Blog do Editor do Scream & Yell
Random header image... Refresh for more!

Posts from — Dezembro 2009

E 2009 chegou ao fim…

Ok, só chega depois da meia-noite, e estou devendo um post caprichado com umas coisas que estão flutuando na minha mente, mas quem disse que sobra tempo. Hoje tem discotecagem de réveillon na festa de um amigo (bora ae, vamos lá), e será a segunda vez que entro o ano discotecando, o que é bem legal. E sábado tem discotecagem na Festa Urbanaque, na Funhouse. Se não rolar de você aparecer em alguma das duas festas, fica um abraço sincero e um desejo enorme de que 2010 seja um ano sensacional para todos nós.

Eu estava meio encanado com 2009, mas não posso reclamar muito. Aconteceram coisas bacanas nestes últimos 365 dias, mas isso eu penso ali pelo dia 03 ou 04… por enquanto, vou selecionando as músicas para começar o ano pulando muito. E sorrindo. Obrigado, de coração, por abrir essa página. Vai parecer piegas, e eu e você sabemos, mas não tem jeito: eu coloco a minha vida aqui. Tento ser o mais honesto e verdadeiro possível. Tento dividir as coisas boas com você para que você tente sentir a mesma coisa que eu. Desabafo para você não ter a impressão que isso aqui é um conto de fadas. E não é mesmo.

Há um cara que sorri e chora deste lado.  Briga com a mulher que ama, mas sempre diz que a ama. Ouve discos como se precisasse mais deles para respirar do que ar. Tenta a todo custo se desamarrar das armadilhas da rotina, do emprego que consome a alma, da vida cotidiana. Se arrisca na cozinha sem conhecer muito bem os temperos. Bebe champagne caro para escrever um texto, mas gosta mesmo de cachaça e cerveja. Aprendeu que viajar libera os sentidos. E, se pudesse, levaria você e todo mundo que quisesse nesses roteiros malucos que faz.

Se você, caro leitor e amigo, não estivesse aqui, eu continuaria existindo, mas a vida iria ser mais cinza e sem graça como se eu vivesse em um quarto escuro sem janelas. É bom demais saber que alguém ai do outro lado está reciclando essas palavras, e transformando-as em idéias, sonhos, sons, passeios, drinks e pratos. Está pegando uma idéia primária minha e desenvolvendo-a, transformando-a em algo melhor. Que 2010 seja um ano repleto de transformações. Que novas idéias apareçam e que a gente consiga construir uma casa melhor, uma cidade melhor, um país melhor, uma mundo melhor para nós mesmos.

Obrigado a você por me dar a chance de contribuir com isso. A minha parcela nisso tudo é pequena, é simples, mas é de coração. Feliz 2010.

Dezembro 31, 2009   16 Comments

Baixe duas músicas novas de Bruno Morais

Bruno Morais em foto de Ivana Debértolis

“Aproveitei o especial Estudio A da YB e gravei duas músicas novas que já estou tocando nos shows. Uma é parceria inédita do Romulo Fróes com Nuno Ramos e a outra é uma versão para uma música Lulina com a Juliangela.

+ “Bichinho do Sono” (Lulina/Juliangela) - eu gravei voz e brinquedinhos, Guizado Man no trompete e MPC, Guilherme Kastrup na bateria e MPC, ZéPa na gaita, e Ricardo Prado no baixo.
+ “Cidade Baixa” (Romulo Fróes/Nuno Ramos) - eu na voz e Zépa no violão, Mauricio Tagliari no cavaquinho e Luca Raele no Hammond.

Vocês podem baixar as faixas aqui ou ouvir aqui.

Aproveito para agradecer a todos vocês por todos os momentos lindos que compartilhamos (de perto ou de longe) esse ano e desejar a  todos um 2010 cheio de vida, novas esperanças, sonhos relizados, idéias incríveis e muita música boa. sempre!

b*jones,

Bruno Morais”

Dezembro 29, 2009   1 Comment

Você já fez o seu Top 5 de álbuns de 2009?

O pessoal da comunidade do Scream & Yell no Orkut arregaçou as mangas e fez um tópico sobre os cinco melhores discos de 2009. Quais os cinco melhores discos do ano para você? Vote aqui.

Dezembro 29, 2009   3 Comments

Um fim de tarde pós-natal na Avenida Paulista

Avenida Paulista / Foto: Liliane Callegari

Avenida Paulista / Foto: Marcelo Costa

Avenida Paulista / Foto: Liliane Callegari

 Avenida Paulista / Foto: Marcelo Costa

Avenida Paulista / Foto: Liliane Callegari

Avenida Paulista / Foto: Marcelo Costa

Fotos 1, 3 e 5: Liliane Callegari (Flickr)

Fotos: 2, 4 e 6: Marcelo Costa (Flickr)

Dezembro 28, 2009   1 Comment

170 livros da Coleção Aplauso de graça na web

duprat.jpg

Lançada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004 para registrar a história do teatro, do cinema e da televisão no Brasil, com perfis, biografias, peças de teatro e roteiros de filme, a Coleção Aplauso chega à internet com mais de 170 títulos disponíveis para leitura gratuita online ou para download em pdf e txt.

No site você irá encontrar as biografias de artistas como Raul Cortez, Tônia Carrero, Mazzaropi, Carlos Reinchenbach, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri e muitos outros, roteiros como os de “Estômago”, “Salve Geral”, “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” e “O Bandido da Luz Vermelha” além de vários livros de dedicados a dramaturgos consagrados e a críticos de arte.

Vale destacar também volumes sobre Rogério Duprat, a TV Tupi, o Teatro Brasileiro de Comédia TBC), a Rede Manchete e a TV Excelsior. Baixe gratuitamente aqui:

http://aplauso.imprensaoficial.com.br

Dezembro 28, 2009   1 Comment

…e feliz natal

Que ano foi 2009, né. Mas vou deixar pra falar disso ali pelo dia 30, ok. Senão passo a arde inteira escrevendo, e preciso recuperar as forças após uma viagem cansativa de ônibus. É só uma passadinha rápida para desejar feliz natal e agradecer muito por tudo, mas a gente conversa mais disso depois. Um bom natal para todos nós e 2010… a gente já fala sobre ele.

Dezembro 24, 2009   3 Comments

Uma noite de vinho e de sangria ibérica

Duas jarras de sangria / Foto: Marcelo Costa

A festa do vinho: no total, 19 pessoas, 14 garrafas de vinho Concha Y Toro (eu devia ter pedido patrocínio para os chilenos) de uvas variadas (Carmenere, Merlot e Cabernet Sauvignon Tinto e Branco). Cinco litros de sangria com receita portuguesa (a gente chega lá) mais seis pacotes de amendoim sem pele, quatro de bolinhas de amendoim, nove pacotinhos de Pingo D’oro e oito pacotes de torradinhas com diversos patês. Deu tudo certo. Ufa.

A segunda festinha do projeto Inverse My Fridge (a primeira foi essa aqui) visava festejar a chegada da geladeira antiga, que virou um quadro com espaço para fotos. Ou seja, a nossa pequena geladeira branca agora está pendurada na parede da sala (ok, ok, apenas uma parte dela). Lili colocou diversas fotos da viagem a Europa que fizemos em julho e improvisei um local para o quadro da Fernanda Guedes ficar até eu conseguir colocá-lo na parede.

Quadro de Fernanda Guedes / Foto: Marcelo Costa

Já a festinha, bem… levamos a sério o conceito de vernissage, afinal, a idéia era reunir os amigos e apresentar a arte feita pela Fernanda. Então resisti bravamente e não coloquei cerveja na geladeira (e bebi as que eu tinha durante a semana – fiz esse esforço). A noite seria de vinho, e decidimos aproveitar o excelente preço dos Concha Y Toro para fazer uma noitada especial. E, pelo jeito, os amigos aprovaram.

Aproveitando o dia quente, e pensando ainda nas pessoas que não são tão simpáticas ao vinho, como eu, que até bebo mas preferiria outra coisa, decidimos arriscar uma receita de sangria, a original, inspirados na lembrança daquela que bebemos na Plaza Mayor, em Madri, e que eu bebi no calçadão de Málaga, que além de ser (aparentemente) mais leve serviria para dar uma refrescada no calorão.

A alegria da Liliane / Foto: Jeanne Callegari

No fim das contas acabei chocando duas receitas. Uma descritiva do JC, um aventureiro português na cozinha, que conta a história da sangria no começo de seu post e passa excelentes recomendações. Tipo usar a massa da receita (as suas frutas eleitas – no nosso caso, abacaxi, maça, limão e laranja – curtidas na cachaça e no açúcar mascavo) Para o JC não se deve colocar nem água nem soda ou o quer que seja na sangria pura.

“A sangria deve servir-se em copos grandes, só com gelo, para os mais aventureiros e afoitos e “cortada” com refrigerantes, na quantidade que se desejar, para as crianças, os condutores e os que têm outras coisas – que não dormir – para fazer depois do repasto. Para as crianças costumo “tingir” o copo com um pouco de sangria e atestar com 7UP ou outro tipo de gasosa.” Leia o post todo (vale, vale, vale) aqui.

Alegria, alegria / Foto: Jeanne Callegari

O post do JC tem várias dicas ótimas, mas não tem quantidades de doses nem de frutas, por isso decidimos juntar a receita dele com uma que encontramos no Panelinha (aqui), que tem pouco a ver com a sangria original, mas serviu como base dos ingredientes. Assim, da junção das duas criamos a nossa sangria, a Sangria Scream & Yell (vou registrar a marca), que me lembrou muito a sangria deliciosa que bebi em Málaga (essa aqui).

Primeiramente fizemos duas receitas, que renderam quase quatro litros de sangria. E após terminada a primeira leva, aprovada por todos os presentes (que, sinal de acerto, queriam mais), aproveitamos para juntar a massa curtida das duas primeiras receitas em uma mesma jarra, e misturar novamente vinho, cachaça e açúcar mascavo para mais uma jarra de sangria. Se eu não tivesse bêbado cravaria que ficou melhor.

Sangria / Foto: Marcelo Costa

Abaixo a receita:

750 ml de vinho tinto seco
3 laranjas
2 limões
1/2 abacaxi
2 colheres (sopa) de açúcar (se for mascavo, melhor)
1 dose de cachaça
1 dose / 60 ml de contreau (ou conhaque)
1 dose / 60 ml de gim
Hortelã

Modo de Preparo

1. Prepare as frutas: descasque o abacaxi e a maçã e os corte em cubinhos pequenos. Jogue os cubos no fundo de uma jarra. Pegue uma laranja e um limão e os corte em rodelas. Jogue-as na jarra também.

2. Pegue as duas laranjas e um limão e esprema o caldo na jarra.

3. Coloque as 2 colheres (sopa) de açúcar sobre a mistura, e acrescente a dose de cachaça.

4. Com uma colher de pau, um rolo da massa ou outro instrumento, amasse todo o conteúdo até formar uma papa indistinta (ou até você cansar).

5. Despeje uma garrafa de vinho tinto seco na jarra. Aqui, vale a lembrança: vinho ruim, sangria ruim. Vinho bom, sangria boa.

6. Junte à mistura uma dose de contreau e uma dose de gim. Mexa bem. Prove a sangria ainda quente, sem gelo. Se estiver muito doce acrescente limão, se estiver muito forte, acrescente vinho. Quando estiver perfeitamente equilibrada, tapa-se com um pano limpo e vai para a geladeira durante – pelo menos – 24 horas acrescida de pequenas folhas de hortelã.

7. No dia seguinte, acrescente folhas de hortelã como rodelas inteiras de maçã e laranja, para enfeitar. Sua sangria está pronta.

Ainda não acabou, ou melhor, quando acabar, a “massa” que fica no  fundo da jarra rende novas sangria durante cinco dias bastando adicionando-se metade dos ingredientes, mais açúcar e vinho. Uma delícia.

*******

Ps. Queria agradecer ao pessoal da Live AD pelo convite para participar do projeto Inverse My Fridge, à queridíssima Fernanda Guedes pelo lindo quadro, e a presença de todos os amigos queridos que, com sua alegria e histórias, transformaram esse apartamento da rua Bela Cintra em um dos lugares mais legais do mundo por algumas horas. Todas as fotos aqui.

Ps2. Não acordei de ressaca. \o/

Concha Y Toro, rola uma parceria? / Foto: Liliane Callegari

Dezembro 23, 2009   8 Comments

A minha geladeira antiga virou um…

Alguns recortes do objeto de arte que se transformou a minha velha geladeira no projeto Inverse My Fridge, by Fernanda Guedes. Eu e Lili gostamos. Mais fotos aqui. Amanhã reuno alguns amigos em casa para exibir o mimo, e volto pra contar e mostrar a obra inteira.

geladeira11.jpg

geladeira21.jpg

geladeira3.jpg

Dezembro 21, 2009   2 Comments

Download: baixe a nova edição da +Soma

Revista +Soma 

A +Soma 15 encerrra o ano com uma entrevista de capa exclusiva com Robert Crumb, considerado por Robert Hughes, crítico de arte do The New York Times, como o Pieter Bruegel do século XX. Um dos gênios maiores dos quadrinhos e da iconografia da contracultura, Crumb deu entrevista exclusiva em Paris a Fernando Eichenberg, que já falou com nomes como Lévi-Strauss, Wim Wenders, Emir Kusturica e Pierre Boulez. Em pauta, política internacional, a crise do american way of life, arte e a vida reclusa na França, além de sua magistral adaptação do livro do Gênesis.

No destaque musical, Dave Longstreth, líder dos Dirty Projectors, fala com o editor Mateus Potumati na única entrevista que deu enquanto esteve no Brasil. Esta edição ainda traz Chris Couto indicando dez discos (entre eles, “Velha Guarda 22″, do Mamelo Sound System e “Band on the Run”, de Paul McCartney; a beleza e morte em esculturas em cera e metal de Tatiana Blass; Mayer Hawthorne e a nova cara (nerd) do soul norte-americano, e Gustavo Mini conta que resolveu inventar a sua própria forma de mixtape. Baixe.

http://maissoma.com/2009/12/18/revista-soma-15-free-download

Dezembro 20, 2009   4 Comments

Rolling Stone e Billboard nas bancas

rs_billboard.jpg

 A Rolling Stone chega às bancas destacando um entrevistão com Mano Brown, conhecido por seu pouco animado em conceder entrevistas. Porém, quem comandou o papo foi André Caramante, que já escreveu para o Scream & Yell em 2000, 2002 sobre… rap. Ou seja, o cara sabe do que está falando e com quem está falando. Vale ler.

Já a terceira edição da Billboard traz as belas pernas de Ivete Sangalo na capa, uma pauta  sobre Belchior, Wanusa e Byafra “depois do vendaval”, um entrevistão enorme e bacana com Mike Love, do Beach Boys e resenhas minhas do “Raditude”, do Weezer, e do “MTV Apresenta Autoramas Desplugado”, do Autoramas. Divirta-se.

Dezembro 17, 2009   3 Comments

Em vídeo: Profissão Roadie e Madame Saatan

Profissão Roadie

http://www.profissaoroadie.com/

O Gabriel e o Gilmar estão disponibilizando o documentário “Profissão: Roadie” na internet. A dupla montou um site bem caprichado com informações e vídeos separados para cada tema. Assim você pode ver trechos do documentários aos poucos.  ”Profissão Roadie” lança os holofotes sobre os profissionais que atuam nos bastidores do showbizz. Sem a pretensão de esgotar o assunto, o filme conta quando o mercado de shows  começou a se profissionalizar e traça um raio x das vantagens e desvantagens da profissão,  partindo  de questões como relacionamento com os músicos, mercado de trabalho, vida na estrada e sobre os mitos envolvendo sexo, drogas e rock’n’roll. Assista aqui.

madame.jpg

http://veja.abril.com.br/musica/madame-saatan.shtml

O jornalista e amigo Sérgio Martins lança mais uma edição do videocast “Veja Música”, que já teve a presença de Fernanda Takai (aqui) e Arnaldo Antunes (aqui), entre outros. Desta vez, a banda convidada é o Madame Sataan, nome de respeito do metal paraense. A pedido de Sérgio Martins, Sammliz (voz), Ed Guerreiro (guitarras), Ícaro Suzuki (baixo) e Ivan Vanzar (bateria) escolheram dois covers especialíssimos para o programa: “Mistério do Planeta”, dos Novos Baianos, e “Baião de Lacan”, do compositor carioca Guinga. Além, os integrantes explicam a força do metal paraense em uma entrevista bem bacana. É uma das melhores edições do Veja Música até agora. Vale assistir aqui.

Dezembro 16, 2009   3 Comments

Os 10 melhores filmes que vi neste ano…

katyn.jpg

Listinha para o amigo André, do Cinezen Cultural. Só valia filmes que estrearam no país em 2009, e só por isso “Whatever Works”, de Woody Allen, não está na quarta posição. Mas preciso pensar com mais calma. Foi lista rápida.

01) Katyn, Andrzej Wajda (resenha aqui)
02) Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino (resenha aqui)
03) Gran Torino, Clint Eastwood (resenha aqui)
04) Se Beber, Não Case, Todd Phillips (comentário aqui)
05) 500 Dias Com Ela, Mark Webb (resenha aqui)
06) Se Nada Mais Der Certo, José Eduardo Belmont
07) A Todo Volume, Davis Guggenheim (resenha aqui)
08) Simplesmente Feliz, de Mike Leigh (resenha aqui)
09) Foi Apenas Um Sonho, de Sam Mendes (resenha aqui)
10) Apenas o Fim, Matheus Souza (resenha aqui)

Dezembro 15, 2009   8 Comments

De graça: doze discos de 2009 para baixar

Destes doze discos que se seguem, sete foram liberados gratuitamente pela própria banda em seus sites oficiais. Dois foram disponibilizados pelo projeto Album Virtual, da Trama, e os outros três foram liberados pelos próprios músicos em sites obrigatórios como o Um Que Tenha, o Urbe e o blog da gravadora YB. Desculpe-me os mal-humorados, mas faz muito tempo que a música brasileira não vive uma fase tão boa. São não ouve que não quer.

“Frascos, Comprimidos e Compressas”, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta
http://www.roneijorgeeosladroesdebicicleta.com/

pullovers.jpg

“Tudo Que Eu Sempre Sonhei”, Pullovers
http://pullovers.com.br/

romulo.jpg

“No Chão, Sem o Chão”, Romulo Fróes
http://umquetenha.org/uqt/?p=3992

heitor.jpg

“Banda Gentileza”, Banda Gentileza
http://www.bandagentileza.com.br/

“Atlântico Negro”, Wado
http://www2.uol.com.br/wado/

autoramas_desplugado.jpg

“MTV Apresenta Autoramas Desplugado”
http://albumvirtual.trama.uol.com.br/

lestics.jpg

“Hoje”, Lestics - http://www.lestics.com.br

“The Way Opa!”, Superphones - http://superphones.com.br/

“A Força do Hábito”, Poléxia
http://www.polexia.com.br/

 

“A Vontade Superstar”, Bruno Morais
http://ybmusica.blogspot.com/2009/05/o-dia-se-renova-todo-dia.html

moveis.jpg

“C_ompl_te”, Móveis Coloniais de Acaju
http://albumvirtual.trama.com.br/moveis

semnostalgia.jpg

“Sem Nostalgia”, Lucas Santtana
http://www.oesquema.com.br/urbe/2009/07/14/lucas-santanna-sem-nostalgia.htm

“Caligrafia”, Ludov - http://www.ludov.com.br/

Ps. Eram doze discos, mas o excelente debute da Banda Gentileza, também liberado no site oficial do grupo, merece ser incluso. Então, a lista agora tem treze discos. Mas não para por ai: ainda tem o novo EP do Giancarlo Rufatto (baixe aqui), o EP do Hotel Avenida (baixe aqui), o EP do Lê Almeida (baixe aqui)…

Para quem quiser comprar, a grande maioria destes discos está à venda na Velvet CDs. Fala com o André no email: velvetcds@velvetcds.com.br

Dezembro 15, 2009   9 Comments

Um almoço no Inverse My Fridge Day

inverse1.jpg

“Eu não acredito no quanto nós bebemos”. Com essa frase, Lili definiu – mais ou menos – como foi o nosso Inverse My Fridge Day. Recebemos seis amigos em casa no domingo para um pesto genovês acompanhado de muita salada, cerveja belga e vinho português. Vou dizer: foi cansativo, mas extremamente prazeroso. Das coisas que, se eu pudesse e tivesse dinheiro, faria muito mais vezes no ano.

O dia começou comigo indo para a feira comprar paisagem. Trouxe alface crespa, alface americana, rúcula, manjericão e limão (vai que alguém quisesse se aventurar numa caipirinha). Lili foi a Bela Paulista comprar um doces para a sobremesa. De volta a casa, dividimos as tarefas e mãos a obra: descasca alho daqui, polvilha a receita de queijo parmesão ali, um pouco de pimenta do reino, sal, pinoles moídos, azeite e… pronto.

inverse2.jpg

Arrumamos a mesa na sala e descobrimos que não temos peças de cozinha em grande quantidade. Então, as três taças de cristal vindas de vinícolas de Santiago (agora duas, pois Lili quebrou uma no fim da noite) ficaram com as meninas enquanto os homens beberam nas taças toscas mesmo. Não tínhamos oito pratos iguais também, mas os copos para água eram todos iguais. Acho que a única coisa que temos em quantidade.

Levamos a mesinha da cozinha para a sala e ajeitamos. Fizemos, ainda, um pré-teste de brusqueta, que ficou ok. Tiago Agostini foi o primeiro a chegar. Alguns minutos depois chegou Tiago Trigo, com uma garrafa de vinho branco para entrar na fila do esvaziamento. Em seguida, Marco e Luisa, que trouxeram pudim de doce de leite. Jonas e Elisa chegaram logo depois, e começou a correria.

inverse3.jpg

Fizemos uma entradinha básica de brusqueta acompanhada de uma torradinha especial de alecrim acompanhada de vinho branco (o português Periquita) para a maioria, e cerveja (a belga Hoegaarden) para a minoria. Todos presentes, então massa na água fervente para não perdemos tempo. Quase 14h da tarde, a fome começa a bater. Em três minutos tínhamos espaguete suficiente para um batalhão… de amigos.

Arrependo-me de termos feito duas receitas exatas para oito pessoas. Devia ter feito uma terceira para deixar de sobra, para os convidados passarem no pão italiano e sentirem o gosto perfeito da mistura de manjericão, azeite, pinoles, queijo parmesão, alho, sal e pimenta do reino. Como só fiz duas receitas, uma foi para a enorme tigela de macarronada e a outra ficou a gosto de quem quisesse incrementar mais o prato.

inverse4.jpg

Todos elogiaram, e comemos tanto que acho que nenhum de nós chegou a jantar no domingo. Aliás, comemos e bebemos. Foram 19 Hoegaardens e 6 garrafas de vinho, sendo cinco vinhos brancos e um licoroso da Concha Y Toro que compramos em Vina Del Mar, animados após os elogios embasbacados de um brasileiro dentro do supermercado. Ressaca? Um pouquinho de dor de cabeça. E só.

Fiquei imensamente feliz, pois a mesa fluiu. A turma toda conversou, gargalhou, contou piadas, causos, impressões de trabalho e me senti orgulhoso por poder reunir tantas pessoas bacanas em um mesmo lugar. Logo eu, que achava que com o passar dos anos iria viria um velho chato e caseiro distante dos amigos. Nada como pessoas queridas para fazerem o coração da gente, machucado e tristonho, voltar a bater com gosto.

inverse5.jpg

Ok, ok. A tarefa de cozinhar para oito pessoas é extremamente extenuante. A gente meio que parece perder o controle da cozinha quando a comida aumenta. Uma coisa são dois pratinhos para o casal no dia-a-dia. Outra são oito pratos num fim de semana especial. Apesar do stress natural, valeu a pena. Todos ficaram aparentemente felizes, e este domingo é daqueles que facilmente eu repetiria de novo. Valeu a experiência, Brastemp.

As fotos do almoço estão aqui, e se você quiser também tentar fazer um pesto em casa, a receita - simples e básica - é esta aqui. Agora é esperar a Fernanda Guedes terminar o trabalho para sabermos no que se transformou a nossa geladeira. Curiosidade! Veja também como foi a festinha da geladeira da Casa da Chris (aqui) e como ficou a geladeira da Anita, do Objetos de Desejo (aqui). E no flickr do Inverse My Fridge já tem fotinhos do encontro que tive com a Fernanda (aqui).

inverse51.jpg

Dezembro 14, 2009   3 Comments

No que você transformaria a sua geladeira?

geladeira1.jpg

Questão de uns dois meses atrás, o pessoal da LiveAD me convidou para  participar de uma ação para o lançamento da nova Brastemp Inverse. O lance todo consistia no seguinte: eles selecionaram dez blogueiros, cada um ganhava uma Brastemp Inverse novinha e a geladeira antiga iria virar uma obra de arte nas mãos de um artista. Além disso, a turminha blogueira iria ganhar uma verbinha para organizar duas comemorações: a da chegada da geladeira nova e da chegada da obra de arte.

Nesse tempo que passou, algumas coisas legais aconteceram. A geladeira nova chegou, e todo marketing dela se baseia no lance do freezer ficar embaixo, e não em cima. O que eu curti, além do espaço maior em comparação a antiga, foi um botão na porta que deixa a temperatura do freezer ok para gelar cerveja mais rápido (50 minutos a long neck, uma hora a latinha). Lili viu coisa a mais na geladeira, que nosso amigo Macho Alfa recortou (risos) e transformou em uma coluna no iG (leia aqui).

O Rafael Pequeno e Geraldo Tavares, da Möve, após um bate papo bacana em casa, saíram atrás do artista que iria transformar a nossa geladeira antiga em um novo objeto. Tem gente que vai fazer um sofá, outro parece que fará uma adega. Uma geladeira irá virar uma estante de livros e uma quarta ganhara nova vida como um barzinho descolado. Eu e Lili batemos cabeça, batemos cabeça, e talvez a nossa vire uma mesa de centro com um mural. Ainda não sabemos (risos).

A artista escolhida para assumir a nossa geladeira foi a adorável Fernanda Guedes. Rafael a trouxe aqui em casa e o papo se estendeu até Woody Allen, paixão confessa de ambos. Lady Guedes mantém a excelente galeria online Magenta (www.galeriamagenta.com.br), com obras de vários ilustradores, tem um site próprio que exibe dezenas de trabalhos (www.fernandaguedes.com.br) além de manter o Sketchbook, seu blog pessoal (www.fernandaguedes.blogspot.com/). E, ah, estreou na segunda passada (07/12) a exposição Magioska, na galeria Pop (aqui).

Em que pé as coisas estão agora: A Fernanda está trabalhando na geladeira antiga e a nova Brastemp Inverse está lotada de cerveja… e de espaguete, pois decidi aproveitar a primeira comemoração para reunir alguns amigos queridos, que prezo muito, para a segunda experiência minha e de Lili no território do pesto genovês. A primeira, modéstia a parte, foi um sucesso (tudo aqui). A gente combinou de deixar um pouco de pesto pra comer no dia seguinte, e quem diz que conseguimos. Estava divino.

inverse.jpg

Com esse almoço encerraremos a primeira parte do projeto Inverse My Fridge, que além de mim e da Fernanda conta com os seguintes blogueiros e artistas:

1- Os blogueiros

Alexandre Inagaki / interney.net/blogs/inagaki
Ricardo Cobra / homemnacozinha.com
Chris Campos / casadachris.uol.com.br/blog
Marcelo Costa / screamyell.com.br/blog
Gabriel Pires e Marcos Gomes / nerdbunker.com.br/blog
Samantha Shiraishi / samshiraishi.com
Cláudia Midori / aventurasgastronomicas.com.br
Leonor Macedo / revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil
Anita Cavagnoli / objetosdedesejo.com
Gabriela Bianco / casadagabi.com

2- Os artistas:

Billy Argel - billyargel.blogspot.com/
Estúdio Deveras - www.estudiodeveras.com/
Luísa Ritter - www.flickr.com/photos/luisaritter/
Emerson Pingarilho - www.flickr.com/photos/pingarilho/
Geraldo Tavares - www.flickr.com/photos/geraldotavares/
Yan Sorgi – Sebográficos - www.sebograficos.com.br/
Ana Helena Tokutake - www.flickr.com/photos/iamana/
Wagner Pinto - www.wagnerpinto.com/
Fernando Chamarelli - www.flickr.com/photos/lfchamarelli/
Fernanda Guedes - www.fernandaguedes.com.br/

Enquanto esperamos pela Fernanda – curiosos, vou gelando a cerveja e o vinho branco, moendo os pinoles (não acredito que conseguimos pinoles), e me preparando espiritualmente para cozinhar para sete pessoas. Preciso dormir. Ainda tenho que acordar cedo para comprar umas verduras fresquinhas na feirinha da Praça Roosevelt para uma saladinha caprese. Conto a experiência do almoço e os próximos passos do projeto Inverse My Fridge nos próximos posts. Torce por mim. Quem sabe eu não abro um restaurante… um dia. risos

Ah, essa abaixo é a nossa Brastemp Inverse já devidamente carregada de imãs de geladeira… hehe

geladeira2.jpg

Dezembro 12, 2009   11 Comments

Um Alan Parker e dois Woody Allen

Acalme: com “Um Assaltante Bem Trapalhão” e “Setembro” finalizo a minha participação na mostra “A Elegância de Woody Allen”, e dos 40 filmes do diretor só fica faltando “Maridos e Esposas” para eu riscar da listinha. Ele será exibido no próximo domingo exatamente no horário em que marquei um almoço especial com amigos em casa (conto mais detalhes depois, mas é um lance bem legal).

Consegui aproveitar 90% de “A Elegância de Woody Allen” focando nos filmes que eu nunca tinha visto. Queria por demais assistir novamente a “Tiros na Broadway”, “Memórias”, “Manhattan”, “Desconstruindo Harry” e “Annie Hall”, mas estou satisfeitíssimo com a chance de ter visto “Whatever Works”, “O Que Há, Tigresa?”, “Neblinas e Sombras”, “Um Misterioso Assassinato em Manhattan”. “Bananas” e “Simplesmente Alice”. Agora, “Um Assaltante Bem Trapalhão” e “Setembro”:

assaltante.jpg

“Um Assaltante Bem Trapalhão” (”Take The Money And Run”), Woody Allen (1969)

Primeiro filme “filme mesmo” de Woody Allen, “Um Assaltante Bem Trapalhão” é um amontoado de piadas que procuram deixar o espectador respirar entre risadas. O formato que segue o padrão de um documentário seria usado por Woody – de maneiras mais completas – em filmes posteriores. Aqui temos “retratada” a vida criminal de Virgil Starkwell, um assaltante que nunca se deu bem, isso desde seus primeiros roubos na infância. Em um dos melhores momentos do filme, Virgil planeja assaltar uma garota. O resultado: “Fiquei apaixonado por ela. Sei lá, após 15 minutos já queria casar com ela e após meia hora abandonei a idéia de roubar-lhe a bolsa”.

september.jpg

“Setembro” (“September”), Woody Allen (1987)

Um dos filmes mais polêmicos do diretor, “Setembro” fracassou nos cinemas e não foi entendido em sua época, de forma até clara. Woody vinha de três comédias de muito sucesso (“A Rosa Púrpura do Cairo”, “Hannah” – indicado a sete Oscars, do qual levou três – e “A Era do Rádio”), e rompe o ciclo com um drama inspiradíssimo em Bergman. Quem foi ao cinema esperando piadas encontrou uma longa trama de desencontros dramáticos, e deve ter odiado. O que é uma pena. Carlo di Palma faz uma fotografia belíssima, Dianne Wiest merece dez suspiros e a história convence e não deixa vácuo como, por exemplo, em “Neblinas e Sombras”. Não é uma obra prima, mas está longe de ser um filme desprezível.

loucos.jpg

“The Commitments – Loucos Pela Fama”, Alan Parker (1991)

Um dos filmes obrigatórios – talvez o número 1 – para todo mundo que deseja ter uma banda, “The Commitments” é uma pequena aula sobre tudo o que acontece nos bastidores de um grupo musical. Vi no cinema, e não lembro quantas outras vezes assisti a esse filme (acho até que chegou a passar em Sessão da Tarde), mas fiquei com vontade de revê-lo e sai atrás de um torrent bacana. Valeu a pena. “The Commitments” continua enxutinho como da primeira vez que o vi. Estão ali o vocalista que se acha o cara mais fodão do mundo por estar à frente da banda, o músico problema que quer seguir seus instintos e não o da banda, as mulheres gostosas que sempre causam problemas e muito mais. Em se tratando de cultura pop, “The Commitments” é obrigatório.

Leia também:
- Um François Truffaut e três Woody Allen (aqui)
- Dois Woody Allen e três Jason Bourne (aqui)
- As aventuras de Antoine Doinel, de Truffaut (aqui)
- François Truffaut, Kevin Smith e Michael Lehmann (aqui)
- “O Último Metrô”, “Zelig” e “Descontruindo Harry” (aqui)

Dezembro 10, 2009   8 Comments

Os 40 Melhores Discos da Década

best.jpg

Deu trabalho, mas acho que valeu a pena…

“Os anos 00 estão chegando ao fim, e o Scream & Yell reuniu 68 convidados que repensaram – via listas de 10 mais – o que de melhor aconteceu na música pop nesta década. O Top 20, que consagrou Nirvana e Raimundos na edição dos anos 90, desta vez flagrou a força de Los Hermanos e Strokes, que com seus discos lançados em 2001 - Bloco do Eu Sozinho e Is This It, respectivamente, redefiniram o cenário musical nos anos posteriores.

O prêmio contou com a participação de 68 votantes, incluindo jornalistas de publicações respeitadas como o Rolling Stone, Billboard, Veja, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, MTV, VIP, Placar, UOL, iG e Playboy, além de editores de sites, músicos e gente experiente que, além de premiarem Los Hermanos e Strokes, consagraram discos de nomes como Radiohead, The Killers, Caetano Veloso e Cansei de Ser Sexy.

Há um pouco de tudo entre os 40 discos (20 nacionais e 20 internacionais) elencados pela votação. Há rap (Marcelo D2 e Racionais), indie (o único álbum lançado pelo Astromato merece ser redescoberto), música eletrônica (impressiona a expressiva votação do LCD Soundsystem), o “novo samba” (Curumin, Wado, Mombojó), o novo e o velho rock nacional (Vanguart e Violins, Skank e Pato Fu), lendas (Bob Dylan, Johnny Cash, Paul McCartney) e até a grande cantora/personalidade da década, Amy Winehouse.

Você conferir todo o especial aqui: http://screamyell.com.br/site

Dezembro 9, 2009   4 Comments

Um exercício de desabafo

Não perca tempo com isso. É só um exercício de desabafo.
.
.
.
.

Estou cansado. Muito. Demais da conta. Não, não é só um cansaço físico. Estou cansado de estar vivo. Respirar anda pesando. E o que a gente faz numa dessas? Um espertinho diria: “Se mata”. É uma opção, não nego, mas quem diz isso não entende que a minha paixão por Woody Allen, por exemplo, começa deslumbradamente em “Annie Hall”, na forma em que ele explica a vida, que segundo o personagem Alvin Singer é “cheia de solidão, miséria, sofrimento e tristeza, e acaba rápido demais”.

É isso. Sem mais, nem menos. A gente se fode um bocado na vida, mas se eu puder viver 100 anos, com condições lúcidas, eu quero. É agora a hora em que alguém anota ai em cima o meu pedido. Nesses momentos de tristeza máxima, de se sentir um nada, lembro de uma velha canção de Raul Seixas, com letra de Paulo Coelho, que começa tristonha ao piano dizendo “tem dias que a gente se sente, um pouco talvez menos gente”. E depois de enfileirar toda macumba possível, a letra finaliza dizendo que está em qualquer profecia que o mundo se acaba um dia.

Esqueça o fim do mundo e concentre-se na tristeza. Estou dizendo isso para você, e também para mim. A tristeza é um ato umbiguista do caralho, mas lembrando de um ditado tosco, só quem come prego sabe o cu que tem. Pequena pausa risonha. Lili acabou de dizer que estou reclamando da vida. De novo. Oras, tem como aceitar essa vidinha que dão pra gente e dizem pra gente viver feliz e alegremente? A gente se engana durante algum tempo, mas a ficha cai. E dói. E cansa. É algo cíclico.

Sei lá. Estou cansado do mundo. Estou cansado do meu trabalho. Não sou daqueles que daria a vida para não trabalhar. Durmo sorrindo quando escrevo um texto besta como esse do Otto ou quando passo cinco horas decupando uma entrevista, como fiz com esse ótimo bate papo com o Wado. São coisas que me realizam, que me animam e me fazem ter vontade de chutar o mundo lá para o infinito enquanto os sonhos mais tolos se realizam, mas nem todos os dias são assim, afinal, as contas chegam.

Lili, que me ama de um jeito que me comove, tenta procurar saídas. “Eu queria te ajudar, mas não sei como. Vamos pedir demissão e ir pra Londres?”. “Será que adianta?”, eu respondo perguntando. “Será que a tristeza não está dentro de você?”, ela me devolve a pergunta, e eu acho que em dias como esse a tristeza mora sim em mim. Eu queria poder fazer mais do que eu faço, mas, bingo, quem não gostaria. Sinto-me vestindo meu uniforme de idiota. Ok, eu sou assim. Desculpe-me a decepção. O pescoço pesa sobre a cabeça.

Melhor falar sobre coisas práticas. Estou terminando de recontar os votos dos melhores da década do Scream & Yell. Foram 67 amigos votando, e o resultado ficou bem legal (ao menos a prévia). Aquela banda que todo mundo adora odiar hoje em dia deu um banho na concorrência, e acho que o Top 20 permitirá uma bela análise dos últimos 10 anos de nossas vidas. Talvez isso me baste por enquanto. Tem coisas extras para contar, mas vou guardar isso prum momento feliz. Acho que agora, sobretudo, eu queria me esconder. Vou tentar fazer isso. Ahhhhh, a tristeza…

Ps. Não consigo pensar em tristeza e não lembrar disso aqui

Dezembro 7, 2009   22 Comments

Algumas palavrinhas no Programa Novo

Dezembro 5, 2009   1 Comment

Um François Truffaut e três Woody Allen

“O Que Há, Tigreza?”

“O Que Há, Tigresa?” (”What’s Up, Tiger Lily?”), Woody Allen (1966)
Primeiro filme com a assinatura de Woody Allen na direção (”O Que Há, Gatinha?”, do ano anterior, foi dirigido por Clive Donner e Richard Talmadge com roteiro de Allen) , “O Que Há, Tigresa?” é o avô de “Hermes e Renato Apresenta: Tela Class”. Woody Allen comprou os direitos de um filme japonês de espionagem, mudou a ordem do roteiro, inseriu novas cenas, e dublou tudo (com piadas) em inglês. A história gira em torno de um grande segredo milenar: a receita da melhor salada de ovo do mundo. Apesar de algumas tiradas indecentes e muito divertidas, “O Que Há, Tigresa?” funciona mais como análise de carreira. Imaginar que dez anos depois Woody Allen estaria escrevendo “Annie Hall” é das coisas que nos faz ter esperança no mundo.

“Neblinas e Sombras”

“Neblinas e Sombras” (”Shadows and Fog”), Woody Allen (1992)
Eis uma ótima comparação cinematográfica para aquele clichê da pessoa linda e burra. “Neblinas e Sombras” é um pastiche filmado em branco e preto que valoriza a fotografia belíssima de Carlo di Palma (fotografo de “Blow-Up”, de Antonioni, e  todos os Woody Allen entre “Hannah e Suas Irmãs” e “Desconstruindo Harry”) em detrimento do roteiro. Woody Allen encavala dezenas de citações literárias sem nenhum foco e desperdiça um elenco estelar que tem Mia Farrow, Jodie Foster, John Malkovich, Madonna, John Cusack, Kathy Bates e muitos outros. Tudo em “Neblinas e Sombras” parece ser secundário, mero pretexto para a construção de cenas que não servem ao cérebro, mas sim ao olhar. Belo por fora, “Neblinas e Sombras” é oco por dentro. Porém, tem uma piada matadora… hehe

“Um Misterioso Assassinato em Manhattan”

“Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (”Manhattan Murder Mystery”), Woody Allen (1993)
Woody Allen vai ao encontro de Alfred Hitchcock neste filme que mistura suspense com comédia partindo de um começo realista (um casal que suspeita que o vizinho tenha matado sua esposa) até virar um pastiche de citações (com direito a sósias, sala de espelhos e humor negro). A história flui bem na primeira metade, quando as peças do tabuleiro são colocadas na mesa. O miolo é exemplar, abrindo lacunas sem deixar pistas para o espectador, porém o exagero do trecho final ameaça por o filme a perder, mas Allen consegue fechar a história a contento. Porém, fica a idéia de que o filme podia render mais. A química de Allen e Diane Keaton volta a render excelentes momentos. Além, Anjelica Huston faz uma participação deliciosa vivendo uma escritora “femme fatale”.  É – disparado – o melhor destes três, mas é segundo escalão na filmografia do diretor.

“Duas Inglesas e o Amor”

“As Duas Inglesas e o Amor” (”Les Deux Anglaises et le Continent”), François Truffaut (1971)
Um filme que exprime a essência de Truffaut: da mística do francês que precisa amar todas as mulheres (em uma passagem impagável, a mãe do jovem Claude fica enfurecida ao pensar que ele pode estar apaixonado apenas por uma das duas inglesas do título, quando ele deveria estar apaixonado pelas duas), nos desencontros românticos (são tantos em “Duas Inglesas e o Amor” que corações fracos podem não resistir), na paixão pela literatura (o filme é uma adaptação do livro “Les Deux Anglaises Et le Continent”., de Henri-Pierre Roche, também autor do romance “Julie at Jim”) e pela confusão que as mulheres podem fazer na vida de um homem. Em “Julie at Jim”, é uma mulher dividida entre dois homens. Aqui temos um homem dividido entre duas belas mulheres… inglesas. E irmãs. Sem enrolar: eu esqueceria a ruiva e me dedicaria à morena, mas Claude não vê as coisas de forma tão simples. Um Truffaut clássico em todos os seus ângulos.

Leia também:
- Dois Woody Allen e três Jason Bourne (aqui)
- As aventuras de Antoine Doinel, de Truffaut (aqui)
- François Truffaut, Kevin Smith e Michael Lehmann (aqui)
- “O Último Metrô”, “Zelig” e “Descontruindo Harry” (aqui)

Dezembro 2, 2009   3 Comments