Um daqueles dias longos e cansativos
Espero que o seu dia tenha sido melhor. Mesmo. E só essa esperança já me faz ter vontade de sorrir.
Coisas que quero fazer ainda esta semana:
1) Terminar a primeira e a segunda temporadas do Seinfeld.
2) Terminar de reassistir “Elizabetown”.
3) Terminar de ler “Uma Longa Queda”
4) Escrever sobre o disco do Romulo Fróes e do Manics.
5) Reservar as hospedagens que faltam em Madri e Barcelona.
6) Mexer um pouco mais no lay out do Scream & Yell.
7) Comprar uma bandeja de brownie da Bela Paulista (o melhor brownie da cidade).
Beber e resenhar a Palm belga que está na geladeira.
9) Assistir ao filme sobre o Joe Strummer na mostra do CCBB.
10) Pegar a minha máquina fotográfica no conserto.
Maio 26, 2009 9 Comments
Pullovers, Móveis, Ludov e Edgard Scandurra

Foto de Tainá Azeredo (mais fotos aqui)
Eu não gosto de segundas-feiras, mas depois de um fim de semana bacana como o que passou até que dá para relevar a chegada do dia mais cruel da semana. A festa começou, na verdade, na quinta, com um show do Pullovers na Choperia do Sesc Pompéia, noite de lançamento do álbum “Tudo O Que Sempre Sonhei”, disponibilizado inteirinho para download no Trama Virtual (aqui) e na briga pelo posto de melhor disco nacional de 2009.
Acompanhados de uma violoncelista e da presença do novo integrante Habacuque Lima (Ludov) na guitarra, o grupo começou o show com a excelente faixa que dá nome ao disco. Não faltaram as candidatas as hits de 2009 (”O Amor Verdadeiro Não Tem Vista Para o Mar”, “1932″, “Futebol de Óculos” e “Todas as Canções São De Amor”) e as participações de Rômulo Fróes (cantando “O Que Dará o Salgueiro?”), Lulina (em “Lição de Casa”) e Vanessa Krongold (com duas canções “das antigas”).
Como um todo, o show foi bem melhor do que o de novembro de 2007 (leia aqui), no Inferno, e mostra que o grupo está ganhando punch de palco e segue no caminho certo. E é bem interessante observar o choque da primeira fase do grupo (mais indie e com letras cantadas em inglês) com a atual (com acenos ao samba e letras em português), algo como Pavement encontra Jards Macalé, que mostra que mesmo uma guitar band pode gostar de samba.
Na sexta e no sábado teve Móveis Coloniais de Acaju também na Choperia do Sesc Pompéia. Era noite de lançamento de “C_mpl_te”, segundo álbum do grupo, outro forte concorrente ao posto de melhor disco nacional de 2009. Se vai ganhar, não sei, mas uma coisa acho certa: o show nacional do momento é deles, e não tem pra ninguém. A apresentação foi um arraso, com todo o público (que esgotou os ingressos no sábado) cantando animadamente as novas canções.

Foto de Liliane Callegai (mais aqui)
O disco foi liberado para download no projeto Álbum Virtual, da Trama Virtual (baixe aqui), e o flautista Beto Mejía comenta faixa a faixa o álbum com exclusividade para o Scream & Yell (leia aqui). O show foi… foda. Uma hora e meia de empolgação, festa e frenesi em cima do palco e embaixo, algo que só quem já presenciou uma roda de “Copacabana” talvez vislumbre. Como um todo, o show do Móveis tem nível internacional (eles não tocaram no Pukkelpop 2008 à toa).
Na seqüência, na madrugada de sábado para domingo, o Ludov se despedia do mediano “Disco Paralelo” prometendo apresentar o novo álbum em um mês. Sem baixista, com Habacuque e Mauro se revezando entre a guitarra e o instrumento de quatro cordas, a despedida contou com a execução completa do disco e um bis portentoso com a poderosa “Da Primeira Vez”, os hits “Princesa” e “Kriptonita” e as (boas) novas “Terrorismo Suicida” e a divertida “20%”. Que venha o terceiro disco (você pode acompanhar os ensaios no site oficial do Ludov).
Para fechar o fim de semana de shows, Edgard Scandurra gravou, no domingo no Teatro da Fecap, o DVD “Amigos Invisíveis 20 Anos”. De guitarra envenenada em punho, Scandurra entoou velhas canções do Ira! (”Poder, Sorriso e Fama”, “Não Mataras”, “O Dia, a Semana, o Mês”, “Tolices”), números do álbum homenageado (”Amor em B.D.”, “Minha Mente Ainda é A Mesma”, “Bem vindo Daniel” – composta para o filho, que agora toca baixo na banda do pai) e algumas coisas inéditas (”Kaput”, “Soldado”, “Não Precisa Me Amar”). Os convidados, no entanto, roubaram à noite.
Jorge do Peixe (Nação Zumbi) marcou presença em versão forte e fidelíssima de “Você Não Sabe Quem Eu Sou”, do álbum homônimo do Ira! (2008). Já a cantora Barbara Eugênia não impressionou tanto em “Culto de Amor”. Grandes momentos mesmo renderam as participações de Zélia Duncan (absolutamente empolgante em “Abraços e Brigas”) e Guilherme Arantes (que dividiu a sua “Meu Mundo e Nada Mais” com Edgard). Uma show bonito em uma bela noite de domingo.

Foto de Liliane Callegari
Maio 26, 2009 5 Comments
Brincando de sleeveface
Na sexta passei na Velvet CDs e papo vai, papo vem, começamos a brincar de sleeveface. Já ouviu falar? É a “arte” (risos) de bater uma foto em que uma pessoa se encaixa na capa de um disco. O Fausi, do blog Vinyl & Afins, bateu as fotos enquanto eu e o André, da Velvet, tentavamos nos encaixar nas capas. Foi só um primeiro teste, e até que fiquei bacana de Roberto, mas o André se saiu melhor como Chico Buarque. A terceira foto é uma das melhores que vi no site Sleevface (http://www.sleeveface.com).


Maio 26, 2009 7 Comments















