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Posts from — outubro 2009

Os meus gostos musicais e, claro, Woody Allen

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Sou o entrevistado da Jukebox Weekly, do site Move That Jukebox, desta semana. No bate papo curtinho e eficiente coisas sobre hype, as bandas que me acompanham desde sempre, uma guilty pleasure e Woody Allen. Leia aqui.

outubro 29, 2009   No Comments

Mostra SP: “Who Do You Love?”, de Jerry Zaks

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“Quem Você Ama?”, de Jerry Zaks (2008)

Leonard e Phil Chess, de uma família judia polonesa, trocam o ferro-velho que administram pelo projeto de abrir uma boate em um bairro negro de Chicago. A dica do local veio de um amigo de Leonard, Willie Dixon, e esse é o primeiro passo na história dos Chess, importante selo norte-americano que já teve sua trajetória vertida para o cinema no filme “Cadillac Records”, mas que aqui aparece validada pelo espólio tanto da família de Leonard como do irmão, ainda vivo, e do espólio da família dos músicos que foram lançados pelo selo.

Em certo trecho da história, Leonard e Willie estão à procura de um guitarrista para uma gravação. É quando um jovem se apresenta e diz que é bom nas seis cordas, mas não tem guitarra. Seu nome é Muddy Waters, e ele conquista a dupla nos primeiros acordes. “Quem Você Ama?” (“Who Do You Love?”) é focado em Leonard, mas traz belos causos do universo blues e rock and roll que fazem valer a sessão. Muddy é o primeiro contratado de sucesso do selo, que ainda aposta em Howlin Holf e em Bo Diddley, cuja canção dá nome ao filme.

O filme flui bem até a metade, mas acelera demais na segunda parte deixando muita coisa de fora. O espectador leigo, por exemplo, ficará sem saber que Chuck Berry e Etta James (além de outros) também foram lançados pela Chess. Apesar do vacilo, o filme é uma boa introdução ao selo de Chicago. “Who Do You Love?” está percorrendo o circuito de festivais (a Mostra de São Paulo é sua quarta parada) e não tem previsão de lançamento no exterior. Pode sair diretamente em DVD, e não chegar ao Brasil. Se você gosta do assunto ainda há três chances de ver o filme na Mostra SP:

28/10 – quarta-feira
18:00  Centro Cultural São Paulo

29/10 – quinta-feira
14:30  Unibanco Arteplex 3

31/10 – sábado
16:30  HSBC Belas Artes 2

outubro 28, 2009   No Comments

“35 Doses de Rum”, “Fados” e “As Amigas”

“35 Doses de Rum”, de Claire Daines

“35 Doses de Rum”, de Claire Denis (2008)

Ricardo Calil, que respeito muito em se tratando de cinema, classificou “35 Doses de Rum” (“35 Rhums”), da francesa Claire Denis, como uma obra-prima (mais aqui). Ex-assistente de Wim Wenders, Claire tem uma filmografia elogiadíssima onde quer que se coloque os olhos para ler sobre a diretora, mas o filme não me pegou. Sim, é grande cinema, mas não consegui absorver a história a ponto de sair chapado da sala. Talvez porque ainda não seja pai. Talvez porque alguns recortes da vida real, embora filmados de forma bela, não me impressionem. É um filme bom, e só. Porém, para te confundir, aviso que adorei “Julie & Julia”. Daí você consegue ver quem está mais próximo da realidade… (risos)

“Fados”, de Carlos Saura

“Fados”, de Carlos Saura (2009)

Expectativa é uma merda, não tem jeito. Alguém escreveu que “Fados” era um documentário, e com as credenciais de Carlos Saura assinando a direção achei que tinha a noite ganha. Engano. A opção estrutural pela qual Saura procura documentar a vertente musical portuguesa é simplória: ele junta dezenas de apresentações dos mais variados estilos de fado em 1h25 de rolo de filme que transforma o longa em um extenso videoclipe. Não há nada que guie o espectador, que não saberá dizer nem o nome da capital de Portugal ao fim da sessão. Para cada bom momento surge um equivalente de vergonha alheia. Chico Buarque se destaca com “Fado Tropical” cantada com cenas da Revolução dos Cravos ao fundo. Porém, também tem Toni Garrido…

“As Amigas”, Michelangelo Antonioni

“As Amigas”, Michelangelo Antonioni (1955)

Vencedor do Leão de Prata em Veneza em 1955, “As Amigas” (“Le amiche”) abre uma seqüência de grandes obras de Antonioni, a saber: “O Grito”, 1957, “A Aventura”, 1960, “A Noite”, 1961 e “O Eclipse”, 1962. O foco aqui são as relações de um grupo de mulheres que tenta se encaixar na sociedade, cada uma ao seu modo. A fotografia de Gianni Di Venanzo (“Oito e Meio”) é belíssima, e a cena da praia um bonito momento, mas a temática do filme (e com isso, o próprio longa) perdeu um pouco da força que deve ter tido na época ao buscar compreender as mulheres – e o suicídio, não só por amor, mas também pela sensação de vazio. Foi meu terceiro Antonioni depois de “Profissão: Repórter” e o sensacional “Blow-Up”. Na fila, “O Grito” e “A Noite”.

outubro 26, 2009   No Comments

Dois olhares estrangeiros sobre o Brasil

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“Jornalista, para de tremer; se quiséssemos, você já estaria morto”: O repórter de El País entra no morro dos Macacos, no Rio de Janeiro. Aqui.

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The Other Brazil: Minas Gerais. Reportagem no caderno de turismo do New York Times em que o jornalista, apaixonado pela paisagem, pula a cerca de uma propriedade, e comenta: “Ao invés de atirar em nós, o fazendeiro nos convidou para um café acompanhado de geléia caseira de goiaba”. Leia aqui em inglês.

outubro 24, 2009   No Comments

Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e o ego

Festa de três anos da edição brasileira da Rolling Stone. Bourbon Street, São Paulo. Na porta, o pessoal do Pânico na TV faz arruaça. Brinca com as modelos que recebem os convidados, e sacaneiam a lista de convidados: “Não tem ninguém famoso”. Vesgo pega o celular e liga para Sabrina Sato. “Vem pra cá dar uma força pra eles”. Ela não aparece, mas Adriane Galisteu chega e faz a festa dos humoristas.

Dentro da casa, 700 convidados se animam com bebida e comida de graça. A decoração exibe as 36 capas da revista em formato pôster. Bem bacana. No palco, o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães abre a noite com um show especial para a comemoração. Mallu estraga as três primeiras músicas, cantadas em português, e reclama o tempo todo do retorno, que não retorna.

Quando assume a voz, Camelo enche o local com seu vozeirão, e o show engrena. É impressionante como sua interação com o grupo (boa parte do Hurtmold) evoluiu e rende belíssimos momentos instrumentais na noite, com Granato marretando o vibrafone, Takara pontuando com habilidade a bateria, e a metaleira (e, às vezes, um violino) encantando em ótimas passagens.

Mallu entra no show de verdade quando começa a cantar em inglês, e se solta. Camelo lhe faz uns chamegos, e então começa a bancar o mala. Reclama que o tititi no meio da galera está incomodando. “Ela largou a gravação do disco novo, eu deixei minhas coisas, passamos a semana ensaiando e eu sei que tem cerveja de graça, que é hora de comemorar, mas seria legal vocês prestarem atenção”, reclama.

O hit da dupla, “Janta”, surge em versão sussurrada. Camelo desiste do violão nos primeiros acordes, e segue cantando ao som de estalar de dedos. Mallu entra sussurrando, e nenhum dos dois consegue ser ouvido em meio ao barulho das conversas paralelas. Vem “Morena”. Camelo reclama de novo e avisa: “Essa é a última. Tínhamos mais coisas, mas não dá. Está realmente atrapalhando”.

Enquanto estava cantando e tocando, Marcelo Camelo conduziu um show eficiente com grandes momentos de uma nova música popular brasileira. Assim que começou a reclamar, tornou-se o chato que muita gente não suporta e não leva a sério. Topou fazer parte de uma comemoração (e provavelmente recebeu para isso), mas quis ser maior do que a festa, querendo a atenção de quem não queria assistir ao show, que foi bom.

Um grande erro que muita gente comete é não prestar atenção no tempo /espaço impondo-se sobre a natureza de uma situação. Apesar de Camelo e Mallu estarem no palco, a festa era para a Rolling Stone, uma revista que conseguiu se firmar e alcançou respeito em meio a uma crise sem precedentes na mídia impressa. A Rolling Stone merece os parabéns. O ego de Marcelo Camelo merece vaias.

Ou como cantou Rubinho Jacobina, que fez um show excelente no Studio SP algumas horas depois, “artista é o caralho, é o caralho”.

outubro 23, 2009   No Comments

Dois desenhos, um pornô soft e um romance

Ando relapso, eu sei. Lili diz que é minha recente conversão ao Twitter. Pode ser. Mas na verdade ando muito reflexivo, com pensamentos tão profundos que muitas vezes meus anjos mergulham na imensidão e voltam alguns dias depois sem falar coisa com coisa. Bem, vamos aos comentários rápidos dos últimos filmes que passaram por mim…

“Up”

“Up”, Pete Docter (2009)
Eu tinha uma expectativa enorme para este filme, mas… não rolou. Vi no cinema e o começo é sensacional. O personagem do vovô Carl Fredricksen é muito bom, e o moleque também é divertido, mas dali pro meio as coisas entornam. Existem boas sacadas. Os cachorros com coleiras é uma das melhores, mas o filme todo cansou, sabe. Esperava mais, bem mais.

Wall-E

“Wall-E”, Andrew Stanton (2008)
Caso exatamente contrário ao anterior. Não vi no cinema. Queria, mas fiquei com preguiça. Acabei comprando em DVD, e fui ver sem a mínima expectativa, e não é que o filme me pegou de jeito. Não é que seja o melhor Pixar já feito, mas tem vários momentos deliciosos. E importante: ele não derrapa tanto no final, quando todos os filmes da produtora partem para a “mensagem edificante”. E a Eva é uma gracinha.

“Diário Proibido”

“Diário Proibido”, Christian Molina (2008)
O título original é “Diario de una Ninfómana”, que a distribuidora nacional não teve culhão para assumir. Inspirado nos escritos da francesa Valére Tasso, “Diário Proibido” prova por A + B que os clichês estão ai para serem vividos e transformados em filme ruim. Pecado maior, no entanto, é lembrar “A Bela da Tarde”. Belén Fabra até é bonitinha e boa atriz, mas não é uma Catherine Deneuve. E, por deus, Christian Molina nunca será Buñuel. Não perca tempo: vá direto aos originais.

“Os Amantes”

“Os Amantes”, James Gray (2008)
É sempre bom cruzar com a Gwyneth Paltrow no cinema. Ela é daquelas coisas gostosas de colocar os olhos e ficar olhando, mas o filme soa meio… óbvio? Talvez. Na verdade, o personagem do Joaquin Phoenix (que está muito bem) me incomoda horrores. Ele se mexer – e seguir seus instintos bestas – no filme é algo que me faz sentir vergonha alheia. Mas suspeito que era isso que o diretor James Gray (cuja produtora se chama Magnólia) queria: mostrar que aquilo ali não é legal. Espero…

Ps. E tem “Bastardos Inglórios”, mas dele escrevi aqui.

outubro 16, 2009   No Comments

Algumas pessoas com algo a dizer

“Música é profissão?”, por Pena Schmidt
“Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como – preste atenção!” Leia mais aqui

“Download legal está com dias contados”, diz John, do Pato Fu
“A venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio.” Leia mais aqui

“O rock brasileiro precisa morrer”, por Vladimir Cunha
“É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…” Leia mais aqui

outubro 13, 2009   No Comments

Mostra Virada Russa gratuita no CCBB de SP

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Não é todo dia que três Kandinski, um Chagall e alguns Lariónov e outros Maliévitch baixam no país em uma exposição gratuita, então “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo”, em cartaz até 12 de novembro no CCBB de São Paulo, ganha status de obrigatória. A mostra traz 125 peças que marcaram o movimento artístico e cultural ocorrido durante a primeira fase da Revolução Russa, entre 1890 e 1930.

Como esqueci minha caneta, comecei a anotar meus quadros prediletos no corpo de mensagem do celular, porém, ao contrário de Brasília, em que era permitido fotografar dentro da sala de exposição, em São Paulo era vetado o uso de qualquer objeto eletrônico dentro das salas. E não dá para discutir com pessoas que não sabem entender o objetivo das restrições. Por esse motivo, não anotei o nome de meus quadros prediletos, mas me lembro de alguns.

O chamariz da sala do terceiro andar, assim que a pessoa entra, é “Promenade”, um belíssimo Chagall de 1917 que mostra sua amada Bella sobrevoando a cidade de Vitebsk enquanto segura a mão do pintor. Não consegue derrubar a paixão pelo meu Chagall predileto, “La Casa Gris” (exposto no Thyssen-Bornemisza, em Madri), mas é lindo e repleto de lirismo. Na mesma sala, dois Mikhail Larionov me impressionaram, e gostei mais de “Árvore” do que de “O Barbeiro”.

Os três Kandisnki estão no segundo andar, e também brilham assim que você entra na sala. “Igreja Vermelha”, “O Pente Azul Escuro” e “São Jorge II” são de chorar (veja alguns deles aqui). A mesma sala ainda abriga outros dois quadros que adorei: “Fórmula da Primavera” e “Duas Meninas”, ambas de Pavel Filonov. A mostra ainda destaca obras de Maliévitch, consideradas as mais importantes da exposição, Matiúchin e Ródtchenko. O cartaz que fecha o post é o da peça futurista “Vitória Sobre o Sol”, de Maiakovisky, que ainda tem exibidos os figurinos desenhados por Maliévitch (fotografei um aqui).

Há, ainda, uma terceira sala para ser visitada, no antigo cofre do banco, no subterrâneo, com vários cartazes do período socialista da antiga república soviética. “Virada Russa, A Vanguarda na Coleção do Museu Estatal Russo de São Petesburgo” fica em cartaz até 15 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro, de São Paulo de terça a domingo (incluindo feriados) das 10h às 20h. Informações via telefone (11) 3113-3651. Vale, e vale muito, a sua visita.

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outubro 13, 2009   No Comments

E já que é dia das crianças…

Inspirado pelo Tuite sua Infância, peguei duas fotos antigas para colocar aqui. Na primeira, estou com 11 meses brincando com uma bola quase do mesmo tamanho que eu. Na segunda, com dois anos e três meses, e loirinho. Então, o tempo passa. E a gente cresce. :)

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outubro 12, 2009   No Comments

100 Maiores Músicas da MPB

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A nova edição da Rolling Stone está nas bancas comemorando o terceiro ano de aniversário da revista. A capa destaca uma eleição especial que aponta as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos, resultado de um júri formado por colaboradores e convidados da revista, da qual também participo. A lista que enviei para os editores com as minhas 20 escolhidas segue abaixo. E você também pode comparar com a seleção da equipe da revista Bravo, elencada aqui.

Votos: Marcelo Costa
Juízo Final, (Nelson Cavaquinho)
Chega de Saudade (João Gilberto)
Construção (Chico Buarque)
Carinhoso (Pixinguinha/Orlando Silva)
O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
O Mundo é Um Moinho (Cartola)
Canto de Ossanha, (Baden Powell/Vinicius de Moares)
Tropicália (Caetano Veloso)
Domingo no Parque (Gilberto Gil)
Mal Secreto (Jards Macalé)

Panis Et Circenses (Mutantes)
Pérola Negra (Luiz Melodia)
Tô (Tom Zé)
Felicidade (Lupicínio Rodrigues)
Saudosa Maloca (Demônios da Garoa)
14 Anos (Paulinho da Viola)
Charles Anjo 45 (Jorge Ben)
Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
Detalhes (Roberto Carlos)
Inútil (Ultraje a Rigor)

Rolling Stone elenca as 100 Maiores Canções da MPB

01 – Construção (Chico Buarque)
02 – Águas de Março (Elis Regina e Tom Jobim)
03 – Carinhoso (Pixinguinha)
04 – Asa Branca (Luiz Gonzaga)
05 – Mas Que Nada (Jorge Ben)
06 – Chega de Saudade (João Gilberto)
07 – Panis et Circenses (Os Mutantes)
08 – Detalhes (Roberto Carlos)
09 – Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
10 – Alegria, Alegria (Caetano Veloso)

11 – Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes)
12 – Aquarela do Brasil (Francisco Alves)
13 – As Rosas Não Falam (Cartola)
14 – Desafinado (João Gilberto)
15 – Trem das Onze (Demônios da Garoa)
16 – Ouro de Tolo (Raul Seixas)
17 – O Mundo É um Moinho (Cartola)
18 – Sinal Fechado (Chico Buarque)
19 – Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos)
20 – Preta Pretinha (Novos Baianos)

21 – Tropicália (Caetano Veloso)
22 – Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
23 – Inútil (Ultraje a Rigor)
24 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Vinícius de Moraes)
25 – País Tropical (Wilson Simonal)
26 – Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)
27 – Garota de Ipanema (Pery Ribeiro)
28 – Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)
29 – Nanã – Coisa Número 5 (Moacir Santos)
30 – Baby (Gal Costa)

31 – Travessia (Milton Nascimento)
32 – Ovelha Negra (Rita Lee)
33 – Pérola Negra (Luiz Melodia)
34 – Brasil Pandeiro (Novos Baianos)
35 – Trem Azul (Lô Borges)
36 – O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
37 – Primavera (Tim Maia)
38 – Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
39 – Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
40 – Sangue Latino (Secos & Molhados)

41 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá)
42 – Sampa (Caetano Veloso)
43 – Como Nossos Pais (Elis Regina)
44 – Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
45 – Carcará (Maria Bethânia)
46 – Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha)
47 – Me Chama (Lobão e os Ronaldos)
48 – Maracatu Atômico (Chico Science & Nação Zumbi)
49 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben)
50 – Ando Meio Desligado (Os Mutantes)

51 – Disparada (Jair Rodrigues)
52 – Diário de um Detento (Racionais MC’s)
53 – Brasileirinho (Waldir Azevedo)
54 – Sabiá (Cynara e Cybele)
55 – Balada do Louco (Os Mutantes)
56 – A Lua e Eu (Cassiano)
57 – Conversa de Botequim (Noel Rosa)
58 – Apesar de Você (Chico Buarque)
59 – Minha Namorada (Carlos Lyra)
60 – Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)

61 – Chão de Estrelas (Silvio Caldas)
62 – Luar do Sertão (Luiz Gonzaga)
63 – Alagados (Paralamas do Sucesso)
64 – As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos)
65 – BR-3 (Toni Tornado)
66 – Clube na Esquina nº2 (Milton Nascimento)
67 – A Banda (Nara Leão)
68 – Comida (Titãs)
69 – Rosa de Hiroshima (Secos & Molhados)
70 – Ronda (Inezita Barroso)

71 – Como Uma Onda (Lulu Santos)
72 – Gita (Raul Seixas)
73 – Wave (Tom Jobim)
74 – Sentado à Beira do Caminho (Erasmo Carlos)
75 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
76 – Samba de Verão (Marcos Valle)
77 – Insensatez (Tom Jobim)
78 – Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento)
79 – Maria Fumaça (Banda Black Rio)
80 – Vapor Barato (Gal Costa)

81 – Que País É Este? (Legião Urbana)
82 – Sossego (Tim Maia)
83 – Ideologia (Cazuza)
84 – Rosa (Orlando Silva)
85 – O Barquinho (Maysa)
86 – Nervos de Aço (Paulinho da Viola)
87 – Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes)
88 – Sá Marina (Wilson Simonal)
89 – A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho)
90 – 2001 (Os Mutantes)

91 – Felicidade (Caetano Veloso)
92 – Tico Tico no Fubá (Ademilde Fonseca)
93 – Casa no Campo (Elis Regina)
94 – O Mar (Dorival Caymmi)
95 – Último Desejo (Aracy de Almeida)
96 – Disritmia (Martinho da Vila)
97 – Você Não Soube Me Amar (Blitz)
98 – A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
99 – Rua Augusta (Ronnie Cord)
100 – Anna Júlia (Los Hermanos)

Votação Melhores Músicas do Ano Scream & Yell

2001: Todo Carnaval Tem Seu Fim, Los Hermanos (aqui)
2004: Festa no Apê, Latino (aqui)
2005: O Vento, Los Hermanos (aqui)
2006: Semáforo, Vanguart (aqui)
2007: Grupo de Extermínio de Aberrações, Violins (aqui)
2008: Pareço Moderno, Cérebro Eletrônico (aqui)
2009: My Favorite Way, Black Drawing Chalks (aqui)
2010: Às Vezes, Tulipa Ruiz e Cama, Cérebro Eletrônico (aqui)
2011: Não Existe Amor em SP, Criolo (aqui)
2012: Passarinho, Curumin (aqui)
2013: Crisantemo, Emicida (aqui)

Leia também:
– 100 Canções Essenciais da MPB segundo a revista Bravo (aqui)

outubro 10, 2009   No Comments