Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Outubro 2009

As aventuras de Antoine Doinel

Antoine Doinel e Christine em “Beijos Roubados”

Antoine Doinel é o dito alter-ego de François Truffaut que povoa cinco obras do diretor francês: “Os Incompreendidos” (1959), “Antoine et Colette” (1962), “Beijos Roubados” (1968), “Domicilio Conjugal” (1970) e “Amor em Fuga” (1979). O primeiro é uma teia lírica de memórias da infância e adolescência do personagem. O segundo é um curta que faz parte do filme “Amor aos 20 Anos”. E os três seguintes você lê abaixo:

A bela esposa do patrão que derrete o coração de Antoine em “Beijos Roubados”

“Beijos Roubados” (Baisers Volés)
Doinel (Jean-Pierre Léaud) acaba de ser dispensado do quartel por indisciplina, e decide aproveitar a vida nos primeiros minutos em que deixa o exército: vai direto para um puteiro. Dali ele parte para os braços de sua amada Christine (Claude Jade), enquanto pula de emprego em emprego tentando se acertar na vida. Tropeça na ex-paixão Colette, agora mãe, e apaixona-se pela esposa do dono da loja que o contratou para descobrir o que seus funcionários falam dele. “Beijos Roubados” é uma obra delicada encharcada do lirismo único que preenche a passagem da adolescência para a vida adulta.

A japonesa que confunde as idéias de Antoine em “Domicilio Conjugal”

“Domicilio Conjugal” (Domicile Conjugal)
Dois anos se passaram, e Doinel se casou com Christine. O casal vive em uma vilinha bastante particular, daquelas que todos sabem um da vida do outro. Ele “pinta” flores para a floricultura da esquina enquanto ela leciona violino. Tudo corre bem, com a vida monótona da burguesia se desdobrando em passagens hilárias em quatro paredes que se estendem pelo cotidiano da vizinhança, mas Doinel parece ainda não ter encontrado seu verdadeiro amor, e embora Christine tenho dado á luz o primeiro filho do casal, nosso herói se apaixona por uma japonesa, tropeça no adultério e põe toda sua vida futura a perder – de forma romântica, claro.

A esperta Sabine que conquista Antoine em “Amor em Fuga”

“Amor em Fuga” (L’amour en Fuite)
Truffaut já havia encerrado a história de Doinel com o filme anterior, mas frente ao fracasso de seu filme de 1978, “O Quarto Verde”, ressuscitou o alter-ego para este belíssimo fechamento, com dezenas de cenas em flashback que pescam momentos dos quatro filmes anteriores para atualizar o espectador e contextualizar a história. Aqui ele está separado de Christine, prestes a assinar o divórcio. Ele está novamente apaixonado (embora não desista das prostitutas), agora por Sabine (Dorothée), mas Colette (Marie-France Pisier) novamente cruza o seu caminho, e bagunça tudo. Doinel parece condenado a viver os primeiros dias de romance, e abandonar o futuro, mas Truffaut ainda lhe dá uma última chance de felicidade neste belíssimo fechamento.

Ps. Provocação: Alphonse, filho de Doinel com Chrstine, pergunta ao pai:
- “Por que preciso estudar tanto o violino? “
- Para virar um bom músico. Pois senão você acaba virando crítico musical…

Ps2 – Destes três, acho que prefiro a conclusão com “Amor em Fuga”, embora todos eles estejam no mesmo nível.

Ps3 - Sobre outros Truffaut aqui no blog: “Uma Jovem Tão Bela Como Eu” (aqui), “O Último Metrô”(aqui), “O Quarto Verde” (aqui) e “As Duas Inglesas e o Amor” (aqui)

Ps4 - Mais três filmes de Truffaut em um post só: “A Noiva Estava de Preto”, “A História de Adèle H.” e “O Homem Que Amava as Mulheres” (aqui)

Outubro 13, 2009   5 Comments

Algumas pessoas com algo a dizer

“Música é profissão?”, por Pena Schmidt
“Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como - preste atenção!” Leia mais aqui

“Download legal está com dias contados”, diz John, do Pato Fu
“A venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio.” Leia mais aqui

“O rock brasileiro precisa morrer”, por Vladimir Cunha
“É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…” Leia mais aqui

Outubro 13, 2009   1 Comment

Mostra Virada Russa gratuita no CCBB de SP

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Não é todo dia que três Kandinski, um Chagall e alguns Lariónov e outros Maliévitch baixam no país em uma exposição gratuita, então “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo”, em cartaz até 12 de novembro no CCBB de São Paulo, ganha status de obrigatória. A mostra traz 125 peças que marcaram o movimento artístico e cultural ocorrido durante a primeira fase da Revolução Russa, entre 1890 e 1930.

Como esqueci minha caneta, comecei a anotar meus quadros prediletos no corpo de mensagem do celular, porém, ao contrário de Brasília, em que era permitido fotografar dentro da sala de exposição, em São Paulo era vetado o uso de qualquer objeto eletrônico dentro das salas. E não dá para discutir com pessoas que não sabem entender o objetivo das restrições. Por esse motivo, não anotei o nome de meus quadros prediletos, mas me lembro de alguns.

O chamariz da sala do terceiro andar, assim que a pessoa entra, é “Promenade”, um belíssimo Chagall de 1917 que mostra sua amada Bella sobrevoando a cidade de Vitebsk enquanto segura a mão do pintor. Não consegue derrubar a paixão pelo meu Chagall predileto, “La Casa Gris” (exposto no Thyssen-Bornemisza, em Madri), mas é lindo e repleto de lirismo. Na mesma sala, dois Mikhail Larionov me impressionaram, e gostei mais de “Árvore” do que de “O Barbeiro”.

Os três Kandisnki estão no segundo andar, e também brilham assim que você entra na sala. “Igreja Vermelha”, “O Pente Azul Escuro” e “São Jorge II” são de chorar (veja alguns deles aqui). A mesma sala ainda abriga outros dois quadros que adorei: “Fórmula da Primavera” e “Duas Meninas”, ambas de Pavel Filonov. A mostra ainda destaca obras de Maliévitch, consideradas as mais importantes da exposição, Matiúchin e Ródtchenko. O cartaz que fecha o post é o da peça futurista “Vitória Sobre o Sol”, de Maiakovisky, que ainda tem exibidos os figurinos desenhados por Maliévitch (fotografei um aqui).

Há, ainda, uma terceira sala para ser visitada, no antigo cofre do banco, no subterrâneo, com vários cartazes do período socialista da antiga república soviética. “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo” fica em cartaz até 15 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro, de São Paulo de terça a domingo (incluindo feriados) das 10h às 20h. Informações via telefone (11) 3113-3651. Vale, e vale muito, a sua visita.

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Outubro 13, 2009   1 Comment

E já que é dia das crianças…

Inspirado pelo Tuite sua Infância, peguei duas fotos antigas para colocar aqui. Na primeira, estou com 11 meses brincando com uma bola quase do mesmo tamanho que eu. Na segunda, com dois anos e três meses, e loirinho. Então, o tempo passa. E a gente cresce. :)

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Outubro 12, 2009   No Comments

As 100 Maiores Músicas Brasileiras

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A nova edição da Rolling Stone está nas bancas comemorando o terceiro ano de aniversário da revista. A capa destaca uma eleição especial que aponta as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos, resultado de um juri formado por colaboradores e convidados da revista. A lista que enviei para os editores com as minhas 20 escolhidas segue abaixo, e você pode ver as dez primeiras da revista aqui. Além tem resenha minha do disco novo do Brendan Benson, “o maior número de canções assoviáveis por metro quadrado da música pop em 2009″.

Juízo Final, (Nelson Cavaquinho)
Chega de Saudade (João Gilberto)
Construção (Chico Buarque)
Carinhoso (Pixinguinha/Orlando Silva)
O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
O Mundo é Um Moinho (Cartola)
Canto de Ossanha, (Baden Powell/Vinicius de Moares)
Tropicália (Caetano Veloso)
Domingo no Parque (Gilberto Gil)
Mal Secreto (Jards Macalé)

Panis Et Circenses (Mutantes)
Pérola Negra (Luiz Melodia)
Tô (Tom Zé)
Felicidade (Lupicínio Rodrigues)
Saudosa Maloca (Demônios da Garoa)
14 Anos (Paulinho da Viola)
Charles Anjo 45 (Jorge Ben)
Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
Detalhes (Roberto Carlos)
Inútil (Ultraje a Rigor)

Outubro 10, 2009   7 Comments

White Stripes bate Bob Dylan na Uncut

A revista que adorar colocar os velhinhos do rock em sua capa surpreende todo mundo colocando o White Stripes em primeiro lugar, na frente do Dylan, em sua lista de melhores discos dos anos 00! Muito bacana. Agora, dois Dylan entre os oito primeiros? Dois White Stripes entre os 20? Fleet Foxes em 10??? E logo o “A Ghost is Born” do Wilco? Sei não. Mesmo assim, prefiro muito mais essa lista do que a do Pitchfork.

Uncut - Top 20 Melhores da Década

01. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
02. Bob Dylan - ‘Love and Theft’
03. Wilco - A Ghost is Born (resenha Marcelo Costa aqui)
04. Brian Wilson - Smile (texto de Marcelo Costa aqui)
05. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
06. Robert Plant and Alison Krauss - Raising Sand (500 Toques aqui)
07. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
08. Bob Dylan - Modern Times (resenha por Marcelo Costa aqui)
09. Ryan Adams - Heartbreaker
10. Fleet Foxes - Fleet Foxes (500 Toques por Mac aqui)
11. The Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots (Resenha aqui)
12. Portishead - Third (resenha por Eduardo Palandi aqui)
13. Gillian Welch - Time (The Revelator)
14. Primal Scream - XTRMNTR (resenha por Marcelo Costa aqui)
15. Radiohead - In Rainbows (resenha por Alexandre Matias aqui)
16. LCD Soundsystem - Sound of Silver
17. The White Stripes - Elephant (resenha por Marcelo Costa aqui)
18. Kate Bush - Aerial
19. Bruce Springsteen - The Rising (resenha por Marcelo Costa aqui)
20. Amy Winehouse - Back to Black

Pitchfork - Top 20 Melhores da Década

01. Radiohead - Kid A (resenha por Luiz H. Pellanda aqui)
02. Arcade Fire - Funeral (resenha por Marcelo Costa aqui)
03. Daft Punk - Discovery
04. Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (faixa a faixa por Marcelo Costa aqui)
05. Jay-Z - The Blueprint
06. Modest Mouse - The Moon & Antarctica
07. The Strokes - Is This It (texto de André Fiori aqui)
08. Sigur Rós - Ágætis Byrjun
09. Panda Bear - Person Pitch
10. The Avalanches - Since I Left You
11. Ghostface Killah - Supreme Clientele
12. The White Stripes - White Blood Cells (resenha Diego Fernandes aqui)
13. OutKast - Stankonia
14. Animal Collective - Merriweather Post Pavillion
15. The Knife - Silent Shout
16. Sufjan Stevens - Illinois
17. LCD Soundsystem - Sound of Silver
18. Kanye West - Late Registration
19. Spoon - Kill the Moonlight
20. Interpol - Turn on the Bright Lights (resenha por Marcelo Costa aqui)

Outubro 9, 2009   19 Comments

Pixies ao vivo em Londres tocando “Doolittle”

Pixies

Foto: Mauricio Teixeira

Quatros noites sold out na arena O2, em Londres, local para 20 mil pessoas. Esse é o resultado da passagem da turnê de 20 anos do álbum “Doolittle”, do Pixies, pela capital do mundo pop. O amigo Mauricio Teixeira, colunista do iG (Blog de Bola) e manda chuva do OléOlé Brasil, mesmo sem ingresso na mão foi até a porta do mega ginásio. Abaixo, a história:

“Não tinha ingresso. Fiquei na porta e quaaase desisti porque os cambistas queriam 80 pounds. Aos 44 do segundo tempo, na última música do show da banda de abertura, achei um fã com ingresso sobrando, e entrei por 20 pounds.

Eu estava no puleiro, mas a galera na pista tava beeeem doida. De 30 em 30 segundos, um era carregado e gentilmente pego pelo segurança. O telão era bem legal. Nos hits, mostrava quatro quadros diferentes, cada um em close com alguém da banda, cantando a música e fazendo air guitar e air drums.

No total foram 24 músicas. Eles não entram direto com o Doolittle, e sim com quatro b-sides: “Dancing The Manta Ray”, “Weird At My School”, “Bailey’s Walk” e “Manta Ray Play”. E só então, na quinta música, vem “Debaser”, e o show a partir daí segue música a música a seqüência do disco até “Gouge Away”, que fecha.

Antes do primeiro bis teve um aplauso/ovação de quatro minutos. Inacreditável. Eles voltaram com a versão surf de “Wave Of Mutilation” e tocaram “Into The White”. Sairam de novo e voltaram para fechar o show com “Bone Machine”, “U-Mass” e “Gigantic”.  Eu não tenho câmera, mas gravei uns áudios, Tipo três áudios de 10 minutos cada. No Brasil te mostro… ”

Set List - Pixies em Londres, 06/10/2009

Dancing The Manta Ray
Weird At My School
Bailey’s Walk
Manta Ray
Debaser
Tame
Wave Of Mutilation
I Bleed
Here Comes Your Man
Dead
Monkey Gone To Heaven
Mr Greives
Crackity Jones
La La Love You
No. 13 Baby
There Goes My Gun
Hey
Silver
Gouge Away

Prmeiro Bis
Wave Of Mutilation (UK Surf)
Into The White

Segundo Bis
Bone Machine
U-Mass
Gigantic

Outubro 7, 2009   9 Comments

Opinião do Consumidor: Cerveja Backer

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Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.

Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.

A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.

Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser apreciado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.

As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas européias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.

Teste de Qualidade: Backer
- Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil

Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5

Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5

Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5

Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5

Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/

Leia também:
- Outras cervejas, bares e curiosiodades, por Marcelo Costa (aqui)
- A Estrada Real e os Profetas de Aleijadinho, por Marcelo Costa (aqui)

Outubro 6, 2009   5 Comments

Uma frase

“Decote é como o sol: não se pode olhar diretamente para ele”.

Jerry Seinfeld

Outubro 5, 2009   2 Comments

Documentário “Profissão Roadie”

Profissão: Roadie

http://www.youtube.com/watch?v=Xdjb1nJ3Bkk

Um pequeno trecho da entrevista que concedi ao Gabriel e ao Gilmar, que assinam o documentário “Profissão Roadie”. Vem coisa boa por ai.

Outubro 5, 2009   3 Comments

Clipe de “Pavão Macaco”, de Wado

wado_pavao.jpg

http://www.youtube.com/watch?v=fyMNekcjl6s

Clipe de uma das músicas do ano. Quinta tem show no Studio SP

Outubro 5, 2009   2 Comments

Um fim de semana em Taubaté

Praça Dom Epaminondas, Taubaté

Não lembro a última vez que eu tinha ido pra Taubaté, mas fazia um bom tempo. Uns cinco anos. Por ai. Desde que minha mãe passou a vir me ver em São Paulo, perdi o laço que tinha com Taubaté. Ok, tenho grandes amigos lá, pessoas de que sinto uma saudade imensa várias vezes, mas não consigo me organizar a ponto de reservar um fim de semana completo e correr atrás de todos. Estou ficando cada vez mais caseiro, e minha casa é o meu reino, o lugar em que mais me sinto bem em São Paulo.

Mesmo assim, a viagem deste fim de semana teve um q de nostalgia imenso. Talvez por Lili ter ido comigo, e eu ter sentido a minha personalidade despida, afinal, apesar de ter nascido em São Paulo e ido para Taubaté com cinco anos, foi lá que aprendi a ser quem eu sou. Eu cresci e me transformei nessa confusão de idéias sem sentido passando mais de vinte anos de minha vida em Taubaté. Não tem como não ter sido influenciado. Felizmente, a influência foi boa. Acho.

Aqui cabe um trecho de “Primeiro o Amor, Depois o Desencanto”, de Douglas Coupland: “Eu sempre me orgulhei de não ter sotaque algum, mas então percebi que o meu sotaque era o sotaque de lugar nenhum. É por isso que eu nunca senti realmente que eu era de algum lugar”. Mais ou menos isso. São Paulo sempre correu nas minhas veias, e eu sempre soube que voltaria para cá, mas mesmo hoje em dia, vivendo aqui faz 10 anos, não me sinto nascido aqui. E já começo fazer planos sonhadores de ir embora.

Então caminho longamente por algumas ruas de Taubaté. Passo por lugares que presenciaram primeiros beijos e começos de namoro. O passado esbarra em mim, e mancha de saudade a minha alma. Eu vivi tudo isso. Eu vivi essa cidade. Observo lugares em que trabalhei, outros em que estudei, e ainda outros em que bebi e comi. Encontro amigos. Não resisto e fujo à noite procurando o gosto de um sanduíche familiar. E fico feliz de descobrir que o gosto permanece o mesmo.

A cidade não para. Não me lembro quem me deu essa foto acima. Nem a data dela. Deve ser anos 40. Ou 50. Quando mudamos para Taubaté, nos anos 70, a praça Dom Epaminondas já era bem diferente, mas ainda não tinha o calçadão, que surgiu no final dos anos 80, se não me engano. É uma imagem poética, ao menos para mim. Agora tudo soou mais triste. As lojas em que comprei tantos vinis se fecharam. A praça está diferente. Me lembro punk, de calças detonadas, vivendo histórias engraçadas ali. Foi.

A sessão nostalgia terminou num fim de tarde no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Morei alguns anos na Rua Pedrinho, que termina na Rua Pica-Pau Amarelo, que cruza a Rua Emília e se transforma em Rua Visconde de Sabugosa, que segue até o sítio. Adorava ir ao local jogar futebol. Hoje fiquei olhando minha sobrinha brincar com personagens de Monteiro Lobato enquanto uma menininha de uns dois anos tentava pular corda –fofíssima sem tirar os pés de chão.

Na casa antiga, de tinta descascando e falta de reboco em alguns ambientes, em que se transformou meu coração, Taubaté tem um canto especial no quarto das minhas memórias mais queridas. Eu abro uma gaveta e dezenas de histórias se jogam em meu colo, tentando se ajeitar diante da fragilidade da organização das minhas lembranças. Não posso fazer muito por elas, além de carregá-las comigo pelo resto de meus dias. Acho que ambos ficamos felizes por isso. E a vida continua.

Outubro 4, 2009   9 Comments

“Terrorist!?”, do Jumbo Elektro, para download

jumboelektro.jpg

www.mondo77.fm/jumboelektro

Show de lançamento neste sábado, 03/09, no Sesc Pompéia

Outubro 3, 2009   No Comments

Vontade de sumir

…mas ela passa. Eu acho.

Outubro 3, 2009   3 Comments

Os melhores álbuns da década pelo Pitchfork

E em primeiro…

kida.jpg

Veja a lista completa aqui

Outubro 2, 2009   18 Comments

Que bigodinho ridiculo é esse, Kapranos? hehe

Franz Ferdinand / Foto: Marcelo Costa

Franz Ferdinand no The Week / Foto: Marcelo Costa

 Alex Kapranos / Foto de Liliane Callegari

Franz Ferdinand no The Week / Foto: Liliane Callegari

Ps 1. Mas o show foi… foda. Escrevi sobre aqui.
Ps 2. O que realmente importa: a banda retorna ao Brasil para uma grande turnê pela América do Sul em março de 2010. Eles tocam em Buenos Aires (12/03), Santiago (13/03), Assunção (16/03), Porto Alegre (18/03 no Pepsi on Stage), Rio de Janeiro (19/03 na Fundição Progresso), Brasília (21/03 em local a ser confirmado), São Paulo (23/03 no Via Funchal), Lima (25/03), Bogotá (27/03) e Punta Cana, na República Dominicana (03/04).

Outubro 1, 2009   10 Comments