Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Novembro 2009

A solidão do centro de São Paulo no domingo

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Rua da Quitanda / Foto: Marcelo Costa

O domingo está nublado. Quem caminhar pela selva de pedra que é o centro velho de São Paulo vai entender porque chamam essa cidade de terra da garoa. As gotas insistem em cair preguisosamente. Uma aqui, outra acolá beijam o asfalto cinzento. O centro financeiro da cidade de 11 milhões de habitantes está vazio.

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Detalhe: Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari

Uma turma de italianos fotografa o Edíficio Martinelli (esse). Em frente ao largo São Bento, no Café Girondino (esse), uma mesa é ocupada por duas britânicas acompanhadas de uma brasileira. A mesa seguinte está vazia. E na outra, um brasileiro conversa com um canadense e um norte-americano. O inglês britânico e o norte-americano dançam na atmosfera.

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 Detalhe: Rua São Bento / Foto: Marcelo Costa

Não se ouve a língua portuguesa até um garçom pedir uma cerveja enquanto o outro entretém os turistas em um inglês impecável. As inglesas riem. Os norte-americanos estendem o papo assim que o garçom conta que conhece Chicago. Os ocupantes das duas mesas, antes de deixarem o café, pedem uma foto ao lado do garçom de recordação.

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Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari

A garoa às vezes vira chuva, às vezes vira brisa. Os prédios imponentes pedem atenção com suas portas enormes de metal. Um trio de chilenos fotografa uma fachada. Outra fachada destaca dois homens segurando o prédio inteiro nos ombros (aqui). Detalhes insuspeitos da cidade brotam na solidão do centro de São Paulo em um domingo cinza e bonito.

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Centro Cultural Banco do Brasil / Foto: Marcelo Costa

Novembro 25, 2009   10 Comments

O rock brasileiro precisa morrer

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Leia aqui

Novembro 25, 2009   No Comments

XI Festa do Livro da USP

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Passo o ano inteiro esperando por esses três dias…

Novembro 24, 2009   4 Comments

De volta ao mundo de Rob Fleming

Capa estilizada da trilha sonora do filme “Alta Fidelidade”

Estou relendo “Alta Fidelidade”. Não sei a razão. Na verdade, estou relendo este Nick Hornby no mesmo momento em que me encaminho para o final do soberbo “A Love Supreme, a Criação do Álbum Clássico de John Coltrane”, de Ashley Kahn. E olha, é bem raro eu ler dois livros ao mesmo tempo. Acho que isso deve ter acontecido poucas vezes na minha existência. Geralmente pego o livro e ou vou com ele até o final sem olhar pra tras, ou abandono em alguma esquina do quartinho da bagunça.

Alguns dias atrás, não lembro o motivo, me animei e separei três livros para ler neste fim de ano: “Alta Fidelidade”, “Pergunte ao Pó” (li meu primeiro John Fante neste semestre) e “O Álbum Negro”, do Hanif Kureishi, que é um escritor que adoro. A idéia era terminar o “A Love Supreme” e embalar em um dos três, mas o “Alta Fidelidade” pulou no meu colo e quando vi já estava na página 82 evitando a lista das coisas desagradáveis (não vou cair nessa de novo, Rob) e pensando como o ser masculino é tão particular.

Talvez o livro tenha voltado devido a promoção do Submarino, que tinha colocado vários livros do Horby a R$ 10 (agora só o “Alta Fidelidade” permanece nesse preço aqui). Ou então me animei com os bons comentários que “Juliet, Naked”, novo livro do escritor, tem recebido por ai. Ou talvez, ainda, eu esteja voltando ao mundo da literatura, território em que vivi dos 9 aos 29, e que desde então só vou passar férias rápidas. Sei lá. Além dos livros citados a fila ainda tem “Ensaios de Amor” (pra reler) e “Arquitetura da Felicidade”, os dois do Alain de Botton.

Aguardo ainda ansiosamente um exemplar da coleção completa de Oscar Wilde (amo os contos “infantis” no miolo do livro), que comprei na Estante Virtual, e já decidi que meu presente de natal será a coleção completa de Shakespeare, mas não essas novas em três ou quatro volumes, e sim uma em 22 livros, igual a que me acompanhou durante toda a adolescência em Taubaté. Já até liguei na Biblioteca Municipal da cidade para pegar o ano, a edição e a editora dos volumes que li, e que só faço questão de ser a mesma pelos extensos apêndices que dão um panorama interessante da escrita de Shakespeare.

Risos. Coisa estranha. Não tem nexo nenhum esse post. A idéia inicial era falar do “Alta Fidelidade”, dizer que recebi ele de natal em 1998 - num pacotinho cheio de badulaques vindo do Rio - com a seguinte dedicatória: “Para o meu Má, que entende quais são as coisas que valem a pena”. E citar algum trecho divertido que faça quem lê este blog ter uma coceirinha de vontade de ler o livro. Mas será que tem gente que ainda não o leu? Ian McCulloch, aqui, confessou para mim que tinha ganhado o livro do irmão, que não tinha lido, mas que talvez fosse ler (”sei que fala de música e shows”, ele disse).

Sei lá. É só um post sem pé nem cabeça. Melhor parar de enrolar (agora deu vontade de ver o filme, mas quase meia-noite não rola…) e…

“Eu sou o quê? Médio. Um peso-médio. Não o cara mais esperto do mundo, mas seguramente não o mais tapado: li livros como A Insustentável Leveza do Ser e O Amor Nos Tempos de Cólera, e os compreendi, eu acho (eram sobre garotas, certo?), mas não gostei muito deles (…). Eu leio o Guardian e o Observer, assim como leio o NME e as revistas de música; não tenho nada contra ir a Camden ver filmes europeus, embora eu prefira filmes americanos.

Minha aparência é legal; na verdade, se você colocasse, digamos, Mel Gibson numa ponta do espectro de aparência e, digamos, Berky Edmonds lá da escola, cuja feiúra grotesca era lendária, na outra, então acho que eu conseguiria, por pouco, ficar no lado de Mel. Uma namorada uma vez me disse que eu parecia um pouco com Peter Gabriel, e ele não é de todo mau, é? Sou de altura média, nem magro, nem gordo, sem pêlos faciais repugnantes, mantenho-me limpo, uso jeans e camiseta e uma jaqueta de couro mais ou menos o tempo todo a não ser no verão, quando deixo a jaqueta em casa. Voto no Trabalhismo. Tenho uma pilha de vídeos de comédia clássicos. Consigo entender aonde as feministas querem chegar, na maior parte do tempo, mas não as radicais.

Minha genialidade, se puder chamá-la assim, é combinar toda essa carga de medianidade numa estrutura compacta única. Eu diria que há milhões como eu, mas não há, na realidade: muitos caras têm gosto musical impecável mas não lêem, muitos caras lêem mas são gordos demais, muitos caras são simpáticos ao feminismo mas têm barbas idiotas, muitos caras têm um senso de humor como o Woody Allen mas se parecem com Woody Allen. Muitos caras bebem demais, muitos caras se comportam de modo idiota ao dirigirem um carro, muitos caras se metem em brigas, ou ostentam seu dinheiro, ou tomam drogas. Eu não faço nenhuma destas coisas, sério; se me dou bem com as mulheres não é por causa das virtudes que tenho, mas por causa das sombras que não tenho.”

“Alta Fidelidade”, de Nick Hornby (páginas 30 e 31).

Leia também:
- Cinco razões para uma mulher ler este livro, por Marta Orsini (aqui)

Novembro 23, 2009   22 Comments

Dois Woody Allen e três Jason Bourne

Na verdade, foram três os Woody Allen (todos na Mostra do CCBB), mas quero falar com calma sobre “Whatever Works”. E aproveitei uma promoção na Compact Blue e peguei um box com os três Bourne por 30 pilas. Não tinha visto nenhum dele ainda, então…

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“A Identidade Bourne”, de Doug Liman (2002)
É o longa que deu origem à trilogia com tudo aquilo de impossível que pode acontecer em filme de ação hollywoodiano. Como Marcelo Forlani listou no Omelete (resenha completa aqui), “numa noite tempestuosa em alto-mar um tripulante de um barco pesqueiro consegue ver um corpo boiando. Após o resgate descobre-se que mesmo com dois tiros nas costas e o “banho forçado”, o cara está vivo. (…) comandante da embarcação é um italiano de uns 50 e tantos anos que fala inglês e tem a mão tão firme que consegue operar o nosso amigo mesmo com o barco balançando mais que a câmera de A Bruxa de Blair”. Ou seja, se você desligar o botão da realidade, “A Identidade Bourne” pode se transformar em um filme divertido. Segundo, Jason Bourne é imortal. “Me sinto tão pequena perto dele e seus 30 passaportes” (risos).

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“Supremacia Bourne”, de Paul Greengrass (2004)
A estréia fez um sucesso estrondoso, então nada mais Hollywood que investir em uma segunda história. Porém, desta vez, até que a trama toma mais corpo e aspectos psicológicos interessantes são inseridos na trama. Nada que vá fazer o filme ganhar mais do que uma nota 6 (a não ser que ele esteja sendo analisado como uma comédia, ai pode ir longe), mas há sobrevida. Curto e grosso: Jason Bourne, que perdeu a memória no primeiro longa, mas não nenhuma das mil e uma habilidades de combatente, está curtindo a vida numa ilha com sua gatinha, até que é descoberto e entramos novamente no ritmo acelerado de perseguições, lutas e tiroteios. Aqui o resultado convence mais, e ainda dá uma deixa para o terceiro longa.

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“Ultimato Bourne”, de Paul Greengrass (2007)
O mais bacana dos três. E o mais piegas. Nosso herói está escondido tocando a vida quando lê uma reportagem sobre ele no Guardian. E lá vamos nós em dezenas de cenas de ação entender tudo que aconteceu na vida de nosso amigo. Ao menos, o roteiro tenta tapar todos os buracos – poderia ter explorado mais a questão “Julia Stiles”, mas ok. De cara dá para cravar que cineastas realmente acham jornalistas idiotas, e que Jason Bourne não lembrar de suas conquistas amorosas é uma grande sacanagem. Aliás, no quesito conquistas, Jason Bourne perde de goleada de James Bond. Ok, não há como comparar Sean Connery no auge com Matt Damon, mas até que o baixinho surpreende com uma atuação bastante convincente. Juntos, os três filmes não são excelentes, mas também não são ruins. Se você tiver de bom humor ele pode até lhe tirar umas risadas…

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“Bananas”, de Woody Allen (1971)
Terceiro filme de Woody Allen, “Bananas” é, segundo o próprio cineasta, um amontoado de piadas sustentadas por um fiapo de roteiro. Woody esmerou-se no conteúdo cômico deste longa, que deve ser filme de cabeceira para o pessoal do Monty Python e os roteiristas da TV Pirata. A história começa em San Marcos, um “hipotético” país da América do Sul que está prestes a cair nas mãos dos militares. Há, pelo menos, dez piadas afiadíssimas no longa, como quando o personagem de Woody, prestes a enfrentar a solidão de casa, sai para comprar uma revista pornográfica. A câmera filma capa por capa das revistas pornôs, e entre elas a National Review. Ou quando um médico explica que para salvar alguém de uma mordida de cobra é preciso sugar o veneno. Minutos depois, uma mulher do acampamento passa correndo dizendo que foi picada nos seios… mas a melhor é a dos cigarros Novo Testamento. \o/

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“Simplesmente Alice”, de Woody Allen (1990)
Após ter feito um de seus melhores filmes, o denso “Crimes e Pecados” (1989), Woody partiu para uma comédia de costumes leve com Mia Farrow interpretando uma ricaça que gasta fortunas em bichos de pelúcia para seus filhos enquanto vive um casamento sem amor com o marido (William Hurt). Ela acaba se apaixonando por um saxofonista no mesmo momento em que começa a se consultar com um médico especializado em poções mágicas. “Alice” parte de uma premissa interessante, que se justifica no final, mas não causa empatia. A trama se arrasta, e o filme acaba sofrendo do mal que tenta combater: a superficialidade. Woody crava ao menos duas boas piadas na trama (a dos taxistas de Nova York você só vai entender assistindo ao filme), mas “Alice” está condenada a ficar no terceiro ou quarto escalão de obras do cineasta nova-iorquino.

Ps. Atualizando a minha lista de Woody Allen vistos aqui

Novembro 23, 2009   4 Comments

Uma noite rock and roll em Juiz de Fora

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Apesar do inconfundível sotaque mineiro, Juiz de Fora é quase Rio de Janeiro. Isso fica perceptível quando se abre o caderno de esportes do Tribuna de Minas, o maior jornal da cidade, e a última página é dividida em quatro blocos: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Um dia antes, o caderno de cultura destacava a ida deste que vos escreve à cidade classificando-me como “uma das maiores autoridades em cultura pop na internet”. O título é exagerado, mas agradeço o deferimento.

Juiz de Fora tem 525 mil habitantes, seis faculdades (uma delas federal) e fica na Zona da Mata. Chegou a ser conhecida como a Manchester Mineira, não por bandas equivalentes a Smiths e New Order, mas por seu pioneirismo na industrialização. Para chegar à cidade, vindo de São Paulo, se pega a Via Dutra em direção ao Rio, e segue-se beliscando Volta Redonda. Ou encara-se um vôo no avião de médio-porte ATR-42 saído de Congonhas de pouco mais de hora via Pantanal.

Os vôos costumam atrasar. Na quinta foram duas horas de espera devido a uma vistoria na nave feita pela ANAC, o que permitiu descobrir que o chopp Brahma em Congonhas é mais barato que o chopp Heineken em Guarulhos: R$ 7,50 x R$ 10,50. De qualquer forma, dois assaltos. Apesar do atraso, o vôo foi tranqüilo (e altitude da aeronave, voando a 18 mil pés, permitiu uma bela visão de São Paulo iluminada à noite) e o pouso em Juiz de Fora um dos mais sossegados dos últimos tempos.

Fui recebido pelo João Paulo Mauler, do projeto Quinta do Bloco (www.quintadobloco.com), no aeroporto, e seguimos para o hotel e sem eguida para o Café Musik, local que abriga o retorno do projeto após três anos de hibernação. Kátia Abreu, da Alavanca, já havia elogiado o Musik em um bate papo, mas não tenho palavras para descrever um local cuja parede lateral de entrada é tomada inteiramente pela foto clássica e nostálgica do filme “Manhattan”, de Woody Allen, em que o casal de personagens observa a Ponte do Brooklin. Estou em casa.

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 A programação para a noite era um bate papo meu com os presentes depois shows da banda local Hermitage e do carioca Lê Almeida (www.myspace.com/lealmeida). Alguns minutos pós a meia-noite dispensei o microfone, coloquei uma cadeira no meio do salão e gastei uns 20 ou 30 minutos falando bobagens sobre a minha formação profissional e minha visão do cenário musical nacional. Fiquei feliz e surpreso com o bom número de ouvintes e com algumas perguntas interessantes que surgiram após meu monólogo.

A Raizza questionou minha crítica à Pitty, e precisei aprofundar o assunto “jornalismo combativo”. Del Guiducci, do Martiataka (www.martiataka.com), tocou no assunto mainstream brasileiro, e assim que afirmei que vivemos a pior fase do rock nacional no mainstream e não há nada de bom acontecendo no momento, três emos de uma jovem banda local levantaram e partiram. Um pouco antes eu já havia dado o recado: “Aprenda a ler jornalistas e não revistas”. Eles devem ter pegado o recado e visto que dessa cartola aqui não sai coelho.

No geral, o bate papo foi extremamente proveitoso, ao menos para mim. Fiquei satisfeito, mas o melhor ainda estava por vir com curtos bate papos com a Raizza (que leu Simone de Beauvoir por causa da Pitty); com o Anderson, da banda Usversos (www.myspace.com/usversus), que faz um som na linha Dead Fish (e tenta fugir do emo); com o Greg, que curte o Scream e já tocou o Ameba, da Plebe Rude; com o Roney, que toca em duas bandas locais, sendo que uma delas fará uma temporada na Alemanha nos próximos meses.

Nas pick-ups da festa rock and roll, Luiz Valente, do selo Vinyl Land (www.vinyllandrecords.com), que lança singles em vinil e discoteca com compactos 7 polegadas de uma coleção que faria Rob Fleming corar de inveja. A frase que mais ouvi – e mais me deixou comovido – na noite foi: “Acompanho o Scream & Yell há seis (sete, oito, nove) anos, e ele (e o 1999, do Alexandre Matias e do Abonico Smith, e o Esquizofrenia, do Gilberto Custódio) moldou muito do que ouço hoje em dia”.

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O Hermitage, que fazia seu último show com esse nome, me arrancou sorrisos. A Paula Bento, do Quinta no Bloco, comentou que o som da guitarra estava alto, e o bom rock and roll é isso: guitarra alta e distorcida. Bebendo cerveja num canto da pista e olhando a alegria do público dançando só pude imaginar que quando Pavement, Teenage e Guided by Voices, começaram, eles tocavam assim para uma platéia não muito diferente dessa. Festa. Rock caipira poderoso com direito a cover de Neutral Milk Hotel.

Lê Almeida veio na seqüência.  Ele comanda o selo Transfusão Noise Records de seu quarto estúdio na Baixada Fluminense. Levando a sério o lema “faça você mesmo”, Lê já organizou um tributo brasileiro ao Guided By Voices (veja aqui) chamado “Don’t Stop Now” (que conta com Superguidis, Kid Vinl Experience, Snooze, Surfadelica e mais 27 bandas), toca em dezenas de bandas, lançou vários EPs caseiros e, segundo muitos presentes, é um gênio. Toca tudo deste projeto solo, que ao vivo conta com o reforço dos amigos.

Antes do show, o projeto Quinta no Bloco apresentou em primeira mão o clipe de “Nunca, Nunca”, faixa de “Revi”, novo trabalho de Lê Almeida lançado em parceria com os selos Midsummer Madness e Vinyl Land. O set list, na linha Guided By Voices, tinha 27 músicas, e a banda mostrou suas guitarradas em um show potente, mas que acabou prejudicado por um problema em uma das caixas de som. No balanço geral, dois bons shows que mostram que a cena lo-fi nacional continua rendendo excelentes frutos.

Fica o agradecimento a Rayssa, ao Del Guiducci, ao Greg, ao Anderson, ao Roney, ao Evandro (não esqueci do Mojobook não!), ao Lê Almeida (pela gentileza e por todos os CDs), ao Luiz (pelo bom papo sobre vinis), ao André Medeiros (que escreve junto com o Eduardo no ótimo Last Splash - lastsplash.wordpress.com) e o pessoal do ex-Hermitage, ao pessoal do Café Musik, e especialmente ao João e a Paula pelo convite. Para mim, a noite foi bem bacana. Espero que para vocês todos, também. Até a próxima, Juiz de Fora.

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Todas as fotos por Amanda Dias
http://www.flickr.com/photos/amandadias

Novembro 22, 2009   8 Comments

Programação do feriadão em São Paulo

SEXTA
- 17h
“Um Misterioso Assassinato em Manhattan”, Woody Allen no CCBB

- 23h
Discotecagem na Noite Alavanca, na Livraria da Esquina (aqui)

SÁBADO
- 16h
“Neblinas e Sombras”, Woody Allen no CCBB

- 21h
The Killers na Chacará do Jóquei

DOMINGO
- 14h
“Bananas”, Woody Allen no CCBB

- 22h
Sting na Chacará do Jóquei

Ps. Ainda devo tentar ver a exposição do Bresson em algum horário…

Novembro 19, 2009   2 Comments

Walkmen faz show em festival da MTV no Rio

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Pra mim, infelizmente, não vai dar, mas começa nessa quinta-feira o Festival Universitário MTV com programação intensa até o próximo sábado em que se destacam os shows  do Móveis Coloniais de Acaju (na quinta) e dos norte-americanos do Walkmen, que pela segunda vez (a primeiro foi no Festival Mada, em Natal) descem ao Brasil, e não pisam em São Paulo.

O festival será dividido em três espaços. No Palco Principal subirão Móveis Coloniais de Acaju, Gerson King Combo & Supergroove, Moptop e The Walkmen. O Boteco Universitário será o lugar para as bandas que fizeram história no circuito carioca durante os últimos anos passarem a década a limpo. Eletro, Filhos da Judith, The Feitos, Columbia, R Sigma,

As duas primeiras noites serão encerradas com a festa Ritmos Digitais, na qual os DJs Hugo Braga, Rafael Salim e Millos Kaiser prometem misturar sons pop com uma musicalidade voltada para o underground. E a cultuada festa Rockinho, filha roqueira do prestigiado Bailinho, será responsável pelo gran finale do festival, com direito a new wave, indie, punk e outras surpresas a cargo do ator Rodrigo Pena.

Além disso, a MTV selecionará as 20 melhores bandas inscritas no site do festival (www.mtv.com.br/festivaluniversitario) para uma votação online, por meio da qual o público escolherá as dez que irão tocar no Palco Principal durante os dois primeiros dias do evento. Na noite de encerramento, o grupo preferido da platéia tocará na abertura dos aguardados shows do Moptop e The Walkmen. Veja a programação.

PROGRAMAÇÃO – PALCO PRINCIPAL
19/11 (quinta-feira) a partir das 20h
Heliodorus, Love Movie, Los Bife, Os Imperfeitos, Majestike, Os Azuis, Móveis Coloniais de Acaju

20/11 (sexta-feira) a partir das 20h
Tereza, Abre Aspas, Case, Contraplonge, Um porém dois, Unidade Imaginária, Gerson King Combo e Supergroove

21/11 (sábado) a partir das 20h
Moptop, The Walkmen

PROGRAMAÇÃO – BOTECO UNIVERSITÁRIO
19/11 (quinta-feira) a partir das 20h
Paulo Pilha, The Feitos, RockTed, Eletro, RSigma

20/11 (sexta-feira) a partir das 20h
Posto 13, Filhos da Judith, Columbia, Cabaret, Macanjo

21/11 (sábado) a partir das 20h
Matheus Von Kruger, Ganeshas, 7 por Meia Dúzia, Crombie, Samba do Gnaisse

SERVIÇO:
Marina da Glória. Avenida Infante Dom Henrique, s/nº
R$ 40 (5ª e 6ª) e R$ 80 (Sab.)
Estudantes e idosos pagam meia. 18 anos.
Capacidade do lugar: 3.000 pessoas
Telefone para contato: 2220-2212

Novembro 19, 2009   2 Comments

No Tribuna de Minas desta quarta

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Universo independente

Depois de um hiato de três anos, o projeto “Quinta no bloco” volta a integrar o calendário cultural de Juiz de Fora com a promessa de movimentar mensalmente o cenário musical da cidade. A primeira edição de 2009 acontece amanhã, no Muzik, e traz como novidade a inclusão na programação, até então marcada por apresentações musicais, de um bate-papo sobre o universo independente. A tarefa de conduzir a primeira discussão ficará sob a responsabilidade do jornalista cultural Marcelo Costa, considerado uma das maiores autoridades em cultura pop na internet. Editor do site Scream & Yell (www.sreamyell.com.br), colunista do iG Música e colaborador de revistas como “Rolling Stone” e “Billboard”, o paulista aporta em Juiz de Fora para falar de cultura pop, tecnologia, mercado independente e o que mais estiver na cabeça do público presente.

O palco será ocupado pelo músico carioca Lê Almeida, que, acompanhado por uma banda de apoio, irá mostrar o seu trabalho autoral, influenciado por bandas como Pixes, Pavement, Teenage Fanclub e Flaming Lips. As músicas do set list integram as dezenas de EP’s gravados pelo artista, registros que o tornaram referência em produções caseiras, orientadas pela filosofia do “faça você mesmo”. O músico ainda irá aproveitar o espaço para lançar o clipe da faixa “Nunca nunca”, totalmente produzido em Juiz de Fora. A noite ainda será embalada pelo “noise pop” da banda local Hermitage e pela discotecagem de Luiz PF.

O “Quinta no bloco” é encabeçado pelos jornalistas João Paulo Mauler e Paula Bento. O organizador diz que o projeto é orientado pela proposta de dar oportunidade ao público local de assistir bandas que se destacam no cenário alternativo. “A escolha dos nomes é baseada em tendências. São bandas pouco conhecidas, que possuem muito potencial, nomes que tendem a aparecer”, explica. Nas 15 edições da iniciativa, realizadas entre 2005 e 2006, as noites foram protagonizadas por atrações como Cachorro Grande, Moptop e Autoramas. João Paulo destaca ainda que o evento tem como objetivo promover o intercâmbio entre os artistas e levar o trabalho dos músicos locais para fora da cidade.

QUINTA NO BLOCO

Amanhã, às 22h
Café Muzik (Rua Espírito Santo 1.081)

Novembro 18, 2009   1 Comment

Strokes, claro, em primeiro da década na NME

Agora não tem conversa: a NME soltou seu verdadeiro TOP 50 da década (lista completa aqui) encabeçado por Strokes, Libertines e Primal Scream. Vou dizer: gostei da lista (claro, discordando aqui e ali). E proponho uma brincadeira:

1) Diga lá, qual das três listas Top 20 abaixo você prefere;

2) Apenas com os discos citados nessas três listas é possível fazer um Top 20 de responsa. Experimenta.

NME - Top 20 Melhores da Década

01. The Strokes – ‘Is This It’ (texto de André Fiori aqui)
02. The Libertines – ‘Up The Bracket’ (por Ricardo Lobo aqui)
03. Primal Scream – ‘Xtrmntr’ (por Marcelo Costa aqui)
04. Arctic Monkeys – ‘Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not’ (por Juliana Zambelo aqui)
05. Yeah Yeah Yeahs – ‘Fever To Tell’ (por Marcelo Costa aqui)
06. PJ Harvey – ‘Stories From the City, Stories From the Sea’ (aqui)
07. Arcade Fire – ‘Funeral’  (por Marcelo Costa aqui)
08. Interpol – ‘Turn On The Bright Lights’ (por Marcelo Costa aqui)
09. The Streets – ‘Original Pirate Material’
10. Radiohead – ‘In Rainbows’ (por Alexandre Matias aqui)
11. At The Drive In – ‘Relationship Of Command’
12. LCD Soundsystem – ‘The Sound Of Silver’
13. The Shins – ‘Wincing The Night Away’
14. Radiohead – ‘Kid A’ (por Luis Henrique Pellanda aqui)
15. Queens Of The Stone Age – ‘Songs For The Deaf’ (por Mac aqui)
16. The Streets – ‘A Grand Don’t Come For Free’
17. Sufjan Stevens – ‘Illinoise’
18. The White Stripes – ‘Elephant’ (por Marcelo Costa aqui)
19. The White Stripes – ‘White Blood Cells’ (por Diego Fernandes aqui)
20. Blur – ‘Think Tank’ (por Marcelo Costa aqui)

Uncut - Top 20 Melhores da Década

01. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
02. Bob Dylan - ‘Love and Theft’
03. Wilco - A Ghost is Born (resenha Marcelo Costa aqui)
04. Brian Wilson - Smile (texto de Marcelo Costa aqui)
05. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
06. Robert Plant and Alison Krauss - Raising Sand (500 Toques aqui)
07. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
08. Bob Dylan - Modern Times (resenha por Marcelo Costa aqui)
09. Ryan Adams - Heartbreaker
10. Fleet Foxes - Fleet Foxes (500 Toques por Mac aqui)
11. The Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots (Resenha aqui)
12. Portishead - Third (resenha por Eduardo Palandi aqui)
13. Gillian Welch - Time (The Revelator)
14. Primal Scream - XTRMNTR (resenha por Marcelo Costa aqui)
15. Radiohead - In Rainbows (resenha por Alexandre Matias aqui)
16. LCD Soundsystem - Sound of Silver
17. The White Stripes - Elephant (resenha por Marcelo Costa aqui)
18. Kate Bush - Aerial
19. Bruce Springsteen - The Rising (resenha por Marcelo Costa aqui)
20. Amy Winehouse - Back to Black

Pitchfork - Top 20 Melhores da Década

01. Radiohead - Kid A (resenha por Luiz H. Pellanda aqui)
02. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
03. Daft Punk - Discovery
04. Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (faixa a faixa por Marcelo Costa aqui)
05. Jay-Z - The Blueprint
06. Modest Mouse - The Moon & Antarctica
07. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
08. Sigur Rós - Ágætis Byrjun
09. Panda Bear - Person Pitch
10. The Avalanches - Since I Left You
11. Ghostface Killah - Supreme Clientele
12. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
13. OutKast - Stankonia
14. Animal Collective - Merriweather Post Pavillion
15. The Knife - Silent Shout
16. Sufjan Stevens - Illinois
17. LCD Soundsystem - Sound of Silver
18. Kanye West - Late Registration
19. Spoon - Kill the Moonlight
20. Interpol - Turn on the Bright Lights (resenha por Marcelo Costa aqui)

Novembro 17, 2009   27 Comments

Promoção Festival Natura About Us 2009

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O Scream & Yell sorteia quatro pares de ingressos aqui

Novembro 17, 2009   1 Comment

Quinta-feira, bate papo em Juiz de Fora

Quinta do Bloco

Assista ao vídeo de apresentação do projeto no:

http://www.quintadobloco.com/

Novembro 16, 2009   1 Comment

Paz e Amores

Paz e Amores, Nevilton

Ela queria apenas ser gentil
com aquele rapaz tão boçal
que não aceitou tal humilde gentileza
e disse que queria viver na tristeza
da solidão que fustiga o coração
de quem tenta viver por si só
e que não sabe o quanto é bom
viver ao lado de alguém
que quer da vida o melhor:

Viver em paz, com quem quer que seja
ouvindo música e bebendo cerveja.
Essa é a vida que eu pedi para Deus,
só isso e nada mais!

E depois de ser maltratada por tal mala
apenas por querer ajudar,
ela chorou magoada, a coitada,
e jurou que agora ia tentar:

Viver em paz, com quem quer que seja
ouvindo música e bebendo cerveja.
Essa é a vida que eu pedi para Deus,
só isso e nada mais!

Viver em paz, com qualquer badulaque
ouvindo música e bebendo conhaque.
Essa é a vida que eu pedi para Deus,
só isso e nada mais!

http://www.nevilton.com.br/

Novembro 16, 2009   No Comments

Temos nosso próprio tempo… mesmo?

E o fim de semana se foi – como se tivesse existido realmente. Plantão de fim de semana é algo crudelíssimo. Você tenta aproveitar um pouquinho o tempo que lhe resta, e claro que acaba passando dos limites e fica o dia seguinte prometendo não beber mais. Mas ninguém merece deixar de curtir o fim de semana. Se até o criador descansou no domingo.

Mesmo assim acho até que aproveitei este fim de semana de plantão mais do que os anteriores. Na sexta, após uma semana amarga de futuro incógnito no trabalho subi na compania de dois amigos a Augusta vindo da Faria Lima até a Paulista alternando latinhas de cerveja. Ainda paramos em um boteco argentino para uma Quilmes com empanada.

No sábado, mais correria. Passei na Velvet Cds, peguei uns discos e fui pra casa cochilar. A idéia era ver o show do Heitor e Banda Gentileza, mas quem diz que consegui sair da cama. Tiago Agostini marcou presença, e no bar horas depois foi bastante elogioso. Ainda quero vê-los ao vivo e ouvir com calma o CD que eles acabaram da lançar.

A noitada de sábado (aproveitando a entrada no plantão às 15h do domingo) foi na Funhouse na companhia de grandes amigos e um ótimo show na Festa Urbanaque, dos chapas Bruno, Cirilo e o Leonardo Dias mais a Mariangela Carvalho (aviso assim que ela colocar no ar o programa de rádio que gravamos) e as queridas Pamela Leme :)~ e Katia Abreu, da Alavanca.

No palco minúsculo da Funhouse, Stela Campos. Deve ter sido o terceiro ou quarto show que vi da Stela, e fico me perguntando por que não paro para ouvi-la com mais calma. Adoro os shows dela, principalmente o fraseado de guitarra que vira e mexe bate forte em meu peito roqueiro apaixonado por sons ásperos que sonham ser melodiosos.

Queria que a voz de Stela estivesse mais definida no show, mas tem coisas que a gente precisa relevar nas casas noturnas brasileiras. Já vi shows fodas na Funhouse, como a melhor apresentação que assisiti da Walverdes e um momento antológico: Replicantes com Wander Wildner no vocal e uns 30 caras (eu incluso) se matando no pogo na pista.

O som de Stela (assim como o de muita gente boa dessa nova safra), porém, precisa de um cuidado maior, mas nada que tenha impedido o público presente de curtir o show, instrumentalmente impecável. Peguei o “Mustang Bar” pra ouvir no plantão de domingo, e quero ter fôlego para ainda escrever dele. É daqueles discos que você não quer parar de ouvir.

A ressaca do domingo foi morna, talvez devido à quantidade de água que bebi alternando com a meia dúzia de Stella Artois. O sono foi bom, e a chuva que baixou em São Paulo no começo da manhã serviu para amaciar o mormaço do calor insano que tem nos acometido nos últimos dias. Almoço na feira (dois “pastel” e caldo de cana) e… redação. Tô com a alma cansada. Muito cansada…

Isso tudo é meio que um desabafo / explicação sobre o sumiço. A vida está dando nó nos meus sonhos, e estou enlouquecendo de tristeza e raiva por não estar conseguindo desatar esses nós. Ok. Muita hora nessa calma, como diria um amigo. Ou, como diria outro, temos todo o tempo do mundo. Nada de tempo perdido, ok. Estou exercitando meus pensamentos de fuga. Uma hora sai.

Novembro 15, 2009   10 Comments

Para ler online: Revista Pop

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Novembro 13, 2009   1 Comment

Festival Indie Rock no Rio de Janeiro

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Leia também:
- SFA, Gogol Bordello e a ressaca rock and roll em SP, por Mac (aqui)

Novembro 12, 2009   No Comments

Dúvida: Walkmen no Rio ou Killers em Sampa?

Cansado. Sério. Olhando o histórico deste blog percebi que vira e mexe reclamo do cansaço num intervalo de três, quatro meses. Algo meio cíclico, como se as nuvens carregadas fossem dar um giro na órbita da Terra e quatro meses depois voltasse a me acompanhar. Ao menos muita coisa legal tem acontecido. E as mudanças, bem, quem tem medo de mudanças que se tranque no quarto. Tamos ai, descendo a ladeira.

Semana que vem será agitadíssima. Na quinta (19/11) parto para Juiz de Fora em um encontro local sobre cenário independente. Quem me conhece, sabe: adoro falar e teorizar. E curto essa coisa de tentar sacolejar a cena local. O Scream & Yell nasceu com esse intuito 13 anos atrás. E na sexta-feira (20/11), feriado de Consciência Negra, assume as pick-ups na Festa Alavanca. Mais infos pra semana.

E no sábado, grande dúvida: Killers na assustadora Chácara do Jóquei, em São Paulo, ou Walkmen na charmosa Marina da Glória, no Rio de Janeiro? Se a distância não existisse, eu não teriadúvidas: Walkmen. Gosto dos dois primeiros discos, e os dois últimos são ainda melhores. Mas… o vôo está fora do meu orçamento e não sei se estou a fim de encarar 7 horas de ônibus. E o Killers pode surpreender e fazer um show ok (mas minha expectativa é a pior possível). Dúvida.

Dezembro já tem algumas coisas rabiscadas. Provável que seja Vitória na segunda semana e Porto Alegre na terceira até a véspera de natal. Dias corridos aqui. Uma centena de discos se amontoa para eu ouvir e luta com a loucura da indecisão sobre o que fazer da vida. Queria pensar menos. Queria dormir mais. Queria escrever mais. Eu continuo sonhando mesmo sem saber porque…

Novembro 11, 2009   11 Comments

Uma caricatura minha, por Vivian Mota

Novembro 11, 2009   2 Comments

QOTSA crava o número 1 na NME

E quem diria: o tablóide britânico New Musical Express saiu com um dos melhores Top 20 da década até o momento. Não é perfeito. Tem coisas ali que não dá para entender, mas o Top 3 é poderoso. Vou ter que arranjar um espaço para esse disco do Yo La Tengo no meu top ten….

Como bem observou o Arruda nos comentários, essa lista da NME é focada apenas no ano 2000. Ou seja, eles devem fazer até o fim de dezembro um Top 50 de cada um dos anos da década, o que vai ajudar muita gente a lembrar de coisas bacanas que foram lançadas nos últimos 3600 e poucos dias. Pra começar, o ano 2000 foi bem bom, hein.

1. Queens Of The Stone Age, ‘Rated R’
2. Primal Scream, ‘Exterminator’ (resenha Marcelo Costa aqui)
3. PJ Harvey, Stories From The City, Stories From The Sea (resenha aqui)
4. Badly Drawn Boy, ‘The Hour Of Bewilderbeast’
5. At The Drive-In, ‘Relationship Of Command’
6. Coldplay, ‘Parachutes’ (resenha Marcelo Costa aqui)
7. Eminem, ‘The Marshall Mathers LP’
8. Doves, ‘Lost Souls’
9. Super Furry Animals, ‘Mwng’
10. Kelis, ‘Kaleidoscope’
11. Radiohead, ‘Kid A’ (resenha Luis Henrique Pellanda aqui)
12. Grandaddy,’ The Sophtware Slump’
13. Lambchop,’ Nixon’
14. Yo La Tengo, ‘And Then Nothing Turned Itself Inside Out‘ (resenha de Marcelo Costa aqui)
15. Teenage Fanclub, ‘Howdy!’ (resenha de Nick Hornby aqui)
16. Godspeed You Black Emperor!, ‘Levez Vos Skinny Fists Comme Antennas To Heaven’
17. Elliott Smith, ‘Figure 8’
18. The For Carnation, ‘The For Carnation’
19. The Go-Betweens, ‘The Friend Of Rachel Worth’
20. Richard Ashcroft, ‘Alone With Everybody’

Veja o Top 50 da NME com comentários aqui

Já a revista que adorar colocar os velhinhos do rock em sua capa surpreendeu todo mundo colocando o White Stripes em primeiro lugar, na frente do Dylan, em sua lista de melhores discos dos anos 00! Muito bacana. Agora, dois Dylan entre os oito primeiros? Dois White Stripes entre os 20? Fleet Foxes em 10??? E logo o “A Ghost is Born” do Wilco? Sei não. Mesmo assim, prefiro muito mais essa lista do que a do Pitchfork.

Uncut - Top 20 Melhores da Década

01. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
02. Bob Dylan - ‘Love and Theft’
03. Wilco - A Ghost is Born (resenha Marcelo Costa aqui)
04. Brian Wilson - Smile (texto de Marcelo Costa aqui)
05. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
06. Robert Plant and Alison Krauss - Raising Sand (500 Toques aqui)
07. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
08. Bob Dylan - Modern Times (resenha por Marcelo Costa aqui)
09. Ryan Adams - Heartbreaker
10. Fleet Foxes - Fleet Foxes (500 Toques por Mac aqui)
11. The Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots (Resenha aqui)
12. Portishead - Third (resenha por Eduardo Palandi aqui)
13. Gillian Welch - Time (The Revelator)
14. Primal Scream - XTRMNTR (resenha por Marcelo Costa aqui)
15. Radiohead - In Rainbows (resenha por Alexandre Matias aqui)
16. LCD Soundsystem - Sound of Silver
17. The White Stripes - Elephant (resenha por Marcelo Costa aqui)
18. Kate Bush - Aerial
19. Bruce Springsteen - The Rising (resenha por Marcelo Costa aqui)
20. Amy Winehouse - Back to Black

Pitchfork - Top 20 Melhores da Década

01. Radiohead - Kid A (resenha por Luiz H. Pellanda aqui)
02. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
03. Daft Punk - Discovery
04. Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (faixa a faixa por Marcelo Costa aqui)
05. Jay-Z - The Blueprint
06. Modest Mouse - The Moon & Antarctica
07. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
08. Sigur Rós - Ágætis Byrjun
09. Panda Bear - Person Pitch
10. The Avalanches - Since I Left You
11. Ghostface Killah - Supreme Clientele
12. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
13. OutKast - Stankonia
14. Animal Collective - Merriweather Post Pavillion
15. The Knife - Silent Shout
16. Sufjan Stevens - Illinois
17. LCD Soundsystem - Sound of Silver
18. Kanye West - Late Registration
19. Spoon - Kill the Moonlight
20. Interpol - Turn on the Bright Lights (resenha por Marcelo Costa aqui)

Novembro 10, 2009   6 Comments

Them Crooked Vultures na Rolling Stone

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Chega às bancas nesta terça-feira a edição 38 da Rolling Stone Brasil com Alline Moraes na capa. Pessoalmente não curto essa idéia de transformar beldades em seres do outro mundo. Ela sem maquiagem é mais bonita que a foto acima, mas quero conferir o entrevistão do chapa Paulo Terron.

Numa primeira olhada, o que chamou a atenção na revista é o especial Them Crooked Vultures com entrevistas individuais com Dave Grohl, Josh Homme e John Paul Jones. O disco vazou ontem e… disco do ano. Á 1 da manhã, na quinta música, isso já estava claro. Além tem resenha minha sobre as duas novas coletâneas do Morrissey que chegam às lojas recheadas de pepitas musicais.

Novembro 10, 2009   6 Comments