Promoção ônibus-camarote Planeta Terra
A área de divulgação do Planeta Terra bolou uma campanha que parece ser bem interessante. O internauta poderá customizar um ônibus virtual, com diversos gadgets malucos (de um paparazzo particular até um balde repleto de pirocópteros, cerveja e hot-dogs), e convidar o máximo de pessoas para segui-lo.
O internauta com mais seguidores terá os seus gadgets dentro do ônibus do Planeta Terra, que servirá como camarote para o vencedor mais cinco convidados, além de vinte quatro “passageiros” que serão escolhidos pelo público por meio de uma votação no site da ação. E ai, quer entrar no ônibus do Scream & Yell? Aqui ó.
Confira a programação do festival que acontece 07 de novembro no Playcenter, em São Paulo:
Sonora Main Stage:
16h00 - 17h00 - Macaco Bong
17h30 - 18h30 - Móveis Coloniais de Acaju
19h00 - 20h00 - Maximo Park
20h30 - 21h45 - Primal Scream
22h15 - 23h45 - Sonic Youth
00h15 - 01h30 - Iggy Pop and The Stooges
02h00 - 03h00 - Etienne de Crecy (live act)
Coca-Cola Zero Stage
18h00 - 19h00 - Ex!
19h30 - 20h30 - Copacabana Club
21h00 - 22h00 - Patrick Wolf
22h30 - 23h40 - Metronomy
00h00 - 01h00 - The Ting Tings
Outubro 13, 2009 3 Comments
As aventuras de Antoine Doinel

Antoine Doinel é o dito alter-ego de François Truffaut que povoa cinco obras do diretor francês: “Os Incompreendidos” (1959), “Antoine et Colette” (1962), “Beijos Roubados” (1968), “Domicilio Conjugal” (1970) e “Amor em Fuga” (1979). O primeiro é uma teia lírica de memórias da infância e adolescência do personagem. O segundo é um curta que faz parte do filme “Amor aos 20 Anos”. E os três seguintes você lê abaixo:

“Beijos Roubados” (Baisers Volés)
Doinel (Jean-Pierre Léaud) acaba de ser dispensado do quartel por indisciplina, e decide aproveitar a vida nos primeiros minutos em que deixa o exército: vai direto para um puteiro. Dali ele parte para os braços de sua amada Christine (Claude Jade), enquanto pula de emprego em emprego tentando se acertar na vida. Tropeça na ex-paixão Colette, agora mãe, e apaixona-se pela esposa do dono da loja que o contratou para descobrir o que seus funcionários falam dele. “Beijos Roubados” é uma obra delicada encharcada do lirismo único que preenche a passagem da adolescência para a vida adulta.

“Domicilio Conjugal” (Domicile Conjugal)
Dois anos se passaram, e Doinel se casou com Christine. O casal vive em uma vilinha bastante particular, daquelas que todos sabem um da vida do outro. Ele “pinta” flores para a floricultura da esquina enquanto ela leciona violino. Tudo corre bem, com a vida monótona da burguesia se desdobrando em passagens hilárias em quatro paredes que se estendem pelo cotidiano da vizinhança, mas Doinel parece ainda não ter encontrado seu verdadeiro amor, e embora Christine tenho dado á luz o primeiro filho do casal, nosso herói se apaixona por uma japonesa, tropeça no adultério e põe toda sua vida futura a perder – de forma romântica, claro.

“Amor em Fuga” (L’amour en Fuite)
Truffaut já havia encerrado a história de Doinel com o filme anterior, mas frente ao fracasso de seu filme de 1978, “O Quarto Verde”, ressuscitou o alter-ego para este belíssimo fechamento, com dezenas de cenas em flashback que pescam momentos dos quatro filmes anteriores para atualizar o espectador e contextualizar a história. Aqui ele está separado de Christine, prestes a assinar o divórcio. Ele está novamente apaixonado (embora não desista das prostitutas), agora por Sabine (Dorothée), mas Colette (Marie-France Pisier) novamente cruza o seu caminho, e bagunça tudo. Doinel parece condenado a viver os primeiros dias de romance, e abandonar o futuro, mas Truffaut ainda lhe dá uma última chance de felicidade neste belíssimo fechamento.
Ps. Provocação: Alphonse, filho de Doinel com Chrstine, pergunta ao pai:
- “Por que preciso estudar tanto o violino? “
- Para virar um bom músico. Pois senão você acaba virando crítico musical…
Ps2 – Destes três, acho que prefiro a conclusão com “Amor em Fuga”, embora todos eles estejam no mesmo nível.
Ps3 - Sobre outros Truffaut aqui no blog: “Uma Jovem Tão Bela Como Eu” (aqui) e “O Último Metrô”(aqui)
Outubro 13, 2009 4 Comments
Algumas pessoas com algo a dizer
“Música é profissão?”, por Pena Schmidt
“Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como - preste atenção!” Leia mais aqui
“Download legal está com dias contados”, diz John, do Pato Fu
“A venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio.” Leia mais aqui
“O rock brasileiro precisa morrer”, por Vladimir Cunha
“É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…” Leia mais aqui
Outubro 13, 2009 1 Comment
Mostra Virada Russa gratuita no CCBB de SP
Não é todo dia que três Kandinski, um Chagall e alguns Lariónov e outros Maliévitch baixam no país em uma exposição gratuita, então “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo”, em cartaz até 12 de novembro no CCBB de São Paulo, ganha status de obrigatória. A mostra traz 125 peças que marcaram o movimento artístico e cultural ocorrido durante a primeira fase da Revolução Russa, entre 1890 e 1930.
Como esqueci minha caneta, comecei a anotar meus quadros prediletos no corpo de mensagem do celular, porém, ao contrário de Brasília, em que era permitido fotografar dentro da sala de exposição, em São Paulo era vetado o uso de qualquer objeto eletrônico dentro das salas. E não dá para discutir com pessoas que não sabem entender o objetivo das restrições. Por esse motivo, não anotei o nome de meus quadros prediletos, mas me lembro de alguns.
O chamariz da sala do terceiro andar, assim que a pessoa entra, é “Promenade”, um belíssimo Chagall de 1917 que mostra sua amada Bella sobrevoando a cidade de Vitebsk enquanto segura a mão do pintor. Não consegue derrubar a paixão pelo meu Chagall predileto, “La Casa Gris” (exposto no Thyssen-Bornemisza, em Madri), mas é lindo e repleto de lirismo. Na mesma sala, dois Mikhail Larionov me impressionaram, e gostei mais de “Árvore” do que de “O Barbeiro”.
Os três Kandisnki estão no segundo andar, e também brilham assim que você entra na sala. “Igreja Vermelha”, “O Pente Azul Escuro” e “São Jorge II” são de chorar (veja alguns deles aqui). A mesma sala ainda abriga outros dois quadros que adorei: “Fórmula da Primavera” e “Duas Meninas”, ambas de Pavel Filonov. A mostra ainda destaca obras de Maliévitch, consideradas as mais importantes da exposição, Matiúchin e Ródtchenko. O cartaz que fecha o post é o da peça futurista “Vitória Sobre o Sol”, de Maiakovisky, que ainda tem exibidos os figurinos desenhados por Maliévitch (fotografei um aqui).
Há, ainda, uma terceira sala para ser visitada, no antigo cofre do banco, no subterrâneo, com vários cartazes do período socialista da antiga república soviética. “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo” fica em cartaz até 15 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro, de São Paulo de terça a domingo (incluindo feriados) das 10h às 20h. Informações via telefone (11) 3113-3651. Vale, e vale muito, a sua visita.
Outubro 13, 2009 1 Comment

















