Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Janeiro 2009

Diversão, descompromisso e pontos nos ís

Texto e fotos: Marcelo Costa

A banda foi formada faz menos de seis meses e o debute chegou às lojas brasileiras na semana passada. No entanto, os três shows que o Little Joy agendou para São Paulo esgotaram em tempo recorde para padrões paulistanos: cerca de 1h30 cada um. Uma banda praticamente desconhecida esgotando shows em São Paulo denota que realmente estamos vivendo um novo tempo e é bem provável que as 700 pessoas que lotaram a casa nas duas primeiras noites nem tivessem pegado na mão o primeiro disco do trio, mas conheciam todas as canções de cor.

É claro que o termo “banda desconhecida” não se encaixa tão bem ao Little Joy. Projeto feito de brincadeira entre Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (Strokes), acrescido da vocalista, tecladista e namorada deste último, Binki Shapiro, o Little Joy é o tipo de banda que já nasceu com vários fãs (egressos de duas grandes bandas do rock nacional e mundial anos 00), e o som do grupo, quando não esbarra no rock praieiro e californiano dos sixties, se divide entre Strokes (”How To Hang A Warhol”, “Keep Me In Mind”) e Hermanos (”Evaporar”, “With Strangers”).

O clima de felicidade reina no palco. Amarante agradece pela presença e diz que está feliz com a recepção. Moretti joga confete: “Nós tocamos ontem à noite aqui e foi legal, foi legal. Mas hoje… é uma festa”. O público delira. Depois, inverte a posição de escudeiro com Amarante e se prepara “para fazer uma besteira total”, segundo o próprio: “Eu vou cantar. Essa é uma música dos Kinks e é chamada ‘This Time Tomorrow’”. A versão fidelíssima é um dos grandes momentos da noite ao lado de outra versão, “Walkin’ Back To Happiness”, de Helen Shapiro (que não guarda nenhum parentesco com a loirinha da banda).

Os dois “famosos” da noite assumem as guitarras enquanto Binki divide-se entre o teclado, xilofone, escaleta e vocais e ainda arranja tempo para deixar escorrer algumas doses de charme. Ao vivo o trio é acrescido das participações de Matt Romano, na bateria, Todd Dahlhoff, no baixo e Noah Georgeson (produtor de Devendra Banhart e Joanna Newsom) na terceira guitarra, no glockenspiel e teclados. O show é correto e tem jeito de ensaio aberto. A platéia, feliz, canta todas as músicas e, quando pode, grita “Amarante, Amarante” (o que acontece duas vezes nesta segunda noite) entusiasmadamente.

Como era de se esperar, o show é curto. O álbum tem pouco mais de 30 minutos e acrescentando-se uma música nova – ainda sem nome – e mais dois covers passamos de pouco mais de 40 minutos de show, mas a audiência está feliz. Apesar da diversão e do descompromisso, o Little Joy não sai com o cinturão de campeão da noite. O Cidadão Instigado, que abriu a balada, mostrou algumas músicas inéditas e arrasou em versões soberbas de “Os Urubus Só Pensam Em Te Comer” e “O Pobre Dos Dentes de Ouro”, duas faixas do disco que ganhou o Prêmio de Melhor do Ano pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte e, também, do Prêmio Scream & Yell 2005 (aqui).

Comandada pelo vocalista e guitarrista Fernando Catatau, a ótima apresentação do Cidadão Instigado causou um choque interessante e representativo no resumo da noite - e do mundo atual. O trabalho do Cidadão Instigado está bem à frente do Little Joy, mas são os cariocas (Fabrizio também nasceu na cidade) que saem ovacionados pela audiência. Amarante e Moretti criaram uma deliciosa diversão descompromissada que foi ao encontro de um público carente dos projetos originais de suas bandas em férias. Eles são a banda nova que o público já gostava antes de ver e/ou ouvir, mas musicalmente precisamente trabalhar muito para fazer algo… instigante. Por isso a noite foi do Cidadão Instigado. Pena que pouca gente percebeu…

http://www.flickr.com/photos/maccosta/

Leia também:
- “Existem 15 bandas melhores que o Little Joy”, por Tiago Agostini (aqui)

Janeiro 31, 2009   4 Comments

Ressaca (atualizada)

Se você estiver caminhando por ai e topar com uma holandesa Amsterdã 500 ml na graduação alcoólica de 8,4%, tome cuidado. Tome muuuuuito cuidado.

*****

Bem, sábado, e estou todo detonado ainda. Lili não se conformava com a ressaca, e segundo meus relatos saiu-se com essa: “Você comeu algo estragado”. Refiz meu roteiro de quinta, e não é que ela estava certa. Como podemos viver em segurança se não podemos confiar no molho vinagrete de um dos nossos botecos favoritos?

Na quinta, prevendo a bebedeira, passei em um dos meus botecos prediletos para comer um dos meus sanduíches prediletos: Pão com mortadela com molho vinagrete. Na primeira mordida senti um gosto diferente do normal, mas fiquei entretido pelo ambiente.

Dez segundos depois chegou um um cara com enormes fones de ouvido, e sem tira-los fez um sinal com o indicador para o garçom, que logo lhe trouxe uma latinha de Skol. Nesse meio tempo ele me olhou, tirou os fones, colocou nos meus ouvidos e disse: “Esse cara não é foda?”. Nos aproximadamente cinco segundos que ouvi deu para reconhecer a voz de Robertão cantando o soul “Não Vou Ficar”. Ele tirou exclamando: “O tempo passa, mas ninguém consegue fazer isso”.

Foram só essas duas frases em dez segundos, ele colocou novamente o fone, fez um sinal de positivo com a cabeça e saiu levando a latinha de cerveja nas mãos. Pensei: vou escrever um Cenas de São Paulo disso e comecei a perceber mais coisas que aconteciam no bar enquanto devorava meu pão com mortadela com vinagrete estragado. Terminei, fui para o show, enchi a cara, acordei mal para trabalhar no dia seguinte e no meio do dia voltei para casa detonado.

Daquelas situações em que a azeitona da empada realmente faz mal.

Ps. Ou seja, a Amsterdã está liberada para consumo. Mesmo assim, não gostei tanto dela.

Janeiro 30, 2009   5 Comments

Europa 2009

Começamos ontem a traçar os planos para a viagem para a Europa no segundo semestre. Fiz um rascunho tosco de datas e Lili ainda precisa decidir o período. O Carlos, grande companheiro de Rock Werchter em 2008, já veio dizer que Metallica, Killers, Coldplay e Placebo confirmaram presença na edição de 2009 do melhor festival da Europa, mas já limamos ele dos planos pois pretendemos descer no velho mundo na metade de julho, e não no começo.

Na verdade, Lili quer muito ir em agosto ou setembro, e eu fico sendo tentado a ir em julho para prestigiar mais uma vez o FIB, na Espanha, que já confirmou Franz Ferdinand, Kings of Leon, Paul Weller e Oasis para a edição que começo dia 16 de julho. Meu rascunho inicial prevê decida em Bacelona, depois Benicassim, Madri, Paris, Londres e Berlim (e Aachen, na Alemanha, para visitarmos o Carlos). Mais ou menos uns 80% da viagem será parecido em locais com os do ano passado pois será a primeira vez de Lili por lá.

Este primeiro rascunho está levando em conta que devo ficar entre 10 e 15 dias sozinho na Europa em agosto, o que provavelmente me levará para Amsterdã, Budapeste e ao Pukkelpop, maior (mas não melhor, já que o Werchter detem esse posto) festival belga da atualidade, e que em 2008 foi estrelado por The Killers, Metallica, Manic Street Preachers, Flaming Lips, Mercury Rev, Tindersticks, The Gutter Twins e… Móveis Coloniais de Acajú. No fim de agosto ainda rola o Rock En Seine, badalado festival parisiense. Muita coisa ao mesmo tempo agora, mas não dá para abraçar o mundo, né mesmo.

Janeiro 30, 2009   8 Comments

Attitude is Everything

Essas duas histórias que seguem abaixo estão flutuando na atmosfera da minha mente desde o fim do ano. Mais precisamente no dia 31 de dezembro quando assisti ao especial do programa Alto Falante sobre os festivais europeus. Uma das reportagens chamou a minha atenção. Alguns dias depois, já em Ouro Preto, Lili leu no Estado de Minas uma reportagem interessante que praticamente tinha o mesmo tema. As duas reportagens tratavam sobre… atitude.

Atitude vem do latim aptitudinem e do italiano attitudine, e significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou, mais especificamente, a acontecimentos ocorridos em nosso meio circundante. É um dos conceitos fundamentais da psicologia social. Faz junção entre a opinião (comportamento mental e verbal) e a conduta (comportamento ativo) e indica o que interiormente estamos dispostos a fazer. Entrando no coloquial: é quando deixamos de ser imóveis e começamos a nos movimentar.

A reportagem em questão do Alto Falante é a primeira do primeiro bloco em Londres (assista aqui). O chapa Terence Machado entrevista Suzanne Bull, produtora do festival Attitude is Everything, que explica: “É um evento para melhorar o acesso de pessoas deficientes em shows. (…) O projeto começou faz oito anos, quando escrevi para uma revista de música falando como era ruim o acesso para deficientes em shows. Alguém da prefeitura de Londres leu e me ligou perguntando se eu gostaria de receber algum dinheiro para começar o projeto”, conta Bull.

A entrevista segue e Suzanne fala mais sobre o projeto (site oficial), que é bastante interessante, principalmente quando um deficiente comenta que já esteve no Brasil, foi a shows, mas não viu outros deficientes na platéia. “Eu sempre fui a shows durante toda a minha vida, sozinho, e eu queria que todo mundo fosse. O Attitude is Everything é uma boa maneira de fazer as pessoas acordarem. É só tornar mais fácil o acesso a deficientes. Temos dinheiro como todos e queremos gasta-lo em eventos”, diz um entrevistado. O lance todo que quero grifar, porém, é que tudo isso começou com uma carta escrita para uma revista.

Após assistirmos à reportagem, caçoamos pensando como isso nunca poderia acontecer no Brasil. Imagina: você vai, reclama sobre algo que está errado em nossa sociedade (e são tantos erros) e a prefeitura ou o governo, quem quer que seja, liga para você oferecendo um dinheiro para que você monte um projeto para resolver este problema. Lindo, né. E completamente utópico, certo? Bem, mais ou menos. No dia 03 de janeiro, uma manchete de um caderno qualquer do Estado de Minas contava: “Moradora consegue criar Defesa Civil em Brumadinho em uma semana”.

A história de Ilma Cândida Sobrinho é o melhor exemplo de que atitude é tudo. Em 24 e 25 de novembro de 2008, Ilma, 53 anos, participou de um seminário em que o meteorologista Ruibrant dos Reis alertava para um volume alto de chuvas na cidade de Brumadinho, que poderia causar enchentes e muita tragédia. Preocupada com a previsão, Ilma procurou a Defesa Civil da cidade e descobriu que ela só existia no papel. “Isso acontece muito. Decretam o órgão apenas para captar recursos”, conta a moradora para a reportagem.

Ela não desistiu, foi atrás do procurador-geral de Brumadinho, que autorizou a reativação do conselho. “Fizemos, em uma semana, o estudo que era para ser feito durante todo o ano”, conta. Segue a reportagem: Na segunda 15 de dezembro, ela, temendo a forte chuva prevista, e já com o mapeamento das áreas de riscos em mãos, retirou três famílias de imóveis que poderiam desabar.  Na quarta, 17, a previsão se confirmou: Brumadinho foi alagada pelas águas do Rio Paraopeba, que chegou a subir 10 metros. A família de Alessandra Silva dos Santos foi uma das que foram retiradas antecipadamente. “Se estivesse lá quando a tempestade chegou, eu e os meus cinco filhos não sobreviveríamos.”

Nesse dia, centenas de casas ficaram submersas. Cerca de 2.000 pessoas ficaram desalojadas, 200 famílias desabrigadas, 25 casas totalmente danificadas e quatro pontes atingidas, sendo que duas delas foram levadas pelas correntezas. Ilma acionou centenas de voluntários, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e a Defesa Civil do estado. “Já tínhamos avisado todos os habitantes, por isso, eles estavam preparados. Mesmo assim, foi uma loucura, porque a nossa preocupação de salvar todos era imensa, tanto é que fui à rádio da cidade pedir ajuda da comunidade”, conta. Brumadinho teve uma vítima: um senhor de 64 anos foi levado pelas correntezas do Rio Paraopeba.

Em dezembro de 2007 escrevi um longo texto chamado “Sonhar é permitido, viver é permitido”, em que entre outras coisas dizia: “se já sabemos que não podemos confiar em ninguém, que não existem sonhos quando o assunto é política, dinheiro e poder, então está na hora de fazermos as coisas nós mesmos. E, mais do que nunca, deixarmos o social de lado e agirmos no pessoal. Sim, mudarmos as coisas ao nosso redor primeiro. Sempre fomos acomodados demais, mas precisamos mostrar que se as coisas podem dar certo, elas tem que começar a dar certo dentro da nossa própria casa, do nosso próprio ambiente de trabalho, da nossa família, do nosso bairro. Sempre acreditei que fazer o bem é a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para mudar o mundo, e apesar de parecer a coisa mais piegas, é no que eu acredito realmente.”

Quando esses três episódios (as duas reportagens e a lembrança do post antigo) se juntaram na minha cabeça, algo meio que pedia um texto como esse. Reclamamos demais. Da família, do emprego, do governo. E o problema não é reclamar. Reclamar é essencial. Acomodados não reclamam e acabam se aconchegando na monotonia de uma vida errada.  Evite isso a todo custo. A partir do momento que temos noção de que algo está errado, de que as coisas poderiam ser diferentes e bem melhores, precisamos nos mexer. Com inteligência, cautela, malandragem e boa vontade. Precisamos criar atalhos para que as saídas se tornem mais claras. Não dá para ficar parado olhando o mundo girar. Não dá para chorar sobre a cerveja derramada. A vida passa rápido demais. É bom se mexer.

Links:
- Assista ao programa Alto Falante no Youtube (aqui)
- Leia a reportagem do Estado de Minas sobre Ilma (aqui)

Janeiro 29, 2009   6 Comments

A vida não é cheia de som e fúria

Então, parece que a badalada peça de teatro “A Vida é Cheia de Som e Fúria” não fará parte da mostra especial de 15 anos da Sutil Companhia em São Paulo. Problemas de direitos autorais vencidos podem tirar a peça da programação da mostra comemorativa, que começa na próxima quarta-feira com a exibição gratuita de “Avenida Dropsie”. Já há, inclusive, uma peça escalada para substituir “Som e Fúria” na agenda: “Thom Pain/Lady Grey”, monólogo inédito (estrelado por Guilherme Weber) na capital paulista escrito pelo norte-americano Will Eno. As datas e horários (veja aqui) permanecem os mesmos. :-/ 

*****

A vida também não tem mais ingressos para o Little Joy em São Paulo. As entradas para a terceira apresentação do trio em São Paulo esgotaram em apenas 1h30. Será que haverá uma quarta na mesma noite da terceira?

Janeiro 28, 2009   No Comments

Como se pudéssemos voltar no tempo…

Como se Fosse a Primavera (Terminal Guadalupe)

Música: Dary Jr.
Letra adaptada de um poema de Marcelo Costa

A solidão é azul, enorme e a vida…
a vida é sem sentido.
pode acreditar nisso.
Não importa o que aconteça
um beijo é apenas um beijo.

Minha pele chora
meu sangue suspira
cinzas no paraiso…
Nós não temos Paris
e eu não sou River Phoenix.

Mas quase neva enquanto eu canto,
enquanto eu sonho,
enquanto eu ando,
enquanto eu conto os segundos
dos dias que não te vejo…

Ela é apenas um sonho
que não vai embora,
um desencanto que me namora.
E isso não é nada bom
para um apaixonado sem razão.

Respiro fundo e dou adeus as ilusões.
Estou cansado de utopias,
mas ando ouvindo Manic Street Preachers
como se fosse a primavera…
como se pudéssemos voltar no tempo…

Baixe aqui (botão direito e salvar como)

Janeiro 28, 2009   4 Comments

Little Joy, Som e Fúria, Móveis e… esqueci

Começa a vender nesta quarta os ingressos para o terceiro show do Little Joy em São Paulo. Cidadão Instigado vai abrir. Depois não diz que ninguém avisou.  Vou ver o show de quinta-feira.

*

Começa a vender na segunda-feira os ingressos para a temporada da Sutil Companhia de Teatro no Teatro do Sesi, em São Paulo. Tem Avenida Dropsie na quarta (”de grátis”), “A Vida é Cheia de Som e Fúria” (quinta e sexta, 10 pilas, 5 a meia) e “Não Sobre o Amor” (sábado e domingo, 10 pilas, 5 a meia). Rola comprar na Ticketmaster ou na Paulista. Quero ver se vejo as menos “Som e Furia” e “Não Sobre o Amor” na primeira semana.

*

Sexta e sábado tem Móveis Coloniais de Acaju e Fino Coeltivo no Sesc Pompéia. O site do Sesc avisa que ainda há ingressos para as duas apresentações, mas vai esgotar, pode acreditar. Boto fé que vai ser uma bela noite. Estarei lá no sábado.

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Little Quail and Mad Birds faz show no Centro Cultural São Paulo, domingo.

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Não gostei do disco novo do chefão Bruce Springsteen…

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…nem o do Morrissey…

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…mas já estou gostando do novo do Franz

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Praticamente decidido: segundo semestre no Velho Mundo novamente. Só não acertamos se será julho e agosto ou agosto e setembro.

*

Sábado passado, na Funhouse, o Sufrágio tocou Jesus and Mary Chain a noite inteira. Sai com o ouvido apitando. O show deles foi bem melhor que o do Jesus no Planeta Terra.

*

Ainda não esgotou os convites para o show do Radiohead, nem com o anúncio do Los Hermanos. Sigo firme no bolão da redação.

*

E, catzo, quando é que o maldito disco riscado vai parar de pular????

*

Em tempo: eu e Lili passamos para comprar os ingressos para o terceiro show do Little Joy na manhã desta quarta. A idéia era tentar pegar o lugar aberto antes de entrar no trabalho, mas a Chilli Beans só abria às 10h, ainda era 8h45 e já havia oito pessoas na fila para comprar. Alguma dúvida que esgota até a hora do almoço?

Janeiro 27, 2009   1 Comment

Sabe aquelas correntes… literárias (?!) :o)

 Peguei no blog da Barracuda, então sinta-se livre para repassar :)

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

2ª) Abra-o na página 161;

3ª) Procurar a 5ª frase completa;

4ª) Postar essa frase em seu blog;

5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

6ª) Repassar para outros 5 blogs.

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1) “Chega de Saudade”, Ruy Castro

2) ok

3) ok

4) “Não entendeu nada - João talvez tivesse se lembrado subitamente de um compromisso - e conformou-se em voltar para a boate e terminar o show com o violão reserva.”

5) ok

6) Repassar para outros 5 blogs.

Jonas, Tiago, Danilo, Inagaki e James

Janeiro 27, 2009   No Comments

“Ocean Rain”, um dos melhores álbuns já feitos

Ian McCulloch nunca foi modesto ao falar do álbum “Ocean Rain”. Para justificar o pedido à gravadora para que ela bancasse um estúdio em Paris para o grupo gravar seu quarto álbum, McCulloch foi enfático: “Nos os advertimos que este seria o maior álbum já feito, porque nos acreditávamos nisso. E The Killing Moon é a melhor música já escrita. Eu acredito nisso. Ela é simples e bela e soa como nenhuma gravação que eu já tenha escutado”. Quem lê isso imagina que parir “Ocean Rain” foi um mar de rosas, mas não foi bem assim.

Após passar um perrengue danado com seus dois primeiros álbuns (”Crocodiles” e “Heaven Up Here”), cultuados no circuito independente, mas solenemente ignorados pelos charts, o grupo alcançou o sucesso com o terceiro disco, “Porcupine”, e hits do quilate de “The Cutter” e “The Back of Love”, mas o clima interno já não era dos melhores. Quando em estúdio para gravar as pré-bases do vindouro quarto disco, Ian ficou tão desanimado que quase abandonou o barco. “As gravações em Bath foram horríveis. Ficamos cinco dias lá e nada funcionou. Para piorar, peguei uma gripe”, conta o vocalista, que desanimado pensou em sair da banda.

Porém, o baterista Pete de Freitas o convenceu-o a entrar em estúdio para regravar algumas partes. “Fomos os dois para os estúdios Amazon e Pete sugeriu usar escovinhas, algo que nunca havíamos tentado. Eu ainda estava gripado, mas tudo soou brilhante. A melhor coisa que já tínhamos feito. Cheguei em casa tarde da noite e minha esposa estava me esperando. Toquei para ela uma parte da canção e ela começou a chorar. Pensei que ela tinha odiado, mas ela disse que era a canção mais linda que eu havia escrito. O disco foi feito nesse clima”, resume o vocalista.

Em Paris, o Echo and The Bunnymen encontrou tudo aquilo que esperava: uma cidade apaixonante movida a passeios de bicicleta por Montmatre, visitas ao cemitério Pere-Lachaise (”para dar um alô para Jim Morrison e Oscar Wilde”, conta Will Sargeant) e sessões de gravação no Studio Dês Dames, que tinha uma atmosfera aconchegante. Segundo o guitarrista, “Paris tinha se transformado na nossa cidade, a segunda casa dos Bunnymen’s”. O vocalista completa: “Eu cai de amores por Paris. ‘Ocean Rain’ está completamente ligado à cidade”.

Acompanhados por uma orquestra de 35 instrumentos, os Bunnymens deixaram a crise de lado e se concentraram nas gravações. As rachaduras estavam visíveis (Pete de Fretitas deixou a banda no ano seguinte), mas no estúdio tudo funcionava. Eram apenas nove canções assistidas por Gil Norton (que quatro anos depois gravaria “Doolittle”, do Pixies) que afastavam o grupo da crueza de seus primeiros álbuns. No clima de “The Killing Moon”, o Echo construía um disco de rock clássico inspirado nas chansons de Jacques Brel, Scott Walker e na orquestração de “Forever Changes”, clássico do Love.

Lançado em maio de 1984, “Ocean Rain” bateu na segunda posição do chart britânico, e “The Killing Moon” entrou no Top Ten. A beleza de canções como “Silver”, “Seven Seas”, “My Kingdom” e “Ocean Rain” permanece 25 anos depois, no momento em que o álbum ganha uma luxuosa reedição que inclui três b-sdies – “Angels and Devils”, “Silver (Tidal Wave)” e “The Killing Moon (All Night Version)” – e a integra de uma apresentação arrasadora no Royal Albert Hall em julho de 1983 além de comentários de Will Sargeant e Ian McCulloch sobre as gravações do álbum.

O show abre com três cacetadas de “Crocodiles”: a psicodélica “Going Up” e as clássicas “Villers Terrace” e “All That Jazz”. O clima segue acelerado com “Heads Will Roll”, mas “Porcupine” enche o ambiente de climas. “All My Colours (Zimbo)” abre caminho para a primeira das duas canções de “Ocean Rain” apresentadas na noite: “Silver”. “Simple Stuff” volta a acelerar o clima, mas o público aplaude mesmo o single “The Cutter”. “The Killing Moon” surge acelerada, rápida e bela. Seguem-se “Rescue”, “Never Stop”, “The Back of Love” (também muito aplaudida, o que faz Ian agradecer ao público dizendo que Londres é o melhor lugar para tocar – e viver).

O trecho final é todo “Heaven Up Here”. Abre com a poderosa “No Dark Things”, segue-se com a faixa título (em versão de corar o rosto) e finaliza com “Over The Wall”. Para o bis, “Crocodiles” em versão estendida que bate os sete minutos e quase triplica seu tempo em álbum. Ian grita “come on, baby” de forma alucinada e cai sobre “Light My Fire”, do Doors. Pete de Freitas massacra na bateria enquanto Will Sargeant pontua o arranjo, Les carrega tudo no baixo e Ian não pára de improvisar (veja um vídeo desta apresentação aqui). Um bis arrasador que no show original ainda contava com uma versão de “Do It Clean”, não inclusa nesta edição, mas presente no box “Crystal Days”.

“Ocean Rain” é um álbum magnífico. “Uma obra-prima”, define Ian McCulloch sem nenhuma modéstia no encarte. Ele vai além: “É o nosso Davi de Michelangelo. É o álbum que me fez perceber que havia muito mais mulheres em nossos shows. Não estávamos mais tocando para a turma do futebol”, resume. Da mesma forma, “Ocean Rain” marca o ápice da carreira do grupo de Liverpool, que nunca mais conseguiu atingir o mesmo momento de genialidade completa (apesar de bons momentos de discos como “The Game”, “Evergreen” e “What Are You Going To Do With Your Life?”). “Ocean Rain”, não o melhor álbum já feito, mas com certeza um dos melhores.

- Marcelo Costa entrevista Ian McCulloch (aqui)
- Siberia”, do Echo and The Bunnymen por Marcelo Costa (aqui)

Janeiro 26, 2009   9 Comments

As duas faces do Autoramas

Texto: Marcelo Costa
Fotos: Liliane Callegari

Cinco anos atrás entrevistei Gabriel Thomas na época do lançamento de seu terceiro álbum e abri o papo questionando (tomando como mote o título do disco): “Nada pode parar os Autoramas?”. Gabriel foi incisivo: “Nada nem ninguém! Só nós mesmos!”. O disco estava sendo lançado com tiragem de 3 mil cópias pela principal gravadora independente do país, a Monstro, trazia alguns hits, mas deixava um elefante atrás das orelhas: Será que o Autoramas alcançou o seu máximo?

De lá para cá a banda perdeu, primeiro, a baixista Simone (ícone da primeira fase do trio) e depois Selma, gravou mais um disco (e também uma coletânea de raridades), excursionou mundo afora e ganhou do chefão da Rough Trade a definição de “the most important independent band in Brazil”. Sem contar que Gabriel se aventurou no projeto Lafayette e os Tremendões, que trouxe alguns bons frutos para o quarto disco do trio, “Teletransporte”, ampliando o alcance da musicalidade do grupo.

Porém, elogios e aventuras a parte, dois fatores definem a nova fase do grupo: a entrada de Flávia, a nova baixista, que trouxe musicalidade e desempenho de palco para a banda. E Gabriel parece estar vivendo o seu melhor momento como músico e entertainment. Juntos, esses dois fatores fizeram com que as duas apresentações que a banda fez em São Paulo às vésperas do aniversário da cidade fossem as melhores do Autoramas na capital paulista. E isso é algo raro e extremamente positivo.

Imagina uma banda que está na estrada faz nove anos, poderia ter conquistado o sucesso de massa com seu segundo álbum, mas não recebeu ajuda da gravadora e então criou uma reputação inatacável no cenário independente. Não sei a conta de quantos shows do Autoramas já vi, mas estes dois com certeza foram os melhores. Poucos nomes da música conseguem ampliar o alcance de seu trabalho – de forma positiva – após dez anos de carreira, e o Autoramas adentra este seleto grupo.

A apresentação de sexta à noite, no CB, marcou a estréia em palcos paulistanos do projeto acústico do trio. Nada de metais, violinos, músicos de apoio e banquinhos. Apenas Gabriel no violão, Flávia no baixo acústico e Bacalhau na bateria. E um repertório impecável que homenageava Erasmo (”Minha Superstar”), Elvis (”Love Me”), Carl Perkins (”Blue Suede Shoes”) e Reginaldo Rossi (”No Claro e No Escuro”), resgatava Little Quail (”Galera do Fundão”) e apresentava pela primeira vez na cidade um grande hit de Gabriel na voz de amigos seus: “I Saw You Saying”, cantada em coro pelo público.

Isso tudo sem contar o bom repertório próprio do grupo, mais romântico, com destaques para “Música de Amor”, “Copersucar”, “A História da Vida de Cada Um”, “Agora Minha Sorte Mudou”, “O Bom Veneno” e “A 300 Km”. Gabriel não economiza elogios para a nova baixista em entrevistas dizendo que sem ela o acústico não aconteceria, e a versatilidade de Flávia fica evidente no palco. São só os três músicos, um violão, e a sonoridade preenche o ambiente com classe e elegância. Para fechar a noite, uma versão sacolejante e instrumental de “Blue Monday”, do New Order.

No dia seguinte, a parada era outra. No projeto Pares, do Sesc Pompéia, o Autoramas divida o palco com o Cachorro Grande em uma noite de guitarras em alto volume. Abriram com “Motocross” e seguiram-se hits do quilate de “Paciência”, “Mundo Moderno”, “Nada a Ver”, “Rei da Implicância”, “Você Sabe”, “Fale Mal de Mim” e “Carinha Triste”. Uma das poucas canções que marcou nos dois shows, “A 300 Km/H” foi um dos grandes momentos da noite ao lado de “Surtei”, um blues do álbum “Teletransporte” dedicado, neste show, para Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande. Flavia cantou “Send Me a PostCard”, do Shoking Blue, e Gabriel resgatou “1,2,3,4″, do Little Quail.

Na seqüência, o Cachorro Grande entrou no palco disposto a satisfazer uma horda de jovens fãs que aguardava os gaúchos em São Paulo com ansiedade. A banda abriu com “Roda Gigante”, hit do último álbum, “Todos os Tempos”, e depois fez um passeio pelo repertório destacando “Hey, Amigo”, “Lunático” e “Você Não Sabe o Que Perdeu” em uma apresentação bem mais comportada e polida do que o usual do quinteto. Para o final, as duas bandas subiram juntas ao palco para homenagear Beatles com uma cover de “I Saw Her Standing There” e encerrar um ótimo fim de semana de rock and roll.

Mais fotos dos shows do Autoramas e do Cachorro Grande aqui

Leia também:
- “Teletransporte”, do Autoramas, por Marcelo Costa (aqui)
- André Azenha entrevista o Autoramas (aqui)

Janeiro 26, 2009   7 Comments

De Leve, Autoramas, Romulo Fróes…

Bem, soube da confusão no show da Banda Leme no Campus Party? (veja aqui) Não posso falar nada, afinal não estava lá, mas posso dizer que os argumentos do Chupa, o causador da confusão, são hilários. De Leve é altos. “México”, “Diploma” e “O Que Você Quer” são bem fodas e se eu já não tivesse planejado com amigos para ir ver o Autoramas (acústico) no CB, baixava no Neu para dar um abraço no cara.

O Autoramas faz dois shows elétricos (hoje e amanhã) junto com o o Cachorro Grande na Choperia do Sesc Pompéia, o melhor lugar para shows em SP, e marco presença amanhã para conferir a dobradinha. Por fim, Romulo Fróes apresenta uma porção de (brilhantes) canções inéditas na Noite Alavanca, neste sábado, na Livraria da Esquina. Não garanto presença, mas tava muito afim de ouvir “Pra Fazer Sucesso” mais uma vez.

Janeiro 23, 2009   2 Comments

Amoeba, Alto Falante e Dissenso no CCSP

O grupo Labirinto baixa hoje no Centro Cultural São Paulo (com ingressos a R$ 1) para lançar DIS1, do estiloso projeto de arte e música Dissenso que engloba gente de artes plásticas, gráficas, fotografia e bandas de música contemporânea. Este primeiro lançamento do projeto apresenta ruído/mm de Curitiba (nome bem destacado no Melhores do Ano Scream & Yell), Constantina de Belo Horizonte, Fóssil de Fortaleza e Labirinto de São Paulo.

A DIS1 é um projeto da Casa Dissenso, misto de loja, selo musical, estúdio e núcleo propulsor de idéias, que trabalha em parceria com artistas de várias linguagens, produzindo desde impressões em silk screen à gravações sonoras e encontros festivos. O CD já é um belíssimo experimento trazendo um encarte caprichadíssimo que dá forma as propostas do coletivo. O show que marca o lançamento da DIS1 está marcado para começar pontualmente às 19h.

Você pode escutar uma música de cada uma das bandas participantes do projeto no link abaixo:

www.myspace.com/dis1

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Bruno De Luca, do programa Vai Pra Onde? do canal Multishow, visitou a badaladíssima loja Amoeba Records em Los Angeles. A Amoeba é uma grande loja de CDs e vinis que recebe diversas bandas durante a semana. Os freqüentadores da loja podem assistir até a “shows surpresas” com grandes nomes da música, como Paul McCartney, que fez uma apresentação lá ano passado e parou a cidade.

No site do Multishow há um vídeo exclusivo (assista aqui), onde ele entrevista um dos funcionários da loja, mostrando um pouco como é o ambiente do lugar. O programa vai ao ar nesta sexta, às 21h15, no Multishow.

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E falando em lojas de CDs, o pessoal do Alto Falante entrevistou a galera da lendaria Rough Trade, em Londres. Aliás, perdi meu passaporte na porta da loja. Estou lá tomando um café - dentro da loja - com a Luciana e chega um cara, olha na foto do passaporte, me olha, e me entrega. Já era a última semana de viagem, mas iria dar uma dor de cabeça. No entanto, o papo aqui é sobre a entrevista do Alto Falante (aliás, vou falar muito mais desse programa deles) que o chapa Rodrigo James colocou os blocos na integra no Youtube. Você pode assisti-los no link abaixo. Tem muita coisa boa, inclusive… Benicassim.

http://br.youtube.com/rodrigojames

Janeiro 22, 2009   5 Comments

Little Joy: terceiro show extra em SP

A segunda apresentação extra do Little Joy na Clash também teve seus ingressos esgotados. Em um dia. Os ingressos para a segunda apresentação (29/01) começaram a ser vendidos nesta quarta, e já se esgotaram. Mas já tem mais um show extra marcado para São Paulo: 05 de fevereiro, ingressos a partir do dia 28/01.

O Little Joy abre sua turnê brasileira em Porto Alegre (dia 27/01), passa por São Paulo (28 e 29/01), e segue para Belo Horizonte (30/01), Brasília (31/01), Curitiba (04/02), retorna para Sâo Paulo (05/02) e encerra sua passagem pelo país no Rio de Janeiro (06/02).

Ps. Cidadão Instigado irá abrir os shows do Little Joy em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Janeiro 21, 2009   4 Comments

Melhores baladas do rock nacional anos 00

Hoje à noite concedo uma entrevista em casa para o Canal Brasil falando sobre “Bloco do Eu Sozinho”, álbum de 2001 clássico dos Los Hermanos. Trouxe o disco para a redação para atualizar minhas memórias e o Tiago Agostini lançou o veredicto: ‘”Sentimental” é a melhor balada do rock nacional nos anos 00′. E acrescentou: “Depois vem “De Turim a Acapulco”.

As duas estão na minha lista, mas eu levo meio à sério esse negócio de cravar melhores, e de sopetão já fui soltando algumas que me lembrei: “Mesmo Que Mude” (a melhor música da Bidê), “Agridoce” (Pato Fu soando Robertão), “Dizem” (baladaça alcoólica e emocional do OAEOZ), “Gênio Incompreendido” (Violins), “O Tempo Contra Nós” (Beto Só), “Eu Não Consigo Ser Alegre” e “Um Bom Motivo” (na primeira versão do Wander). Tiago balançou.

Eu ainda incluiria - por gosto próprio  - “A Balada do Perdedor” (Marcelo Nova - lembro de ouvi-la antes dele lançar o álbum e me arrepiar com a letra inspirada em Bob Dylan), umas duas ou três do Wado, tipo “Deserto de Sal”, “Epitáfio” do Titãs, “A 300 KM” e “Sonhador” dos Autoramas e… se eu continuar eu não páro. Me ajuda. Para você, qual a grande balada do rock nacional nos anos 00?

Janeiro 21, 2009   28 Comments

Wilco e Spiritualized no Teatro Cervantes

Eu sei, o Teatro Cervantes fica em Málaga, e foi lá que eu vivi um dos momentos mais emocionantes de minha vida musical no ano passado quando, da primeira fila, assisti Lou Reed cantar/contar a história de Caroline e Jim apresentando a integra do álbum “Berlim” (leia aqui). Acontece que vários leitores me escreveram dizendo que planejavam viagens inspiradas no guia do ano passado, então seguem algumas dicas.

Eu só vou ter férias a partir de julho, e vou ter que acertar o roteiro com a Lili, que ficará comigo durante 20 ou 25 dias por lá, mas se você estava planejando viajar em maio não pode deixar Málaga, na Espanha, fora do roteiro. O Wilco toca no pequeno e charmoso Teatro Cervantes no dia 25 de maio (ingressos entre 36 e 48 euros) e o Spiritualized baixa no local na semana seguinte (ingressos entre 18 e 24 euros).

Você pode tirar informações sobre os shows, e mesmo comprar o ingresso pelo link abaixo. Aliás, dá uma passeada pelo site. Tem até o clipe de “Soul On Fire”, com Jason Pierce se alternando entre a cama de hospital e uma paisagem de cair o queixo (é só clicar no nome da banda, no listão):

http://www.teatrocervantes.com/es/genero/musica/

De resto, se você pensa em viajar em julho, lembre-se: Blur no Hyde Park, Oasis em Wembley, Franz confirmado para Benicassim e Rock Werchter. Mais aqui.

Janeiro 20, 2009   4 Comments