Das coisas que me explicam, parte 2
“Sou um homem sossegado. Tenho tendência a pensar bastante e tentar não falar demais. Mas aqui estou, talvez falando demais. Existem, porém, esses sentimentos dentro de mim que precisam muito escapar, acho. E isso me faz sentir aliviado, porque uma das minhas maiores preocupações nesses últimos anos é que eu tenho perdido minha capacidade de sentir as coisas com a mesma intensidade - da maneira que eu sentia quando era mais jovem. É assustador - sentir as suas emoções fluindo para longe e não dar a menor importância”.
Trecho de “Primeiro o Amor, Depois o Desencanto”, de Douglas Copland
Leia também:
- Das coisas que me explicam, parte 1 (aqui)















2 comentários
cara, já parei pra pensar nisso aê, nessas noites bêbadas… cheguei a conclusão que TENHO MEDO. rss
A mais pura análise da transformação que o tempo proporciona.
Isso é natural. Lembre-se como o seu gosto, suas preferências mudaram desde os seus 10 anos de idade…Antes nos sentíamos quase-crianças, hj não mais, e isso é peso-pesado em qq análise, pra qq coisa sobre o efêmero. Como posso não me importar/e sentir aquilo que tanto me importava/me tocava aos 20 anos? Meu deus, acho que estou velho…meu deus, a ficha está caindo….É realmente complicado.
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