Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Junho 2009

Quem converte nao se diverte

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Lili está impressionada com o preco das coisas em Londres. Uma água, quase R$ 4. Mas o lema para Londres (e, no fim, para a Europa toda) é: quem converte nao se diverte. Estou muito achando que vamos chegar no fim da viagem sem um puto na conta corrente, mas nao dá para ficar se preocupando tanto, né mesmo. Tem que gastar com moderacao e nao chorar sobre a água de R$ 4 derramada…

Sendo assim, a segunda-feira comecou com Lili indo as compras. Passamos na Bond Street e na Oxford e ela se aventurou em lojas buscando algumas promocoes básicas. Deixei-a lá e fui me perder na HMV, uma das grandes megastores de CDs, DVDs e livros da cidade. Consegui sair sem nada nas maos. Achei tudo muito caro e pouca coisa me tentou (além de uns boxes que custavam os olhos da cara). Até passei rapidinho na MVE, na Berwick Street, uma loja de usados fodaca, mas nao levei nada.

Dali partimos numa longa caminhada pelas ruas do Soho até a entrada de Chinatown, o bairro oriental em Londres. E subimos a pé até o British Museum, o museu mais antigo do mundo, com um acervo de mais de 6 milhoes de itens que abrangem 1,8 milhao de anos da civilizacao. Coisa de chapar, viu. Vimos dezenas de mumias, coisas de 800 anos antes de Cristo e muito mais. Além da Great Court, o domo da nova sala de leitura do museu inaugurdo em 2000 e projetado por uma brasileira do escritorio de Sir Norman Foster. Foda.

Descansamos um pouco do jardim, e depois fomos caminhar. Acabamos aos pés da London Eye, a mais alta roda gigante do mundo, e mesmo o preco proibitivo (17 pounds) nao impediu o passeio. A visao da cidade é magnifica e o passeio vale a pena. Cabem umas dez, doze pessoas em cada cabine, mas sempre existem os romanticos que reservam a cabine inteira para pedir sua amada em casamento. Acho que umas duas cabines a frente acontecia isso, pois além do casal havia até um garcom servindo champagne…

O passeio deu tempo da minha roupa encharcada secar. Eu havia feito graca entrando em uma fonte labirintica no Royal Festival Hall, achando que nao ia me molhar. Sai ensopado, mas a roupa secou rapidamente, devido ao forte sol. Ainda estou gripado, e o ar seco combinado com o forte calor me fez ter nauseas, mas nada que pudesse atrapalhar. O dia esta escurecendo as 21h, e aquela previsao que falava em pancadas de chuva e temperatura em torno de 23 graus já era: o negocio aqui está acima de 25 graus fácil.

Terminamos o dia com um jantar em familia. Daniel fez uma pasta e ficamos conversando na mesa com ele e a Beth enquanto o Samuel enlouquecia com as quartas-de-final de Wimbledon. Um escoces passou para a semifinal, para delirio dos britanicos (e alguns nao britanicos, como o Samuel, que é portugues). Hoje o dia será de museus: Tate Modern, Tate Gallery e National Gallery. No fim da tarde, uns pints de cerveja com Daniel e na sequencia uma balada. Vamos ao sol.

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Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/

Junho 30, 2009   3 Comments

Glastonbury, Neil, Paul e Pixies

“It began with the death of a legend, and ended with the birth of new ones. Glasto 2009 had it at all: Blur, the boss, and the greatest ‘I was there at Glasto’ moment - Jacko’s death”…

Esse é o começo da resenha do Glastonbury 2009 feita pelo London Paper, um dos jornais gratuitos distribuidos em portas de metrô. Mas o grande momento da semana em Londres aconteceu no sábado, quando Neil Young fechava a segunda noite do Hard Rock Calling, no Hyde Park, com a sua já costumeira versão de “A Day In The Life”, daquela bandinha de Liverpool, e chamou para o palco um tal de Paul McCartney. Parece que a Terra tremeu…

Ah, e o Pixies confirmou para o fim do ano shows no Brixton Academy tocando a integra do “Doolittle”… ingressos à venda a partir de sexta-feira.

Ps. Os primeiros shows da viagem são depois de amanhã: Big Star e Tindersticks.

Ps 2.  Andrew, vou te escrever. Passamos pelo Soho hoje!!!

Junho 29, 2009   2 Comments

Um domingo em Londres

Dica do Daniel: subimos a pé a Holland Park Avenue (vindos do Shepherds Bush Green) até a Notting Hill Gate, e foi bem gostoso. Uma caminhada de pouco mais de dez minutos em uma área bacana da cidade. Demos uma passadinha em Portobello Road (que pra minha surpresa não estava tão agitada para um domingo de sol - será que todos os ingleses foram pegar “uma praia” em Brighton?), e depois seguimos para a City, mais precisamente para a St. Pauls Cathedral.

A catedral pertence a nação e a Londres, e estava aberta no domingo apenas para as missas. Entramos, ouvimos o coro e o orgão, mas Lili não pode subir até a galeria dos sussuros, que fica para terça ou quarta. Atravessamos a Ponte do Milênio, sobre o Tamisa, para irmos fazer um lanche na Tate Modern, e na única sala que entramos, Lili deu de cara com as bailarinas do Giacometti, e quase teve um ataque de emoção (Giacometti é um dos artistas prediletos dela).

Deixamos para olhar as exposições em outro dia (de chuva, de preferencia), e saimos a bater perna pela City caminhando até a prefeitura (onde Lili tirou um cochilo), de Sir Norman Foster, atravessando a Tower Bridge, passando pela Torre de Londres (os corvos estavam lá, o que quer dizer que a monarquia está segura) chegando até o Swiss Re, outro marco de Norman Foster no centro Londrino (ele está em “Match Point”, de Woody Allen).

Chegamos detonados em casa, mas deu para ver o jogo do Brasil e sair para beber uma London Pride, interessante cerveja da cidade que é servida em temperatura ambiente, e caminhar por Sheperds Bush bebendo Castle Lager, uma cerveja sul-africana que gelada deve ser bem boa. Bem, dois minutos para acabar o tempo do netcafé. Conto sobre a casa do Aleister depois…

Junho 29, 2009   1 Comment

Sao Paulo, Paris, Londres

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Chegamos. Na verdade, ja faz um tempo, mas soh agora deu para pegar o lap do Daniel para dar um alo. Alo. (hehe) A viagem foi aquela coisa cansativa, mas ate que deu para rever “Ele Nao Tao Afim de Voce” (a Lili, que nao dormiu nada, viu ainda “Scoop”, dois episodios de Friends e dois episodios de outra coisa que esqueci), tentar jogar xadrez e apagar. Lili nao dormiu durante a noite, e apagou assim que o sol nasceu. 10h30 depois de sair de Guarulhos estavamos em Paris. O pessoal da imigracao conferiu os passaportes na saida do aviao, tudo liberado para a conexao para Londres.

Vou dizer, mas voce ja sabia: voar de Air France eh bem melhor que de Iberia. O servico de bordo entao, nem se compara. Teve ate no voo de conexao. Descemos em Heathrow quase 10h40 da manha, e a passagem na imigracao foi tranquilissima. O tio perguntou se era a primeira vez da Lili no velho mundo, e resmungou por eu ter esquecido de colocar a data no meu cartao de entrada. Nada que atrapalhasse. Chegamos mortos na casa do Daniel, a nossa casa em Londres, e um banho nos deixou pronto para as aventuras do dia, que eu conto amanha com calma (e com fotos).

Soh uma coisa: Lili se apaixonou por Londres. Mais do que eu na primeira vez…

Outra: o Liberation fez um caderno de 20 paginas para o Michael

Mais uma: assisti ao jogo do Brasil com transmissao da BBC, e eles nao ficaram tao felizes com a virada do time do Dunga. (hehe).

Vou prum pub. Ja volto.

Ps. Na foto, Lili em um momento de relaxamento no aeroporto Charles de Gaule, na poltrona que ela traria pra casa, se pudesse.

Junho 28, 2009   5 Comments

Saindo do inverno para o verão

São Paulo - mínima de 14, máxima de 19

Paris - mínima de 15, máxima de 25

Londres - mínima de 12, máxima de 26

Junho 27, 2009   2 Comments

Paul is dead?

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Clique na imagem para ler a história e tente pegar as 28 citações de músicas dos Beatles.

Junho 26, 2009   No Comments

Agora só falta Barcelona

Bem, último dia de trabalho. Amanhã começam as tão esperadas férias. Voamos para Paris no fim de tarde, a baixamos em Londres na manhã de domingo. Á viagem está praticamente toda fechada, com passagens internas de avião, trem, e albergues, hotéis e apartamentos reservados, só faltando hospedagem nos quatro dias de Barcelona. Assim como no ano passado, vou tentar manter um diário o mais atualizado possível (mesmo sem levar um notebook). Vamos ver como vai ser.

Junho 26, 2009   4 Comments

Michael Jackson, 1958 / 2009

Sabe qual foi a primeira coisa que Michael disse ao chegar no céu?

- Onde está o menino Jesus?

Alguém responde:

- Está com a Madonna…

*******

Três respostas rápidas para um jornal de Fortaleza:

Por que o Michael Jackson foi tão importante?
Michael Jackson, assim como Madonna, são talvez os últimos grandes ícones da música nos últimos 30 anos. Os anos 90 tiveram Axl Rose e Kurt Cobain (e outros menos cotados), mas Michael conseguiu atrair a atenção de muito mais pessoas durante muito mais tempo. É praticamente impossível escrever qualquer coisa que seja da primeira metade dos anos 80 sem esbarrar na figura dele. E ele acabou virando personagem de si mesmo, algo que alimenta e muito o mito, o imaginário popular. Ele foi mais um daqueles artistas que cresceram na frente do público.

O que ele deixa para a música pop?
Um enorme vazio. O fato dele ter esgotado 50 apresentações mostra o quanto a música pop ainda era reverente ao mito. E com a mudança de cenário, difícil imaginar o surgimento de um outro Michael. Quem vai vender 30 milhões de discos, se as vendas só despencam mês a mês? Michael é o símbolo de um dos últimos momentos da era de ouro da música pop.

É possível existir outro fenômeno como MJ ou ele é um ícone como Elvis, John Lennon?
É muito difícil, mas não impossível. Kurt Cobain foi um desses. Talvez Bono o seja. Sobre essa novíssima geração, quem sabe. Em nosso intimo fica difícil imaginar que alguém possa igualar gente como Michael Jackson, John Lennon e Elvis Presley. Eles são ícones. Eles estão ai faz tanto tempo que parece que sempre existiram.

Ao som de Beat It

Junho 26, 2009   8 Comments

Aimee Mann em Buenos Aires e… Santiago

Já está no site dela, 13 de agosto em Bue e 14 de agosto na capital chilena. Alguém faz o favor de trazer essa mulher pra São Paulo!

Junho 25, 2009   5 Comments

Sobre coisas que não combinam

Gripe forte com ressaca enorme. Não tem como dar certo.

Junho 25, 2009   1 Comment

Cenas da vida em São Paulo: no cabeleireiro

Em São Paulo é possível encontrar todo o tipo de barbearia que você quiser. Tem algumas, tipo a Barbearia 9 de Julho, que oferecem aos clientes máquina de chope, garrafas de uísque e revistas masculinas. Nessa reportagem aqui você lê um pouco mais, porém é fato que nunca topei pagar mais do que R$ 10 para cortar o cabelo (talvez seja trauma do exército, em que se pagava R$ 2 e o cara passava a máquina sem se importar muito com o resultado - e até ficava ok).

Até entendo as mulheres que vão a salões de cabeleireiros super chiques e tal, mas meu cabelo não é a coisa mais difícil de cortar, então nem me preocupo tanto. Aliás, a única vez que cortei em um cabeleireiro chique, influenciado pela namorada que estava ali cortando, o cara conseguiu errar o corte. Dito isto, já faz uns dez anos que, em São Paulo, corto cabelo em uma cabeleireira em uma das galerias do centro da cidade. Comecei pagando R$ 6. Hoje pago R$ 10. E as histórias…

Um cara está sentado com uma senhora fazendo a sua unha. Ele puxa papo com a cabeleireira.

- E a Wanda, como está?
- Ela passou aqui ontem. Que peitão, viu – comenta a cabeleireira.
- Eu soube. Parece que ela vai colocar silicone na bunda também.
- Essa vai se dar bem na vida.
- Com certeza. Uma hora dessas ela arranja um italianão que vai pagar tudo pra ela.
- Ela está comprando um apartamento no Copan, mas não é kit não.
- Ai, falando em apartamento, sabe que eu me mudei, né – muda de assunto o rapaz
- De bairro?
- Não, continuo no mesmo bairro, mas mudei de prédio. Lembra que eu tinha contado que eu morava numa cobertura…
- Que chique…
- Nada. Era pequeno, um quarto, sala e cozinha, mas com uma sacada de 7 metros. Só que acredita que todo o domingo, às 8h da manhã, a vizinha debaixo ligava o som com axé no último volume…
- Axé? – diz a cabeleireira com jeito desgostoso.
- Pois é. Todo santo domingo era a mesma coisa, até que não agüentei e me mudei para um outro prédio, um apartamento enorme, 80 metros, mas no segundo andar. E não é que estou dormindo no domingo de manhã no novo apartamento e a vizinha começa a ouvir pagode no último volume…
- Eu tinha uma amiga, emenda a cabeleireira, que se mudou de apartamento por causa do Amado Batista.
- Ahn?
- A vizinha dela ouvia Amado Batista todo o santo dia. E a minha amiga falava: “Ou eu me mudo, ou eu mato essa mulher”. Ela se mudou, mas até hoje não pode sequer ouvir falar no nome do Amado Batista… (risos)

Junho 24, 2009   4 Comments

Um especial sobre cervejas de trigo

O Tiago já tinha me falado desta reportagem interessante que saiu no caderno Paladar, do Estadão, e hoje o Alexandre me repassou o link. Abaixo tem três, mas na verdade é um Top 10. Leia aqui. Vou te dizer que provei umas cinco dessas, e nenhuma delas entra num Top 10 particular de boas cervejas.

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Junho 23, 2009   1 Comment