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Posts from — fevereiro 2009

Dois textos definitivos sobre Carnaval

Introdução atualizada em 2016 / Fotos: Liliane Callegari

Como todo jovem metido a roqueiro (radical) de cidade de interior, eu demorei a entender o Carnaval. Utilizava o feriadão pra ir com os amigos para Ubatuba, quatro ou cinco dias virando a madrugada de festa em festa, indo dormir as 8 da manhã e acordando quando o sol já tinha ido embora. Praia? Que nada. Devo ter saído um ou duas vezes (nos anos 80!) no Bloco Vai Quem Quer, famoso em Taubaté, o tradicional bloco caipira de homens vestidos com roupa de mulher, e só fui me conectar com o Carnaval quando os blocos começaram a tomar as ruas de São Paulo, no começo destes anos 10. Virei fã (a ponto de listas blocos favoritos!).

Os textos abaixo são, para mim, definitivos. O primeiro, do André Forastieri, foi publicadono saudoso caderno Folhateen, da Folha, em 1995. O Forasta havia deixado a editoria da revista Bizz uns anos atrás pra tentar emplacar sua própria revista, a General (“prazos, fotolitos”), e escreveu esse texto inspirado, que eu tinha recortado do jornal numa pastinha de textos favoritos, e republiquei na sessão Matérias Antológicas da primeira versão do Scream & Yell, no começo dos anos 00. Já as aventuras do jornalista da BBC Matthew Exell eu conheci quando estava de subeditor de diversão e cultura no Portal Terra, em 2004, e fiquei fã. Quer saber o que Carnaval? Estes textos explicam.

– “Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão”
André Forastieri (@forastieri)

Acredite se quiser: eu já adorei carnaval. Adorava mesmo. De detonar sexta à noite, dormir duas horas, acordar, encher a cara de novo e sair vestido de mulher – coisa de caipira. Eu ia atrás do trio elétrico mesmo. Claro que a primeira vez que vi um trio elétrico de verdade, no interior da Bahia, cai para trás. Perto do pique da moçada de lá, meu pique de festeiro era de um amadorismo acachapante. Os baianos pulavam a tarde inteira atrás dos trios, jantavam um caldo de mocotó e depois pulavam nos clubes até o sol nascer.

Foi um mês no sertão da Bahia, levando vida de rei. De noite pulava Carnaval. Dia seguinte acordava, piscininha, cervejinha, videogame e tudo lindo. Descobri um monte de coisa naquele verão – inclusive a relação entre Joy Division e frevo elétrico (foi quando eu fiz uma versão de Love Will Tear Us Apart que tinha um refrão assim: “O amor, o amor é para gente se amar, meu bem”) .

Depois aconteceu o que costuma acontecer. A grana mixou, o amor chegou, comecei a trabalhar, uma coisa levou a outra e aqui estou – passando o Carnaval em  São Paulo. Trabalhando para caramba. Preocupado com prazos de fechamentos e fotolitos. E no processo, meu espírito carnavalesco foi sei lá para onde. Para o mesmo lugar que foram o fricote, o Rock In Rio 1, o sexo pré-Aids e meu cabelo comprido: para outra dimensão. Para debaixo da cama.

O que não quer dizer que você deva fazer o que eu estou fazendo nessas noites de Carnaval: ficar atirado no sofá, vendo as celulites balançarem e os entrevistadores babarem nos decotes das travecas. Quer dizer exatamente o contrário. Quer dizer que, se eu fosse você, estava me acabando.

Não que a gente só deva se alucinar no Carnaval. É que a gente mora em um dos raros lugares no planeta que admira tanto a avacalhação – que inventou um feriado para homenagear o esculacho. Detonar no Carnaval tem um sabor de brasilidade, de elogio ao Brasil, que é bem simpático.

Se você é daqueles que costuma dizer “odeio Carnaval”, bom, pode continuar odiando. Decidir que definitivamente Carnaval  é uma coisa cretina e deprimente e que a única medida sensata a se tomar nestes dias de fevereiro é se esconder do mundo é uma atitude perfeitamente defensável e elitismo é bom e eu gosto. Mas se passou de leve pela sua cabeça a possibilidade de sair de casa hoje à noite, só tenho um conselho: vai firme.

Escrevendo isso tudo, me ocorreu uma coisa engraçada. Sabe, acho que aquele verão na Bahia foi o último verão da minha vida. O último verão propriamente dito, verão, verão mesmo. O último verão em que fui adolescente.

– Blog do Gringo no Samba
por Matthew Exell, da BBC

“Minha primeira experiência em um bloco foi no Carmelitas, em Santa Teresa, na sexta-feira antes do carnaval. Eu me sentia como um virgem: animado, mas um pouco nervoso. “E se eu me perder na multidão?”, pensava. Um gringo solteiro no Rio de Janeiro? Os perigos parecem óbvios. Não que essa seja minha condição, mas é melhor ficar previnido. Felizmente meus novos amigos brasileiros se ofereceram para prender uma etiqueta em meu pescoco – “por favor, devolvam este gringo idiota para…”.

Antes do bloco, no entanto, tem uma coisa que eles chamam “concentração”. Nao sei se tenho paciência para isso. Eu sei que carnaval é coisa séria para as pessoas daqui, mas de onde eu venho não é preciso se concentrar muito para aproveitar uma festa! Talvez eu pule essa parte, dê uma deitada, tome um banho um pouco mais longo. Estou aqui para a festa, nao para alguma reunião chata antes de a festa começar…

Pouco sabia eu. Como poderia? Mas eu aprendo rápido…

A casa da concentração fica no alto de uma ladeira. Para chegar é fácil e eu, desavisadamente, não prestei muita atenção nos traiçoeiros degraus. A vista é da Baía da Guanabara, dá para ver os aviões pousando no aeroporto Santos Dummont. E, segundo me disseram, para chegar ao bloco, basta descer a ladeira. É fácil.

Depois da terceira caipirinha, começo a rir sozinho. Afinal de contas, a concentração é divertida, penso eu. Já na sexta caipirinha começo a achar que a concentração é a melhor idéia que já encontrei no Brasil. Todo mundo balança a cabeça, aquiescendo. Eles já sabiam disso. Mas isso não impede que eu tente convencê-los da minha mais nova conclusão.” – Leia todas as colunas aqui

fevereiro 19, 2009   No Comments

Horóscopo de hoje

“Se você pretende mudar de casa, emprego, colégio, faculdade, ou mesmo mudar alguma coisa em você, corre e aproveite a excelente energia de renovação presente nos próximos dias. É no fazer cotidiano que se provocam mudanças”.

Hummm.

\o/

fevereiro 17, 2009   No Comments

49 convidados apontam os melhores livros

“Listas não são novidades. Quase todo caderno literário traz algo parecido de vez em quando. A escolha é sempre subjetiva. Afinal, não se trata de uma eleição. Mas sim, de uma indicação que envolve critérios emocionais na maioria das vezes. Diante desse dilema, e sabendo que termos como: mais importantes, indispensáveis ou imprescindíveis, podem ser avaliados de formas diferentes, tentamos nos centrar em uma pergunta que mais se aproximasse “do gosto pessoal”. Afinal, um livro pode ter sido muito importante em nossa vida, mas não fazer parte da lista dos 10 melhores que lemos. Diante disso, fizemos a seguinte pergunta para 49 convidados: Quais os dez melhores livros que você leu?. Entre os participantes da enquete, estão editores, jornalistas, escritores, professores, críticos literários e publicitários. No resultado geral, ganharam os clássicos. Na votação individual clássicos e catastróficos se misturam. Entretanto, todos, clássicos ou catastróficos, trazem um fato em comum: o poder de inspirar as pessoas.”

Carlos Willian Leite
Editor da Revista Bula

Veja o resultado da enquete e a lista de cada votante aqui

Ps. Da lista que eu tinha mostrado caiu um, e entrou outro…

fevereiro 16, 2009   No Comments

Um fim de semana dentro de casa

É lógico que estou exagerando. No sábado de manhã passei na Velvet para papear com o André, ver uns amigos e comprar uns CDs. Depois comi um pão com mortadela na esquina da Ipirnga com a São João, e voltei pra casa. Eu e Lili passamos boa parte da tarde assistindo ao box quádruplo do Rolling Stones, “The Biggest Band”, e só saímos mais à noite para um pulinho rápido ao Exquisito comer bolinho caipira, beber chopp escuro e sobremesear churros com sorvete.

O domingo acordou nublado. Levantei cedo para rever uns planos que ando tendo na minha cabeça que não para de pensar um minuto. Mudamos as plantas de lugar na sala, demos um pulo na feira assim que o tempo melhorou, e quando saiu um solzinho corajoso no fim da tarde, esticamos até o Minhocão para Lili andar mais uma vez de bike enquanto eu saboreava uma água de coco gelado. Voltamos pra casa antes da chuva, mas não é que eu gripei sem motivo. Ah, e eu tentei fazer omelete, e não rolou. :/

Uma semana agitada começa nessa segunda. Ainda nem dormi, mas já estou com uma preguiça danada de acordar. Uma das coisas legais da vida é que após um dia ruim há uma noite para se apagar e uma manhã para começar de novo. Então, lá vamos nós. Força sempre.

fevereiro 15, 2009   No Comments

Uma frase

“Pena não ser burro… Não sofria tanto…”
Raul Seixas

fevereiro 13, 2009   No Comments

Dez livros

Um amigo pediu uma lista de meus dez livros preferidos de todos os tempos. Fiz a tremenda bobagem de passar batido pela estante ontem, o prazo de entrega é hoje, e fiz essa que segue abaixo – de memória. É claro que estou esquecendo algum muito importante, e que ainda não sei se vou de Baudelaire ou Kundera na décima posição (e que até o fim da tarde vou me lembrar de algum outro imperdível), mas essa é a pré-lista…

“O Lobo da Estepe”, Hermann Hesse
“O Macaco e a Essência”, Aldous Huxley
“Ciranda de Pedra”, Lygia Fagundes Telles
“O Tempo e o Vento”, Érico Verissimo
“Hamlet”, William Shakespeare
“Cartas a Um Jovem Poeta”, Rainer Maria Rilke
“O Casamento do Céu e do Inferno”, William Blake
“Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde
“Achei Que Meu Pai Fosse Deus”, organizado por Paul Auster
“As Flores do Mal”, Charles Baudelaire

“A Insustentável Leveza do Ser”, Milan Kundera

Ps. Quando eu ler “Em Busca do Tempo Perdido”, do Proust, que só passei os olhos no primeiro volume quando tinha 19, 20 anos, com certeza um dos dez acima cai.

fevereiro 13, 2009   No Comments

Paixões cinéfilas

Uma votação na Inglaterra elegeu Audrey Hepburn a atriz mais bonita da história do cinema (leia aqui). Bem, eu já tinha comentado minha paixão por ela tempos atrás, quando disse que entre ela e Deneuve, ficava com Audrey (aqui). Porém, é preciso colocar os pingos nos ís: Ingrid Bergman me desmonta com um sorriso, Jean Seberg (aqui) deu uma boa balançada na casa e a Irene Jacob… ahhhh, a Irene. Não tem pingos nos ís não. São elas.

fevereiro 12, 2009   No Comments

Esqueci

Era pra eu ter avisado, mas quem diz que eu lembrei: hoje (ou melhor, ontem, quinta-feira, já que passamos da meia-noite) tinha uns três minutos meus no programa Comentário Geral, da TV Brasil, falando sobre o “Bloco do Eu Sozinho” e carnaval… foi mal ae, mas liga não: nem eu mesmo vi! :/

fevereiro 11, 2009   No Comments

Os 40 melhores discos dos anos… 90

Calma, calma, calma! A lista dos melhores discos dos anos 00 será publicada apenas em 01 de janeiro de 2010 com o apoio do enorme grupo de colaboradores que participa anualmente do Prêmio Scream & Yell. Mas que tal relembrar?

fevereiro 4, 2009   No Comments

Uma frase

“Tem dias que a vida parece Coca-Cola sem gás”
Maria Bacana

fevereiro 3, 2009   No Comments