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Posts from — junho 2009

Quem converte nao se diverte

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Lili está impressionada com o preco das coisas em Londres. Uma água, quase R$ 4. Mas o lema para Londres (e, no fim, para a Europa toda) é: quem converte nao se diverte. Estou muito achando que vamos chegar no fim da viagem sem um puto na conta corrente, mas nao dá para ficar se preocupando tanto, né mesmo. Tem que gastar com moderacao e nao chorar sobre a água de R$ 4 derramada…

Sendo assim, a segunda-feira comecou com Lili indo as compras. Passamos na Bond Street e na Oxford e ela se aventurou em lojas buscando algumas promocoes básicas. Deixei-a lá e fui me perder na HMV, uma das grandes megastores de CDs, DVDs e livros da cidade. Consegui sair sem nada nas maos. Achei tudo muito caro e pouca coisa me tentou (além de uns boxes que custavam os olhos da cara). Até passei rapidinho na MVE, na Berwick Street, uma loja de usados fodaca, mas nao levei nada.

Dali partimos numa longa caminhada pelas ruas do Soho até a entrada de Chinatown, o bairro oriental em Londres. E subimos a pé até o British Museum, o museu mais antigo do mundo, com um acervo de mais de 6 milhoes de itens que abrangem 1,8 milhao de anos da civilizacao. Coisa de chapar, viu. Vimos dezenas de mumias, coisas de 800 anos antes de Cristo e muito mais. Além da Great Court, o domo da nova sala de leitura do museu inaugurdo em 2000 e projetado por uma brasileira do escritorio de Sir Norman Foster. Foda.

Descansamos um pouco do jardim, e depois fomos caminhar. Acabamos aos pés da London Eye, a mais alta roda gigante do mundo, e mesmo o preco proibitivo (17 pounds) nao impediu o passeio. A visao da cidade é magnifica e o passeio vale a pena. Cabem umas dez, doze pessoas em cada cabine, mas sempre existem os romanticos que reservam a cabine inteira para pedir sua amada em casamento. Acho que umas duas cabines a frente acontecia isso, pois além do casal havia até um garcom servindo champagne…

O passeio deu tempo da minha roupa encharcada secar. Eu havia feito graca entrando em uma fonte labirintica no Royal Festival Hall, achando que nao ia me molhar. Sai ensopado, mas a roupa secou rapidamente, devido ao forte sol. Ainda estou gripado, e o ar seco combinado com o forte calor me fez ter nauseas, mas nada que pudesse atrapalhar. O dia esta escurecendo as 21h, e aquela previsao que falava em pancadas de chuva e temperatura em torno de 23 graus já era: o negocio aqui está acima de 25 graus fácil.

Terminamos o dia com um jantar em familia. Daniel fez uma pasta e ficamos conversando na mesa com ele e a Beth enquanto o Samuel enlouquecia com as quartas-de-final de Wimbledon. Um escoces passou para a semifinal, para delirio dos britanicos (e alguns nao britanicos, como o Samuel, que é portugues). Hoje o dia será de museus: Tate Modern, Tate Gallery e National Gallery. No fim da tarde, uns pints de cerveja com Daniel e na sequencia uma balada. Vamos ao sol.

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Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/

junho 30, 2009   No Comments

Sao Paulo, Paris, Londres

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Chegamos. Na verdade, ja faz um tempo, mas soh agora deu para pegar o lap do Daniel para dar um alo. Alo. (hehe) A viagem foi aquela coisa cansativa, mas ate que deu para rever “Ele Nao Tao Afim de Voce” (a Lili, que nao dormiu nada, viu ainda “Scoop”, dois episodios de Friends e dois episodios de outra coisa que esqueci), tentar jogar xadrez e apagar. Lili nao dormiu durante a noite, e apagou assim que o sol nasceu. 10h30 depois de sair de Guarulhos estavamos em Paris. O pessoal da imigracao conferiu os passaportes na saida do aviao, tudo liberado para a conexao para Londres.

Vou dizer, mas voce ja sabia: voar de Air France eh bem melhor que de Iberia. O servico de bordo entao, nem se compara. Teve ate no voo de conexao. Descemos em Heathrow quase 10h40 da manha, e a passagem na imigracao foi tranquilissima. O tio perguntou se era a primeira vez da Lili no velho mundo, e resmungou por eu ter esquecido de colocar a data no meu cartao de entrada. Nada que atrapalhasse. Chegamos mortos na casa do Daniel, a nossa casa em Londres, e um banho nos deixou pronto para as aventuras do dia, que eu conto amanha com calma (e com fotos).

Soh uma coisa: Lili se apaixonou por Londres. Mais do que eu na primeira vez…

Outra: o Liberation fez um caderno de 20 paginas para o Michael

Mais uma: assisti ao jogo do Brasil com transmissao da BBC, e eles nao ficaram tao felizes com a virada do time do Dunga. (hehe).

Vou prum pub. Ja volto.

Ps. Na foto, Lili em um momento de relaxamento no aeroporto Charles de Gaule, na poltrona que ela traria pra casa, se pudesse.

junho 28, 2009   No Comments

Agora só falta Barcelona

Bem, último dia de trabalho. Amanhã começam as tão esperadas férias. Voamos para Paris no fim de tarde, a baixamos em Londres na manhã de domingo. Á viagem está praticamente toda fechada, com passagens internas de avião, trem, e albergues, hotéis e apartamentos reservados, só faltando hospedagem nos quatro dias de Barcelona. Assim como no ano passado, vou tentar manter um diário o mais atualizado possível (mesmo sem levar um notebook). Vamos ver como vai ser.

junho 26, 2009   No Comments

Os shows que vamos esbarrar na viagem

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No próximo sábado, eu e Lili embarcamos para a Europa (minha segunda viagem, a primeira dela) para um mochilão de 40 dias. Já compramos ingressos para vários shows, mas hoje fui pesquisar quais são os shows que vão estar acontecendo nos dias em que vou estar em cada uma das cidades que vamos visitar. É de cair o queixo, viu. Vamos encontrar Madonna, Lady Gaga e Britney Spears em Paris, Nine Inch Nails em Roma e Madri, entre outras coisas. Ah se tivéssemos dinheiro para ver tudo…

No domingo, dia em que chegamos em Londres, tem o último dia do Hard Rock Calling, com Bruce Springsteen (Neil Young e Fleet Foxes tocam um dia antes). Como já vou ver o chefão em Roma, e vamos chegar de viagem no meio do dia arrebentados, vamos passar o Bruce. Na segunda (29/07) é a vez do Nouvelle Vague fazer um pocket na loja Pure Groove, às 18h30, e no mesmo dia começa o Serpetine Sessions, no Hyde Park, com Regina Spektor. Na terça (com ingressos sold-out) tem Bon Iver e na quarta… Tinderstiks com Big Star e David Kitt (25 pounds já gastos – \o/).

Na terça ainda tem Kings of Leon com Glasvegas na O2 Arena (já paguei meus pecados com o Kings of Leon no ano passado) e M Ward no Sheperds Bush Empire (13,50 pounds – de se pensar, hein). Kings of Leon e Glasvegas voltam ao O2 Arena na quarta, que ainda terá Crosby, Stills and Nash no Royal Albert Hall, Steely Dan no Apollo Hammersmith e Foals no The Lexington. Na quinta tem Deerholf no Concorde, e Blur no Hyde Park (ingresso comprado) num festival que ainda terá Crystal Castles, Foals, Friendly Fires, Golden Silvers e Hypnotic Brass Ensemble.

Na sexta seguimos para Paris, e no sábado de manhã vamos para Leuven, na Bélgica, (encontrar Carlos e Camila) para o terceiro dia do Rock Werchter (Nick Cave, Franz Ferdinand, Mogwai, Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Kate Perry, Social Distortion, entre outros). Voltamos domingo à noite pra Paris, que receberá Britney Spears (dias 05 e 06/07). Na terça, Nine Inch Nails faz show no Le Zénith com abertura do Mew (46 euros), Santogold no Élysée Montmartre e Leonard Cohen no Palais Omnisports de Paris-Bercy (ingresso comprado).

Na quarta tem Simple Minds no L’Olympia. A quinta terá Lady Gaga no L’Olympia, Madonna no Palais Omnisports de Paris-Bercy e Antony and the Johnsons no Salle Pleyel. Na setxa tem Erykah Badu no Le Zénith. No sábado e domingo partimos para Bruges, para assistir ao Cactus Festival (Paul Weller, Gutter Twins, Cold War Kids, Joss Stone, Calexico, Magic Numbers, !!!). Depois de passarmos por Bruxelas e Berlim partimos para Florença, que recebe o Motorhead no Fortezze, dia 16 e 17 de julho. No sábado, 18/07, tem David Byrne.

No domingo, já em Roma, tem Bruce Springsteen (ingresso comprado) e na quarta (ainda em Roma) tem Nine Inch Nails, TV on the Radio, Animal Collective e Zu no festival Rock In Roma, que acontece no Ippodromo delle Capannelle (46 Euros – ainda não comprei, massss…). De Roma seguimos para Veneza, onde o Simple Minds faz show na sexta-feira. No domingo, quando chegarmos a Barcelona, o Sepultura fará show na Sala Apolo e quarta (28/07) será a vez de Marianne Faithfull subir ao palco no L’Auditori. Então seguimos para Madrid, última perna da viagem, que terá Nine Inch Nails no La Riviera (30/07 – sold-out) e Moby. Ufa.

junho 21, 2009   No Comments

Passagens de trem na Itália e na Espanha

Mais um exemplo do “comprar antes é uma boa” em se tratando de transporte na Europa. Compramos ontem os trechos de trem de Madrid para Barcelona, e de Florença para Roma. Para trechos na Espanha (e da Espanha para outros países) você pode comprar diretamente no site da Renfe (http://www.renfe.es/). Há uma tarifa promocional web, o melhor preço que você irá encontrar. A tarifa normal custa 113 Euros, e pagamos 43 euros pela tarifa web. Compensa muuuuuuito.

Na Trenitalia (http://www.trenitalia.com/ – que opera linhas regionais dentro da Itália e da Itália para outros países), optamos por escolher ir de Eurostar – mais rápido e pontual – ao invés de empresa italiana (que é mais lento e para em vários lugares). A diferença é de uma hora de viagem. A segunda classe na Eurostar saiu por 39 euros enquanto a empresa italiana tinha preços de até 16 euros (para a viagem mais longa, de três horas). Quando fomos fechar o pedido percebemos um botão de 15% de desconto. Clicamos… e ganhamos o desconto. Ele é concedido para um número limitado de lugares no vagão, ou seja, quem compra antes consegue.

Agora, todas as nossas passagens estão garantidas. A viagem está redondinha. Falta exatamente uma semana. Estamos aqui contando os dias.

junho 20, 2009   No Comments

Cenas da Vida em São Paulo – O encontro

Manhã fria de sol. Ele está completamente entretido na leitura de um livro, tão concentrado que quase perde o ponto de descida do ônibus. Desce e caminha em direção a um posto de conveniência, pede dois pães de queijo com recheio de requeijão com azeitona e um isotônico, e sai da loja desajeitado com o livro em uma mão, os pães de queijo e o isotônico na outra, e a mochila nas costas.

Assim que entra na rua do trabalho, atravessa de uma calçada para outra, e no instante em que pisa na outra calçada, se vê frente a frente com o homem, que caminha entretido ao lado de sua mulher. O rapaz o olha, e para, estático. São alguns segundos que parecem horas até cair a ficha, que ecoa dentro de sua cabeça: “Era o Arnaldo Baptista? Era o Arnaldo Baptista. Arnaldo!!!!!”.

Ele vê o homem e sua mulher se distanciando, pensa em gritar seu nome, sair correndo para um abraço, um cumprimento, mas fica estático. No ar, cheiro de pão de queijo.

*******

Um dia antes, conversa de MSN:

Marco Tomazzoni diz:
– Esqueci de te contar. O Arnaldo estava na Rua Amauri hoje de manhã.

Marcelo Costa diz:
– Antunes?

Marco Tomazzoni diz:
– Não! Baptista!

Marcelo Costa diz:
– Sério???? Como assim???? E você deu um abraço nele???

Marco Tomazzoni diz:
– Não…

Marcelo Costa diz:
– Como assim????

*******

Agora entendo a resposta negativa do Marco. A propósito, “Loki”, o documentário obrigatório de Paulo Henrique Fontenelle sobre Arnaldo Baptista estréia hoje nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Tubarão, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Recife, Fortaleza e Salvador. Assista. E, por um momento, feche os olhos e de um abraço no Arnaldo.

Leia também:
– “Loki”, de Paulo Henrique Fontenelle, por Marcelo Costa (aqui)

junho 19, 2009   No Comments

Opinião do Consumidor: Mac Queens Nessie

Mac Queens Nessie

Teste de Qualidade: Mac Queens Nessie
– Produto: Cerveja Scoth Ale
– Nacionalidade: Austríaca
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 3/5

A Áustria também faz cerveja, e boa. A Eggenberger Mac Queens Nessie é um ótimo exemplo. Ela é fabricada por uma das mais antigas cervejarias da Europa, a Eggenberg, no castelo de mesmo nome (datado do século 10). O castelo fica no estado de Salzburg, região dos Alpes Austríacos, às margens do rio Alm – cuja água é usada para a produção das cervejas.

Com 5,0% de teor alcoólico, a Nessie é uma cerveja de alta fermentação fabricada com malte de uísque de Highland, na Escócia, e homenageia em seu nome e rótulo o lendário monstro escocês do Lago Ness. Ela tem cor âmbar puxada para o alaranjado e matura por dois meses antes de seu engarrafamento. Seu paladar é agradavelmente delicioso e defumado com toques de caramelo, malte e muito pouco amargor. O aroma lembra café, mel, frutas cítricas e malte.

Apesar de ser uma cerveja austríaca, a Nessie segue o estilo escocês e sua principal característica é o malte de uísque – valorizado no aroma e no sabor. É uma cerveja bastante leve cuja maturação por dois meses em madeira também marca presença no conjunto final, e o leve amargor não a transforma em uma cerveja muito adocicada, o que é muito bom. Pode ser encontrada em empórios entre R$ 10 e R$ 14 (a garrafa de 330 ml) e vale muito experimentar.

junho 15, 2009   No Comments

Sobre o fim – de semana e de romances

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Uma das coisas que eu pensava ao dormir na noite de quarta era de que iria aproveitar o feriadão para dormir e descansar. Me esconder do frio com Lili debaixo de edredons. Ledo engano. É impressionante como gostamos de nos enganar. Ficar sem fazer nada é algo que me incomoda ferozmente. Adoraria ficar deitado o dia todo vendo filmes, comendo pipoca e me enrolando com a namorada (não necessariamente nessa ordem), mas quem diz que consigo.

Desta forma, assim que acordamos e percebi o sol quente pela janela, já tirei Lili da cama para tomarmos café na Padaria Boulevard (pare no balcão e peça a “Boa” com um capuccino! Seu dia vai ficar muuuuito melhor), e depois seguirmos para o centro da cidade para pesquisarmos preços de aquecedores e netbooks. Acabamos comprando o primeiro, afinal, como você sabe, a sensação térmica do meu apartamento é de 5 graus (Bianca e Fernando, vocês chegaram com o aquecedor ligado, não vale!).

No fim da tarde de quinta, várias mensagens chegaram ao celular. “Vamos beber? “. E eu: “Talvez”. “Vamos para um boteco?”. E eu: “Talvez”. Por fim acabamos indo para o Fuad jantar picanha no saralho e jogar conversa fora. Quase perdi minha cabeça quando Ligilena, do alto de sua tarde entornando vinho e da noite a base de cerveja, não se conformou em eu nunca ter assistido “ET”, e arremessou o DVD pirata de “Se eu Fosse Você 2”, que passou tirando lasca de meu pescoço. Morrer tudo bem, mas com a cabeça decepada por Tony Ramos e Glória Pires não. (hehe). Vou assistir ao filme. Prometo.

A sexta prometia. Era dia dos namorados (com direito a abrirmos a última garrafa de vinho que trouxemos de Santiago dois anos atrás), tinha uma festa mexicana para ir, show do Caetano no Credicard Hall, mas tudo se resumiu a rodar alguns sebos, conhecer a pequena (apenas 45 cm) e linda Olivia (seja bem-vinda, princesa), de dois dias, filha da Dre e do Marco, que me tirou algumas lágrimas dos olhos, e conferir o novo show de Cae mais à noite, sobre o qual escrevi aqui. Nem o vinho abrimos, mas já marcamos outra data para tirar a rolha da garrafa.

O sábado foi o dia mais corrido do feriadão. Fiquei um tempo na Velvet CDs, e depois corri para o Veloso, para encontrar vários amigos e o sensacional bife de tira (bati a foto que abre o post com a máquina da Capitu). Ficamos de 12h30 até às 19h no lugar, e bebi seis caipirinhas de cachaça (Lili diz que foram sete, onde já se viu: eu bebo, e ela que perde a conta). Deu tempo de voltar pra casa e dormir duas horas antes do esquenta para o show de Jens Lekman, no Studio SP. Eu acordei às 22h03, coloquei os pés no chão, e um amigo ligou: “Vai rolar? Tô chegando”. Levantei, caminhei até a sala e o interfone toca com outro amigo na porta.

Um tempo depois, já com o Fernando, a Bianca e os Tiagos na sala vendo DVDs do programa de Jools Holland, liga a Ligelina. “Mac, chamei um pessoal para ir ai? Tudo bem?”. Resposta afirmativa. “Mas é uma turma grande”. Outra resposta afirmativa e acho que desde o dia que abrimos a casa não havia tanta gente bacana reunida no mesmo lugar. Era uma vez três Patricia, algumas Leffe, outras Baker de trigo e felizmente alguns gostaram da cachaça forte Milagre de Minas, que eu e Lili trouxemos de Ouro Preto. Foi bem divertido.

Jens Lekman por Liliane Callegari

Já o show do Jens foi… interessante (a foto é da Lili; mais aqui). No palco, só ele (na voz belíssima e na guitarra ocasional) acompanhado do amigo Victor, que soltava via laptop a base das canções. Sim, é isso que você pensou mesmo: quase um playback. Os arranjos são lindos, alguns de chorar, mas a apresentação é quase como uma noite em uma churrascaria. Jens pode ser definido canhestramente como o Wando da Suécia. Wando, aliás, que na Virada Cultural tocou a clássica “Fogo e Paixão” acompanhado de bateria eletrônica e uma guitarra. Como Jens. “Black Cab”, “The Opposite Of Hallelujah”, “You Are The Light” e a hilária versão de “A Postcard To Nina” (com Ana Garcia, do Coquetel Molotov, traduzindo no segundo microfone) foram os grandes momentos da noite.

Domingo eu deveria ir a Taubaté visitar as três mulheres da minha vida que residem lá (a mãe Vilma, a irmã Cristiane e a sobrinha Gabriela), e tentar dar um olá para a quarta (a afilhada Amanda), mas não rolou. Minha irmã estava de mudança, e ninguém precisa de visitas em dia de mudança. Acabamos ficando em casa e fomos à tarde, na companhia de Tiago Agostini e Marina Person, conferir a sensação indie “Apenas o Fim” (assista ao trailer), longa-metragem de estréia do estudante universitário Matheus Souza, da PUC-RJ, um interessantíssimo retrato de geração cujo pano de fundo é o fim de uma história de amor (conhecido por todos aqueles, de 8 a 80, que já viveram algum romance na vida).

O roteiro assim como as boas atuações de Érika Mader e Gregório Duvivier credenciam – e muito – o filme. Lembrou-me claramente a primeira vez que li “O Clube dos Corações Solitários”, romance de estréia do amigo André Takeda, no que aquilo mais representava pra mim: alguém como eu escrevendo no terreno que já foi habitado por deuses do quilate de Rimbaud, Shakespeare e Huxley. É o velho sintoma de “não estou sozinho no mundo”, sabe. Afinal, por mais que Lygia Fagundes Telles e Vinicius tenham me traduzido dezenas de vezes em momentos especiais de minha vida, eles estão no cerne da dor, lá no fundo do âmago, enquanto Takeda e Matheus Souza mostram a timidez no olhar. Eles exteriorizam algo que só quem está vivendo a mesma época que eles consegue perceber – e rir e se envergonhar.

Já faz tempo que deixei de viver a mesma época de Matheus Souza, por isso mesmo que as referencias a coisas como Tartarugas Ninjas e Nintendo não me comovem, mas já estive tantas vezes face a face com o fim do amor que é impossível não sentir um arrepio na espinha quando observo uma história chegando ao fim. É extremamente natural que, conforme envelhecemos e passemos pela faculdade, deixemos de ser inocentes para nos transformarmos em cínicos, mas a dor do fim do amor, meu (minha) caro (a) amigo(a) continua doendo aos 12, aos 21 , aos 34 e, acredito eu, aos 50 e tantos (Caetano, sofrendo e compondo como um menino é um bom exemplo disso).

Tirando a história de amor e dor, “Apenas o Fim” ainda me assustou ao imaginar a força com que os Los Hermanos bateram na geração estudantil desta década. Eu que acredito que o “Bloco do Eu Sozinho” seja o disco dos anos 00 fico triste pela postura da banda, grandiosa demais, posada demais, em que os personagens se agigantaram ignorando a história (que eles mesmos admiravam). Como Marcelo Camelo pode se sentir grande perante a obra de Chico Buarque? Desculpe-me, mas a humildade (com H maiúsculo e dourado? – risos) deveria ser exemplo. Para mim, o sucesso do Los Hermanos foi mais maléfico do que benéfico, mas não se preocupe, é meu lado cínico reclamando do estado das coisas. Veja o filme. Leia o livro do Takeda. Jogue fora seus discos do Los Hermanos. Sonhe. E me desculpe pelo post confuso. Devo estar bêbado… ainda (risos).

Apenas o Fim - O Filme

junho 15, 2009   No Comments

A história do Edifício Martinelli

Lateral do Edifício Martinelli, em São Paulo

Eu adoro a história do Edifício Martinelli, cuja lateral emoldura a foto acima, tirada em meio a uma feijoada com caipirinha no Salve Jorge, do centro de São Paulo. A história, resumidamente, é a seguinte: o Edifício Martinelli, com 30 pavimentos, foi o primeiro arranha céu do Brasil. Está localizado no triângulo formado pela Rua São Bento nº405, Av. São João nº 35 e Rua Libero Badaró nº 504, no centro de São Paulo. Porém, vários percalços marcaram a sua construção até sua inauguração em 1929. Muita gente não acreditava que o prédio fosse ficar em pé por muito tempo, então o comendador Martinelli, que fez a obra assistido pelo arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, decidiu pelo óbvio: quando o prédio alcançou 25 andares (a primeira previsão era de apenas 10), fez uma mansão de 5 andares no topo, e foi morar lá. A história toda – bem interessante – pode ser lida aqui, mas bate um google que há outros links legais.

Ps. Em dez anos morando na cidade, ainda não visitei o topo do prédio. Vou agendar uma visita.

junho 9, 2009   No Comments

Dezenove dias para as férias

Começou a contagem regressiva. Tirando os quatro dias do próximo feriadão são apenas 14 dias de trabalho (estou de plantão na última semana antes das férias), e então 37 dias de andanças pelo Velho Mundo. Estou precisando demais disso. A vista está meio turva, o cérebro não consegue chegar a um resultado satisfatório numa soma de 2 + 2, e o frio paulistano chegou definitivamente. Hora de dar uma volta.

Ando um pouco relapso com meus textos, eu sei, mas acredite: não é por vontade própria. Algo está me bloqueando. Não tenho conseguido passar as coisas que venho sentindo para as folhas brancas do Word. Às vezes parece que ando com o coração envolto em uma bolha de plástico que o protege das coisas ruins do mundo, mas também das coisas boas. O que não quer dizer que não ando me arrepiando ultimamente. Imagina.

Por exemplo: na semana passada trouxe para o trabalho o bootleg das sessões de Elvis Costello com Paul McCartney. Assim que começou “My Brave Face”, com os dois dividindo os vocais, me arrepiei. Ainda não comentei da sessão do filme “Joe Strummer – O Futuro Não Está Escrito” (baixe aqui – com legendas toscas em português), mas sai da sessão revigorado, como se minha alma tivesse tomado uma ducha quente.

E, também, comecei a ler o sensacional “Um Ano na Vida dos Beatles e Amigos”, de Clinton Heylin (leia o prefácio aqui), cujos primeiros parágrafos serviram para voltar a me dar um norte sobre as coisas que me motivam a escrever. “Em muitos aspectos, o verão de 1967 foi o momento em que o resto do mundo alcançou os mais descolados, que haviam visto o mundo pop virar de cabeça pra baixo no ano anterior (algo muito parecido com o punk, uma década mais tarde”).

O fato é que ando em débito comigo mesmo – e com você. Vou tentar corrigir isso nos próximos dias, assim como vou atrás de um netbook para levar na viagem e relatar com mais precisão essa segunda ida ao Velho Mundo – e todos os pontos turísticos, e todos os shows, e todas as alegrias e mancadas. Saio de São Paulo em direção a Paris no próximo dia 27 voando de Airbus da Air France. Melhor não pensar muito, né. Mas que dá um friozinho no estômago, ahh dá.

27/06 – São Paulo / Paris
28/06 – Paris / Londres
29/06 – Londres
30/06 – Londres
01/07 – Londres
02/07 – Londres (Hyde Park: Blur, Foals, Friendly Fires, Crystal Castles)
03/07 – Londres / Paris
04/07 – Paris / Leuven (Rock Werchter: Nick Cave, Franz Ferdinand, Mogwai, Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Kate Perry, Social Distortion)
05/07 – Leuven / Paris
06/07 – Paris
07/07 – Paris (Leonard Cohen)
08/07 – Paris
09/07 – Paris
10/07 – Paris
11/07 – Paris / Bruges (Cactus: Paul Weller, Gutter Twins, Cold War Kids)
12/07 – Bruges (Cactus: Joss Stone, Calexico, Magic Numbers, !!!)
13/07 – Bruxelas / Berlim
14/07 – Berlim
15/07 – Berlim
16/07 – Berlim / Pisa / Firenze
17/07 – Firenze
18/07 – Firenze
19/07 – Firenze / Roma (Bruce Springsteen)
20/07 – Roma
21/07 – Roma
22/07 – Roma
23/07 – Roma / Veneza
24/07 – Veneza
25/07 – Veneza
26/07 – Veneza / Barcelona
27/07 – Barcelona
28/07 – Barcelona
29/07 – Barcelona
30/07 – Barcelona / Madri
31/07 – Madri
01/08 – Madri
02/08 – Madri / Paris / São Paulo

junho 8, 2009   No Comments

Meus cinco botecos preferidos em São Paulo

Na mesa do Veloso

A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.

Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck.  O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…

Veloso
É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. A cerveja é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.

As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo Lili dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.

Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.

Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
http://www.velosobar.com.br/

Exquisito
Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Encontrei a Helena (que me ensinou a fazer risoto), Camilinha (e o Carlos) e vários outros amigos diversas vezes ali. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.

Rua Bela Cintra, 532, Consolação
http://www.exquisito.com.br

Esquinão do Fuad
Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” da Karina, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar – nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. Ligelena é fã do lugar.

Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia
http://www.esquinagrill.com.br

Bar do Zé
Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater “Bar do Zé + Maria Antônia” no Google. hehe

Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque

Charm
A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci Lili, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da comunidade do bar no Orkut discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão… risos

Rua Augusta, 1448, Consolação

Bebendo Bohemia no Bar do Zé / Foto: Karina Tengan

junho 4, 2009   No Comments

Guia para sobrevivência do homem na cozinha

Guia para a sobrevivência do homem na cozinha

Eu já contei a história desse livro aqui, mas volto a falar dele por alguns motivos especiais. Ganhei o livro (lançado em 1998) três anos atrás da Helena, uma amiga querida fã de Chico que decidiu me dar um empurrão na cozinha (não, eu não cai). O texto linkado foi escrito especialmente para o Comidinhas, da queridíssima Alessandra Blanco, e tempos depois recebo um email fofissimo da Alessandra Porro, autora do livro, comentando sobre o post e agradecendo.

Como o livro encontra-se esgotado (mas você pode encontrar usado na ótima Estante Virtual – veja aqui), a Alessandra decidiu colocá-lo inteirinho em um blog.  E assim nasceu o “Guia para a sobrevivência do homem na cozinha, versão blog”, que traz todas as receitas do livro. Diz a Alessandra: “Em dez anos aprendi muito, há coisas que faria diferente. Mas ao invés de mexer no texto, decidi deixar como foi publicado e acrescentar comentários ao pé das receitas. Bom proveito e bom apetite!”. Siga o conselho e seja feliz… na cozinha.

http://guiaparaasobrevivenciadohomemnacozinh.blogspot.com/

junho 2, 2009   No Comments

Opinião de Consumidor: Palm

Palm

Teste de Qualidade: Palm
– Produto: Cerveja Pale Ale
– Nacionalidade: Belga
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,5/5

Nascida e batizada com o nome da principal cervejaria independente da Bélgica (fundada em 1747), a Palm é uma das marcas mais populares do mercado belga, e é produzida de acordo com um distinto processo nacional de alta fermentação que consiste em uma semana de fermentação a 15º – 25ºC, seguida por um período de maturação de 10 dias a 15ºC. 

De cor acobreada, é uma cerveja bastante leve, com aroma de caramelo e forte sabor de malte e lúpulo, sendo que este último se destaca intensamente, e leve amargor no final. O malte é especialmente selecionado e criado usando cevada da região de Champagne, na França. Já ao lúpulo (de Kent, na Inglaterra) é acrescida uma mistura de três diferentes leveduras que procuram dar a cerveja um aroma frutado.

Para quem é apaixonado pelas marcas belgas mais fortes (principalmente as de trigo), a Palm será uma surpresa, mas não irá tirar suas concorrentes do posto (ao menos para aqueles que preferem as cervejas mais encorpadas e intensas). A Palm é uma cerveja de espuma clara que se dissipa rapidamente, ótimo sabor, bastante suave e refrescante, e que deixa um gostinho saboroso na boca, mas que não impressiona como outras cervejas do país (o nível é alto). Vale experimentar.

A Palm chega ao Brasil com o preço em torno de R$ 12 (a garrafa de 330 ml) importada pela Bier and Wien, que traz ao país ainda uma variação, a Palm Royale de 7,5% de graduação alcoólica e sabor mais encorpado.

junho 1, 2009   No Comments