Posts from — Março 2009
Wander Wildner na quarta no Bar B
Rapidinho:
01 de abril, 21 horas
BAR B - Rua General Jardim, 43, Centro, São Paulo
Wander (voz e guitarra), Georgia Branco (baixo), Pitchu (bateria) e Tom Junior (guitarra)
Março 31, 2009 1 Comment
Comprando um disco pela capa

Dica do Palandi.
Março 31, 2009 4 Comments
Discotecagem na próxima quinta-feira
Mato saudade das pick-ups na quinta em mais uma badalada Mojo Club no Tapas, na Augusta. Apareça! Abaixo, registro da última discotecagem na Mojo Club de outubro do ano passado ao lado do chapa Thiago Ney.
Março 30, 2009 3 Comments
T In The Park e Reading Festival 2009
Não há uma mínima chance que seja de eu ir ao T In The Park outra vez na vida, mas como algumas amigas queridas confirmaram que vão, fui lá olhar o line-up. Tirando o Blur (que vou ver no Hyde Park), 99% do que interessa no T 2009 está no Werchter com exceção de… Manic Street Preachers. Catzo…
Bem, ainda estou tentando o U2. Vamos por partes, como diria nosso amigo Jack.
Abaixo, a primeira lista de confirmados do Reading 2009, boa dica do meu amigo e “consultor de festivais na Europa” Carlos (salve, salve). Leticia, para você que tinha perguntando sobre festivais além de Pukkelpop e Rock En Seine, taí uma boa dica. Eu não tenho pernas… hehe
Março 30, 2009 7 Comments
Nova música de Dylan para download
O primeiro single de “Together Through Life”, novo álbum de Bob Dylan está liberado para download gratuito no site oficial. Você pode baixar “Beyind Here Lies Nothing” até a meia-noite desta segunda-feira (22h no horário brasileiro).
Março 30, 2009 2 Comments
Remexendo textos antigos
Teoria de Alison
por Miguel F. Luna
“Oh, it’s so funny to be seeing you after so long, girl.
And with the way you look
I understand that you are not impressed.”
Essas são as três primeiras frases de “Alison”, canção de Elvis Costelo, clássico absoluto. E é a canção que empresta som, palavras e sentimento para esse texto, ou melhor, teoria. Essas frases já são uma pista mas o que vem a ser a Teoria de Alison? Bem, a teoria de Alison é uma equação muito simples:
{É só juntar um cara legal, uma garota bacana, platonismo à vontade, alguns itens da Lei de Murphy, e, às vezes, um relacionamento quase perfeito acontece. Quase perfeito. Aí é só bater no liqüidificador e beber o resto da vida entre silêncios e sonhos}
Alisons são aquelas garotas que marcam a vida da gente e que a gente não consegue esquecer com o tempo, ao contrário, elas nos tomam cada vez mais, como se só existissem elas no mundo. Sei que não existem apenas elas, mas isso é inexplicável, acontece. E acontece a ponto de as tornarem as maiores adversárias de novos relacionamentos, embora nem estejam mais ali, talvez apenas como fantasmas, mas nós acabamos sempre as querendo. É diferente de flertes corriqueiros e inconseqüentes e é sacrifício até manter a amizade depois que a história chega ao fim, ou melhor, quase início.
Ela pode ser qualquer garota, como a vizinha, uma colega de classe, a amiga de um conhecido, a irmã de uma amiga, a namorada do melhor amigo, uma prima, qualquer uma. Parece piada, mas acredite, não é. Acontece. Quem tem uma Alison tem também uma porção de histórias tragicômicas para contar. Eu mesmo tenho um monte e daria para escrever um livro só contando minhas mancadas.
Cada um deve ter a sua Alison. Eu tenho a minha, bonita, inteligente, frases iniciadas por um e finalizada por outro, quase beijos, e por fim, silêncios. Tá, ela me envia emails vez em quando. Mas já não está sozinha, o que a torna ainda mais impossível. Mas é a minha Alison, vou fazer o que? Não escolhi. Ela me apareceu do nada, numa tarde de julho a quase 800 km da minha casa (acho que fui eu que apareci) e, bem, ela vai se casar em setembro e eu não quero ser muito sentimental (como canta Costelo) mas a vida segue, cada um na sua, e geralmente Alisons nos trazem tristeza. É a sina. Eu só sei que ela não é minha.
Isso é o fim ? Não, como eu disse, a vida segue. Apenas segue mais arrastada. Isso tudo não impede da gente encontrar alguém e se apaixonar e tal. Eu já me apaixonei mas não foi lá grande coisa, nem por culpa da paixão mas por culpa da Alison. Mesmo assim acredito que a minha garota está andando por aí e qualquer dia eu a encontro. Acredito. Mas Alison é Alison, a gente bebe a vida inteira dessa chuva. E desde então parece que tem chovido sempre. Sempre.
“Alison, my aim is true. My aim is true.”
Miguel F. Luna, 25, é cercado por fantasmas e escreve sobre silêncios.
Reflexões Alisônicas
Por Miguel F. Luna
É meio de semana, quarta-feira de um mês de junho friorento que já derrubou um punhado de amigos meus, com gripe. No som, Yo La Tengo novo, lindo lindo e… lindo. Mesmo assim, e sem ouvir, a canção dos últimos dias tem sido Alison, do Elvis Costelo…
Não, ela não ligou, não mandou e-mail e nem apareceu na porta de casa vestida em um paletó de couro sobre um pijama de bolinhas. O que me fez cantar “my aim is true” em pensamento todos esses dias foram a porção inimaginável de cartas e emails que recebi, de gente elogiando a teoria (publicada na edição anterior), o texto, a canção, tudo. É muito legal ter um feedback desses, principalmente na passionalidade que o texto passava. Mas, saibam, fiquei preocupado.
Preocupado pois sei que por trás dos elogios existem uma porção de pessoas vivendo situações terrivelmente alisônicas, cujo sintoma maior é a perda de alguém que a gente julga “a pessoa certa” para nós. Por isso, vivemos a margem, romances incompletos. Não é legal, mesmo. A não ser que você nutra alguma chance de retorno, ai vale. Caso contrário, é tragédia grega.
No meu caso particular, exemplificando, Vitória é uma cidade proibida. Não piso lá nem que alguém diga que Ian Curtis ressuscitou para um único show com a formação original do Joy Division em que ele vai cantar Atmosphere. Nem. Então, bola pra frente, certo. Certo?
Errado. Não consigo me apaixonar e acho que a garota que eu tava paquerando, e que eu queria que se apaixonasse por mim, se achou carta fora do baralho, por esse papo de Alison, e desistiu. Não é legal isso. Nem um pouco.
Não é legal ter uma Alison. É legal ter uma Ana (”She’s my fave, undressing in the sun”), é legar ter uma Sweet Jane (”Cause life is just die, but, anyone who has a heart wouldn’t want to turn around and break it”), é legal até ter uma Metal Baby (”My Metal Baby, made me take her to the heavy metal show”) ou uma Lump (”Lump lingered last in line for brains and the one she ot was sort rotten and insane”). Alisons só dão dor de cabeça. E corações partidos.
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Garotas perguntam: uma menina pode ter um Alison? É claro. Infelizmente vocês não estão livre. Nem os gays, nem os negros, nem os japoneses, nem os marcianos, nem os personagens de Woody Allen e muito menos Spit, personagem principal do romance rock and roll Clube dos Corações Solitários, de André Takeda, se salvam.
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Garotas continuam perguntando: é possível ter dois Alisons? Com muito azar, sim.
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Teorizando em nível rasteiro: talvez Alisons sejam Copas do Mundo perdidas como as de 50 e a de 82. Permanecem mais que conquistas como a de 94…
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Alguém cantou baixinho no meu ouvido:
“as brigas que eu ganhei, nenhum troféu como lembrança pra casa eu levei.
as brigas que eu perdi, essas sim, eu nunca esqueci, eu nunca esqueci…”
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Enriquecendo o repertório de Alisons:
“Alison Road”, dos americanos do Gin Blossoms, foi a canção de fundo desse texto.
“I’ve lost my mind on what i’d find, and all of the pressure that I left behind on Alisson Road.
Now I can’t hide so why not drive I know I want to love her but I can’t decide on Alisson Road
Dark clouds file in when the moon in near birds fly by a.m. in her bedroom stare
there was no tellin what I might find I couldnt, see I was lost at the time…
Yeah, I didn’t know I was lost at the time on Alisson Road”
Miguel, 26, sabe tanto de Alisons quanto falar francês, ou seja, nada…
Nota do Editor: a Teoria de Alison foi publicada pela primeira vez na versão on paper do Scream & Yell, em março de 2000. Foi um dos textos mais comentados da edição, rendendo muitas cartas e comentários ao autor, que ainda preparou um segundo texto, que estaria no número 7 do Scream & Yell On Paper, mas acabou sendo publicado na versão on line, na estréia do site, chamado “Reflexões Alisônicas”.
Março 29, 2009 8 Comments
U2 em Paris ou Berlim?
Então, na verdade não é uma escolha. O U2 havia anunciado três datas para Paris (16, 17 e 18 de julho) que esgotaram num piscar de olhos. Duas datas extras foram abertas e os ingressos começaram a ser vendidos hoje às 9h30 (horário da França, 5h30 horário de Brasília). Às 5h20, os dois sites já estavam congestionados. Às 6h, a data do dia 11 já estava esgotada. A do dia 12 já sumiu de um dos sites. No outro está disponível, mas dá erro na hora em que se seleciona o ticket. Enquanto isso, a data de Berlim, dia 19 de julho, está aberta e facinha pra comprar, mas vai dar uma trabalheira mexer no roteiro… continuo tentando Paris… vamos ver.
Março 27, 2009 7 Comments
A moderna música brasileira
Quarta-feira, quase 20h. Em um taxi que cruza a Consolação em direção ao Shopping Higienópolis, o motorista liga o rádio. O locutor apresenta o bordão da FM - ”Nova Brasil FM, a moderna música brasileira” - e solta, na sequência, “Os Outros”, do segundo disco do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, de 1985. Em seguida, uma do Djavan tão ruim que não vale nem a comparação com outras do artista (também poderia ser Jorge Vercilo, não consegui identificar). Depois, “Me Liga”, do segundo disco dos Paralamas do Sucesso, de 1984. Para fechar esse set “muderno”, uma do acústico MTV da Cássia Eller, de 2001. Não precisa muito para explicar o cenário desolador da música mainstream brasileira. Basta sintonizar uma rádio FM e ver como eles pararam no tempo e estão matando a música. Alguém devia processar uma rádio dessas por falsidade ideológica e crime culposo.
Ps. O amigo Rodney repostou o causo acima no Rádio Base. Tem mais coisas bacanas lá.
Março 26, 2009 18 Comments
Set List do Radiohead em Buenos Aires
Radiohead
Club Ciudad de Buenos Aires, Argentina
March, 24, 2009
15 Step (In Rainbows)
Airbag (Ok Computer)
There There (Hail To The Thief)
All I Need (In Rainbows)
Kid A (Kid A)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Werid Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The National Anthem (Kid A)
The Gloaming (Hail To The Thief)
No Surprises (Ok Computer)
Pyramid Song (Amnesiac)
Street Spirit(Fade Out) (The Bends)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Bodysnatchers (In Rainbows)
How To Dissapear Completely (Kid A)
First Encore:
Videotape (In Raibows)
Paranoid Andriod (Ok Computer)
House Of Cards (In Raibows)
Reckoner (In Raibows)
Planet Telex (The Bends)
Second Encore:
Go Slowly (In Rainbows)
2+2=5 (Hail To The Thief)
Everything In it’s The Right Place (Kid A)
Third Encore:
Creep (Pablo Honey)
Leia também:
- Set List do Radiohead em São Paulo aqui
- Radiohead honra o mito em São Paulo, por Marcelo Costa aqui
- Set List do Radiohead no Rio de Janeiro aqui
Retrospectiva Radiohead
- “Pablo Honey”, por Eduardo Palandi (aqui)
- “The Bends”, por Renata Honorato (aqui)
- “Ok Computer”, por Tiago Agostini (aqui)
- “Kid A”, por Luís Henrique Pellanda (aqui)
- “Amnesiac”, por Marco Tomazzoni (aqui)
- “Hail To The Thief”, por Marcelo Costa (aqui)
- “In Raibows”, por Alexandre Matias (aqui)
Na semana passada, o jornalista Fábio Freire, do Diário do Nordeste, me mandou umas perguntas sobre o Radiohead. A integra do papo foi publicada na versão em papel do jornal, que circulou na sexta (20/07), mas pode ser lida também no site da publicação, aqui. Uma das coisas que ficaram de fora da versão online foi um Top 5 pessoal do Radiohead, que reproduzo abaixo. Valeu, Fábio.
1) “No Surprises” - É uma das baladas mais lindas, triste e ao mesmo tempo revoltada, dos últimos 20 anos.
2) “Punchdrunk Lovesick Singalong” - Um b-side fabuloso da fase “Ok Computer” que é um raro momento de ironia no repertório do quintento.
3) “Life In A Glass House” - Uma canção que poderia ser um adjetivo para a palavra “lirismo”
4) “There There” - Momento forte, robusto, em que o Radiohead bate no peito e diz “estamos de volta”. Tanta coisa nessa canção é sensacional.
5) “Black Star” - Um dos pontos altos e brilhantes da simplicidade pop do Radiohead da primeira fase
Março 25, 2009 7 Comments
Neil Young Archives Vol. 1
Março 25, 2009 4 Comments
U2 e Leonard Cohen em Paris

Como os festivais europeus não estão lá grande coisa este ano, começo a coçar as mãos pelas apresentações solo de alguns medalhões. Tipo o Leonard Cohen, que segundo um link que o Carlos me passou e o mailing da GDP Produções, baixa na França para três shows nos dias 06/07 (Nantes), 07/07 (Paris) e 09/07 (Toulouse). Cohen também confirmou Liverpool (14/07) e deve anunciar mais sete datas nos próximos dias, porém Paris me chama, ainda mais que o U2 baixa na cidade nos dias 11 e 12/07 com abertura do Snow Patrol. Estou muito tentado. Só comprei, por enquanto, a terceira noite do Werchter, que tem Nick Cave and The Bad Seeds, Franz Ferdinand, Mogwai e Yeah Yeah Yeahs confirmados (entre outros). Na fila, Blur no Hyde Park (que espero comprar ainda esta semana) e Bruce Springsteen em Turim ou Roma (quando eu descobrir um site italiano que mostra o mapa dos assentos). Vou te dizer: Benicàssim está quase rodando.
Ps de atualização: comprei Leonard Cohen em Paris, dia 07/07
Abaixo, um rascunho do provável roteiro com as novas mudanças:
28/06 - Londres
29/06 - Londres
30/06 - Londres
31/06 - Londres
01/07 - Londres
02/07 - Londres (Blur)
03/07 - Londres / Bruxelas
04/07 - Leuven (Rock Werchter)
05/07 - Bruxelas / Bruges
06/07 - Bruges
07/07 - Bruges / Paris (Leonard Cohen)
08/07 - Paris
09/07 - Paris
10/07 - Paris
11/07 - Paris (U2 / Snow Patrol)
12/07 - Paris (U2 / Snow Patrol)
13/07 - Paris / Barcelona
14/07 - Barcelona
15/07 - Barcelona
16/07 - Barcelona
17/07 - Madri
18/07 - Madri
19/07 - Madri
20/07 - Milão
21/07 - Turim (Bruce Springsteen)
22/07 - Genova
23/07 - Roma
24/07 - Roma
25/07 - Roma
26/07 - Berlim
27/07 - Berlim
28/07 - Berlim
29/07 - Aachen
30/07 - Aachen
31/07 - Budapeste
01/08 - Budapeste
02/08 - Budapeste
03/08 - Praga
04/08 - Praga
05/08 - Praga
06/08 - Amsterdã
07/08 - Amsterdã
08/08 - Amsterdã
Março 24, 2009 2 Comments
Alessandra Blanco lança primeiro livro
Clique para ver o convite em alta definição
A Ale autografa seu primeiro livro - ”O Melhor do Comidinhas - Lugares (quase) secretos, dicas gastronômicas e algumas receitas” - na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, nesta quarta, às 19h30. O Comidinhas você conhece, certo? É o delicioso blog que a Ale assina compartilhando com os leitores dicas de lugares e receitas imperdíveis no quesito comida. Eu mesmo já colaborei com o Comidinhas algumas vezes (na última, por sinal, ela me chamou de “ogro fofo”- risos), e sou fã da Ale não só por ela ser uma pessoa pra lá de especial, mas também porque suas dicas no blog (e mesmo pessoalmente) costumam deixar a gente com água na boca na redação. Coloca na agenda: quarta-feira!
Março 23, 2009 5 Comments
Set List do Radiohead em São Paulo
Radiohead
Chácara do Jóquei, São Paulo, Brazil
March, 22, 2009
15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)
Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)
Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)
Encore 3
Creep (Pablo Honey)
Algumas palavras: até o meio do show, a apresentação de Berlim seguia como a melhor que eu havia visto do Radiohead até então. Porém, o trecho final, de “Exit Music” para a frente, foi extremamente arrasador, irretocável, melhor que os shows que vi na Bélgica e na Alemanha. O público fazendo a segunda voz após o final de “Paranoid Android”, e Thom improvisando em cima foi inédito, e mostra muito da empatia da banda com o público brasileiro. O show excelente, porém, não corrige a péssima organização do evento como um todo. Tirando a pontualidade dos shows e o bom som, a estrutura para receber o público foi extremamente precária, uma imensa falta de respeito da Plan Music, a produtora do show, para com as pessoas que pagaram entre R$ 100 e R$ 200 para serem tratadas como gado, esperarem imensas filas para comprarem cerveja e terem que se contentar com o fato de que o lanche acabou antes do show do Radiohead (e o chapeiro ria do desespero das pessoas prensadas umas as outras esperando algo para comer - com o ticket de comida na mão). O amigo Mauricio Stycer, repórter especial do iG, fala mais sobre a desorganização do festival aqui. Como música, Los Hermanos (com Amarante sem voz e um show mediano, e ainda assim melhor que o do Rio), Kraftwerk (História, com H maiusculo) e Radiohead (”a” banda com um set list arrasador) cumpriram seu papel. A organização não.
Ps 1- Cinquenta carros foram arrombados no estacionamento ao lado do show
Ps 2- Taxistas cobravam R$ 70 por uma viagem que custava R$ 25
Ps 3- É bom repetir: O show do Radiohead foi sensacional. A produção da Plan Music, uma vergonha.
Ps 4- O Tiago achou o vídeo com o público cantando e Thom Yorke acompanhando. Assista aqui.
Ps 5- “Radiohead honra o mito em São Paulo”, por Marcelo Costa aqui
Ps 6- Just a Fest foi um grande foda-se para o público, por Alexandre Matias aqui
Ps 7- Leitores descrevem show de horrores no Just a Fest, por Mauricio Stycer aqui
Março 23, 2009 62 Comments
Amorica 6 x 2 Anorak

Debaixo de uma clássica garoa paulistana, o Amorica bateu o Anorak pelo placar de 6 x 2 em uma batalha campal que deixou muitos feridos (dois durante o jogo, e o restante depois, mais precisamente no dia seguinte). O melhor jogador da peleja foi Sérgio Martins, que faltou, por isso não teve seu futebol avaliado. O restante, bem, foi divertido. Mac (olha eu falando em terceira pessoa) foi o artilheiro com três gols (e cumpriu o prometido deixando dois nas redes de Regis Tadeu). Osório e Cirilo anotaram dois, e podia ter sido mais se os goleiros Murilo e Regis não honrassem a camisa número 1 com belas defesas.
Zé Flávio abandonou o campo aos cinco minutos de jogo após dar um “drible da vaca” em Leandro, o que lhe custou uma torção no tornozelo. Leonardo foi o próximo a sentir o peso da camisa 9 do Corinthians, do Ronaldo, e deixou a partida próximo aos 20 minutos de peleja. Os boleiros Hansen (?) e Fernando (??) sairam do banco de reservas para o campo, sendo que Hansen entrava em um campo de futebol pela primeira vez na vida. Filipe e Bruno desfilaram com classe suas camisas do Timão, e o palmeirense Tiago Agostini abriu o placar do jogo com uma bela cabeçada. O primeiro jogo durou mais ou menos 1h15, com um intervalo de 15 minutos para cervejas e balões de oxigênio.
A segunda partida foi mais curta, 50 minutos, e Mac trocou de camisa para jogar pelo Anorak, que desta vez foi a forra e bateu o Amorica por 5 x 1, sendo que um gol legítimo de Fabio Bianchini foi anulado pela arbitragem (mas foi devolvido na seqüência por Victor, que jogou contra o próprio patrimônio e marcou contra). Com os refletores desligados, o goleiro Regis recusou-se a continuar jogando (”Não consigo ver a bola! Ou acende a luz, ou vamos parar por aqui”, fuzilou o goleirão), e a peleja deu-se por encerrada. Os dois placares (uma vitória para cada time) não contam o que foi o jogo. Nem o quanto foi divertido. Muito menos o quanto estou detonado agora. As pernas estão um caco e sinto mais as costas do que o gosto do Trident de Melancia que estou mascando. Mas valeu a pena. Agora é passar o domingo deitado no colchão na sala. \o/
Março 22, 2009 5 Comments
Set List do Radiohead no Rio

Rolaram quatro do Ok Computer, incluindo “No Surprises”, que me fez derramar lágrimas no meio de uma floresta alemã abraçado a pessoas que nem sei quem era, e nunca vou saber. (hehe) Prepare o coração…
Março 21, 2009 14 Comments
Rumo ao bola murcha do Fantástico
Quem acha que o grande clássico do fim de semana será Corinthians e Santos no Pacaembu está completamente por fora. O grande jogo do fim de semana acontece na Pompéia, neste sábado, um desafio entre a Associação Atlética Anorak contra o Amorica Football Club. \o/ No campo, quadra ou sei lá o que foi reservado, um rachão de duas facções da temida comunidade da Bizz no Orkut. (hehe)
Jogo pelo Amorica ao lado de José Flávio Jr (Qualquer Coisa), Cirilo Dias (Urbanaque), Leonardo Dias (Rolling Stone), Fernando Loyola, Victor e o grande e temido artilheiro Osório. O Anorak está escalado com Regis Tadeu (Yahoo), Tiago Agostini (Balada do Louco), Murilo Basso (Scream & Yell), Sergio Martins (Veja/Tudo Que Sobra), Leandro Saueia (Vagalume), Bruno Dias (Abril) e o mito Fabio Bianchini (Superbug).
Prometi dois gols no Régis (pra começar), e ele adiantou que vai agarrar com apenas uma das mãos, e garantiu: “Se eu tocar na bola com a mão direita é gol de vocês”. Como se ele fosse chegar a tocar na bola, né. Fortes candidatos a bola cheia e, principalmente, bola murcha devem sair deste clássico das multidões no sábado. Aguarde.
Março 20, 2009 No Comments
Eu também acredito no Adão
Março 20, 2009 No Comments
Ingressos esgotados para o Just a Fest
“Não me atrai o rock progressivo abrasivo do Radiohead, nem o estilo camundongo epilético de Thom Yorke (…). Os robôs que tocarão os teclados de “Robots” no show do Kraftwerk têm mais sangue nas veias que Los Hermanos.”
Por André Forastieri, aqui.
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Era uma vez 30 mil ingressos. As entradas para o Just a Fest em São Paulo se esgotaram nesta sexta-feira, e o Tiago Agostini ganhou o bolão. Eu tinha cravado que os ingressos acabavam dia 11, Tiago marcou 18 e a Raq defendia que não ia esgotar. Como esgotou hoje, 20, Tiago é o mais próximo e fatura o bolão. A rigor, não teremos cobertura sobre o evento pois a Plan Music limitou o número de credenciais para jornalistas e limou os sites do festival. Pago antecipadamente a cerveja que o Tiago ganhou no bolão.
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Estranho: após o anúncio dos ingressos esgotados, quatro amigos diferentes me procuraram atrás de indicação de gente que tivesse ingresso para vender. Será que todo mundo deixou para a última hora?
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Ps. Quem estiver correndo atrás, dá um toque no email que um amigo está vendendo uma meia e uma inteira para SP. ![]()
Março 20, 2009 13 Comments
Eu acredito em Deus… e no Laerte
Março 19, 2009 4 Comments
Um blog que eu gosto de ler
Eu leio muito poucos blogs. Mesmo. E não é por falta de vontade, mas por absoluta e total falta de tempo. Entenda: eu tenho dezenas (quase centenas) de coisas que gostaria de falar, escrever, dizer sobre o mundo, e com muita força de vontade consigo me expressar sobre umas três, quatro, no máximo cinco coisas. O mundo vai se acumulando dentro de mim, as idéias se esparramam pela alma e são atropeladas impiedosamente por outras idéias, novidades que surgem a toda hora, as quais não podemos de forma alguma impedir que continuem surgindo.
Muitos leitores e jovens jornalistas me escrevem pedindo para que eu passe para dar uma olhada no trabalho que eles estão fazendo, e eu guardo os e-mails na minha caixa de entrada esperando um momento de folga para olhar com a calma que eu acredito que eles mereçam, mas o momento de folga não surge, as coisas se acumulam, eu me perco em devaneios e em meio a idéias que, muitas vezes, não se concretizam. Sonhar, sonhar, sonhar. Não lembro onde, mas já escrevi certa vez que vivemos em um mundo sustentado pelo irrealizado (humm, acho que foi sobre “Magnolia” - e foi).
Um exemplo prático: essa semana fui rever “Não Sobre Amor”, a adaptação da Sutil Companhia de Teatro para o texto do escritor russo Victor Shklovsky. Desta vez, sentei na primeira fila. E fiquei completamente arrebentado. Revi a peça na terça, hoje é quinta, e meu estômago ainda sente pontadas de alguns momentos cruéis (e belíssimos) da encenação. Senti saudade de falar de amor, senti saudade do passado.
Não me entenda mal: sou futurista. Deixo as coisas para trás como cadernos do colegial. Parece cruel, eu sei, mas quero cadernos novos. O passado é um instante que se foi, e ama-lo, e quere-lo, é deixar de viver o presente. É viver em uma jaula. É estar infeliz. E estou feliz. Acordo todos os dias e olho a mulher que amo dormindo do meu lado, mas é tão difícil falar de amor quando se esta feliz.
É claro que essa dificuldade é fruto de tudo que li quando era um adolescente. Quando você devora os primeiros anos de Vinicius de Moraes ou decora a primeira página das “Elegias de Duíno”, de Rainer Maria Rilke, o mundo feliz não é a coisa mais esperada do mundo. Como diria espertamente Rob Fleming: “Eu sou triste porque ouço música pop ou ouço música pop porque estou triste?”. Eis a questão, mas na verdade ela é secundária. A tristeza tem sua beleza assim como os dias cinzas são muito mais charmosos que os dias de 40 graus de calor. Como os domingos. Everyday is lyke sunday.
“Não Sobre Amor” me levou para um tempo remoto em que eu escrevia cartas, poemas, discursos, teses e o escambau. Em guardanapos, cadernos do colegial e em uma velha máquina de escrever que minha memória desleixada me impede de lembrar onde foi parar. Foi uma viagem boa, mas estranha. É muito complicado para uma pessoa acostumada a viver pensando nos próximos dez segundos ter que lidar com o próprio passado. E, nada contra, eu amo todos os detalhes do meu passado - até os momentos de vergonha alheia -, mas o lugar do passado é em álbuns de fotografia, caixas com cartas e outros esconderijos (risos). Não posso negar, no entanto, que é um passeio interessante de se fazer, de vez em quando.
Bem, eu comecei esse post escrevendo no título sobre um blog que eu gosto de ler (embora leia bem de vez em quando) e, no fim, acabei falando sobre os blogs que eu gostaria de ler, mas não consigo, sobre coisas que eu gostaria de falar, mas não falo, sobre idéias e sonhos que eu gostaria de realizar, mas por algum motivo não realizo. Típico de mim. Minhas idéias são uma bagunça, mas é para isso - entre outras coisas - que serve um amontoado de letrinhas que se transformam em palavras e, de vez em quando, em idéias: para descarregar a alma quando as nuvens cinzas se dissipam. E se desculpar por qualquer coisa.
Março 19, 2009 5 Comments











