Blog do Editor do Scream & Yell
Random header image... Refresh for more!

Posts from — Dezembro 2008

Pão de queijo e Praça da Liberdade


Foto: Marcelo Costa (http://flickr.com/photos/maccosta/)

Dia total de preguiça. Demos folga aos amigos e fomos atrás do melhor pão de queijo da cidade, no Supermercado Verdemar, da avenida Nossa Senhora do Carmo. Lili, que é especialista no assunto (como boa mineira), aprovou. Mas, assim, não tem como comparar com o do Boca do Forno, pois ao contrário deste, o da Verdemar é daqueles pequeninos, e quentinhos devem ser de viciar.

Porém, mais do que o pão de queijo, o que me chamou a atenção na Verdemar foi um pãozinho feito com massa de pão de queijo e recheado com cenoura, cebola, azeite e especiarias. Uma delícia. Sem contar as pizzas. Saímos do Supermercado e fomos para a lanchonete Verdemar. Não arrisquei e fui da básica e muito boa Peperoni, mas Lili pediu uma deliciosa de Alho Poró. Se for lá, peça. Vale, vale, vale.

Aproveitamos que estávamos em um bom supermercado (segundo a Veja, um dos melhores de BH) e compramos champagne e alguns petiscos para nossa festinha particular. Nada muito especial, afinal vamos amanhecer na rodoviária em direção a Diamantina. Tiramos uma soneca à tarde, assistimos ao programa Alto-Falante (edição festivais europeus) e partimos para fotos noturnas da Praça da Liberdade.

Assim como a avenida Paulista, em São Paulo, que está atraindo um público imenso todas as noites devido a sua belíssima decoração de natal, a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, também caprichou na decoração. Muita iluminação dourada, estrelas, luzinhas e árvores totalmente iluminadas deram um colorido todo especial ao local. Passamos um bom tempo fotografando o lugar enquanto a chuva não vinha.

De volta ao hotel, com São Pedro dando adeus ao ano que se vai, temos que arrumar as malas e prepararmos a nossa pequena ceia de ano novo. Agora, só no ano que vem. Nos vemos. Novamente, um 2009 sensacional para todos nós.


Foto: Liliane Callegari (http://flickr.com/photos/lilianecallegari)

Dezembro 31, 2008   1 Comment

Complexo da Pampulha e Mercado Central

Dia bastante movimentado. E primeiro sinal de quem São Pedro anda ouvindo nossos pedidos. Fez sol o dia todo! E à noite uma garoazinha de nada. Lindo. Acordamos cedo e fomos a pé, subindo morros, para a Praça da Liberdade, local que abriga a sede (provisória) do governo de Minas Gerais (Aécio está construindo a toque de caixa uma nova sede desenhada por Niemeyer) e dois edifícios assinados pelo Oscar: a Biblioteca Pública e o próprio Edifício Oscar Niemeyer. E tem também o polêmico Rainha da Sucata.

Ficamos um bom tempo fotografando o Edifício Oscar Niemeyer, que parece muito um Copan miniatura. É o tipo de edificação que você pode fotografar o dia inteiro, e todas as fotos vão ficar lindas. Risoleta e Tancredo Neves moraram neste prédio. Dali partimos - já em companhia do Alexandre - para o Complexo da Pampulha. No início da década de 40, o então prefeito Juscelino Kubistchek recorreu ao jovem arquiteto Oscar Niemeyer (depois de tentar vários outros nomes) para projetar os prédios do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, às margens da lagoa artificial.

O Conjunto é composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (hoje, Museu de Arte), a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Vou te dizer: a Casa de Baile é uma das construções mais lindas do Oscar. Pequenina e aconchegante, ela foi inaugurada em 1943 voltada para o povo (o Cassino, do outro lado do lago, era voltado a elite) e continua aberta com exposições e eventos. Quem passar por lá em janeiro ganha um belo livro que conta a história da Casa e do complexo.

Próximo destino: Igreja de São Francisco de Assis. Também construida em 1943, no entanto, a igreja só foi aceita pelo bispo da cidade em 1957, ficando 14 anos fechada devido a visão de Oscar e, principalmente, Candido Portinari, da religião católica. Portinari assina os afrescos belíssimos dos azulejos assim como um imenso painel atrás do púlpito e os doze quadros arrepiantes da via sacra. Todos os domingos, às 9h30, tem missa, mas é possível visitar o interior da capela pagando R$ 2 nos outros dias.

Depois de uma longa volta pelo lago (de carro) chegamos ao Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha, local em que o PatoFu gravou seu ao vivo MTV alguns anos atrás. Não gostei tanto da parte interna, apesar de ter achado fofo o auditório, mas o prédio conqusita você na parte externa. Bom, quase duas da tarde, hora de comer. Fomos ao sensacional Mercado Central. Logo na entrada provei um quejio Canastra, de Patrocínio, divino. E fomos direto para o Casa Cheia.

O Casa Cheia é um assíduo frequentador da competição Comida di Buteco e eu não poderia ter começado melhor minha aventura pelas comidas mineiras. Lili foi de Tutu a Mineira, Alexandre escolheu um PF e eu encarei o Mexidoido Chapado (R$ 14) que é um mexido feito na chapa com picanha fatiada, lombo defumado, linguiça caseira, bacon, legumes preparados no azeite, ovo frito de codorna, arroz e ervas aromáticas. O prato vem uma frigideirinha e é tão bonito de se ver que até a mesa do lado pediu para fotografa-lo.

Lógico, não basta ser bonito, tem que ser gostoso, e você tem alguma dúvida que o prato era divino? Primeira sacada: na cozinha do Casa Cheia só vozinhas fazendo a comida. Não tem como dar errado. O prato era simplesmente delirante. E eu ainda fiz pouco caso do tamanho dele naquela frigideirinha, mas não consegui comer tudo. Para acompanhar, coca-cola e a segunda cachaça da viagem, uma boa Samba e Cana, de Belo Horizonte.

Depois do almoço de reis fomos dar uma volta no Mercado. Passamos em uma cachaçaria para uma olhada sem compromisso. A Havana estava saindo por R$ 390, uma versão especial da Germana (a minha preferida) por R$ 220 e a famosa Anisio Santiago custava apenas R$ 190. Ok, tem para todos os bolsos. Se você quiser tomar uma Providência basta apenas desembolsar R$ 8,90. Experimentei a Pendão, de Itatiaiuçu. Boa. Não levei nada, afinal, estamos no começo da viagem, mas vou retornar para São Paulo abastecido. Aguarde.

Após uma soneca providêncial, Rodrigo James nos pegou para nos apresentar o que, segundo ele, é o melhor pão de queijo do mundo. Fomos ao Boca de Forno, da praça Nova Iorque. Pão de queijo caprichado, com recheio saboroso e um belo tamanho que só me fazia imaginar que ali caberia um belo lanche. Próxima parada, Bar do João, na Savassi, seguindo o lema “se não tem mar, tem bar”. Terminamos à noite com Thiago Pereira (assim como o James, do Alto-Falante) e com Alexandre bebendo e conversando sobre cultura pop.

Último dia do ano. Decidimos dar uma folga aos amigos para batermos perna atrás do pão de queijo da Verdemar e de outras peculiaridades de Beagá. Dia 01, às 06h30 da manhã, embarcamos para Diamantina. Vou ali beber uma cachaça e comer um queijo. Eu acho que volto.

Fotos: Marcelo Costa (http://flickr.com/photos/maccosta/)

Dezembro 31, 2008   5 Comments

Primeira cachaça da viagem

Chegamos em Beagá na hora certa, sem nenhum atraso. Lili pediu uma Xingu no avião, eu uma coca-cola. Tudo errado. Ela molhou os lábios com a cerveja, não gostou, e eu fiz a troca de bom grado. Namorado é pra essas coisas também. O centro de atenção ao turista no aeroporto de Confins (que não nega o nome: fica realmente nos confins) quebrou um galhão com mapas e orientações sobre a cidade. Pegamos o ônibus (R$ 16,90 per capita) e depois morremos em R$ 6 no taxi para chegarmos ao primeiro hotel da viagem, o primeiro F1 da minha vida (hehe).

O Alexandre passou uns 20 minutos depois e fomos para a Mercearia do Lili beber Bohemia, comer um ótimo bolinho de mandioca e bebericar umas cachaças. A primeira da viagem foi a ótima Boazinha, de Salinas. Bem leve, sem muito amargor nem queimação. Lili bebeu o copo dela primeiro que eu. O James apareceu depois para papearmos sobre coisas de Minas, experiências na Europa e trechos do livro do Bill Graham. E voltou a garantir: “O pão de queijo do Boca do Forno é melhor que o da Verdemar”. Hoje tiraremos a prova. Lá vamos nós que a Pampulha nos espera.

Dezembro 30, 2008   4 Comments

Último dia de trabalho do ano

Eu gosto do meu trabalho. Quando me indicaram para a vaga balancei pensando se ia dar conta. Sofri um pouco nos três primeiros meses para criar uma metodologia de trabalho e, por fim, aprendi que editar uma capa de um grande portal é dançar conforme a música que está tocando. Melhorou pacas a minha vida (risos). Porém, não é segredo para ninguém: assim como Wander Wildner, se eu pudesse não faria nada, “nem essa canção”.

Ok, exagerei. Imagino Lili lendo isso acima e pensando na quantidade de noites em que fui pra cama às 2 ou 3 da manhã, pois fiquei atualizando o Scream, a Calmantes e escrevendo uma ou outra bobagem por puro prazer de escrever. Quem estou querendo enganar, né. Sou quaaaaaase um workalholic, mas sou um cara legal. Eu acho. O lance é que o que eu mais queria na vida era ficar fazendo isso: escrevendo, escrevendo, escrevendo. E escrevendo. Mas as contas chegam todos os meses, inevitavelmente.

Desta forma, a gente segue dançando enquanto a música não termina – do jeito que dá e sem saber dançar. Não dá para reclamar muito. 2008 foi um ano… sensacional. Olho para trás, para os posts que escrevi, para as coisas que aconteceram, para a viagem que fiz, e às vezes não acredito que eu vivi realmente tudo aquilo. Nem nos meus sonhos mais complexos poderia ter sido tão perfeito (ok, sempre pode, a gente sempre quer mais, muito mais, mas do jeitinho que aconteceu foi bastante especial).

Queria agradecer imensamente a todos que passaram por este espaço em algum momento. Queria agradecer muito a todos aqueles que deram dicas de CDs, filmes, albergues, lojas, HTML, textos, cervejas e o escambau. Queria agradecer a confiança, a amizade e o carinho que muitas vezes acredito não merecer, mas que recebo de coração aberto e tento – do meu jeito tosco – transformar em algo especial. Ainda estou tentando trilhar o caminho do bem, quem sabe chegamos a algum lugar.

Deixo a redação às 15h, corro pra casa para arrumar a mala (que Lili já está adiantando), parto ás 17h para o aeroporto e às 20h espero pousar em Belo Horizonte para um passeio de 14 dias por cidades históricas em busca de arte, memórias, cachaças, passeios de trem, comida mineira e pão de queijo. 2008 está quase dormindo, 2009 pode acordar a qualquer momento. E com seu despertar várias coisas boas hão de surgir. Que eu me lembre, nunca fiz tantos planos para um ano que se inicia, nunca criei tanta expectativa, e estou feliz por isso.

Feliz, pois apesar de tanta cacetada tomada da vida em anos e anos de janela, o sonhar ainda não me abandonou. E você sabe: é preciso sonhar para viver. Não só sonhar, claro. É preciso desejar, querer, e batalhar para que as coisas aconteçam. É preciso mirar um pontinho no horizonte e dizer “é lá que eu quero chegar”. Pode não ser fácil e pode até não dar certo, mas basta levantar e tentar de novo. Nunca é fácil, e quem disse que era mentiu. Mas não desanime, pois sonhar deve ser divertido. Sempre. Sonhe. E lute para que estes sonhos se transformem em realidade. Um bom 2009 para todos nós. Não se esqueça: força sempre.

Dezembro 29, 2008   9 Comments

Discutindo o mercado de música

O Ronaldo Evangelista já havia me passado esse link no começo do mês, e na correria deixei para dar uma espiada só hoje. Coisa fina. André Bourgeois (que cuida de gente como Céu e Curumin nos States), Juliano Polimeno (que lançou o Cérebro Eletrônico), Mauricio Tagliari (toca a YB de forma artesanal), Pena Schmidt e Carlos Eduardo Miranda (além do próprio Ronaldo) marcaram encontros mensais nos estúdios da YB para discutir o mercado de música. O Ronaldo explica melhor aqui, mas você pode assistir aos sete vídeos (até o momento) do bate-papo aqui. “Estou tateando para ver o que dá”, diz Juliano Polimeno sobre as apostas de sua gravadora, a Phonobase. “Há dez anos atrás havia um modelo, hoje não”, diz Mauricio Tagliari. “A gente é louco. Estamos aqui sentados em uma sala sem ar-condicionado no verão discutindo mercado. A gente é louco. Quem é bundão vai fazer outro negócio. Vai no Big Brother para ver se tu entra. Quer? Tem que lutar, tem que inventar, ter idéia boa, achar um jeito de furar o bagulho. É isso”. Assista aos vídeos aqui.

Leia também:
- “A Nova Idade Média”, por Marcelo Costa (aqui)

Dezembro 29, 2008   1 Comment

O tempo amigo do Pato Fu


Texto: Marcelo Costa / Fotos: Liliane Callegari

O tempo vai, o tempo voa, a poupança Bamerindus nem existe mais e o Pato Fu continua intacto no posto de principal banda do lado debaixo do Equador. Todo ano surgem alguns grandes discos, algumas boas promessas, mas basta cruzar o Pato Fu que fica impossível não se impressionar (mais uma vez) com a qualidade do combo mineiro. Mesmo em um ano sem disco lançado e dedicado à carreira solo de Fernanda Takai, em cima do palco fica difícil não se render ao grupo.

O retorno da banda aos palcos paulistas esgotou duas noites no pequeno, estranho e especial palco do teatro do Sesc Pompéia. Dois shows com repertório clássico para encerrar o ano com chave de ouro. Canções do fundo do baú ressurgiram vivas e fortes e as apresentações solo despertaram a verve de frontwoman de Fernanda, cada vez mais falante, brincalhona e atuante no palco. Dudu Tsuda (Jumbo Elektro / Cérebro Eletrônico) debutou em casa assumindo os teclados.

Quem conhece o palco do Teatro do Sesc Pompéia sabe que ele é bastante particular. O palco fica no centro entre duas platéias e, dependendo do lado que o espectador fique, algo se perde – ou se sobressai. Quem optou por ficar na platéia impar, lado esquerdo, foi presenteado com uma massacrante atuação de Xande na bateria, que por vezes encobria os riffs de guitarra e a voz de Fernanda, mas que – verdade seja dita – era bonito de se ver (e ouvir).

“O Amor Em Carne e Osso” abriu o show de forma quase intimista emendando-se com “Spoc”. Foi quando Fernanda acalmou o público. “Pode deixar, não vamos tocar só lados b”. E então uma leva de hits seguiram-se noite adentro: “Perdendo Dentes”, “Antes Que Seja Tarde”, “Canção Pra Você Viver Mais”, “Made in Japan”, “Ando Meio Desligado”, “Eu”, “Uh Uh Uh, La La La, Lê, Lé”, “Imperfeito”, “Gimme 30″ e “Anormal” além de canções do último disco como “30000 Pés”, “Tudo Vai Ficar Bem” e “Nada Original”.

Do fundo do baú (e a pedidos de Dudu) eles tiraram “Mamãe Ama o Meu Revolver”, mas os grandes momentos – como sempre – foram “Capetão” (infelizmente, sem a boa parte cantada pelo Ricardo). “Depois” (com dois convidados da platéia dançando no palco e engordando o vocal no refrão), as aceleradas “O Filho Predileto de Rajneesh” e “Dois Malucos”, e a balada corta coração “Agridoce”, com Fernanda a dedicando para uma garota do interior que reza toda noite para que Roberto Carlos grave uma versão.

Na volta para o bis, Fernanda chamou ao palco a pequena Nina (filha dela com o guitarrista e maridão John) para uma “participação especial” fofíssima em “Mamã Papá” “tocando” o Potchi (Totó em japonês), seu cachorrinho de pelúcia que emite sons de brinquedinhos infantis. Para encerrar, “Sobre o Tempo”, trazendo consigo a lembrança da metáfora bancária (que muitas pessoas nem sequer lembram ou viram a propaganda na época) do início do texto. O tempo, amigo, continua sendo legal com o Pato Fu. Vai, vai, vai, vai, vai… vai.

Leia também:
- “Daqui pro Futuro”, Pato Fu, por Marcelo Costa (aqui)
- “Onde Brilhem os Olhos Seus”, Fernanda Takai, por Marcelo Costa (aqui)
- “Toda Cura Para Todo Mal - DVD”, Pato Fu, por Marcelo Costa (aqui)
- Pato Fu ao vivo em Taubaté, 31/03/00, por Marcelo Costa (aqui)
- “Toda Cura Para Todo Mal” faixa a faixa por Fernanda Takai (aqui)

Dezembro 29, 2008   9 Comments

KaiserChiefs, Snow Patrol e The Killers

“Off With Their Heads”, KaiserChiefs (Universal)
Após uma ótima estréia, os Chiefs tomaram um tombo de dez andares espatifando-se no chão do cenário pop com o insosso “Yours Truly, Angry Mob” (”Ruby” é legal. Só legal). “Off With Their Heads” não reedita o sabor pós punk cheio de boas idéias do debute, mas levanta a banda e a joga no ringue novamente. O mérito é da produção esperta de Mark Ronson, que exagera em algumas partes bocejantes, mas quando acerta (”Never Miss a Beat”, “Can’t Say What I Mean”, “Good Days Bad Days”), compensa em dobro.
Nota: 6
Preço em média: R$ 24,90

Leia também:
“Employment”, do KaiserChiefs, por Marcelo Costa (aqui)

“A Hundred Million Suns”, Snow Patrol (Universal)
Uma previsão: em cinco anos o Snow Patrol irá se desintegrar transformando-se em sacarina. Anote. “A Hundred Million Suns” é a depuração de “Eyes Open” que já era a depuração de “Final Straw”. É um disco alegre em que a banda continua apostando em canções que começam lentas até as guitarras tomarem à frente num barulho infernal. Há umas quatro novas (cópias de?) “Spitting Games” e umas duas “Chasing Cars”. Auto-repetição às vezes funciona. Às vezes. Atenção para a suíte de 16 minutos que fecha o álbum.
Nota: 6,5
Preço em média: R$ 29,90

Leia também:
“Eyes Open”, do Snow Patrol, por Marcelo Costa (aqui)

“Day and Age”, The Killers (Universal)
Brandon Flowers é o fanfarrão da década. Surgiu clonando o rock britânico (mesmo sendo de Las Vegas) na estréia e depois deu discos de Bon Jovi e Springsteen para os amigos ouvirem. O resultado, “Sam’s Town”, lembrava Queen e U2. Tanta referência. Agora ele se volta para a cena synthpop (após gravar com Lou Reed!) e lança um disco que soa… Erasure. “Human” e “Spaceman” são duas bobagens deliciosas, mas o álbum todo é constrangedor. Era uma vez a maior banda de rock do mundo, mas a capa é linda…
Nota: 5
Preço em média: R$ 32,90

Leia também:
The Killers ao vivo no Tim Festival SP, por Marcelo Costa (aqui)

Dezembro 28, 2008   7 Comments

Links, fotos e algumas histórias

Tenho uma amiga muito querida que num de seus e-mails de final de ano falava com alegria sobre as “aquisições” de amizades que tinha conseguido no ano que passou. Eu conheci muita gente especial neste ano, entre estes, o Carlos (companheiro de shows na Europa e fonte inesgotável de dicas sobre viagens) e a Camila, que acaba de fazer um blog para dividir dicas de viagem e contar outras coisinhas (ainda vou pedir para ela descrever o show de quase 3h do Leonard Cohen que ela viu por lá). Acompanhe os Pensamentos Inadequados dela por aqui:

http://pensamentosinadequados.blogspot.com/

************

A Cristal me procurou uns meses atrás animada com o conteúdo do Scream e da Calmantes. Ela queria escrever um perfil do site para o seu blog, o Feijoada com Laranja, e publicou ontem. “O blog, escrito por Marcelo Costa, um paulistano bem despretencioso, é uma coleção de boas dicas de bandas, livros, shows e filmes que devem entrar na lista de “preciso ver” de qualquer viciado em coisas boas”. Cristal, gostei do paulistano despretensioso. :) O Feijoada com Laranja traz muitas dicas legais de blogs, sites, discos, filmes e tudo aquilo que a gente gosta. Confira:

 http://feijoadacomlaranja.blogspot.com/

************

Pra fechar: uma das minhas fotos de Paris, do Forum de Halles, foi selecionada - e liberada via Creative Commons - para a sexta edição do Schmap City Guide Paris. Você pode vê-la aqui e ou então baixa-la para o iPhone/iPod, conforme imagem abaixo. Bacana, apesar de que minha foto preferida de Paris seja essa.

************

Doces variações sobre o mesmo tema:

“Quando eu era criança, eu não gostava disso. Agora eu gosto”.
Gabriela, a sobrinha, do alto de seus 8 anos de idade

“Eu estou forte, bem. Acho que a minha velhice vai ser bem saudável”
O avô de uma amiga do alto de seus 85 anos

Dezembro 27, 2008   1 Comment

500 Toques: Toni Platão, Tom Zé e Zeca Baleiro

“Pros Que Estão Em Casa”, Toni Platão (EMI)
Em seu primeiro registro ao vivo em 20 anos de estrada, Toni Platão resume a carreira num show gravado em estúdio – sem público – para o DVD homônimo. O vocal forte destaca “Mares da Espanha” e “Amor Meu Grande Amor” (Ângela Rô Rõ) e recupera Marcio Greyck (”Impossível Acreditar Que Perdi Você”) e Antonio Marcos (”E Não vou Deixar Você Tão Só”), mas o ponto alto é o dueto com Zélia Duncan na poderosa “Carne e Osso” (Picassos Falsos). Pena que a versão de “Louras Geladas” (RPM) soe inferior a do álbum “Negro Amor”.
Nota: 8
Preço em média: R$ 34,90

“Estudando a Bossa Nova”, Tom Zé (Biscoito Fino)
Após estudar o samba (1976) e o pagode (2005), Tom Zé aproveita o cinqüentenário da bossa nova para estudar o estilo parido por João Gilberto. Anárquico e divertido, Tom Zé reúne um time de primeira de participações especiais (quase todas femininas) que abre com Fernanda Takai (na deliciosa “Brazil, Capital Buenos Aires”) e conta com Zélia Duncan (em “Amor do Rio”), Marina de La Riva (na hilária “Bolero de Platão”) e David Byrne (em “Outra Insensatez, Poe!”). Destaque para a genial e explicativa “João nos Tribunais”.
Nota: 9,5
Preço em média: R$ 29,90

“O Coração do Homem Bomba – Vol 1″, Zeca Baleiro (MZA)
Em seu sexto disco de inéditas, Zeca aproxima-se da música popular como se fosse um Odair José estiloso e apresenta, ao menos, uma meia dúzia de hits instantâneos como o ska contagiante “Você Não Liga Pra Mim”, o samba-funk “Vai de Madureira”, o rock “Ela Falou Malandro” (da frase “já botei minha alma a venda, mas não há ninguém que pague o preço”) além de covers de Karnak (a ótima “Alma Não Tem Cor”) e Luiz Ayrão (a fodaça “Bola Dividida”) sem contar a infame e sarrista “Toca Raul”. Para bailar a noite inteira.
Nota: 9,5
Preço em média: R$ 24,90

Leia também:
“Canções de Asfalto e Outros Blues”, Zeca Baleiro, por Marcelo Costa (aqui)

Dezembro 26, 2008   5 Comments

Belo Horizonte na segunda à noite

Como o hostel em Ouro Preto já estava lotado, tivemos que fazer algumas pequenas alterações no roteiro, e incluimos Diamantina. Agora é esperar que São Pedro de um baile na previsão do tempo e não cumpra as expectativas de chuva forte em BH nos dias de virada. James vai dar umas dicas de lugares para comer pão de queijo (a Ale, do Comidinhas, me pediu um mapa do pdq). Alexandre vai mostrar uns bons botecos (claro, vou querer fazer um mapa da cachaça) e ainda tenho que esbarrar no Tomaz, ver o museu de Inhotim em Brumadinho e subir e descer muito morro. Por enquanto, está assim:

29 - São Paulo / Belo Horizonte
30 - Belo horizonte
31 - Belo Horizonte / Sabará / Belo Horizonte
01 - Belo Horizonte / Diamantina
02 - Diamantina
03 - Diamantina / Ouro Preto
04 - Ouro Preto
05 - Ouro Preto / Mariana / Ouro Preto
06 - Ouro Preto / Congonhas / Ouro Preto
07 - Ouro Preto / Tiradentes
08 - Tiradentes
09 - Tiradentes / São João Del Rey / Tiradentes
10 - Belo Horizonte / Bumadinho / Belo Horizonte
11 - Belo Horizonte / São Paulo

Dezembro 26, 2008   2 Comments

Wolfgangs Vault: um presente de natal

Para quem não sabe, o nome verdadeiro do produtor Bill Graham era Wolfgang Grajonca. Como explico no texto sobre o livro do Graham, em 2006 um site foi processado por integrantes do Doors, Led Zeppelin e Santana – entre muitos outros – por vender milhares de gravações raras de áudio e vídeo de shows coletados durante 30 anos nas casas do produtor. A coleção foi descrita por analistas como uma das mais importantes do rock reunidas em um único negócio. O site, oportunamente, se chama Wolfgangs Vault, e continua no ar com mais de 2000 concertos que podem ser ouvidos na integra pelo player do site.

Tipo: tem um show de 1h30 do Miles Davis Quintet no Fillmore East, em julho de 1970. De Bruce Springsteen são duas entrevistas e sete shows incluindo um no Winterland, em 1978, com 2h45 de apresentação. Jimi Hedrix marca presença com cinco shows. Rolling Stones com 11. Neil Young com 14. The Who com 13. David Bowie com 11. U2 com 5. Van Morrison com 5. Led Zeppelin com 3. E por ai. A lista é infinita. Mas não é só. O site ainda traz dezenas de shows para serem comprados entre US$ 5,98 e US$ 9,98 além de uma série de apresentações liberadas gratuitamente. Basta fazer o cadastro, fazer o download do player do site, e ser feliz.

Olha só o que eu baixei hoje, de graça: uma série de apresentações curtas no Daytrotter Studio de gente como …And You Will Know Us By The Trail Of Dead (03-03-2008), Aimee Mann (10-06-2008), Andrew Bird (29-10-2007), Foals (09-06-2008), Spoon (16-06-2008), National (09-07-2007) e shows inteiros do British Sea Power no Bottom of the Hill (01-03-2008), The Gutter Twins no Bimbo 365 (01-03-2008) e duas apresentações curtas de 2008 do Fleet Foxes. É muita coisa bacana. Imagina: neste momento estou ouvindo Lou Reed ao vivo no Apollo Theatre em setembro de 1973. Coisa fina. Vai lá e divirta-se. Depois, agradeça Papai-Noel. E Bill Graham.

http://concerts.wolfgangsvault.com

Dezembro 25, 2008   5 Comments

Véspera de natal, na redação

Quase duas da tarde, Leonard Cohen nos fones de ouvido, um burrito de chilli beans com salada ao lado do teclado, minha caneca atolada de coca-cola e uma vida inteira pela frente para viver. Faz sol lá fora. Às 15h deixo a lojinha. E vou beber. Ainda não fiz o balanço anual, mas 2008 foi foda. FODA. E não posso acordar de ressaca, afinal, amanhã abro a lojinha novamente, mas deu vontade de dividir esse pequeno momento de felicidade passageira por aqui. A felicidade, você sabe, passa. Mas volta. hehe. Então, feliz natal.

Dezembro 24, 2008   5 Comments

Terminal Guadalupe libera música nova e o documentário da Nuvem Nove

O Terminal Guadalupe libera a primeira música do novo disco, que o título provisório de “Para Merecer Quem Vem Depois”. A canção se chama “Chico Balboa” e pode ser baixada gratuitamente no My Space do grupo:

http://www.myspace.com/terminalguadalupe

************

Já está no ar o documentário “Saudades da Nuvem Nove”, que traz gente boa como os amigos Sérgio Martins, Paulo Cavalcanti, Regis Tadeu e Fábio Massari - além do mestre Marcelo Nova - contando suas histórias dentro de uma das lojas de CDs mais bacanas da cidade, que baixou ás portas em 2008 após 17 anos de batalha. Eu apareço em uma das passagens, quando estamos posando para uma foto na frente da loja. Você pode assistir ao documentário online aqui, ou pode escrever para o Paulo Beto e solicitar uma cópia.

Dezembro 24, 2008   No Comments

Shows na Europa em 2009 (para provocar e planejar)

Que tal?

Blur no Hyde Park
02 e 03 de julho

Rock Werchter, na Bélgica
02, 03, 04 e 05 de julho
(o melhor festival da Europa)

Oasis em Wembley
09, 11 e 12 de julho

Festival de Benicassim
16, 17, 18 e 19 de julho
(já confirmados: Franz, King of Leon e Paul Weller)

Dezembro 23, 2008   6 Comments

O livro obrigatório número 1 sobre rock

Sabe o “Mate-me Por Favor”? Esqueça. “Hammer of Gods”? Deixe de lado. “Come As You Are”? Aposente. O livro definitivo sobre rock and roll acaba de chegar às prateleiras brasileiras e atende pelo nome de “Bill Graham Apresenta: Minha Vida Dentro e Fora do Rock”, escrito a quatro mãos pelo próprio Graham e por Robert Greenfield. Agora, cacete, quem é esse tal de Bill Graham, pergunta o leitor esperto antes de “dar um google”. Vamos lá: Bill Graham foi um dos produtores responsáveis em transformar o rock em um negócio lucrativo. Bem possível que sem ele o rock ainda estivesse na idade da pedra e, hoje em dia, você estivesse ouvindo jazz, bebop ou quetais ao invés de guitarras.

O livro segue o mesmo formato do citado “Mate-me Por Favor”, acumulando centenas de entrevistas que se sucedem uma após a outra em um trabalho primoroso de edição que procura esmiuçar o assunto do capítulo ouvindo todas as partes da história, com exceção, óbvia, aos mártires do rock que partiram cedo demais. Jim Morrison (que faltou a um show produzido por Graham para assistir – três vezes – ao filme “Casablanca”), Jimi Hendrix (que tocou fogo dezenas de vezes em sua guitarra na frente de Graham) e Janis Joplin (que desabafou para o amigo: “os caras da minha banda estão lá se divertindo com as garotas. E o que uma mulher faz após um show?”) estrelam passagens antológicas.

A história de Bill Graham, porém, começa muito antes dele fundar o Fillmore, em São Francisco. Filho de russos, criado na Alemanha, Graham deixou Berlim aos oito anos no auge da caça aos judeus promovida pelo exército de Hitler. Sua mãe deixou que um padre o levasse primeiro para Paris, depois para Barcelona, e então para os Estados Unidos, enquanto tentava salvar a vida de suas três irmãs. Uma delas acabou indo para Auschwitz, e saiu de lá viva em 1945. As outras acabaram tentando a sorte em países vizinhos enquanto a matriarca morreu sufocada com gás em um ônibus a caminho do campo de concentração. Toda primeira parte do livro traz a família Graham remoendo lembranças da guerra. São socos no estômago atrás de socos no estômago do leitor.

Nos Estados Unidos, Bill primeiro vê a Estatua da Liberdade, depois é adotado por uma família, vira garçom e segue um espiral de acontecimentos até descobrir sua grande vocação: produtor de shows. É aqui que o livro começa a se tornar obrigatório para fãs de rock castigados pelo fustigante e excelente começo do livro. Bill Graham torna-se um grande produtor dono de badaladas casas de shows em São Francisco e Nova York. Passa a se relacionar com todos os principais nomes do rock no mundo e muitos deles rendem passagens clássicas em “Bill Graham Apresenta: Minha Vida Dentro e Fora do Rock”. Não a toa, o prefácio é escrito por Pete Townshend, apresentado no final como “guitarrista principal do The Who, uma ótima banda do distrito de Shepherds Bush, em Londres”.

Para se ter a idéia da importância do nome do homem no cenário rock dos anos 60, 70 e 80, quando Bill Graham sentou para conversar sobre a turnê que os Rolling Stones pretendiam fazer em 1981, o martelo só foi batido de verdade quando o produtor avisou a Mick Jagger que os cartazes não iriam trazer “Bill Graham apresenta…”, como de praxe em todo o show produzido por Bill, mas apenas “Rolling Stones”. Foi uma das poucas vezes que o nome do produtor não figurou no topo do cartaz em letras garrafais maiores que o nome dos artistas que ele apresentava. Bill Graham era uma grife, um atestado de qualidade ambulante que enfrentava produtores, empresários e músicos de igual para igual na busca incansável do que ele julgava primordial no meio em que ajudou a criar: entregar ao público um grande espetáculo.

Escrito a quatro mãos, sendo que duas são do próprio Bill, é de se esperar que o livro tenha uma tendência chapa branca, mas em quase todo o livro os dois lados são ouvidos. Robbie Robertson, líder da The Band (e responsáveis por uma das passagens Top 5 do livro), dá a deixa quando é perguntando sobre o motivo em que ele e Bill deixaram de se falar. “Vou dizer exatamente o que aconteceu. Como todos nós, Bill é famoso pelo editor de memórias na cabeça dele”. O músico segue contando a sua versão da história, e o leitor ganha mais objeto para análise. Bill é acusado de oportunista pelos hippies, de manipulador por adversários, de ausente pela família, e tudo isso é escrito às claras, sem enrolação. É claro que, ao final, o peso pende para o lado criativo do produtor, mas as histórias valem à pena.

Bill conta detalhes da gravação do especial “The Last Waltz”, da The Band, filme produzido por Martin Scorsese no Winterland, uma de seus templos de shows. O produtor relembra o primeiro Woodstoock (em que aparece no filme sobre o festival descendo a lenha na organização), rememora tretas com a polícia e abre o baú para contar com detalhes a história da confusão que envolveu membros de sua produtora com integrantes da equipe do Led Zeppelin, o que causou a prisão do empresário Peter Grant, do baterista John Bonham, do empresário de turnê e de um segurança. O caso acabou num processo de dois milhões de dólares pelos funcionários de Bill Graham. E o Led Zeppelin, após esse show, nunca mais tocou nos Estados Unidos.

O produtor ainda se envolveu nos anos seguintes com o Live Aid e a turnê Conspiracy of Hope da Anistia Internacional, mas são suas lembranças sobre astros da música um dos maiores destaques do livro. Não à toa, ainda na época das entrevistas (Bill Graham morreu em 1991), cinqüenta e oito discos gravados no Fillmore foram lançados e dezessete destes foram disco de ouro (a conta deve ter duplicado nos últimos quinze anos). Em 2006, um site foi processado por integrantes do Doors, Led Zeppelin e Santana – entre muitos outros – por vender milhares de gravações raras de áudio e vídeo de shows coletados durante 30 anos nas casas de Bill Graham. A coleção foi descrita por analistas como uma das mais importantes do rock reunidas em um único negócio.

O mesmo pode ser dito do livro “Bill Graham Apresenta: Minha Vida Dentro e Fora do Rock”. As memórias do produtor que ajudou a lançar ícones do rock não invalidam, de forma alguma, os outros livros de rock (como os citados com ironia brincalhona na abertura deste texto), mas ampliam o alcance ao registrar imagens de dezenas de personalidades e contar – um pouco que seja – sobre o submundo do rock. Não é preciso ser um expert em música para saber que a briga de egos de malas como Crosby, Stills, Nash and Young deveria ser uma tortura para os que estavam ao redor da banda – e um deleite para quem estava na platéia.

Esses momentos, porém, acabam sendo sublimados por passagens líricas como a de um casal que falsificou o bilhete de entrada de uma noite de fim de ano no Fillmore, e foi levado até a administração. Bill olhou os bilhetes, perguntou como o casal tinha feito aquele trabalho, elogiou a arte gráfica e deixou-os curtir o ano novo na companhia de Janis Joplin e Grateful Dead. Ou então uma carta que o produtor recebeu de alguém que entrou sem pagar num show, e dizia ter tido uma das melhores experiências de sua vida. O tal rapaz enviou cinco notas de um e o resto em moedas para pagar pelo ingresso do show que viu de graça. Fatos pequenos como esses são jogados aqui e ali no colo do público em um livro que muitas vezes soa violento como uma canção do Sex Pistols, do Black Sabbath ou do Led Zeppelin, mas que também poderia ter momentos de Otis Redding, Bob Dylan e Rolling Stones na trilha sonora, entre muitos, mas muitos outros. Entre os livros obrigatórios de rock, este passa a ser o número 1.

“Bill Graham Apresenta: Minha Vida Dentro e Fora do Rock”, 536 páginas
De Bill Graham e Robert Greenfield (Editora Barracuda)
Preço: De R$ 46 a R$ 59  (aqui)

Leia alguns trechos:
- Bill Graham e Jim Morrison (aqui)
- Bill Graham e Otis Redding (aqui)

Dezembro 23, 2008   14 Comments