Posts from — Agosto 2009
Para onde ir no feriado?

Foto: Marcelo Costa
1) Uma amiga querida convidou: vamos para Parati? Adoro Parati, e tanto eu e Lili estamos com saudades da cidade, das cachaças, da lasanha de palmito pupunha, mas Parati em cima da hora, não sei. A vantagem é que iríamos de carro, quatro pessoas.
2) Tem Festival Garimpo em Belo Horizonte, uma cidade que adoramos e que temos vários amigos. A idéia seria chegar para pegar os shows de sexta, curtir a cidade no sábado e ver os shows à noite, e domingo bater perna por outros lugares. A mesma amiga do item 1 se animou, ainda mais que ela não conhece o imperdível Inhotim, mas precisamos algo para fazer na segunda-feira. Coisas novas, sabe. Parece que tem passagem barata pela Azul.
3) Ontem surgiu a idéia de passarmos o sábado em Taubaté para revermos a minha família que não vemos desde antes da viagem para a Europa. E ai no domingo subiriámos para Campos do Jordão de trem (tenho que checar horários e disponibilidade). E se encontrarmos algum hotel não tão caro até rola dormir de domingo para segunda lá, e voltarmos no fim da tarde para São Paulo.
4) Rio de Janeiro. Pensamos e dispensamos logo a idéia. Vamos esperar o verão.
5) Ficar em casa. De todas as opções, essa é a mais em conta (risos), já que estamos ainda pagando coisas da viagem para a Europa. Eu tenho um quarto (o meu quartinho da bagunça) inteiro para arrumar, e Lili tem uns projetos para desenvolver. Sem contar que temos um monte de filmes para ver…
Na sexta conto a opção que escolhemos… se escolhermos (risos).
Agosto 31, 2009 6 Comments
Era uma vez o Oasis…
O Oasis acabou. Na verdade, Noel Gallagher pediu as contas na sexta e reforçou a saída no sábado, e Liam e o restante do grupo vão se reunir para decidir se continuam ou não - o que, convenhamos, não deveria ser cogitado em nenhuma hipótese. Alguém deveria proibir a banda de usar o nome Oasis sem o Noel. Para o bem da humanidade.
O último disco tinha momentos bacanas (escrevi aqui), mas ao vivo era um tédio só (escrevi aqui). Como defini no texto sobre o show em SP, “mais novos que R.E.M. e U2, e contemporâneos de Pearl Jam e Radiohead, o Oasis parece – mais do que todos os outros – ter se transformado em um jovem dinossauro do rock”. E até os dinossauros morrem.
A grande pergunta que deve ser feita é: o Oasis vai fazer falta ao mundo? A resposta é óbvia e simples: não. Aliás, já faz um bom tempo que o mundo pop continua girando independente dos Gallagher. Agora, Noel deve sair em uma carreira solo bacana e Liam pode até tomar uma overdose, mas a história já foi escrita. Vamos para a próxima fase do jogo. Essa acabou. Finito.
Ps. Não esquente: o Alan McGee já fez a previsão: em cinco anos, turnê de reunião. Putz…
Agosto 31, 2009 67 Comments
Dia da gravata
Casamento na família da namorida. Vou pras Minas Gerais. Como se faz um nó de gravata mesmo?
Agosto 29, 2009 6 Comments
“Se Beber, Não Case” e “The Doors”

“Se Beber, Não Case”, Todd Phillips (2009)
O Omelete cravou (aqui) e eu não discordo: estamos diante da melhor comédia do ano (Brüno, infelizmente, rodou). A última vez que ri tanto em uma sala de cinema foi no pastelão “Quem Vai Ficar com Mary?”, e por mais absurda que pareça a história de “Se Beber, Não Case” (que não é pastelão!), há uma explicação para tudo aquilo que está acontecendo. Ou quase tudo. Preciso rever para juntar algumas coisas perdidas. Uma na verdade. Ainda vou escrever sobre o filme, então não vou gastar toques agora. Mas o final é… sensacional. Sensacional. Leve um lenço. Você pode chorar de rir.
“The Doors”, Oliver Stone (1991)
A cinebiografia assinada pelo polêmico Oliver Stone retorna às lojas em versão de luxo com dois DVDs, um deles apenas de extras que destacam dois excelentes documentários sobre a produção e 15 cenas deletadas. O tecladista Ray Manzarek odiou a adaptação e não dá nenhum depoimento nos documentários, mas a tal jornalista que diz que casou com Jim Morrison em uma cerimônia pagã aparece e desce a lenha no diretor.
Oliver Stone, no entanto, se protege dizendo que juntou vários personagens reais em um no filme e que todo mundo tinha uma visão de Jim Morrison, e essa é a dele. Por mais que soe escapista, não dá para desvalorizar o filme, que não chega ao brilhantismo de “Ray” nem de “Johnny and June”, mas traz algumas cenas fabulosas e histórias imperdíveis de uma das maiores bandas da história do rock. E Val Kilmer brilha no papel principal.
Vi no cinema na época do lançamento, e depois em VHS. Eu tinha um pôster do filme em meu quarto, com marcas de batom que algumas amigas deixaram. Dúvidas que o mito continua vivo?
Agosto 28, 2009 2 Comments
Que tal uma Gelatina de Pinga e de Caipirinha

O mais próximo que eu já havia chegado de uma gelatina alcoólica foi no T In The Park, um festival no meio da Escócia, em que algumas garotas passavam vendendo gelatina de vodka feita em casa. Comprei para colaborar e, claro, experimentar, mas fiquei um pouco frustrado. A gelatina não tinha sabor de vodka (aliás, qual o sabor da vodega mesmo?) e não deu barato. A mistura não devia dar certo.
Bem, com vodka talvez não fosse para dar certo, mas com cachaça, meu amigo, é uma delicia. Dá até para brincar com um famoso slogan: é impossível comer uma só. No caso, a gelatina em questão é a da Bendita Hora, um local cujo conceito é misturar pizza com arte. Não provei da pizza, mas ganhei um potinho de Balas de Gelatina de Pinga que me conquistaram. É quase uma bala de goma, com gosto forte e delicioso de uma boa e velha cachaça.
Além da Balas de Gelatina de Pinga há outro sabor que me deixou bastante curioso: Gelatina de Caipirinha. Deve ser viciante se for na mesma linha dessa de Pinga. Cada potinho custa R$ 12 e durante os meses de agosto, setembro e outubro, uma parte deste valor será destinado para o Instituto Brasil Solidário. Coisa fina. Veja aqui a página do hot site da Balas de Gelatina de Pinga e aqui o site da Bendita Hora. Vou ali provar mais uma bala e já volto.
Agosto 28, 2009 2 Comments
Festival Garimpo, setembro, Belo Horizonte

Bem, neste ano, o Festival mudou de formato. Acontece em cinco dias (4, 5, 6, 11 e 12 de setembro) em apenas um lugar - o Studio Bar - de Belo Horizonte. São 15 atrações, dos quatro cantos do país, que vão da MPB pura ao suingue, passando pelo rock experimental e garageiro. Line-up de responsa. Então, vamos pra BH?
Agosto 27, 2009 2 Comments
Planeta Terra confirma vinda do Ting Tings

Ting Tings na Espanha / Foto: Marcelo Costa
Como todo mundo já sabia, o duo Ting Tings virá ao Brasil para se apresentar no Planeta Terra em novembro, agora com confirmação oficial da assessoria do evento, que também anunciou Copacabana Club e N.A.S.A.. Com isso, o Planeta Terra já soma seis nomes oficiais acrescentando aos três acima Primal Scream, Móveis Colonias de Acajú e Macaco Bong.
Tive a oportunidade de acordar após uma soneca na tenda King Tut’s (lotada), no T In The Park 2008, com o Ting Tings no palco (leia aqui), e depois ainda esbarrei com eles no Festival de Benicassim (leia aqui), dois shows animadissimos, com uma alta porcentagem de gente com menos de 15 anos na platéia. Show beeem divertido.
A briga entre Planeta Terra e Maquinaria está esquentando. De um lado temos Faith No More, Jane’s Addiction e Delftones. Do outro, Primal Scream e The Ting Tings (ok, Móveis também vale). Já decidiu em qual deles você vai? Eu sou suspeito. “Great DJ” é meu toque de celular já faz uns três meses…
Ps. Aproveitando: quer levar o Lobão para tocar na sua cidade? E a Mallu Magalhães? Veja aqui quanto vai morrer.
Agosto 27, 2009 No Comments
Primeiro Cine Fest Brasil em Londres
Agosto 27, 2009 1 Comment
Os 15 melhores filmes dos anos 00 pelo IMDB

A lista é do badalado Internet Movie Database (IMDB), baseada no voto dos leitores do site, mas não acredito em nenhuma lista de melhores filmes dos anos 00 que não tenha “Sangue Negro” e “Match Point”…
01. “Batman: O Cavaleiro das Trevas”
02. “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”
03. “Cidade de Deus”
04. “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”
05. “Up – Altas Aventuras”
06. “Amnésia”
07. “O Senhor dos Anéis: As Duas Torres”
08. “Wall-E”
09. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”
10. “Os Infiltrados”
11. “A Vida dos Outros”
12. “O Pianista”
13. “A Viagem de Chihiro”
14. “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”
15. “Réquiem para um Sonho”
A lista, com comentários de leitores do IMDB, está aqui.
Ps. Da lista acima, uns seis ou sete entrariam em uma lista minha, mas três “Senhor dos Anéis” não dá.
Leia também:
- “Cidade de Deus”, por Marcelo Costa (aqui)
- “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, por Mac (aqui)
- “Sangue Negro”, por Marcelo Costa (aqui)
- “Match Point”, por Marcelo Costa (aqui)
Agosto 26, 2009 17 Comments
Bacon é melhor do que amor verdadeiro

Tem mais cinco motivos aqui
Agosto 25, 2009 3 Comments
Primal Scream confirmado no Planeta Terra
A organização do Planeta Terra avisa que o Primal Scream está confirmado para o festival que irá acontecer no Playcenter, dia 07 de novembro. Além do grupo do maluco Bobby Gillespie, a produção também adiantou dois nomes nacionais: Móveis Colonias de Acajú e Macaco Bong.
Além das três bandas acima rolam boatos que Green Day e Ting Tings também vão engrossar o line-up do festival, que terá 10 bandas no total. Enquanto isso, o Maquinaria Fest, que acontece no mesmo dia na mesma cidade, também vai confirmando mais gente. Depois de Faith No More e Jane’s Addiction, quem também tocará no festival será o Delftones.
A “briga” está ficando boa…
Leia também:
- Primal Scream ao vivo em Buenos Aires, por Marcelo Costa (aqui)
Agosto 25, 2009 7 Comments
“Muita gente se arvora a ser Deus”
“Procissão”
Letra e Música: Gilberto Gil
1964
Olha lá vai passando a procissão
Se arrastando que nem cobra pelo chão
As pessoas que nela vão passando
Acreditam nas coisas lá do céu
As mulheres cantando tiram versos
Os homens escutando tiram o chapéu
Eles vivem penando aqui na terra
Esperando o que Jesus prometeu
E Jesus prometeu vida melhor
Pra quem vive nesse mundo sem amor
Só depois de entregar o corpo ao chão
Só depois de morrer neste sertão
Eu também tô do lado de Jesus
Só que acho que ele se esqueceu
De dizer que na terra a gente tem
De arranjar um jeitinho pra viver
Muita gente se arvora a ser Deus
E promete tanta coisa pro sertão
Que vai dar um vestido pra Maria
E promete um roçado pro João
Entra ano, sai ano, e nada vem
Meu sertão continua ao deus-dará
Mas se existe Jesus no firmamento
Cá na terra isto tem que se acabar
Versão matadora de 1976 do álbum ao vivo “Viramundo” (aqui)
Ouça aqui
Agosto 24, 2009 1 Comment
Walverdes, Weezer, R.E.M. e uma escola de rock

Quatro coisas bem rapidinhas:
- Ouvi só na sexta “(If You Are Wondering If I Want You To) I Want You To“, a nova música do Weezer. Gostei. O Matias colocou aqui para ouvir e baixar. Vale.
- Walverdes faz show hoje à noite no Praga, em São Paulo. Poucas segundas-feiras no ano podem começar tão bem. Mais infos aqui.
- O Tiago Agostini, que está de blog novo, encontrou um escola bem interessante em Buenos Aires. Olha aqui.
- O R.E.M. lança em outubro “Live at Olympia, Dublin”, um álbum ao vivo em CD duplo com 39 canções do primeiro registro ao vivo das canções do álbum “Accelerate”. Tem até site especial. Aqui.
Agosto 24, 2009 1 Comment
Seleção para a Virada Cultural Paulista 2010
A quem interessar possa:
“A Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural (UFDPC), anuncia seleção de grupos artísticos para a Virada Cultural Paulista 2010 e Circuito Cultural Paulista 2010.
Para envio de dossiês, cada envelope A4 deverá conter:
- CD (com no mínimo quatro faixas gravadas) ou DVD com espetáculo na íntegra sem edições (teatro, dança ou circo);
- necessidades técnicas incluindo tempo MÍNIMO de montagem e desmotagem;
- mapa de luz e de palco;
- ficha técnica completa, incluindo quantidade de pessoas que viajam;
- contatos, nome do produtor responsável, email, telefone.
ENDEREÇO DE ENVIO
Secretaria de Estado da Cultura
Unidade de Fomento e Difusão - UFDPC
A/C Equipe de Programação VCP e CCP
Rua Mauá , 51 - 2° andar - Sala 207 - Luz
São Paulo / SP
CEP: 01028-900
PRAZOS
- Virada Cultural Paulista - Período: de 17 de Agosto a 20 de Setembro de 2009
- Circuito Cultural Paulista - Período: de 17 de Agosto a 20 de Outubro de 2009
Para mais informações, acesse: www.cultura.sp.gov.br“
Agosto 24, 2009 No Comments
Frio, chuva, Paris, Will Smith e Stela Campos
Fim de semana de chuva e frio em São Paulo. Não dá a mínima vontade de sair de casa. Ainda na sexta, após um jantar rápido no Athenas, na Augusta, esticamos até o HSBC Belas Artes para assistir a “Paris”, filme de 2008 do francês Cédric Klapisch, que ainda tem no currículo a dobradinha “Albergue Espanhol” / “Bonecas Russas”. Gostei do filme, mas ele poderia ser beeeem melhor. Escrevi aqui.
No sábado, após uma passada na Velvet CDs, aproveitei para postar uns textos no Scream 2.0 e corri para almoçar com Lili novamente no Athenas. A idéia era irmos para o Ludov, mas choveu e não conseguimos sair de casa. Enquanto Lili dormia estirada na sala assisti na TV a um trecho de “O Nome do Jogo” e a “Hitch” inteirinho. Gostei do segundo, uma boa comédia romântica, com algumas sacadas ótimas e Will Smith perfeito no papel principal. Pena que a segunda metade seja inferior a primeira.
O plano para o domingo era irmos ao Shopping Higienópolis, pois Lili queria levar algumas fotos da viagem para revelar, e durante esse tempo almoçaríamos e tentaríamos assistir ao filme “Brüno”. Cancelamos tudo assim que paramos na porta de entrada do prédio e vimos a chuva. Improvisei um creme de palmito para o almoço enquanto Roger Federer dava um baile em Novak Djokovic na final do Masters de Cincinnati.
O fim de semana está indo embora como surgiu: feio, nublado, chuvoso. Quatro edredons se empilham na sala. Para a noite, quem sabe, pipoca com a versão remasterizada do filme de Oliver Stone sobre a vida de Jim Morrison. Assistimos anteontem ao documentário especial deste relançamento, bem interessante, com algumas pessoas acusando Stone de não ter filmado exatamente como aconteceu. O diretor, por sua vez, se protege: “Assista e tire a sua própria conclusão”. Vamos ver.
Por fim, Stela Campos está lançando disco novo, “Mustang Bar”, que logo logo vou falar. Enquanto isso você pode ir ao site da compositora e baixar três EPs na área de downloads, um deles dedicado especialmente a covers de Daniel Johnston. Aqui: http://www.stelacampos.com.br/ . Divirta-se e bom começo de semana. Que venha o sol!
Agosto 23, 2009 4 Comments
Doces Bárbaros, Rue Montorgueil e MQN em SP
“Os Doces Bárbaros”, de Jom Tob Azulay (1978)
Em 1976, para comemorar dez anos de carreira, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethania e Gal Costa planejaram uma turnê conjunta formando, para isso, Os Doces Bárbaros. O diretor Jom Tob Azulay acompanhou as primeiras datas da tour, e o que seria um documentário simples de 30 minutos para a TV transformou-se em um longa após os eventos que ocorreram em Florianópolis, quarta parada da trupe. Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, e a notícia virou manchete nos principais jornais do país.
“Os Doces Bárbaros”, o filme, só chegou aos cinemas dois anos depois, em 1978, mutilado pela Censura Federal, mas foi relançado em 2004 em sua versão integral (e em DVD pela Biscoito Fino em 2008) transformando o registro de um show em um poderoso documento de época. As cenas em que se desenrolam a prisão de Gil até seu julgamento são imperdíveis (do delegado contando o macete do pé na porta até o advogado de acusação culpando o cantor pelo uso da “erva maldita”), retratos envelhecidos de um momento particular na história: os anos 70.
Isso tudo sem contar os momentos brilhantes do show como a poderosa versão de “Fé Cega, Faca Amolada”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, de batida sincopada e os riffs fortes da guitarra de Perinho Santana. Em outro grande momento, “Atiraste Uma Pedra”, de Herivelto Martins e David Nasser, Caetano abre o caminho para que Maria Bethania encante. E ainda tem “Chuckberry Fields Forever”, “Esotérico”, “São João Xangô Menino” e “Um Índio” além de entrevistas com os quatro doces bárbaros. Clássico.
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Eu falei um monte sobre a tal da Rua Montorgueil, em Paris, né. E só foi cair a ficha na semana passada que o clipe da música “Baby, Baby, Baby”, do grupo Make The Girl Dance, aquele em garotas tiram a roupa enquanto caminham e cantam pela rua, foi filmado na Montorgueil em junho, um mês antes de chegarmos. Ou seja, não vimos nenhuma francesa andando nua na rua com um rádio… uma pena.
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O MQN, do chapa Fabrício Nobre, baixa em São Paulo neste sábado para tocar na Festa Monstronco, realizada pelas parceiras Monstro Discos e Tronco Produções. A festa acontece no CB Bar a partir das 19h e além do MQN irão se apresentar Elma e Black Drawing Chalks. Ingressos a R$ 10
Serviço:
FESTA MONSTRONCO
Data: 22 de Agosto (Sábado)
Local: CB Bar
Endereço: Rua Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda
Horário: 19h
Preço: 10,00
Info: (11) 3666-8971
Agosto 21, 2009 2 Comments
Ludov: download, show e 500 Toques

O quarteto paulistano Ludov está disponibilizando na web “Caligrafia”, o terceiro e melhor disco do grupo. O CD é composto por 12 canções (destaque para “Luta Livre”, “20%”, “Paris, Texas” e “Magnética”), mas a banda decidiu disponibilizar as 19 faixas gravadas nas sessões do novo álbum gratuitamente para o público no site do selo Mondo 77 (mondo77.fm/ludov).
Neste sábado (22/08), eles lançam o disco oficialmente com um show no Clash Club, que estará aberto a partir das 19h30, com o show marcado para às 21h30. O ingresso custa R$ 15 (apenas em dinheiro) e o Clash fica na Rua Barra Funda, 969, em São Paulo. Vale conferir, pois as canções novas devem crescer e muito ao vivo.
Além, você pode assistir ao clipe de “Reprise”, gravado no Teatro Sérgio Cardoso, no site da banda (http://ludov.com.br/) e ler a 500 Toques que escrevi sobre este “Caligrafia” na versão 2.0 do Scream & Yell (aqui). Nos vemos no sábado.
LUDOV: SHOW DE LANÇAMENTO DE “CALIGRAFIA” - 22/08
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda, 969
Início do evento: 19h30
Show: 21h30 em ponto
Ingresso: R$ 15,00 no dia (Pagamento somente em dinheiro)
Info.: www.ludov.com.br
Agosto 20, 2009 3 Comments
Banzé no Oeste, Macho Alfa e Aimee Mann

“Banzé no Oeste”, de Mel Brooks (1974)
Para a American Film Institut, “Banzé no Oeste” (”Blazing Saddles”) é uma das dez melhores comédias de todos os tempos. Mel Brooks é uma das poucas pessoas a terem recebido um Oscar (cinema), um Grammy (música), um Emmy (TV) e um Tony (teatro) e está totalmente à vontade neste que é o seu quinto filme, e que bateu forte (mas muita forte) na turma Monty Python (o final de “Calice Sagrado” é uma homenagem clara para “Banzé no Oeste”).
Mel Brooks avacalha os filmes de diligência e faroestes com passagens cômicas e ainda provoca os racistas ao fazer de um negro (Cleavon Little) o xerife de uma cidadezinha do velho oeste. Gene Wilder está ótimo, o próprio Mel Brooks rouba algumas cenas coom governador (foto), mas é Harvey Korman quem brilha. O texto é excelente, embora haja um certo vácuo entre algumas piadas, mas nada que diminua o filme, muito menos o final surreal e arrasador. Um clássico.
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Como JJ Bronson, grande amigo que assina a coluna Macha Alfa no iG, está de férias em paisagens idílicas, fiquei responsável por escrever a coluna desta semana. Assino com o singelo pseudônimo de JR Durão, e o tema é “Mulher tem que ter pegada?”. Leia a coluna aqui.
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A queridissima Ligilena esteve em Buenos Aires semana passada para, entre outras coisas, assistir ao show de Aimee Mann. Abaixo um relato descompromissado que ela fez aqui para o blog. A foto é dela. No flickr (http://www.flickr.com/photos/ligelena) tem mais.
“Bom, como eu disse pro Mac, não sou crítica de música. E sou muito, muito, muuuuito fã da Aimee Mann. Então posso contar como foi o show, mas vai ser em primeira pessoa. Se vocês quiserem podem baixar uns dois tons do meu texto pra terem a real noção do que foi aquela apresentação.
Quando eu decidi ir pra lá pra ver a Aimee, resolvi fazer a loucura completa e comprei o ingresso mais caro, na segunda fileira (a primeira já estava lotada) do Teatro Gran Rex. É um teatro gigante, que já recebeu a Björk, o Coldplay, o Muse, entre outros grandes. E a platéia estava quase completa pra ver Aimee na América do Sul pela primeira vez.
Minhas impressões da segunda fila foram completamente diferentes das impressões dos meus amigos que assistiram do fundão. Eles assistiram a um show introspectivo e melancólico. Eu assisti a um show descontraído e feliz. Acho que conseguir ver as expressões da Aimee foi o que fez a diferença. Ela é alta, magrela e desajeitada, daquele tipo de pessoa que não sabe bem onde colocar as mãos e tropeça em tudo, sabe? A cada música ela fazia questão de agradecer, sorrindo muito, feliz da vida. Não tentou fazer média, não disse “hola” nem “gracias”, mas cativou todo mundo.
No palco, ela e mais dois músicos se revezavam entre piano, órgão, escaleta, bateria, violão, guitarra e baixo. Até flauta doce ela tentou tocar, sem muito sucesso. Pediu desculpas, estava aprendendo a tocar “aquilo” havia só duas semanas.
O setlist foi muito generoso, com músicas de todos os discos e até um lado B do Lost in Space, “Nightmare Girl”. A platéia veio abaixo a cada canção da trilha de Magnolia, especialmente com a dobradinha de Wise Up e Save Me. De matar. Ainda rolou Momentum, One, Deathly (essa, no bis, serviu pra me arrancar as últimas lágrimas). Do “Whatever”, rolou “Stupid Thing”. Do I’m With Stupid, rolou “You Could Make a Killing” e “Amateur”. Do Bachelor no. 2, Deathly, que eu já tinha dito. Do Lost in Space, “The Moth” (que abriu o show) e “Today’s the Day”. Do Forgotten Arm, “Going Through the Motions” e “Little Bombs”. E do último, Smilers, “Little Tornado”, “31 Today”, “Freeway”. Ela fechou o show cantando “Voices Carry”, do Til Tuesday. Generosa ou não?
Eu não anotei o setlist, eu nem sei se aí em cima estão sobrando ou faltando canções. Porque eu estava completamente encantada e entorpecida pelo show. No dia seguinte ela partiu para Santiago, no Chile, e minha vontade era ir atrás pra ver mais um show. E a pergunta que ficou martelando na minha cabeça foi: por que ninguém trouxe essa mulher pro Brasil? E a certeza que ficou foi: se eu tiver qualquer chance de ver um show dela de novo, vou de olhos fechados. “
Agosto 19, 2009 8 Comments
E se tirassem o cigarro do Joe Strummer?

Em certo trecho do documentário “O Futuro Não Está Escrito”, o ex-The Clash Joe Strummer, analisando o cerco contra os fumantes, comenta: “Eu acho que os não fumantes deveriam ser proibidos de consumir qualquer coisa que tenha sido feita por um fumante”.
Seria interessante, vai. Poderíamos apagar 80% da literatura (e eu estou chutando baixo), 90% da música e você segue imaginando nas áreas seguintes. Nada contra quem não fuma, afinal eu não fumo, mas o politicamente correto me incomoda, e muito. Acho que fumei durante uns seis meses quando eu tinha 16 anos (e você quer se mostrar para as meninas) até descobrir que era uma bobagem e que eu não gostava do lance todo.
Eu não sou contra a proibição de se fumar em lugares fechados. Achei a medida interessante, e adoro chegar em casa após uma balada sem estar cheirando a cigarro, mas a lei é abusiva. Quando o Estado começa a intervir nesse ponto começo a sentir frios na espinha. Gostaria que o senhor Serra e o senhor Kassab se preocupassem com o aumento assustador de moradores de rua em São Paulo, gente que merece uma vida digna, a qual o Estado vira as costas.
Não sei, mas acho que há muito cinismo nessa história toda.
Ps. O filme do Joe Strummer pode ser baixado aqui com legendas.
Ps 2. Tanto em Glasgow quanto Londres, lugares em que frequentei baladas na madrugada, é proibido fumar dentro dos pubs. Assim que você entra na balada recebe um carimbo que o permite entrar e sair do local (seja para fumar, seja para acompanhar um fumante, seja para ver a rua) sem nenhum problema. E muitas vezes - como em Glasgow - tinha mais gente na frente do pub do que dentro.
Ps 3. Tiraram o cigarro da Coco Chanel - aqui.
Agosto 18, 2009 10 Comments
Sebos e lojas bacanas de CDs e DVDs em SP
Meses atrás o André, de Porto Alegre, que vinha para o show do Radiohead em São Paulo, me escreveu pedindo dicas de lojas e sebos em São Paulo. Colo aqui com poucos retoques o email que respondi. Espero que tenha ajudado a ele. E acho que pode interessar para outras pessoas…
“Fala André, segue uma listinha rápida de duas áreas que, na verdade, são tão próximas que podem ser uma. Eu sempre passo em todas essas lojas pois moro ao lado da Augusta. Ainda falta dar uma mapeada na região de Pinheiros (tem dezenas de lojinhas sebos de CDs ótimas descendo a Teodoro Sampaio até a Pedroso Morais) e da Praça da Sé (há varios do famoso Sebo do Messias por ali, mas faz uma cara que não apareço por lá e preciso ver como tá). No entanto, essa listinha abaixo deve te dar “trabalho e diversão”.
Abraço
Mac
REGIAO PAULISTA
Compact Blue
Uma das melhores lojas de CDs e DVDs da cidade. Fica na Galeria Ouro Velho (nº 1371), um pouco abaixo da Neto Discos (próxima), tem centenas de itens importados, alguns com preço camarada, outros nem tanto, mas vale uma visita. O acervo de CD e DVD é indescritível.
http://www.compactblue.com.br/
RW CDs e DVDs
Também conhecida com ex-Neto Discos, essa loja tem algumas filiais pela região da Paulista, mas a mais bacana é a da frente do Espaço Unibanco (Rua Augusta, 1474). Não é um sebo, mas uma loja com promoções e queimas de estoque excelentes (principalmente em se tratando de samba e música brasileira). Há uma banca de R$ 6 com itens excelentes.
Discomania
Esse é sebo mesmo, apesar de ter alguns itens novos. E é uma rede. A primeira loja é mais especializada em CDs, DVDs, boxes e quetais. Fica na mesma calçada da Neto Discos, uma quadra abaixo. Não lembro se o nome dela é Discomania mesmo, mas é fácil identificar: da porta você verá os balcões com CDs a R$ 6, R$ 8 ou R$ 10 (essas são bancadas de CDs novos. Os usados ficam no fuindo). Um dos itens fodas desta loja são os DVDs de filmes clássicos (coisas do Bergman, Wilder e Truffaut) em preços muito mais em conta que a concorrência.
Discomania Loja 1
Descendo a Augusta (mais ou menos umas três ou quatro quadras - número 560) você irá encontrar um dos melhores sebos de vinil da cidade (Top 5 fácil). Há também CDs usados, DVDs e outras coisas. Eles dizem que tem mais de 40 mil CDs em estoque, mas isso é mais para impressionar. A loja é ótima, o atendimento é a la funcionários do Rob Fleming e a boa pedida para coisas de rock são as últimas bancadas lá no fundo.
Discomania Loja 2
Essa fica na Consolação, mas é bem fácil chegar a ela. Saindo da Loja 1 você desce em direção ao centro e vira à esquerda na primeira rua, Marques de Paranaguá, e vai até o final (duas quadras) na Consolação. Vira a direita a Consolação em direção ao centro e segue na calçada da direita. A Discomania Loja 2 fica nessa mesma calçada ao lado de uma padaria. É praticamente idêntica à loja 1, com muitos vinis e CDs bacanas.
REGIAO CENTRO
Velvet CDs
Vou pular daqui para a Galeria do Rock, na verdade a Galeria Presidente (nº 116), que fica na 24 de maio mais ou menos a 50 metros da Galeria do Rock. Nesse galeria existem algumas lojas excelentes, como a Velvet CDs, que trabalha com itens usados e coisas novas e possuem particularidades. A Velvet tem um bom acervo de shows bootlegs em DVD além de muita coisa usada bacana (e agora também muitos vinis) além dos últimos lançamentos. Fica no primeiro andar (que ao entrar na galeria você conhecerá como Rua Alta), número 26. É só falar com o André (foto do post), um dos meus melhores amigos em São Paulo. E você corre o risco de me encontrar no balcão (hehe).
Locomotiva DiscosLoja tocada pelos irmãos Márcio e Gilberto Custódio, que trabalham com LPs e CDs, novos e usados, nacionais e importados. Compactos 7″, camisetas… Especializada em Indie, Pop, Rock, Soul, Funk, MPB, Indiepop, Eletronica, Folk e afins. Marcio, inclusive, é um dos bons responsáveis pela disseminação de feiras de vinis na cidade. A loja fica na Galeria Nova Barão, Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 51 (Rua Alta), pertinho do metrô: Anhangabaú / República.
Na Galeria do Rock indico apenas uma loja, que gosto muito, de coisas usadas e preços ótimos. Não sei o nome dela, só o do dono, o Nei, uma sumidade em rock clássico e pesado dos anos 70 e 80. A dica é boa, viu. Você chega nela no terceiro ou (quase certo que) quarto andar da Galeria do Rock. Assim: quando você perceber que não existem mais dezenas de lojas e o trânsito de pessoas estiver menor, chegou. A dica mais apropriada, porém, são as seguintes: a loja do Nei fica na frente do fã clube oficial do Sepultura e do lado da loja Magical Mystery Tour, especializada, claro, em Beatles. A loja do Nei é fácil de identificar: existem vários CDs afixados na vitrine com durex. Ao entrar nela você verá, à esquerda, um mostruário com CDs a R$ 15, nas suas costas CDs a R$ 10 e na direita CDs a R$ 18. O barato, porém, é um estante de ferro que fica ao lado do balcão com CDs a R$ 10. Como a clientela do Nei é quase toda de classic rock sempre pintam coisas excelentes de indie rock e rock nacional nessa prateleira. Mas vale olhar com calma os mostruários.
E já que você está na região, vale descer a rua Capitão Salomão (atrás do Largo do Paissandu - que fica em frente à Galeria do Rock) em direção ao Anhangabaú. Nas duas calçadas você irá encontrar várias lojas de CDs e DVDs novos e usados (e muitas raridades) com preço relativamente mais em conta que os praticados no mercado (e nas próprias galerias). Coisa fina - e para passar uma manhã inteira. Divirta-se.
Agosto 17, 2009 28 Comments







