Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Janeiro 2010

Dois vídeos: Superguidis e PS22 Chorus

Clipe oficial para a música nova do Superguidis

 Clipe oficial para a música nova do Superguidis. Assista aqui

Um coral infantil faz uma versão bacanuda de “Viva La Vida”, do Colplay

“Viva La Vida”, do Coldplay, com um coral infantil. Assista aqui.

Janeiro 30, 2010   2 Comments

Meu set list do Unbuttoned, na Rádio Levis

Nesta sexta fui o convidado da Rádio Levis para comandar o Unbuttoned, um programa que toda sexta convoca alguém do meio musical (jornalista, músico) para fazer uma seleção de músicas. Escolhi as 15 faixas abaixo concentrando o repertório no território nacional.  

01) Nunca Nunca, Lê Almeida
02) Paz e Amores, Nevilton
03) Elvis, Frank Jorge
04) Lição de Casa, Pullovers
05) Alguma Coisa Me Diz, Lestics
06) Coracion, Banda Gentileza
07) Pavão Macaco, Wado
08) Meu Príncipe, Lulina
09) Cidade Baixa, Bruno Morais
10) Crua, Otto
11) Olhar de Mangá, Erasmo Carlos
12) Pareço Moderno (Remix by Guab), Cérebro Eletrônico
13) O Que Todo Mundo Quer/Ninguém Liga, Rômulo Fróes e Nina Becker
14) Artista, Rubinho Jacobina
15) O Que Que Nego Quer, De Leve

O programa é semanal, e o convidado da semana indica o da próxima. Convoquei o chapa Tiago Agostini para fazer a sua seleção, próxima sexta (05/02) às 14h. A minha seleção você pode baixar para ouvir aqui.

Janeiro 29, 2010   3 Comments

Wilco libera dois shows pelo Haiti

wilco_jeff.jpg

A turma de Jeff Tweedy decidiu trabalhar em favor do povo do Haiti, e de uma maneira bem bacana. A banda está liberando dois shows inteirinhos no site oficial (http://wilcoworld.net/causes/), um de 13/07/2009 no Brooklin, EUA, e outro do dia 04/11/2009 em Londres, Inglaterra. Basta entrar no site, clicar nos links dos shows e fazer o download.

E o Haiti nessa? Bem, a banda confia em seu público. Eles pedem para que quem baixar os shows doe 15 doláres para uma destas instituições: Doctors Without Borders (http://doctorswithoutborders.org) ou OXFAM (http://www.oxfam.org/en/haitidonate). Optei pela Doctors. E os dois shows já estão na metade dos downloads… rolando aqui em casa.

Set list do show de Nova York:

1. Wilco (The Song)
2. I Am Trying To Break Your Heart
3. Shot In The Arm
4. At Least That’s What You Said
5. Bull Black Nova
6. You Are My Face
7. One Wing
8. Handshake Drugs
9. Deeper Down
10. Impossible Germany
11. Take Me Out To The Ball Game
12. Jesus Etc.
13. Sonny Feeling
14. I’m Always In Love
15. Can’t Stand It
16. Hate It Here
17. Walken
18. I’m The Man Who Loves You
19. Hummingbird
20. Encore:
20. Heavy Metal Drummer
21. You And I (with Feist)
22. California Stars (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)
23. You Never Know (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)
24. Misunderstood
25. Spiders (Kidsmoke) (with Yo La Tengo)
26. Encore 2:
26. The Late Greats
27. Hoodoo Voodoo (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)

Set List do show de Londres

1. Ashes of American Flags
2. Bull Black Nova
3. A Shot In The Arm
4. Side With The Seeds
5. I Am Trying To Break Your Heart
6. One Wing
7. At Least That’s What You Said
8. Impossible Germany
9. Country Disappeared
10. Handshake Drugs
11. Pot Kettle Black
12. I’ll Fight
13. Box Full Of Letters
14. Sonny Feeling
15. Jesus Etc
16. Theologians
17. I’m The Man Who Loves You
18. Hummingbird
19. Encore:
19. Via Chicago
20. Spiders (Kidsmoke)
21. Encore 2:
21. Wilco (The Song)
22. The Late Greats
23. Heavy Metal Drummer
24. Hate It Here
25. Walken
26. Monday
27. Outtasite Outtamind
28. Encore 3:
28. Someone Else’s

# As músicas em bold não estão no arquivo disponibilizado pelo Wilco.

Janeiro 28, 2010   3 Comments

Destaques da Virada Cultural Paulista

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira a programação da Virada Cultural Paulista, que irá acontecer em 29 cidades do interior de São Paulo nos dias em 22 e 23 de maio. Abaixo estão os destaques, mas você póde conferir a programação completa de cada cidade aqui.

- Araçatuba: CPM 22, Falamansa, Multiplex e Vivendo do Ócio
- Araraquara: Copacabana Club, Lenine, Ludov, Manu Chao
- Assis: Rádio Taxi, Toquinho, CPM 22, Kid Vinil Experience
- Bauru: Demônios da Garoa, Pública, Ultraje a rigor, Wander Wildner
- Caragua: Anelis Assumpção, Plebe Rude, Sepultura
- Franca: Falamansa, Leci Brandão, Vitor Araújo, Tiê
- Indaiatuba: Bebel Gilberto, Macaco Bong, Pitty, Mônica Salmaso
- Jundiaí: Cat Power, Zeca Baleiro, Pitty, Cidadão Instigado
- Marília: Cachorro Grande, Madame Mim, Canastra e Paralamas
- Mogi das Cruzes: Mudhoney, Autoramas, Funk Como Le Gusta
- Mogi-Guaçu: Arnaldo Antunes, Beto Guedes, Arrigo Barnabé
- Piracicaba: Yann Tiersen, Paralamas do Sucesso, Toquinho
- Presidente Prudente: Lobão, Detonautas, Dona Ivone Lara
- Ribeirão Preto: Titãs, Toni Garrido, Nina Becker, Autoramas, Leela
- Santa Bárbara do Oeste: Móveis Coloniais, Ultraje, Maria Alcina
- São Carlos: Vanguart, Dead Rocks, Cordel do Fogo Encantado, Móveis
- São João da Boa Vista: Blitz, Ana Cañas, Canastra
- São José do Rio Preto: Mudhoney, Vivendo do Ócio, Canastra
- São José dos Campos: Cat Power, Banda Sinfônica de SP, Del Rey, Leela
- Soracaba: Titãs, Osesp, Quinteto em Branco e Preto, Heraldo do Monte
- Baixada Santista: Manu Chao, Zeca Baleiro, Otto, Cérebro Eletrônico

Janeiro 27, 2010   4 Comments

Opinião do Consumidor: Cerveja Czechvar

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A Czechvar é um ícone da República Tcheca, mas lá é conhecida como Budweiser Budvar. Devido a uma pendenga judicial com a Anheuser-Busc, dona da Budweiser norte-americana, a Budvar precisou mudar seu nome para ser exportada para alguns países. É uma cerveja que lembra muito as brasileiras, com seu amargor característico marcando o paladar.

A Pilsen como a conhecemos nasceu na cidade de Pilsen, na República Tcheca. A Czechvar começou a ser produzida em 1895 pela Budejovicky Budvar, uma das mais respeitadas cervejarias do mundo, que começou sua história com cerveja em 1265 na cidade de Ceské Budejovice (sede do governo da região da Boémia do Sul), que fica a duas horas de Praga e a uma hora da fronteira com a Alemanha (região da Baviera).

Uma das marcas mais famosas em seu país (uma de suas concorrentes – em qualidade e história – é a 1795), a Czechvar é muito leve e refrescante, mas a dosagem perfeita de malte e lúpulo confere ao conjunto um sabor perfeito para esta que é considerada por muitos como uma das melhores pilsens do mundo. A long neck (300 ml) pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 10 enquanto a garrafa (500 ml) sai por R$ 12.

Czechvar (Budweiser Budvar)
- Produto: Cerveja Lager
- Nacionalidade: Tcheca
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 3,9/5

Janeiro 27, 2010   No Comments

Jason Reitman, Guy Ritchie e Spike Jonze

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 “Amor sem Escalas”, Jason Reitman (2009)

O ponto de partida da história de “Up In The Air” (esqueça o título besta nacional) é excelente e perfeito para o atual momento (principalmente, o atual momento norte-americano): George Clooney é um dos empregados de uma empresa que é contratada para demitir funcionários de outras empresas, e faz o serviço com uma eficácia surpreendente. O desenrolar da história você já deve ter lido (ou visto no trailer). Clooney se envolve com duas mulheres (uma profissionalmente, a outra sexualmente) e a experiência o faz reavaliar sua vida. Jason Reitman é bom nisso, vide os ótimos “Obrigado por Fumar” e “Juno”, mas “Up In The Air” é o mais fraco dos três. Clooney está convincente e brilha em vários momentos, mas na segunda parte o roteiro derrapa para o melodrama cheio de boas intenções, o que não chega a incomodar totalmente, mas desperdiça uma excelente primeira hora de película. Azarão no Oscar.

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“Sherlock Holmes”, Guy Ritchie (2009)

Não tem jeito: Guy Ritchie dificilmente irá fazer algo tão brilhante quanto “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (um sub-Tarantino que ousou ser melhor que a safra do próprio na época), e parece ter sido o primeiro a ter descoberto isso. A opção do cineasta foi dedicar sua carreira ao saudável cinema fast-food: o público até se diverte na sala escura, mas esquece do que viu alguns dias depois. Desculpe-me os detratores, mas é bom para a sanidade não viver todos os dias apenas de cinema iraniano. Guy Ritchie merece ser saudado por atualizar o personagem de Sherlock Holmes (apesar dele e seu fiel companheiro Watson viverem na Londres do começo do século passado), e acertou na loteria ao escalar a dupla Robert Downey Jr para o papel principal e Jude Law para o secundário, mas o roteiro (repleto de enigmas mirabolantes) parece mais uma adaptação de Dan Brown do que Conen Doyle.

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“Onde Vivem os Monstros”, Spike Jonze (2009)
Max é uma criança esperta típica: muita energia, necessidade de atenção e falta de amigos marcam seu cotidiano. A irmã, mais velha, já tem sua turma. A mãe, separada (provavelmente, o roteiro não esclarece) é atenciosa o tanto que consegue, mas está atolada de trabalho e tentando dar um jeito em sua vida sentimental. Após uma traquinagem, o garoto deixa a casa e sai correndo pelo bairro, chega ao rio, pega um barco e entra no mundo dos sonhos, de seus próprios sonhos, e encontra um grupo de monstros esquisitos (e carinhosos) que representam, cada um, suas próprias facetas. “Onde Vivem os Monstros”, de Spike Jonze, é uma fábula tristonha sobre a passagem da infância para a adolescência em um filme muito mais adulto que infantil. A trilha de Karen O (ex-namorada do cineasta) e a fotografia de Lance Acord são os pontos altos desta pequena e frágil epopéia de redescobrimento. Para lembrar a infância.

Janeiro 27, 2010   4 Comments

Uma foto de feliz aniversário, São Paulo

um dia atrasado…

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Rua Augusta, segunda-feira, 25 de janeiro, 16h41…

Janeiro 26, 2010   No Comments

Masp expõe 179 gravuras de Marc Chagall

“Os lobos e as cegonhas”, Chagall

 Os Lobos e as Cegonhas

Conheço pouquíssima coisa do bielorusso Moishe Zakharovich Shagalov, popularmente chamado de Marc Chagall, mas ouço seu nome e me lembro de “A Casa Cinza” (essa), um fabuloso exercício de expressão em que o pintor busca transmitir a tristeza de sua cidade natal, Vitebsk, mas que me chama a atenção não pelo retrato cinzento, mas sim pelas formas alegóricas (influência cubista) que parecem fazer o quadro dançar. Ele está exposto no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, e nas duas vezes que estive na cidade precisei ir vê-lo (assim como o magnífico “Quarto de Hotel”, de Hopper).

“O avarento que perdeu seu tesouro”

“O avarento que perdeu seu tesouro”

 “O Mundo Mágico de Marc Chagall – Gravuras” (em cartaz até 28/03, às terças com entrada gratuita) não tem nada a ver com esse meu quadro preferido do pintor, mas é um passeio delirante por sua obra através de 179 gravuras que vão desde suas primeiras, feitas na Alemanha nos anos 20, até as ilustrações para as fábulas de La Fontaine, uma edição especial com 50 passagens da Bíblia e, por fim, a magnífica série “Dafne e Cloé”, um romance grego do século III. Chagall visitou a Grécia para decorar a paisagem buscando ser o mais próximo possível em sua adaptação.

O Bezerro de Ouro

 ”O bezerro de ouro”

Gostei de muita coisa que vi. Um gravura com o “Rei Davi” me chamou bastante a atenção na seqüência especial sobre a Biblia. Os desenhos “infantis” para as fábulas de La Fontaine também são excelentes (entre eles, “A águia e a coruja”, “Os lobos e as cegonhas” e “O avarento que perdeu seu tesouro”). Já a parte da série “Dafne e Cloé” (publicada originalmente em 1961) é mais forte, com cores quentes e vivas. Chagall exigiu muito de Solier, seu impressor, para conseguir chegar às cores exatas que viu nas ilhas gregas. O resultado é uma obra viva e vibrante.

“Os jovens de Mithymna”

“Os jovens de Mithymna”

Para matar saudade, uma visita ao segundo andar do Masp, local do acervo do museu, que guarda, entre tantas preciosidades, obras de Portinari, Tiziano, Rembrant, Van Gogh, Renoir, Degas, Picasso, Cézanne, Toulouse-Lautrec e Modigliani. Adoro os retratos de princesas francesas pintados por Jean Marc Nattier (como este aqui), que abrem a sala, mas não saberia escolher apenas uma obra preferida. Vou arriscar três: “Rosa e Azul”, de Renoir (aqui), “Lunia Czechowska”, de Modigliani (aqui) e “Quatro Bailarinas em Cena”, de Degas (aqui).

“As flores saqueadas”

“As flores saqueadas”

Serviço:
“O Mundo Mágico de Marc Chagall – Gravuras”
De 23 de janeiro a 28 de março de 2010
- Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, de 11h às 18h
(bilheteria aberta até às 17h).
- Quintas-feiras, de 11h às 20h
(bilheteria aberta até às 19h).

Ingressos:
R$15,00 (valor inteiro)
R$ 7,00 (estudantes com identificação da instituição).
Entrada gratuita ao público somente às terças-feiras.
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam.

Leia também:
- Uma foto de viagem e outras lembranças (aqui)
- Obras primas de Michelangelo em Florença (aqui)
- L’Orangerie, o museu mais fofo e especial de Paris (aqui)
- Monalisa, Venus de Milo e… Coldplay no Louvre (aqui)
- Plaza Mayor, Palacio Real e Museu do Prado em Madri (aqui)
- Um jarro de sangria e as pinturas negras de Goya (aqui)
- Arte sacra, Bernini, Caravaggio e tiramisu em Roma (aqui)
- São João Del Rey e o inesquecível Inhotim, em Minas (aqui)
- Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza em Madri (aqui)

Janeiro 25, 2010   2 Comments

Mudhoney na Virada Cultural Paulista

Pelo jeito, parece que a Secretária de Cultura do Estado de São Paulo descobriu que fica mais barato bancar a vinda de um artista gringo do que pagar uma fortuna para Ivete Sangalo, Claudia Leitte ou qualquer dupla sertaneja. E quem sai ganhando somos nozes. \o/

Após confirmar os shows gratuitos de Cat Power (São José dos Campos e Jundiaí), Mano Chau (Santos e Araraquara) eYann Tiersen (Piracicaba e São João da Boa Vista), a Secretaria anuncia a vinda do Mudhoney para a Virada Cultural Paulista, que acontece nos dias 22 e 23 de maio em diversas cidades do interior de São Paulo.

Além da escalação gringa, a  Virada Cultural Paulista terá shows de Paralamas  do  Sucesso,  Titãs, Zeca Baleiro, Toquinho e Arnaldo Antunes. A cidade de São Paulo também terá a sua já famosa Virada Cultural, mas a prefeitura ainda não anunciou as datas e nem as atrações que vão fazer parte do evento.

Janeiro 22, 2010   7 Comments

Agora sim: saiu o line-up do Coachella 2010

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Não sei você viu, mas tem CéU no terceiro dia…

Janeiro 19, 2010   9 Comments

Bono quer o seu dinheiro

Artificial Horizon, U2

Agora tá valendo. O U2 convida você (aqui) a ser sócio do U2.com. O que você ganha com isso? Uma cópia do CD de remixes acima (exclusivo para os assinantes. Set list abaixo), acesso a vídeos de ensaios da banda e à pré-venda de ingressos dos shows da turnê 360º, um mimo para quem enfrentou filas enormes para comprar ingressos nas últimas vezes que eles vieram ao país. E eles prometem mais, mas fiquei com preguiça de ler tudo. Três músicas do “Artificial Horizon” estão disponiveis em streaming no site. A assinatura anual do U2.com custa 50 dólares.

1. Elevation (Influx Mix)
2. Fast Cars (Jacknife Lee Mix)
3. Get On Your Boots (Fish Out Of Water Mix)
4. Vertigo (Trent Reznor Remix)
5. Magnificent (Falke Radio Mix)
6. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight (Live U2360° Remix)
7. Beautiful Day (David Holmes Remix)
8. Staring At The Sun (Monster Truck Remix)
9. Happiness Is A Warm Gun (Danny Saber Mix)
10. Get On Your Boots (Justice Remix)
11. City Of Blinding Lights (Hot Chip 2006 Remix)
12. If God Will Send His Angels (Grand Jury Mix)
13. Staring At The Sun (Brothers in Rhythm Ambient Mix)

Vale?

Janeiro 19, 2010   7 Comments

Coluna de Segunda: Golden Globes

Pré-Script: Vou tentar ser fiel a este espaço e escrever uma coluna toda segunda nos moldes da antiga Revolution, algo que é mais pessoal do que o Scream & Yell, por isso postada no blog, mas tem a ver com coisas de lá. Bem, as palavras falam por si… sempre.

James Cameron e os atores de “Avatar”

Foto: GoldenGlobes.Org

Eu completo 40 anos neste ano. É a primeira vez que escrevo isso, e olho isso frente a frente, e não dá nem um friozinho que seja no estômago. Fazer 40 anos com a mente sã e alma lívida ajuda e muito a manter o foco nas coisas que a gente acredita, acho eu. Porém, inevitável, fazer 40 anos (e aproveitar todo esse tempo) é, numa comparação rasteira, viver o dobro do que alguém de 20 já viveu. São 20 a mais para se ouvir discos, assistir a filmes, ler livros e enterrar amigos.

Porém, por mais que a gente se policie, o mundo (principalmente o cultural) é muito mais novo que nós – e a gente já viu e viveu um bocado. Jovens músicos começam a fazer barulho em alguma garagem, arranjam um contrato bacana, e viram ídolos. Você já viu isso. Do nada, topamos com algum filme sensacional de algum diretor que nem aprendeu a falar direito com jornalistas, mas conhece a linguagem cinematográfica e consegue emocionar com algumas idéias toscas na cabeça e uma câmera na mão.

A gente ainda consegue se emocionar (ok, falo por mim), mas ficamos mais emburrados com a apatia cultural. E, após escrever tudo isso, fica parecendo que o problema na verdade não é mundo, e sim somos nós, sou eu. A música internacional anda tropeçando feio já faz uns três anos (a nacional vive uma fase excelente, mas no underground). Artistas enganam o público com discos medianos, e fica tudo por isso mesmo.

Às vezes parece que estou desconectado do mundo. E percebi muito disso assistindo a entrega do Globo de Ouro 2010, talvez a pior edição da premiação em anos e anos, e claro que ela não é culpada sozinha: se o ano foi ruim é porque a safra cinematográfica é ruim, ou talvez seja mau-humor da minha parte, e não eu esteja valorizando os futuros clássicos do cinema. Será mesmo?

Na minha ótica desfocada, o Globo de Ouro 2010 premiou bilheterias, dando uma pista para futuras premiações: você quer um Golden Globe? Fature bastante que a gente dá. Os principais filmes e artistas premiados foram recordistas de bilheterias no ano que passou, e é sempre bom lembrar que os executivos estão pisando sobre ovos em tempos de internet, peer-to-peer e pirataria à vontade nas principais ruas do mundo.

O que mais estranha, no entanto, é que o Globo de Ouro é a premiação dos jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos, e não dos executivos ou da Academia. A Academia valorizar “Avatar” é uma coisa, a imprensa, outra. “Avatar” e a vitória da técnica sobre a inspiração. Mas, por outro lado, é também a senha para a Indústria de que o mercado ainda está vivo, e de que cinemas Imax e/ou 3D seja uma saída, uma fuga do caos desenhado nos últimos quatro, cinco anos.

A rigor, cifrões deveriam impressionar economistas, banqueiros, investidores e produtores. Não que o lucro seja um problema, pelo contrário, ele é necessário, mas quando passamos a visar o lucro pelo lucro viramos objetos da própria moeda que criamos, reféns de nossa própria ignorância. Pouca importa se o filme realmente é bom. O que importa é quanto ele conseguiu arrecadar nas bilheterias. Se for assim, estamos a um passo do abismo.

O que se viu no Globo de Ouro foi uma premiação voltada ao mercado e não ao cinema. A Academia pode sujar as mãos à vontade agora. O Globo de Ouro sempre foi referencia para a Academia, afinal, jornalistas teoricamente assistem a todos os filmes, o que é difícil acreditar que atrizes – e mães – como Angelina Jolie e Julia Roberts (para citar dois exemplos) tenham tempo entre seus filmes e filhos para assistir a todos os concorrentes. Ou seja: o Globo de Ouro é um guia, uma colinha para os desavisados.

Tenho muito receio do que pode acontecer com o cinema daqui pra frente, se o que contar realmente for grandes bilheterias. Assim como “Nevermind”, do Nirvana, abriu um buraco no peito da Indústria, por onde entraram dezenas de novas bandas, “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino, fez o mesmo pelo cinema independente em uma época de grandes blockbusters. Mas isso foi há 16 anos, e os blockbusters voltaram fortes e poderosos para mostrar que o dinheiro realmente vale mais.

Talvez nos reste, como último recurso, esperar que algum moleque viciado em cinema apareça com algum filme brilhante feito em sua própria casa, e abra um novo caminho nesta selva de pedra, aço e dólares. Talvez. Ainda temos tempo para revoluções? Em “Sonhadores”, de Bertolucci, uma questão era proposta através de uma frase: “Toda petição é um poema, todo poema é uma petição”. Isso era 1968. Em 2004, data do filme, ou agora, poderíamos dizer: “Toda petição é uma folha de cheque, toda folha de cheque é uma petição”.

Mudou o mundo ou mudamos nós.

Ps1: Ainda não vi “Fita Branca”, mas quero muito ver.
Ps2: Robert Downey Jr. está ótimo em “Sherlock Holmes”, mas é sério que valia um Globo de Ouro?
Ps3: Gostei muito de “Se Beber, Não Case”, que uma pessoa esperta poderia ter traduzido como “Ressaca”. Talvez tivesse votado em “500 Dias com Ela”. Talvez.
Ps4: A estatueta de Melhor Ator Coadjuvante do Oscar já vai sair da fábrica com o nome de Christopher Waltz
Ps5: No Oscar não vai dar Meryl Streep, né. E nem Sandra Bullock. Vai?
Ps6: Estou curioso por “Nine”, mas é claro que vou me decepcionar.
Ps7: O filme a ser visto se chama “Guerra ao Terror”.

Janeiro 18, 2010   7 Comments

Opinião do Consumidor: Jenlain

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Dia desses, numa mesa de bar, algum amigo soltou uma daquelas “verdades de boteco”: “Um país que produz bom vinho não tem uma boa cerveja”. Não sei ao certo de onde ele tirou essa informação assim como não posso afirmar se é verdadeira, mas quem disse isso não deve conhecer a Jenlain, belíssima cerveja nascida no país número 1 em vinhos e champagne: a França.

A Jenlain é produzida pela Brasserie Duyck, a líder em vendas de cervejas especiais na França, produzindo cervejas somente com água, malte, lúpulo e levedura, sem aditivos ou conservantes. A cervejaria nasceu em 1922, após o filho Félix herdar a paixão por cervejas do pai, Léon Duyck, que fabricava cervejas de modo artesanal desde o começo do século passado.

No começo, a Jenlain era distribuída em grandes barris de madeira que abasteciam as tabernas locais. Após a segunda guerra, o hábito da população mudou, e os cervejeiros passaram a consumir a bebida em casa. Para atender a esse novo mercado, a Jenlain passou a reciclar garrafas de champagne para envasar suas cervejas, o que durante muito tempo foi marca registrada da cervejaria.

Em 1968, a cerveja fabricada pela Brasserie Duyck passou a receber o nome do vilarejo onde era produzida: Jenlain, um povoado que fica a cerca de 200 Km de Paris. Em 1993, ainda conduzida pela família Duyck (aliás, até hoje), a Jenlain passou a ter uma segunda marca, a Jenlain Ambrée, e em 2005, a Jenlain tradicional passou a se chamar Six dando espaço para a entrada de uma nova cerveja no cardápio: Jenlain Blonde.

As duas mais novas cervejas da casa são consideradas Biére de Garde, que em português significa cerveja de guarda, definição das cervejas fabricadas em pequenas cervejarias no norte da França. A fabricação ocorria durante os meses frios e estas cervejas ficavam guardadas, maturando até os meses quentes do verão, quando as altas temperaturas e leveduras selvagens poderiam atrapalhar o processo de fabricação.

Com estas três especialidades, a Jenlain honra o prazer pela boa cerveja na França. As três cervejas são excelentes, cada uma com um sotaque particular. A Jenlain Six é a mais leve das três, mas carrega detalhes que também vão aparecer nas outras duas, a saber: o aroma é frutado, valorizando muito o malte. O paladar é extremamente adocicado, a ponto de não se perceber o amargor, com um toque suave de mel.

A Jenlain Blonde parece uma versão premium da Jenlain Six. Tem as mesmas características, e mais álcool. São 7,5% da Blonde contra 6% da Six. Já a Jenlain Ambreé é mais carregada. Enquanto a Six e a Blonde são alaranjadas, a Ambreé é ruiva e tem mais corpo que suas irmãs. Seu paladar intenso – com notas de mel e ameixa –  lembra, em alguns momentos, uísque.

Há uma definição bacana para explicar a paixão dos franceses pela Jenlain, especialmente a Six: “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six”, diz uma frase. O único problema é que, como são muito adocicadas, elas enjoam em grande quantidade. Ou seja: não é cerveja para se beber muitas. Mas são ótimas companheiras em refeições e duas seguidas podem deixar muito marmanjo “altinho”. O preço, no Brasil, varia entre R$ 8 e R$ 12. Vale muito experimentar.

Jenlain Six
- Produto: Cerveja Pale Lager
- Nacionalidade: Francesa
- Graduação alcoólica: 6%
- Nota: 3,35/5

Jenlain Blonde
- Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
- Nacionalidade: Francesa
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 4,1/5

Jenlain Ambreé
- Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
- Nacionalidade: Francesa
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 4/5

Janeiro 17, 2010   4 Comments

O line-up (fake) do Festival Coachella 2010

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Caiu na internet nesta sexta-feira o poster acima. No ano passado, o poster também vazou antes do anúncio oficial, e era o verdadeiro. Uma das falhas de quem fez o cartaz (fake) deste ano foi esquecer o Muse, que está praticamente confirmado desde o começo de dezembro. E vamos combinar que está faltando headliner nesta lista acima, né. Estranho.

Janeiro 15, 2010   3 Comments

Cat Power e Manu Chao na Virada Paulista

A Virada Cultural promete para este ano. Ao menos a Paulista, que engloba cidades do interior de São Paulo. Nesta sexta-feira, a Secretária Estadual de São Paulo anunciou os shows gratuitos de Cat Power (em São José dos Campos e Jundiai), Manu Chao (em Santos) e Yann Tiersen, que irá tocar em Piracicaba e São João da Boa Vista. O chapa Marco Tomazzoni postou as datas e os horários dos shows aqui. Coisa fina.

Janeiro 15, 2010   1 Comment

Festival Alto Verão no Ibirapuera

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Serviço
Festival Alto Verão, no Auditório do Ibirapuera (SP)
Shows:
Macaco Bong (15 e 16/01)
Hurtmold (17/01)
Móveis Coloniais de Acaju (22 e 23/01)
Cidadão Instigado (24/01)
Horário: sexta e sábado às 21h, domingo às 19h
Preço: R$ 30 cada show (R$ 15 meia). R$ 80 pacote promocional para todos os shows (R$40 meia)
Endereço: Parque do Ibirapuera

Janeiro 15, 2010   No Comments

Procurando um patrocinador

Dia 27 de maio, uma quinta-feira, começa o Primavera Sound, em Barcelona, quebrando tudo. Até este post, por enquanto, confirmaram presença Pixies (em sua “Doolittle Tour”), Pavement (na turnê de retorno), Wilco, Spoon, Hope Sandoval, The Fall, Superchunk e mais uma turminha bacana (veja o “cartel” aqui) de dar água na boca de gente apaixonada por rock.

Comecei a juntar as moedas, quebrar os porquinhos, fuçar os bolsos das calças e estou pensando seriamente em ir. E seria novamente para um mês de camelagem no velho mundo, como foram 2008 (aqui) e 2009 (aqui). Porém, preciso fazer as contas certinho, colocar todos os pingos nos is, e ver se consigo correr para o abraço europeu.

Acho até que vou vender umas cotas de publicidade no blog. É por uma boa causa, vai. Mas e ai, será que eu consigo arranjar um patrocinador? Você, caro investidor que lê este blog no universo sem fim da blogosfera, o que acha da proposta? É um bom negócio. Há um público leitor bem bacana neste espaço e, modestia à parte, eu escrevo mazomeno e dou conta do recado. Vamos conversar?

Janeiro 14, 2010   9 Comments

Baixe o novo single do Superguidis

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Enquanto o terceiro disco não chega, os gaúchos da Superguidis resolveram dar uma idéia do que vem por ai liberando gratuitamente “Não Fosse o Bom Humor”, música que já vinha fazendo parte do set da banda nos shows de 2007/2008, mas que aqui surge em sua versão final, e parece antecipar um grande disco.

O som das guitarras de “Não Fosse o Bom Humor” está cortante, violento, sujo e delicioso. O single ainda traz outra faixa nova,  “Visão Além do Alcance”, assim como uma versão acústica de “Malevolosidade”, primeiro levada no gogó pelo público, e depois cantada com paixão pelo grupo.

“Não Fosse o Bom Humor” foi gravada no Estúdio Daybreak, em Brasília, com produção de Philippe Seabra, mixagem do americano Kyle Kelso e masterização de Gustavo Dreher. O disco será editado no Brasil, em versão dupla, tendo como disco-bônus o áudio do DVD unplugged contendo 21 faixas. Baixe o single gratuitamente aqui.

Janeiro 14, 2010   3 Comments

“O Quarto Verde”, “Zodiaco” e “Superbad”

“O Quarto Verde”, François Truffaut

“O Quarto Verde”, François Truffaut (1978)
Adaptação da obra “O Altar dos Mortos”, de Henry James, “O Quarto Verde” (“La Chambre Verte”) é um dos filmes mais densos da carreira de Truffaut. Ele mesmo vive o personagem principal, Julien Davenne, um redator de obituários de um jornaleco interiorano que, assim que sua esposa morre, cria um altar em casa para continuar a adorando. O altar pega fogo, e ele consegue uma capela em um cemitério, onde passa a louvar não só a esposa, mas também amigos e ídolos mortos. A aparição de uma nova mulher, Nathalie Baye em início de carreira, chega a dar uma chacoalhada no coração de Julien, mas nada que os fantasmas – tão queridos por Julien – não consigam domar. “O Quarto Verde” é uma ode à morbidez, uma crítica exagerada àqueles que se esquecem dos seus. Não é surpresa que um tema tão nebuloso tenha fracassado nas bilheterias e feito com que o diretor revivesse Antoine Doinel no ano seguinte, fazendo as pazes com o público em “O Amor em Fuga”. Fique com Doinel (ou “Noite Americana”)

“Zodíaco“, David Fincher

“Zodíaco“, David Fincher (2007)
Eis um caso exemplar de uma carreira que começa bem (“Seven”, 1995), bate no topo da genialidade cinematográfica (“Clube da Luta”, 1999) e começa a cair (“O Quarto do Pânico”, 2001), cair mais (“Zodíaco”, 2007) até se espatifar no lodo da cópia barata (“O Curioso Caso de Benjamin Button”, 2008). David Fincher foi do chão ao céu, e do céu ao inferno em treze anos, e no meio do caminho fez “Zodíaco” (“Zodiac”), mas parece que as boas idéias foram todas usadas em “Seven” e “Clube da Luta”. “Zodíaco” não inspira, não instiga, não causa empatia nem medo. Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert Downey Jr. (em uma atuação terrível) estão longe, muito longe de seus melhores papéis. Roteiro e edição tropeçam, cenas bestas surgem sem dizer a que vieram, e David Fincher enrola o espectador por 2h38 minutos para, ao final, não lhe entregar nada deixando no ar a sensação de tempo perdido. Mais um item para o tópico sobre como jogar uma bela carreira pela janela em Hollywood.

“Superbad”, Greg Mottola

“Superbad”, Greg Mottola (2007)
Judd Apatow e Seth Rogen fizeram um barulho danado nos anos 00 com as comédias “O Virgem de 40 Anos” (2005), “Ligeiramente Grávidos” (2007)  , “Superbad” (2007) e “Segurando as Pontas” (2008). Eles arrebataram um séquito fervoroso de fãs e fazem um estardalhaço nos Estados Unidos com seus filmes recheados de palavrões, drogas e momentos VA. Destes, só não assisti a “Ligeiramente Grávidos” ainda, mas os outros três não me convenceram. Sério. Seus roteiros apresentam a história de forma impagável, o miolo funciona, mas o trecho final acomoda. E ai o virgem que foi sarreado a vida toda vira exemplo (a Igreja deve amar), os maconheiros do começo fazem campanha anti-drogas no final e, em “Superbad”, o cara que falava pra menina que vivia com a mão no pinto fica bundão, e vai passear no shopping de mãos dadas com ela. Apatow e Rogen posam de radicais, mas é só pose. Um filme pra rir até os 39 do segundo tempo.

Ps 1: Ahhh, a Nathalie Baye. Preciso ver mais algumas coisas com ela. E encontrar “Uma Relação Pornográfica” (esse aqui)
Ps 2: Sempre penso em rever “Seven”, mas quem diz que tenho coragem. Aquilo ali gela a espinha…
Ps 3. Ok, há muito de inocência em “Superbad” (afinal, eles tinham 13 anos quando escreveram o roteiro). E McLovin é o cara. Mesmo assim…

Leia também:
- “Clube da Luta”, um comentário (aqui) e um texto perdido (aqui)
- As aventuras de Antoine Doinel, por Marcelo Costa (aqui)

Janeiro 14, 2010   23 Comments

Opinião do Consumidor: Backer Medieval

Backer Medieval

Eu já tinha feito um post especial sobre a cervejaria mineira Backer (aqui) falando de suas quatro variedades, mas faltava a especialíssima Medieval, que não é tão fácil de ser encontrada, custa o triplo das outras da mesma cervejaria, mas é uma delícia de deixar a boca cheia d’agua (ou de cerveja).

A Medieval é um Blond Ale inspirada na tradição artesanal dos monges cervejeiros medievais da Europa. Foi desenvolvida por Paulo Schiavetto, mestre-cervejeiro formado em Louvain-la-Neuve, na Bélgica, em 1995, e é a melhor cerveja da Backer, e uma das melhores cervejas brasileiras que já provei.

É uma cerveja de alta fermentação, com um dourado quase castanho. Seu aroma é suave e adocicado. Seu sabor também é doce, mas traz um acento cítrico e levemente picante que lembra – um pouco – o da excelente Leffe Blonde. É uma cerveja altamente refrescante seguindo a tradição das belgas.

A garrafa também aposta no diferencial. Você pode abri-la queimando a cera da tampa com fogo, como se fazia nas tabernas da idade média. É girar a ponta do gargalo sobre uma chama, derreter a cera e, antes de servir, limpar o gargalo. As tampinhas são ilustradas com símbolos planetários dos alquimistas medievais.

Quem disse que cerveja não é cultura? Hehe. A Backer Medieval é vendida em garrafas de 330 Ml. Enquanto as outras da cervejaria (a saber: Pilsen, Pale Ale, Trigo e Brown) saem entre R$ 5 e R$ 6 em bons empórios, a Medieval chega a custar R$ 15. Procurando bem você até encontra mais barato, por volta de R$ 11, mas é uma cerveja mais cara (e melhor) do que as outras.

Teste de Qualidade: Backer
- Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil

Backer Medieval:
Graduação alcoólica: 6,7%
Nota: 4/5

Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/

Leia também:
- Outras cervejas, bares e curiosiodades, por Marcelo Costa (aqui)

Janeiro 13, 2010   2 Comments