »Ganglians »Harlem »Here We Go Magic »Hope Sandoval & The Warm Inventions »Japandroids »Joker featuring Nomad »Junip »Low performing “The Great Destroyer” »Major Lazer »Marc Almond »Mujeres »Nueva Vulcano »Owen Pallett (Final Fantasy) »Panda Bear »Pixies »Scout Niblett »Shellac »Spoon »Standstill »The Bloody Beetroots Death Crew 77 »The King Khan & BBQ Show »The New Pornographers »Thee Oh Sees »Wilco »Wild Honey »Wire »Yeasayer
DISSABTE 29 DE MAIG (PARC DEL FòRUM)
»Atlas Sound »Bigott »Boy 8-Bit »Built To Spill »Camaron, La Leyenda Del Tiempo »Clare And The Reasons »Dr. Dog »Dum Dum Girls »Endless Boogie »Fake Blood »Florence + The Machine »Gary Numan »Grizzly Bear »HEALTH »Lee “Scratch” Perry »Les Savy Fav »Lidia Damunt »Liquid Liquid »Matt & Kim »Nana Grizol »No Age »Orbital »Pet Shop Boys »Polvo »Real Estate »Roddy Frame »Rother/Shelley/Mullan »Sian Alice Group »Sunny Day Real Estate »The Almighty Defenders »The Antlers »The Bundles »The Charlatans performing “Some Friendly” »The Clean »The Drums »The Field »The Psychic Paramount »The Smith Westerns »Van Dyke Parks
Mais infos: http://www.primaverasound.com/
Março 30, 2010 4 Comments
Cérebro Eletrônico na Festa Scream & Yell #2
Eles lançaram um dos grandes discos nacionais dos anos 00, “Pareço Moderno”, e neste momento trabalham no terceiro álbum (você pode acompanhar o desenvolvimento das gravações aqui), e toparam abrir um espacinho na agenda para tocar na Festa Scream & Yell #2, na Casa Dissenso, 16/04. Coloque na agenda. \o/
Março 30, 2010 4 Comments
QOTSA, BRMC e Beirut no Rock en Seine
O Rock en Seine, badalado festival parisiense que acontece no final de agosto às margens do Rio Sena (e cujo as barraquinhas servem sanduiches de queijo brie e champagne) começou a anunciar o seu line-up para a edição 2010, e a seleção está bonita: Queens of The Stone Age, Beirut, Black Rebel Motorcylce Club, Arcade Fire, LCD Soundsystem, Foals, 2Many Djs e mais. Veja aqui.
Março 30, 2010 2 Comments
Eu queria falar sobre dez discos…
Você ouve a música que você quer ouvir, certo? Espero que sim. Já eu, nem sempre. Uma das coisas fodas de escrever de música é que quanto mais tempo você passa ouvindo um disco, mais os demais se acumulam. Tenho por regra pessoal escrever sobre um disco que eu esteja viciado exatamente para esgotá-lo na resenha. E só então partir para o próximo. Ou os próximos. Sempre são muitos.
As coisas aqui em casa funcionam mais ou menos assim: eu tenho uns 7 mil CDs em estantes (faz muito tempo que parei de contar, e esse número é um chute). Todo dia escolho uns dois ou três para me acompanhar no trabalho, algo que vá ser a minha trilha sonora naquele dia. Completam o pacote alguns CDs que comprei recentemente ou então recebi (da gravadora ou do próprio artista) e os MP3 do momento.
Os CDs que ganho ou compro vão diretamente para uma pilha a esquerda do meu computador. Eles só vão para a estante assim que eu ouvi-los, senão se perderiam no limbo do esquecimento. Alguns eu ouço duas, três vezes, e já tenho idéia de que eles podem voltar a me acompanhar em determinados dias. O problema (e não deveria ser um problema, mas é) são aqueles que tenho vontade de escrever sobre.
Esses se amontoam na prateleira e ficam aguardando um gancho, uma pauta, um espaço na correria do dia a dia para que eu consiga traduzir em palavras aquilo que me conquistou a audição. Eles vão ficando, ficando, ficando, e quando vejo o tempo passou, e não consegui escrever. Continuo ouvindo, mas me recuso a colocar na estante pois… eu queria escrever sobre eles. O dia, porém, é curto demais.
Como as três torres de CDs para “ouvir” estão enormes, lotadas de coisas de 2008 e 2009, decidi usar o blog para esgotá-los em frases curtas. Assim, volto a tentar me dedicar à safra 2010. O que passou, passou. A vida continua. Dessa forma, seguem abaixo dez de CDs que eu gostaria de ter escrito de 500 toques a 5 mil, mas que devido a velocidade do tempo, ficaram esperando por um momento livre… que não veio.

“Iê Iê Iê”, Arnaldo Antunes (Rosa Celeste)
Falei que não gostei do show aqui, mas o disco foi chegando devagarinho e me pegou de jeito. Arnaldo é, de longe, o ex-titã com melhor carreira solo. A produção de Fernando Catatau e a estética do álbum fizeram o resultado soar particular. E tem uma penca de músicas boas: “A Casa é Sua”, “Aonde Você For”, “Vem Cá“, a baladaça “Longe” e o grande hit “Invejoso”. Os titãs remanescentes deveriam ter vergonha de lançar “Sacos Plásticos” (falei mal dele aqui) no mesmo ano. Discaço.

“Rock’n’Roll”, Erasmo Carlos (Coqueiro Verde)
Aos 68 anos, o Tremendão mostra força em um álbum cheio de superlativos que nem Liminha conseguiu atrapalhar. A tiração de sarro de “Cover” conquistou um bocado de gente, mas, para mim, a provocação da balada de guitarras sujas (que, aliás, soam bem em quase todas as faixas) “Olhos de Mangá” surpreendeu mais (e me embalou por semanas). Vale citar as parcerias de Erasmo com Chico Amaral (letrista do Skank) em “A Guitarra é Uma Mulher” e com Nando Reis em “Um Beijo é um Tiro”.

“Banda Gentileza”, Banda Gentileza (Independente)
Melhor álbum de estréia do 2009 pela enquete de melhores do ano do Scream & Yell, o disco dos curitibanos tocou muito aqui em casa nos últimos meses. Os caras vieram aqui beber uma cerveja (entrevistão aqui), e não consegui me concentrar para falar do disco. Sinceramente, não tem muito que falar. Basta baixar o álbum gratuitamente aqui e ouvir, ouvir e ouvir coisas como a empolgante “Coracion”, a baladinha caipira “Teu Capricho, Meu Despacho”, o sambinha “Preguiça” e a nonsense “Sempre Quase”.

“All Right Penoso!!!”, La Pupuña (Ná Music)
O disco é de 2008, mas só apareceu aqui em casa no ano passado, e desde a primeira vez que o ouvi fiquei com vontade de traçar grandes teorizações sobre esse redescobrimento da música brasileira que aconteceu na segunda metade dos anos 00. Não consegui escrever, mas toda vez que coloquei “All Right Penoso!!!” para receber a luz do laser, o clima da casa pareceu ser de festa. Tem guitarrada, surf music e melodias caribenhas que aproximam o mar da gente num disco alto astral.

“Graveola e o Lixo Polifônico”, Graveola e o Lixo Polifônico (Independente)
Eles até já lançaram um novo EP para download gratuito (baixe aqui), mas eu namorei esse disco alguns dias do ano passado, e pensei que valeria muito falar mais. Não consegui, mas aproveito agora para dizer que Minas tem surpreendido com bandas que fogem do arquétipo do pop radiofônico (Jota Quest, Skank) abraçando o samba, o jazz e o rock. É o caso dos Gardenais (falei deles aqui) e deste excelente álbum da Graveola e o Lixo Polifônico. Baixe aqui e corra o risco de ficar cantando as canções por meses.

“Vou com Gás”, Falcatrua (Independente)
Na primeira vez que ouvi este álbum (já tinha falado do disco anterior deles aqui), não teve como não pensar: se as rádios descobrirem isso, vai tocar até dizer chega. Os mineiros pegaram o repertório de Tim Maia, turbinaram as guitarras e fizeram um puta álbum dançante (com produção de John, do Pato Fu, e direção de Nelson Motta). Difícil resistir ao apelo de “Festa do Santo Reis”, “Não Vou Ficar”, “Réu Confesso” e “Azul da Cor do Mar” e até “Vale Tudo”.

“Something Stupid”, Trash Pour 4 (MCD)
Terceiro disco do Trash Pour 4 (os outros dois passaram desapercebidos por mim), “Something Stupid” soa como um fantasma do lado maluco e divertido do Pato Fu, o que é uma grande referência. “Babalu” (do repertório de Bola de Nieve, Ângela Maria e outros) tem um sotaque latino. “Ci Riprova la Bossa Nova” é bossa noise em italiano. “Manhã Seguinte” vai direto a fonte: Os Mutantes. Uma banda (e um disco) a se descobrir.

“Simplesmente”. Os The Darma Lovers (Dubas)
Algum amigo definiu este disco numa mesa de bar como “o álbum de maconheiro de 2009”. Pode ser, embora o clima bucólico do álbum convide mais a contemplação do que a viagem. A primeira coisa que me lembrou na primeira audição foi o rock rural de Zé Rodrix, Sá e Guarabira. Um disco calmo, suave, que ousa enfrentar a correria do dia a dia estirado numa rede e ganha belos contornos com o cello de Moreno Veloso em “Canção Para Minha Morte”, “Srta Saudade da Silva”, entre outras.

“Orquestra Contemporânea de Olinda”, Orquestra Contemporânea de Olinda (Som Livre)
Esse álbum me namorou umas quatro semanas em 2009, e lamento muito não ter visto a banda ao vivo em alguns dos shows deles em São Paulo . Fiquei assoviando a metaleira de “Canto da Sereia” dias a fio assim que ouvi o disco pela primeira vez. Há um bom gosto na sonoridade do comboio pernambucano que bate direito no peito, e leva o cidadão a bailar. Talvez sejam os metais, talvez seja a percussão, talvez seja a rabeca de Maciel Salú, não dá para precisar, mas mexe muito com o lado latino da gente.

“Deus e os Loucos”, Anacrônica (Independente)
Um dos destaques da atual cena curitibana (agora residindo em São Paulo e cumprindo bem a responsa de abrir o show de bandas gringas, no caso o Franz Ferdinand), o Anacrônica colocou nas lojas em 2009 um álbum de sonoridade forte (cortesia da boa produção de Tomaz Magno) e dançante. O bom vocal de Sandra valoriza canções como “Eles Me Querem Assim” enquanto a banda se mostra afiada e credencia a batida pop de “O Que Será?”, a porrada “Delorean” e a ótima faixa título.
Março 29, 2010 9 Comments
Festa Scream & Yell #1 na Casa Dissenso
Ok, me desculpem, estava devendo um relato sobre a primeira edição da Festa Scream & Yell, na Casa Dissenso, com show do Charme Chulo, mas foi tudo tão corrido nos últimos dez dias que fui adiando, adiando e adiando, mas estou aqui. O embalo da festa começou na quinta-feira, quando a Casa Dissenso abriu às portas para convidados que presenciaram um show excelente do Soundscapes (foto abaixo) e discotecagem minha e do Agostini.

Na sexta, novamente djset screamyell. Abri os trabalhos, e o Agostini assumiu as pick-ups entre o show competente do Soundscapes (ainda melhor que na quinta) e o inferno do Herod Layne (foto abaixo). Tudo nos trilhos para a estréia da festa no sábado: a casa é extremamente aconchegante, a variedade de cervejas impressiona e o som é simplesmente foda. Foda. E ainda teríamos link ao vivo. Bacana.

No sábado, uma chuvinha, uma chuvinha. Na passagem de som, o pessoal do Charme Chulo brincou com uma versão divertidíssima de “Tic Tic Nervoso”, de Kid Vinil, e deixou o som ajeitado elogiando a casa. “Esse é um dos melhores sons que a gente já tocou”, comentavam. A lista amiga estava extensa, mais de 170 nomes para um lugar que cabe 80. No fim da noite, aproximadamente 60 pessoas passaram pelo local.

Agostini abriu os trabalhos com uma discotecagem mais suingada, com muita coisa nacional, mas teve que acelerar a pista pois fomos obrigados a atrasar o show. Batemos o martelo que o show deveria começar às 23h, mas pouca gente tinha chego ao lugar nesse horário. Uma pena. Começamos meia noite em ponto, e o Charme Chulo fez um show emocionante, daqueles bastante especiais, que eu fiz questão de apresentar, nos moldes de Bill Graham apresenta…

Uma turma acompanhou o show online, no link ao vivo da Casa Dissenso. Fiquei aqui e ali resolvendo pendengas, cumprimentando umas três dezenas de amigos que marcaram presença no lugar enquanto o Charme Chulo encavalava uma grande canção atrás da outra no show. Assumi as pick-ups assim que a banda deu o último acorde, e ainda não lembro de quase nada.
Fiz um set bem pop, para a galera dançar, dançar e dançar. Passei vontade umas três ou quatro vezes de enfiar um sambinha ali no meio, mas abortei a idéia por acreditar na paixão pelas guitarras de quem estava na pista. Ali pelas duas da manhã chegou mais uma galera e a festa seguiu até umas três e meia da manhã. Alma lavada: as comemorações dos dez anos do Scream & Yell começaram.

Fazer uma primeira festa ajudou a gente a entender a mecânica de produzir um show, se preocupar com a qualidade da discotecagem, do som da casa, com a proposta do lance todo (aliás, no telão deixamos passando “Stardust Memories”, o “8 ½” de Woody Allen enquanto a discotecagem rolava). Demos nosso primeiro passo, tomamos prejuízo (faz parte, né), mas vamos repetir a história nos próximos meses. Torce pela gente. A gente ainda sonha em mudar o mundo, ou, no mínimo, colocar música boa pra tocar. Aguarde.
Fotos do Charme Chulo e Mac: Liliane Callegari (mais aqui)
Fotos do Soundscapes, Herod Layne e Casa Dissenso: Joaquim Prado
Março 28, 2010 10 Comments
Dicas de passagens para a Europa
Eu e Lili já decidimos o nosso roteiro de viagem. Compramos passagens diretamente pelo site da Ibéria (http://iberia.com.br/br/) dividindo o roteiro. Na ida faremos São Paulo / Budapeste (com escala em Madri) e na volta faremos Londres / São Paulo (com escala em Madri novamente). Cada vôo saiu por R$ 2.041,00 (divididos em cinco vezes, com as taxas vindo no primeiro pagamento).
Porém, escolhemos a Ibéria devido a nossa agenda apertada de viagem. Eu queria sair na sexta de São Paulo (até toparia sair no domingo – se compensasse), mas sobretudo precisaria voltar numa segunda ou terça de Londres, já que Paul McCartney sobe ao palco do festival da Ilha de Wight num domingo. Assim, não pudemos aproveitar as promoções da Air China, a saber.
Um vôo da Air China para Madri até julho sai pela bagatela de R$ 1.159,79 (R$ 948,01 a passagem, R$ 211,78 de taxas), mas não consegui descobrir se eles dividem. Ou seja, para quem quiser ir apenas ver o Pixies, Wilco e Pavement (mais uns 50 bandas) no Primavera Sound, em Barcelona, o preço está ótimo (valores de 27/03/2010). Vale muito dar uma olhada no site dos caras: http://br.fly-airchina.com.
Ai alguém pergunta: mas tem que descer em Madri? Bem, esse é o trecho mais barato da Air China. Descendo ali tem trem (para Barcelona, Valência ou mesmo Paris) e várias companhias barateiras como a Easyjet (http://www.easyjet.com/asp/PT/), que voa para Londres (30 euros), Lisboa (20 euros), Berlin (60 euros), Roma (30 euros), Paris (30 euros) e Liverpool (80 euros), entre muitas outras cidades.
Só não fui de Air China desta vez pois eles só voam de quinta e domingo. Até toparia sair de São Paulo num domingo (ao invés da sexta, como decidimos), mas voltar no domingo seria riscar o show do Paul da agenda. Difícil, né. E também não teria como esperar a quinta seguinte para voltar, pois terei que estar numa quarta-feira de volta a redação do iG para pagar as contas de viagem. Numa próxima, porém, quem sabe…
Leia também:
- Quanto custa uma viagem para a Europa, por Marcelo Costa (aqui)
- Madri 2009: o dia já vem raiando meu bem, por Marcelo Costa (aqui)
- Madri 2009: sangria e pinturas negras, por Marcelo Costa (aqui)
- Madri 2008: Plaza Mayor e Museu do Prado, por Marcelo Costa (aqui)
- Madri 2008: Reina Sofia e Thyssen, por Marcelo Costa (aqui)
Março 27, 2010 2 Comments
blogdobracin entrevista Marcelo Costa
Você não é formado em jornalismo, certo? Faz alguma falta isso ou você acha que a experiência já deu conta de suprir qualquer ensinamento da faculdade?
Eu me formei em Publicidade e Propaganda e, a rigor, qualquer faculdade é importante. A minha abriu meu olhar para uma série de coisas que me ajudaram bastante profissionalmente. E acho que isso também deve acontecer com a Faculdade de Jornalismo, mas é preciso lembrar que faculdade é apenas a ponta do iceberg no quesito estudo. Vai soar piegas, mas… (leia a entrevista completa aqui)
Março 25, 2010 1 Comment
Europa 2010: Quarto rascunho de roteiro
A viagem deste ano está bem enrolada. Lili decidiu que vai. Perdemos de comprar passagens por R$ 1750 (divididas em cinco vezes) e elas já subiram para R$ 2 mil. Ainda não compramos os trechos intermediários nem reservamos nenhum hotel. Ou seja, perdemos de fazer uma enorme economia. :/ Mas parece que agora vai. Ainda precisamos bater o martelo do trecho após a Grécia e correr atrás de algum lugar para ficar no fim de semana na Ilha de Wight, que terá Strokes, Blondie e Vampire Weekend no sábado, e Suzanne Vega, Pink e Paul McCartney no domingo. Dedos cruzados. É quaaaase isso:
14/05 - São Paulo
15/05 - Budapeste
16/05 - Budapeste
17/05 - Viena - BRMC
18/05 - Viena
19/05 - Viena
20/05 - Viena
21/05 - Budapeste
22/05 - Budapeste
23/05 - Praga
24/05 - Praga
25/05 - Praga
26/05 - Bratislava
27/05 - Barcelona - Primavera Sound
28/05 - Barcelona - Primavera Sound
29/05 - Barcelona - Primavera Sound
30/05 - Roma - Wilco
31/05 - Atenas
01/06 - Atenas
02/06 - Atenas
03/06 - Ilhas Gregas
04/06 - Ilhas Gregas
05/06 - Ilhas Gregas
06/06 - Lisboa ou Istambul
07/06 - Lisboa ou Istambul
08/06 - Porto ou Istambul
09/06 - Lisboa ou Bilbao
10/06 - Londres
11/06 - Londres / Ilha de Wight
12/06 - Festival na Ilha de Wight
13/06 - Festival na Ilha de Wight
14/06 - Londres
15/06 - Londres
16/06 - São Paulo
Março 23, 2010 6 Comments
Paul subiu no telhado
Calma gente! Até onde sei (e espero), Paul ainda está vivo e deve tocar no Brasil neste ano (eu vou atrás dele na Ilha de Wight), mas a chamada deste post poderia ter sido uma manchete do jornal Meia Hora, caso o periódico estivesse no mercado nos anos 70. É o que acha o pessoal do blog Beatles To The People, que desenhou várias possíveis capas do Meia Hora contando a história de Paul, John, Ringo e George. Veja todas aqui.
Março 23, 2010 2 Comments
Este blog está de luto
Março 18, 2010 4 Comments
Duas discotecagens pela frente
Março 18, 2010 7 Comments
A defesa de uma brasilidade esquecida

por Tiago Agostini
“Não tenho mais vergonha em me passar por mim.” Formado em Curitiba, mas com a origem remontando à infância em Maringá, no norte do Paraná, o Charme Chulo parece ter atingido a certeza do seu papel dentro da nova cena de rock independente no Brasil: ser a voz do interior, do povo simples que sai de suas pequenas cidades em busca da tão sonhada e prometida vida melhor nos grandes centros.
Os primos Igor Filus (voz) e Leandro Delmonico (guitarra, violão e viola) eram fãs do rock britânico dos anos 80. Durante algum passeio pelo calçadão da rua XV de Novembro, em Curitiba, olharam as dezenas de mendigos, artistas de ruas simples e fizeram a conexão deles com a música das rádios AMs que embalaram sua criação no interior do estado. Foi um passo para Leandro aprender a tocar viola e o Charme Chulo surgir, com a inusitada mistura de Tonico e Tinoco e Smiths, Tião Carreiro e Pardinho e Violent Femmes. Tudo fazendo muito sentido.
Em tempos de valorização da cultura nacional, o Charme Chulo toma para si a defesa de uma brasilidade facilmente esquecida por boa parte da população. Com o discurso da metrópole sendo dominante, é fácil considerar o samba como linguagem universal do brasileiro. Mas, como diz a letra manifesto da música “Nova Onda Caipira”, “o carnaval é quatro dias, a viola é durante o ano inteiro”. Não poderiam estar mais certos esses curitibanos.
Tomando a bandeira dos caipiras, eles se alinham ao Cidadão Instigado como cronistas dos migrantes nos grandes centros. Mas, enquanto Fernando Catatau maneja com propriedade a sofisticação da mistura de Odair José com Pink Floyd para tratar de temas românticos e de questões mais pontuais desta vida, sempre de forma lírica, o Charme Chulo é mais direto na abordagem, resvalando na crítica política e social, quase um punk da roça – graças, muito, à bateria precisa de Rony Carvalheiro – completa a banda o recém-admitido baixista Luciano Assumpção.
Quantas pessoas vivem longe de suas famílias, seus lares? É só observar a lotação e o caos das grandes rodoviárias em feriados para perceber que somos muitos. O Charme Chulo funciona como uma lembrança doce de nossas raízes, resgatando o melhor do cancioneiro popular que acompanha as manhãs de domingo com o pai assando um churrasco ou a mãe fazendo o almoço. Nostalgia brega, charme chulo, mas sincero.
Espertamente dançante como poucas bandas no Brasil, o Charme Chulo une a bateria marcante com dedilhados suaves e riffs simples, que ora remetem ao pós-punk inglês ora ao melhor do cancioneiro country norte-americano. Apesar de ser uma banda de rock, é quando Leandro assume a viola que a banda consegue os melhores resultados de sua alquimia. Virtuose do instrumento, mesclando acordes cheios com solos minimalistas, ele cria diálogos cheios de emoção como um Johnny Marr do sertão. Ao vivo, a equação é amplificada. O vocalista Igor Filus parece ser possuído por alguma entidade no palco, fazendo as vezes de um Ian Curtis caipira.
“Eu nasci no Norte e fui pro Sul, deixei muita alma pra trás.” Charme Chulo faz rock para dialogar com as grandes massas. Não estariam deslocados tocando em alguma grande feira popular, como o a Festa do Peão de Barretos. O discurso é simples, a melodia é pegajosa. Sobra humildade e noção de contexto histórico, porém. “Certas coisas não se podem escolher, eu sei onde é o meu lugar.” É por sempre lembrar e valorizar suas raízes que o Charme Chulo consegue dosar corretamente o retrô e o contemporâneo. Soa universal com um pé no passado e nas tradições, mas sem deixar de mirar o futuro.
Clique na imagem para ver o flyer numa versão maior
Festa Scream & Yell #1
Sábado: 20/03
Abertura da casa: 22h
Show: Charme Chulo às 23h (transmitido via web)
Discotecagem: DJ Set Scream & Yell (Marcelo Costa e Tiago Agostini)
$20 na porta $15 na lista (screamyell@gmail.com)
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP
Leia também:
- Entrevista: Charme Chulo fala da moda caipira, por Murilo Basso (aqui)
- A caprichada carta de cervejas e mais seis coisas da Festa S&Y #1 (aqui)
Março 17, 2010 3 Comments
Jonathan Richman, Nouvelle Vague e Franz
Já colocou na agenda?
Franz Ferdinand
18/03 – Pepsi On Stage, Porto Alegre (ingressos)
19/03 – Fundição Progresso, Rio de Janeiro (ingressos)
21/03 – Marina Hall, Brasília (ingressos)
23/03 – Via Funchal, São Paulo (ingressos)
Jonathan Richman
15/04 - Sesc Pompéia, São Paulo (ingressos)
16/04 - Sesc Pompéia, São Paulo (ingressos)
17/04 - Circo Voador, Rio de Janeiro (ingressos)
Nouvelle Vague
29/04 - Clash Club, São Paulo (ingressos)
30/04 - Circo Voador, Rio de Janeiro (ingressos)
01/05 - Mercado Eufrásio Barbosa, Recife
Março 16, 2010 5 Comments
Download: Greve de Navalhas, Violins

“Greve de Navalhas”, o novo disco do Violins, está inteirinho para download no site da banda: http://www.violins.com.br/
A banda pretende deixar o disco para download gratuito até sexta-feira, então não perca tempo.
Março 16, 2010 2 Comments
Próximo sábado: Festa Scream & Yell #1
Clique na imagem para ver o flyer numa versão maior
Festa Scream & Yell #1
Sábado: 20/03
Abertura da casa: 22h
Show: Charme Chulo às 23h (transmitido via web)
Discotecagem: DJ Set Scream & Yell (Marcelo Costa e Tiago Agostini)
$20 na porta $15 na lista (screamyell@gmail.com)
Local: Casa Dissenso, Rua dos Pinheiros, 747, São Paulo, SP
Leia também:
- Entrevista: Charme Chulo fala da moda caipira, por Murilo Basso (aqui)
- A caprichada carta de cervejas e mais seis coisas da Festa S&Y #1 (aqui)
Março 15, 2010 1 Comment
…
Sabe quando a gente tem vontade de sumir? Ou, ao menos, ficar quieto em um quarto escuro por dias?
Março 15, 2010 3 Comments
Mudanças no roteiro nos próximos dias
Eu tinha me planejado para comprar as passagens neste fim de semana, mas isso vai ficar pra segunda, provável terça. Lili não vai poder viajar comigo, então vou deixar a Escandinávia para uma outra viagem e me concentrar na parte debaixo da Europa agora, mais precisamente nas Ilhas Gregas. Eu já tinha colocado Atenas de brincadeira no último roteiro, e agora ela deve entrar realmente. A idéia é passar uns três dias na cidade, e depoir ir para Santorini e, de lá, para Istambul.
Também quero passar por Lisboa, afinal é um pecado eu ter ignorado Portugal nas duas últimas viagens. Por fim, eu havia pedido para sair de férias no dia 13/05, uma quinta, mas vou tentar conversar para mudar para 17/05, uma segunda. Isso me dará mais dois dias (ao invés de voltar a trabalhar dia 14/06, voltaria 16/06) viajando, e me permitiria ver isso aqui. Sacumé, já que vou solo, vale colocar mais um festival na agenda. Acho que agora vai…
Março 13, 2010 4 Comments
Revistas: Billboard, Rolling Stone e Noize

A Billboard #6 tem coisas interessantes que prometem na revista, tipo o Ricardo Schott num textão sobre o carnaval do Recife e numa entrevista com Baby do Brasil, e o Braulio Lorentz num papo com o Franz Ferdinand (você sabia que o Kapranos andou dormindo no chão de um loft depois de uma balada pós show em São Paulo?). Além, tem resenhas minhas do “Aventuras de um Punkbrega”, DVD do Wander Wildner, e do “El Turista”, o disco (brasileiro) de Josh Rouse. E um papo com Mini, da Walverdes, sobre o quinto disco deles, que já está pronto e é fodaço.

A Rolling Stone #42 colocou Pedro Bial na capa, uma excelente tacada. Dei uma passada de olho na entrevista que o Pablo Miyazawa e o Paulo Terron fizeram com o Franz (curti a resposta do Kapranos pra pergunta sobre distribuição ilegal de música), mas esta edição (que me pareceu uma das melhores que eles fecharam até hoje) ainda tem bate papo com Arnaldo Antunes, Richarlyson, Jeff Bridges e Omar Bin Laden (sim, o filho), entre outras. Marco presença na seção de resenhas com um texto sobre o disco de estréia da banda cearense O Jardim das Horas (ex-O Quarto das Cinzas).

Por fim, a Noize #31 já está liberada para download (ou leitura online aqui). Nesta edição: entrevistas com a galera que ajudou a colocar “Is This It”, dos Strokes, no mundo; uma reportagem dissecando a cultura faça você mesmo dos zines musicais e seu pioneirismo como mídia democrática; entrevistas e fotos com o baiano Lucas Santtana, dono de um dos melhores discos nacionais de 2009, e com os gaúchos da Walverdes. Compareço com a coluna Scream & Yell, que neste debute fala sobre… vinis e edições de luxo. Baixe ou leia online aqui.
Março 10, 2010 7 Comments
Festival de Benicassim e Rock Werchter 2010
O Festival de Benicassim, na Espanha, confirmou Vampire Weekend para o line-up deste ano, e o festival começa a tomar forma, mas acho difícil a turma deste ano bater a de 2008, quando estive presente. Compara os primeiros anunciados de 2010 com este line-up aqui.
Já o Rock Werchter começa a tirar as manguinhas de fora. Eles começaram anunciando Muse e Green Day, e o ânimo da galera baixou, mas eis que eles montam o seguinte line-up pro domingo, último dia: Pearl Jam, Arcade Fire, Them Crooked Vultures, Alice in Chains e Wolfmother! Ainda tem Phoenix, The XX, LCD Soundsystem, Gossip, e outras confirmadas aqui.
Março 9, 2010 1 Comment
Coisas para ler, ouvir, assistir
Para ler:
Entrevista com João Brasil, por Leonardo Dias Pereira
“O carioca João Brasil, autor de “Baranga”, uma das músicas mais engraçadas dos últimos anos, iniciou o ano com talvez o projeto mais ousado de sua vida: 365 mashups”. Leia mais aqui.
Popload no Estadão, na MTV, por Lúcio Ribeiro
“Depois de 200 anos honrosamente prestando serviço à “Folha de S.Paulo”, este blogueiro ganhou uma coluna de música dentro do “rival”, o jornal “O Estado de S.Paulo”, além de virar colaborador fixo do “Caderno 2″, a seção de cultura do diário”. Leia mais aqui
Walverdes: num tênis, na Billboard e na MaisSoma, por Mini
Mini fala sobre “Breakdance”, o novo álbum da Walverdes. Leia aqui

Para baixar
- O Violins está liberando uma faixa por dia de seu novo disco, “Greve de Navalhas”. Você já pode pegar “Um Só Fato”, “Comercial de Papelaria” e “A Fila” aqui.
- O discaço “Manifesto ½ 171” do De Leve ganhou remix de Dubrilla. Você pode baixar o “Fortificando o Manifesto” diretamente neste link aqui.
- E já que falamos em De Leve e João Brasil, já ouviu um dos mashups deste último que junta a sensacional “O Que Que Nego Quer (Comer a Mulher)” com “Samba a Dois”, um dos últimos grandes momentos criativos do Los Hermanos? Baixe aqui e fica dias com o mashup na cabeça. Foooooda.

Para assistir
Quinta, às 19h, tem Lucas Santtana tocando as pérolas do álbum “Sem Nostalgia” no hall do Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245), de graça.
Quinta, às 21h, o Mundo Livre S/A começa o passeio por seu repertório clássico tocando o álbum “Samba Esquema Noise” na integra no Sesc Pompéia. Na sexta, os recifenses tocam o disco “Por Pouco” e, no sábado, é a vez da coletânea “Combat Samba” mais coisas inéditas. Infos aqui.
Na sexta e no sábado, Otto baixa no Auditório Ibirapuera para mostrar ao povo as grandes canções do álbum “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos”. Infos aqui. Falei do disco aqui, e você pode ler uma entrevista boa dele aqui.
Março 9, 2010 No Comments



























