Sobre sono, sonhos e R.E.M.

Foto: Divulgação/Inpress
Quem se aventura a escrever sobre música pop (em blog, site, jornal, revista, guardanapo ou papel higiênico) acaba, por fim, ficando chato. Ok, não posso falar por todos, só por mim, mas tudo que aconteceu nas últimas semanas apenas reforça essa questão. Tipo: alguns amigos não entendem o motivo de eu não ter me empolgado com o KaiserChiefs enquanto eles adoraram e reportagens de grandes jornais definiam o show como “catártico”. Aquilo? Catártico? Piada. E das ruins.
E não é que o show deles seja ruim. Eles aprenderam os clichês, usam bem, mas precisam de muito Toddynho até, um dia, conseguirem fazer uma apresentação digna do adjetivo catártico. Um fã tem todo o direito de amar e dizer que a sua banda é a coisa-mais-linda-do-mundo-que-eu-amo-e-não-me-interessa-o-resto, mas alguém que escreve sobre música precisa deixar o fanatismo de lado, respirar fundo e tentar entender aquele momento encaixado em uma situação de tempo/espaço.
É uma equação bastante simples: eu, por, exemplo, escrevo sobre música (shows, discos, bobagens) de duas a quatro vezes por semana. Vamos pegar a média, três, e multiplicar por 52 semanas e teremos mais de 150 textos de música publicados em um ano (às vezes mais, às vezes menos). Esse número pressupõe que seu cérebro, acostumado a tudo que você ouviu e escreveu durante certo período, consiga mensurar qualidade - com base na comparação - às coisas que sugerem análise.
Curto e grosso ao ponto: uma pessoa que diz maravilhas do show do KaiserChiefs é:
1) Fã
2) Não tem base de comparação
3) Gostaria de qualquer show, pois gostar faz parte.
4) Não tem opinião
5) Todas as alternativas.
Não há nenhum problema em se encaixar em alguma dessas alternativas, desde que você saiba disso (ok, há um problema na 4, pois pessoas sem opinião podem ser manipuladas, e o mundo precisa dessa opinião, certa ou errada, para gerar conflitos e acordos). O que mais incomoda, no entanto, é a deterioração do valor dos adjetivos. Até parece que tudo é maxi, mega, super sensacional e catártico, porém, se o show do KaiserChiefs é catártico, o que dizer do show do R.E.M.?
Isso realmente me incomoda. Em duas noites, em São Paulo, o R.E.M. colocou no bolso o line-up completo do Planeta Terra e sacudiu (vamos deixar a Mallu Magalhães de fora, pois ela é café-com-leite). Por uma razão que ouso desconhecer, muitas pessoas ignoram níveis de comparação, e colocam tudo no mesmo saco, misturando farinha com Bourbon francês numa paixão tão duradoura quanto a lembrança do almoço que você comeu no dia 12 do mês passado.
Então vamos colocar as coisas no seu devido lugar: enquanto o KaiserChiefs fez um show ok, arroz com feijão sem fritas nem bife, mas que alimenta, o R.E.M. serviu um delicioso banquete com pratos assinados por alguns dos maiores chefes do mundo. Sei que alguém deve estar lendo e pensado que “esse cara é maluco: não tem como comparar R.E.M.”, mas então eu respondo: ambos fazem música, tocam para um público, e causas reações com isso. Como não dá para comparar? E como descrever uma apresentação do R.E.M. a contento se estão usando desleixadamente os dicionários de adjetivos?
Este “como” do parágrafo anterior não diz respeito apenas a quem escreve, mas também a quem lê: “Como esse cara pode estar falando uma bobagem dessas?”, deveria ser a pergunta. Duvide. Sempre. Ou quase sempre. Não precisa duvidar, por exemplo, que o R.E.M. fez dois shows além das palavras em São Paulo, diferentes entre si, mas completamente iguais em qualidade: o primeiro mais melódico, excitante, atual. O segundo mais barulhento, cansado e antigo. Entre um e outro, 35 músicas diferentes.
Quantidade não garante qualidade, diria o esperto. O problema é que estamos diante de uma das três melhores bandas de rock do mundo em atividade nos últimos 20 anos (escolha as outras duas), e uma das poucas que além de não virar cópia de si mesma, ainda consegue criar material instigante após tanto tempo de janela. Vindo deles, quantidade e qualidade andam de mãos dadas movidas a acordes ensandecidos da Rickenbaker de Peter Buck, do baixo e vocal marcantes de Mike Mills, e da forte presença de palco de Michael Stipe.
Há, em ambas as noites, recados em prol da Anistia Internacional, homenagens ao novo presidente dos EUA, Barrack Obama (”Obamatic For The People” surge no telão), e ataques aos Bush pai e filho e a uma certa governadora do Alaska. Há, também, momentos de comoção coletiva em “Everbody Hurts” (um dos momentos mais brilhantes do show), “Losing My Religion” (que, na segunda noite, sacudiu até uma senhora de – provavelmente – 60 anos atenta ao telão na pista do Via Funchal lotada), “The One I Love”, “Man On The Moon” e “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”.
O tom da apresentação é dado pelas canções do álbum mais recente do trio, “Accelerate”, rápido, alto e urgente. O volume das guitarras é altíssimo. A bateria massacra em várias partes. Michael corre de um lado para outro, dança e comanda o público com maestria exibindo uma força vocal e gestual que impressiona. Mike Mills, principal estrela de “Accelerate”, além de segurar tudo no baixo ainda faz backings precisos e, na primeira noite, comanda a banda no antigo country “Don’t Go Back To (Rockville)”.
Como espetáculo, a apresentação do R.E.M. é irretocável, deslumbrante, catártica. Fãs choram pelos cantos da casa abarrotada de gente (em momentos diversos como por exemplo “Fall on Me” e “Electrolite”, presentes na primeira noite, e “I’ve Been High” e “Nightswimming” na seguinte). Há uma ligação tão forte entre público e banda que não consegue passar despercebida, mesmo quando Michael pede para o público levantar as mãos e aplaudir o show chato de Wilson Sideral, na abertura da noite.
Em retrospecto, apesar da excelência, os dois shows de São Paulo não conseguiram bater em emoção a apresentação inesquecível do Rock in Rio 3, mas soaram melhores (como um todo) que os shows do Rock Werchter, na Bélgica (”Electrolite”, lá, valeu uma vida), e do T In The Park, na Escócia. O som estava mais furioso (o local fechado, ao contrário do imenso palco dos dois festivais, colaborou), quase uma dezena de amigos tomava uma das fileiras da esquerda da platéia do Via Funchal, e essa coisa clichê do “obrigado” – em português mesmo – acaba realmente aproximando: ver show em casa é outra coisa.
Ao vivo, o R.E.M. causa um tipo de comoção que não se sente todos os dias. O tipo de sensação que faz você se sentir bem (apesar de “Chinese Democracy”, da crise econômica mundial e do fim do mundo – que todo mundo sabe). Por mais que jornais (sites, blogs e aviões na orla do litoral norte paulista) necessitem de manchetes sensacionais para vender mais, também é preciso clareza, conhecimento e um pouco de chatice (e/ou ser honesto e impiedoso) ao lidar com qualquer coisa cuja base seja sua opinião. É por isso tudo que o show do KaiserChiefs foi ok (com alguns momentos de sono) e o R.E.M. foi antológico (com breves momentos de sonho). Você pode até discordar, mas estará errado. :)~
R.E.M. em São Paulo, primeira noite
Novembro 10th, 2008
01) “Living Well Is The Best Revenge”
02) “I Took Your Name”
03) “What’s The Frequency, Kenneth?”
04) “Fall On Me”
05) “Drive”
06) “Man-Sized Wreath”
07) “Ignoreland”
08) “Hollow Man”
09) “Imitation of Life”
10) “Electrolite”
11) ”Great Beyond”
12) “Everbody Hurts”
13) “She Just Wants To Be”
14) “The One I Love”
15) “Sweetness Follows“
16) “Let Me In”
17) “Bad Day“
18) “Horse To Water“
19) “Orange Crush“
20) “It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)”
Bis
21) “Supernatural Superserious”
22) “Losing My Religion”
23) “Animal”
24) “(Don’t Go Back To) Rockville”
25) “Man On The Moon”
R.E.M. em São Paulo, segunda noite
Novembro 11th, 2008
1. Living Well Is the Best Revenge
2. These Days *
3. What’s the Frequency, Kenneth?
4. Driver 8 *
5. Drive
6. Man-Sized Wreath
7. Ignoreland
8. Exhuming McCarthy *
9. Imitation of Life
10. Pretty Persuasion *
11. Great Beyond
12. Everbody Hurts
13. Seven Chinese Brothers *
14. One I Love
15. I’ve Been High *
16. Nightswimming *
17. Bad Day
18. I’m Gonna DJ *
19. Orange Crush
20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)
Bis
21. Supernatural Superserious
22. Losing My Religion
23. Maps & Legends *
24. Begin the Begin *
25. Man On The Moon
* não foram tocadas na primeira noite
Leia, veja e ouça também:
- “Accelerate”, do R.E.M: Cinismo e barulho, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. apresenta as novas canções ao vivo no Blogotheque (aqui)
- Cinco shows – que eu vi – para baixar e ouvir: R.E.M. na Bélgica (aqui)
- R.E.M ao vivo no Rock In Rio 3, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. – Discografia comentada, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. no Rock Werchter, na Bélgica, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. no T I The Park, na Escócia, por Marcelo Costa (aqui)















27 comentários
Não segurei as lágrimas em I´ve Been High … que musiquinha pra me emocionar.
Everybody Hurts adquiriu uma carga emocional completamente surpreendente pra mim. Pensava que esta música já estava encerrada pra eles. Mas o R.E.M. sempre me surpreende.
Gostei de vc ter dado nome aos bois e colocado muitas em seus devidos lugares.
um abraço,
[i]uma das três melhores bandas de rock do mundo em atividade nos últimos 20 anos[/i]
Não seja modesto. O R.E.M. é a melhor banda do mundo e pronto. Nos últimos 20 anos não consigo enxergar quem se aproxime (só o Sonic Youth, mas este atinge um público menos universal, mais de doentes como eu…).
Ou vai falar que o U2 tem chance nessa briga?
Hahahahaha…
Tudo bem, tudo bem. Está corretíssimo.
E Eu podia ter chorado em vários momentos, mas tava feliz demais…
Na verdade eu não sairia de casa pra ver KaiserChiefs, mas voltaria na terça pra ver R.E.M, se pudesse e se tivesse voz!
Ps: tenho que confessar, estou com uma inveja danada de vc.
Eu não chorei, acho que eu também tava feliz demais. Mas os meus momentos de grande emoção foram em Drive, The Great Beyond, Nightswimming, I´m gonna dj e It´s the end of the world…
Lindo, lindo, lindo. Como comentei ontem com você, já dá pra sorrir por uma semana! Estou quase dormindo no trabalho… mas muito feliz!
eu coloco Radiohead e a terceira em aberto.
pensei exatamente nisto sobre o PT. falta um headliner do porte do REM para dar o fecho de ouro. Ainda que colocassem Jesus and Mary chain para isto ainda me faltaria algo. Talvez seja a identificação da música, músico e público. Pior que são poucas banads capazes para isto.
surpreendente Nitghtswimming e até a atropelada da galera em everbody hurts foi divertido.
abraço
rodrigo
infelizmente só pude assistir ao show do REM na segunda. E concordo total com você. Adoro Kaiser Chiefs, mas eles tem que comer muita rapadura pra chegar ao tornozelo do michael stipe e cia.
everybody hurts na segunda feira foi ridicula de boa, uma viagem que me fez deletar a música seguinte ainda em estado de levitação.
o melhor show do ano, aqui no brasil, sem dúvida. um dos melhores da minha vida, que infelizmente não teve a chance de assistir a shows fora do País, sem dúvida. banda top 03 tempo certeza.
O problema é sempre a falta de base para comparação.
e é nessas horas que eu adoraria morar em sp.
difícil comparação. eu deixei de ver r.e.m. no rio, sábado, pra viajar pro terra e não me arrependo, vi O show da minha vida (animal collective, muitos não entenderam) e resolvi nem ficar pra ver o r.e.m. na segunda.
objetivamente, não tenho dúvidas de que o r.e.m. é uma das 3 maiores bandas dos últimos 20, 25 anos (tem uma briga boa ae com radiohead, nirvana, pixies - que eu vi em curitiba -, sonic youth).
subjetivamente, está entre as minhas 40.
O show do REM nao tem muita explicacao. È dificil mensurar. Ao ver o set list de terça, me deu raiva de nao ter ficado e ido. “Nightswimming” e “These Days” devem ter arrepiado.
Quanto ao Kaiser Chiefs, eu sai no meio da terceira musica…:)
se houvesse uma lista “5 bands that broke my heart”, no sentido de que eram muito importantes para mim e me deixaram na mão, principalmente nos últimos álbuns, REM seria provavelmente a primeira desta lista; ainda lembro a primeira fita K7 que ouvi com o murmur, lá por 88-89, fitinha esta de um americano que estava em intercâmbio em Bagé, onde eu morava por esta época; não quero parecer saudosista, mas ouvir murmur em 88 era um troço de louco… enfim, acho que eles ainda são relevantes, mas já foram mais.
De qualquer maneira, acho que para apreciar criticamente a música pop, é preciso um pouco de distanciamento, menos emoção…
Descobri a madeleine peyroux em 97 e virei fã; quando soube que ela tocaria em porto alegre, quase enlouqueci de expectativa… bom, provavelmente foi o pior show que já assisti em toda a vida, infelizmente! tudo errado, som, ela, banda, tudo errado! ainda sou fã, mas com aquela cicatriz na pele.
Abraço.
o mais importante esqueci de dizer: continua escrevendo bem assim, mac!!
OI Marcelo,
Infelizmente não pude ver o REM nem em sampa e nem no zequinha staduim. Realemnte deve ter sido um grande show, pois esse momento atual da banda me parece o melhor dos últimos dez anos.
Sobre o Kaiser Chiefs e o PT queria fazer alguns comentários:
no geral o festival me parece orientado para apresentar artistas que não viriam “normalmente” ao brasil(SPOON é um exemplo) e quando pensam num headliner acabam trazando bandas clássicas que retornam(DEVO e J&MC) ou tiros mais comerciais(como o OFFSPRING). Isso dá ao evento uma cara diferente, deixando a sensacão de ter faltado “a banda”. Nessas é que nomes como KAISER CHIEFS e KASABIAN acabam indo para um palco principal com a obrigação de marcar o festival(e fazendo isso dentro dos limites de suas possibilidades).
O fato de muitas pessoas ficarem babando shows como esses me parece muito mais em razão de acontecerem “raramente” no brasil(acho que SPOON e ANIMAL COLLECTIVE não voltam ao brasil tão cedo) do que pela qualidade em si dos espetáculos.
Bem, era isso. Agora é esperar pelo SP noise.
Espero não ter sido chato.
Abracão
rogério
E aí Mac! Como tinha dito, eheh, foi mesmo antológico. Um dos meus top five. Só lamento terem deixado Nightswimming pra terça-feira. Mas não se pode ter tudo, não é mesmo?
Abz,
Cara, vou ser “meio que” “do contra” aqui: não curto REM. Não me interesso. Mas quero deixar meus parabéns pelo texto e também dizer que concordo com tudo o que vc disse a respeito da banalização dos adjetivos ultimamente. Se tudo o que se vê por aí é imperdível, alguma coisa de errado tem (ou com quem fala ou com o nível da produção cultural atual).
Em tempo: fui no “Terra” e gostei do KC. E de forma nenhuma foi catártico. Pra mim, catártico foi o show do Ramones no Olympia, em SP, e do Rage Against the Machine no México. Talvez possa incluir o Sonic Youth no Free Jazz em 2000 nesse top three, pois foi quase um culto, um transe.
só um detalhe: os dias corretos dos shows foram 10 e 11.
[Você pode até discordar, mas estará errado.]
Mac, adorei a matéria. Escrever sobre música, é escrever com paixão, tem que ter um toque passional mesmo….isso que falta no jornalismo musical!!!
Prezado MAC,
Fui no show de 2001 e na terça agora, a expectativa era grande nas duas vezes e esses caras conseguiram fazer seguramente 2 dos 10 shows melhores shows da minha vida. Foi espetacular! Não me contive quando cantaram nightswimming e the one i love. ANTOLÓGICO!!
Comprei ingresso no 1º dia achando q esgotaria em alguns dias e fiquei muito surpreso como uma banda desse porte e importância não conseguiu lotar o Via Funchal… como eles mesmo diriam “It’s the end of the world”…. hehe.
Me arrependo muitooo de não ter ido nos 2. Foram 2 sets perfeitos.
Banda importantissima na minha vida e formação musical, lembro como se fosse hj o dia e a sensação quando escutei o “Document” pela primeira vez, isso em 1987. E me acompanham por todos esses anos lançando vários discos essencias ou no mínimo ótimos… Como é bom ver uma banda envelhecer com tanta honestidade, dignidade e sabedoria. Quantas bandas pode-se dizer isso… Longa vida ao REM e que voltem logo.
Qto ao seu texto, concordo plenamente, até comentei com um amigo depois do show q eles colocaram no bolso todo o cast do Terra… não q os shows foram ruins, muito pelo contrário Breeders, Foals e J&MC foram muitooo bons, mas não dá para comparar.
Agora e se preparar pro Radiohead e Spiritualized em março, será q vão fazer show juntos, tomara… e o Sonic Youth, será q vem mesmo?
Desculpa aí, escrevi demais… acho q me empolguei. :)/
Abraço.
Adoraria ter ido nesse show.Acabei me contentando com o especial da MTV no Oxegen mesmo,rsrs.E que foi muito bom também.
[…] Vale MUITO a pena ler o texto que o Mac fez sobre os shows. Clica aqui. Sou fã […]
Não vi o show, não conhecia R.E.M., não escrevo sobre música. Mesmo assim, depois de ler teu texto queria ter ido no show, me dei conta de que conheço e gosto de R.E.M e concordo totalmente com o que vc fala sobre níveis de comparação.
Isso é uma tentativa de fazer um elogio tão bom quanto o seu texto, mas a graça é exatamente q eu não vou conseguir.
Bjos
MAC, fomos quatro aqui de belém para o rio de janeiro. meia casa cheia. mas foi foda. lágrimas a roldão. concordo contigo: rem é uma das três maiores dos últimos 20 anos. e discordo de alguém que escreveu sobre o U2. os irlandeses merecem estar nessa lista sim. fazem show foda tb.
porque show tem que ser como uma montanha russa de emoções: música para se esbaldar, para ficar em transe, para abraçar e beijar a amada (o), para chorar, para ficar em silêncio contrito, enfim, tem que ligar o gerador de emoções. REM e U2 fazem isso. e banda boa tem que ter um vocalista carismático. e o que é michael stipe se não o sinônimo disso?
vão me crucificar aqui, mas só o Renato Russo se aproximou dele aqui no Brasil. e atualmente, o Lirinha do Cordel do Fogo Encantado. Palco é para quem sabe.
Grande texto, Marcelo: massacrou com classe aquela bandeca e os pretensos formadores de opinião (”hyperos”?) que ficam endeusando qualquer coisa que aperece por aí! Deve ter sido um showzaço, mesmo! Ah, as outras duas bandas são METALLICA e PIXIES.
Mac, não sinto tesão por REM nem consigo ver tanta coisa assim neles (talvez seja só burrice e incompetência mesmo). Mas acho que, justo pelo que vc falou no texto, tenho lá uma bagagenzinha pra algo.
Eles tem várias músicas PERFEITAS, é fato. E o show deve ter merecido o “antológico”. Eu nunca os vi ao vivo - e isso talvez mude totalmente minha percepção.
A despeito de leves ou maiores diferenças de gosto (e etc), o texto está sensacional, como sempre. Abraço
>>15) “Sweetness Follows“
O arrependimento me arrebatou neste exato momento. PORQUE NÃO FUI A ESTE SHOW?
Pelo menos as palavras do MAC me transportaram um pouco pra lá, enquanto assisto Living At Stirling.
A diferença entre vir aqui ou ir em outro lugar é que entre o set list, o blá blá blá, e outras coisinhas mais, teve sentimento a flor da pele. Com o tempo, as pessoas acabam perdendo isso. Uma pena!
só uma coisa: radiohead em março!!!
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