Blog do Editor do Scream & Yell
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Vivendo uma tragédia moderna

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 Semana passada resolvi formatar o diretório D do meu computador, e para isso tirei uns 80 gigas de MP3 que estava lá e passei para o computador de Lili assim como pastas com velhas fotos e algumas dezenas de back-ups. Os dois últimos, por precaução, deixei também no desktop do meu computador, mas os MP3 não houve jeito porque não havia espaço suficiente. Porém, após apagar tudo que havia no meu diretório D, não consegui de forma alguma formata-lo. Melhor chamar um profissional, certo.

Pedi para Lili contatar o técnico que montou o computador dela, e desencanei. E não é que chego hoje em casa, ligo os dois computadores, e no dela aparece insistentemente a mensagem acima? Dei uma busca no google e as notícias não me pareceram animadoras. Na verdade lembra muito um médico falando de alguma coisa que você não tem a minima idéia do que é. O post terminava com algo sobre a dificuldade de salvar os arquivos do computador após tal problema. Ou seja: posso ter perdido 80 gigas de MP3, mas espero que Lili não tenha perdido seu acervo de fotos.

Dedos cruzados: estamos vivendo uma tragédia moderna. E eu sei: deviamos ter tudo isso em HDs externos. :/

Setembro 15, 2009   6 Comments

Você amarela na frente de uma mulher? Não?

Os Buchas, Episódio 1.1

Setembro 15, 2009   2 Comments

Quem precisa pensar sobre tamanhas bobagens

Eric Lax

“O Richard Schickel (escritor e há muito tempo crítico da revista Time) escreveu um ensaio muito bom a meu respeito, dizendo que em determinado ponto o público me abandonava. E achei que foi a única coisa que ele errou. Fui eu que abandonei o meu público; ele não me abandonou. O meu público era muito bom, e, se eu continuasse a cumprir com a minha parte do contrato, ele não demonstraria nenhum sinal de querer me abandonar e ser algo mais do que uma boa platéia afetiva. Eu é que tomei um rumo diferente, e uma boa parcela desse público ficou incomodada, se sentiu traída. Não gostaram quando fiz “Interiores” e “Memórias”. Um crítico disse que “Interiores” foi um ato de má-fé. Achei que foi uma reação exagerada. Tentei fazer um filme específico, e se não funcionou, não funcionou. Respeito plenamente as opiniões das pessoas para quem não funcionou. Mas não foi feito com má-fé.

Depois, “Memórias” decepcionou as pessoas, e ao longo dos anos o público ficou mais e mais incomodado comigo, sem saber direito como seria o meu próximo filme, e menos seguro de que iria gostar. Muita gente ainda acha que os meus melhores filmes ficam pela época de “Annie Hall” e “Manhattan”, mas mesmo que esses filmes ocupem um lugar caloroso em seu coração - o que me deixa muito satisfeito - estão errados. Filmes como “Maridos e Esposas”, “A Rosa Púrpura do Cairo”, “Tiros na Broadway”, “Zelig” e até mesmo “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” e “Poucas e Boas” são muito superiores. Claro, isso é questão de opinião, mas eu tenho a minha, assim como os outros têm as deles.

Agora, é verdade que depois de alguns filmes eu parei de pensar em popularidade e no público, ou no que escreviam sobre os meus filmes, mas não por arrogância, nem algum sentimento de superioridade. Só porque essa parte do processo - a chamada gratificação - não estava me deixando feliz, nem satisfeito. As pessoas muitas vezes tomam erroneamente a minha timidez por indiferença, mas não é.  Eu precisava de um centro espiritual e, sendo ateu, isso é difícil de encontrar. Então experimentei uma sensação de apatia em relação ao sucesso ou fracasso, e, é triste dizer, em relação à vida em geral. Tanto o sucesso quanto o fracasso provaram não significar muito para mim do jeito que pensei que fossem significar quando comecei. Nenhum dos dois contribui para a solução dos verdadeiros problemas da vida.

O lado bom de ser, como dizem os meus amigos, “imune à crítica”, é ser incapaz de gozar o prazer que um sucesso retumbante traz. Isso não quer dizer que eu deteste dinheiro, mas, resumidamente, apesar de toda a bajulação do mundo, a gente continua incomodamente finito (encolhe os ombros, depois ri).  Então, como eu estava dizendo, a minha timidez e a minha inabilidade em afastar a nuvem negra que vem com a incapacidade de lidar com a realidade fazem as pessoas pensarem que sou distante e inatingível, mas não sou nem um pouco alheio, nem recluso - que é outra descrição nada exata de mim. Por outro lado, não quer dizer que eu não concordaria com boa parte da crítica mais severa ao meu trabalho se ouvisse críticas. Tenho um olhar muito crítico sobre o meu trabalho e o de outras pessoas. Antes eu lia a meu respeito, mas parei de vez, porque é uma perda de tempo, não ajuda em nada o absurdo de ler que você é um gênio cômico ou que tem má-fé. Quem precisa pensar sobre tamanhas bobagens?”

Woody Allen em um dos melhores trechos do livro (aqui) de Eric Lax.

Leia também:
- “Match Point”, de Woody Allen, por Marcelo Costa (aqui)
- Os filmes prediletos de Woody Allen em todos os tempos (aqui)
- A cinematografia de Woody Allen de 0 a 10, por Marcelo Costa (aqui)

Setembro 15, 2009   4 Comments

Era um garoto que como eu amava os…

Rolling Stone #36

A nova edição da Rolling Stone está nas bancas com Beatles na capa. Por enquanto, li só a ótima entrevista com a Céu, feita pelo chapa Paulo Terron, com um dos pontos altos indo para a pergunta: “Várias pessoas me disseram que ‘Vagarosa’ (disco novo da cantora) é um ‘disco de maconheiro’. É?”. E Céu manda na gargalhada: “Ó o cara querendo me pegar aqui”. Além tem resenha minha de um dos discos do ano, “Uhuuu!”, do Cidadão Instigado.

E já que falamos em Beatles, alguém te avisou que a bíblia, ou melhor, a biografia do Bob Spitz, de 982 páginas, está em promoção no Submarino por R$ 49,90? Aqui. E para pararmos um pouco com o blá blá blá Beatles, que tal irmos de Stones? Sai dia 03 de novembro, nos EUA, a edição quádrupla de “Get Yer Ya-Ya’s Out!”, o disco ao vivo dos Stones gravado no Madison Square Garden em 1969 . Veja o tracking list aqui. São cinco faixas bônus e um CD extra apenas com os shows de abertura de B.B. King e Ike & Tina Turner mais um DVD de raridades do show.

Get Yer Ya-Ya’s Out! The Rolling Stones In Concert 40th Anniversar

Setembro 15, 2009   8 Comments