Blog do Editor do Scream & Yell
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Oasis, Coldplay, Wilco e dois discos de Lulina

Lulina

Em seu My Space ela diz que faz “canção popular melodramática”. No Trama Virtual tem canções para baixar de uma discografia que começa em 2001. Agora ela libera links para download do disco duplo caseiro em que trabalhou em 2008. São os bons álbuns “Aceitação do 14″ e “Aos 28 Anos Dei Reset Na Minha Vida”. Baixe aqui. Preciso ouvir com mais calma, mas gostei da primeira audição.

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O excelente Maybe Here Now disponibiliza o áudio da passagem de som do Oasis no Rio de Janeiro que conta com uma música inédita, “Everybody’s On The Run”. Baixe aqui. Já o Coldplay colocou um álbum ao vivo de nove faixas para download gratuito. Trata-se de “Left Right Left Right Left”, que abre com uma ótima versão de “Glass of Water” e traz a polêmica (e linda) “Viva La Vida”, faixa que vem sendo acusada de ser plágio por meio mundo. Baixe “Left Right Left Right Left” aqui.

Por fim, o Wilco está liberando (também no site oficial) para os fãs as cinco músicas do famigerado “Wilco EP” (também conhecido por “Australian”, “Bridge” ou “More Like the Moon”), que haviam saído em uma edição especial do álbum “Yankee Hotel Foxtrot” para a Austrália: “Camera - Rock Version”, “Handshake Drugs”, “Woodgrain”, “A Magazine Called Sunset”, “Bob Dylan’s 49th Beard” e “More Like The Moon”. É só clicar nesse link abaixo e baixar diretamente para o seu computador.

http://www.wilcoweb.com/ep/moon_ep.zip

Outros downloads:

- “Pareço Virtual”, Cérebro Eletrônico (aqui)
- “Pouca Vogal“, Humbero Gessinger com Duca Leindecker (aqui)
- “Tudo Que Eu Sempre Sonhei”, Pullovers (aqui)
- “C_mpl_te”, do Móveis Coloniais de Acajú (aqui)
- “A Força do Hábito”, Poléxia (aqui)
- “Oyo”, Diego Medina (aqui)
- “O Tempo Vai Me Perdoar EP”, Terminal Guadalupe (aqui)
- “Translucidação”, Nei Lisboa (aqui)
- “Data Crônica”, Felipe Shuery (ex-Lasciva Lula) (aqui)
- “The Way Opa!”, Superphones (aqui)
- “No Chão, Sem o Chão”, Romulo Fróes (aqui)

Maio 18, 2009   7 Comments

Das coisas que me explicam

>De resto, tudo bem. Eh impressionante como essa poluição toda me faz >bem para alma.

Meu Deus, os paulistas realmente nao sao deste planeta, isso eh pq vc nao mora no Rio, eu vejo o mar e o sol e a lagoa e a montanha todos os dias… todos os dias Deus me lembra que estou viva

> Hoje vou ver “Dali” no Masp. E eh isso. A tristeza esta me pegando sei >la porque e isso tem me arrebentado…

A tristeza esta te pegando pq vc gosta disso. Vc eh meu companheiro “ludico”, vc eh o elemento de insanidade e irrealidade do meu cotidiano. Vc pra mim nao existe, certo? Vc eh palavras bonitas e poemas no meu dia; vc eh a magica que eu nao tenho normalmente. E por ser assim, vc eh tristeza e alegria (mesmo que melancolica), pq eh so sentimento puro; e mesmo que voce me fale do sanduiche de cebola, nozes e repolho que comeu, mesmo assim sera belo pq eh um contexto de conto-de-fadas, nao eh simplesmente a narracao de uma refeicao, e sim algo bem mais profundo, uma constatacao paradoxal da sua existencia - eu nao *imagino voce, voce *eh*, apesar de nao existir. 

Fragmento de correspondência pessoal SP/RJ, 1999

Maio 18, 2009   4 Comments

Quando eu penso na infância

A primeira escola que estudei foi a Cel. José Benedito Marcondes de Matos, no Bosque da Saúde, em Taubaté. Não lembro tanta coisa a respeito dessa fase de primeiro grau além de que eu precisava caminhar uns quinze ou vinte minutos a pé para chegar ao colégio. Eu atravessava a Av. Oswaldo Aranha, passava por uma praça e descia uma ladeira até chegar à porta da escola num ritual que hoje em dia me lembra correria, avental branco e poeira.

Minha mãe diz que me comportei bem na primeira aula. Enquanto outros meninos choravam assim que seus pais deixaram a sala, fiquei ali observando o mundo. Entrei no primeiro ano sabendo ler e escrever, o que me ajudou muito, mas não me lembro de estudar. Nada. Gostava de História e Geografia, não dava à mínima para Ciência e enganava em Língua Português e Matemática. Acho que fui bem nestes primeiros anos, pois segui na classe A até a quarta-série.

Tento me esforçar, mas não me lembro de professores. Das coisas que me lembro: a Márcia, que pode ser descrita como a minha primeira e inocente paixão. E a Elaine, meu par nas quadrilhas de festa junina. Não me lembro de nenhuma das duas dentro da sala de aula. Acho que esse ambiente está em algum canto apagado da minha memória. A lembrança que tenho das duas é totalmente externa, e mesmo assim não consigo desenhar todos os detalhes. São fragmentos.

Não me lembro direito do rosto da Márcia, mas tínhamos um ritual de brincarmos todos os recreios. Hoje em dia, quando escrevo todos os recreios, não me passa pela cabeça que mesmo no período em que estive com catapora, sarampo, ou algo que o seja que tenha me deixado em casa de cama, tenha me impedido de passar aqueles eternos quinze minutos correndo de lá pra cá, daqui pra lá, ao lado dela. Parece que, simplesmente, todas aquelas manhãs foram divididas com ela.

Já da Elaine eu consigo lembrar nitidamente. Fizemos par nas quatro quadrilhas, da primeira até a quarta-série. Noivo e noiva. Ela tinha um rostinho fofo, algumas sardinhas mínimas, pele clarinha e era bem magricela. Minha lembrança mais clara da Elaine é um registro com eu e minha mãe subindo a ladeira de volta pra casa após um ensaio de quadrilha, e ela fazendo muito gosto na minha noivinha julina que nos acompanhava morro acima. Penso nela e me lembro de flores, primavera.

Meu romance inocente com a Márcia terminou abruptamente quando retornei para a 4ºA e ela não estava na sala. Segundo descobri com meus amigos, sua família mudou de bairro e ela foi transferida de escola. Foi um ano difícil, a começar pela perda dela, depois pela separação dos meus pais, e toda mudança na rotina familiar com a saída de casa do meu pai, e a ida de minha mãe para o mercado de trabalho. No ano seguinte mudei de escola, não me lembro qual o motivo, e também não tive par de quadrilha…

Ps. Também lembro de uma briga no meio da praça, mas não sei o que causou…

Maio 18, 2009   No Comments