Posts from — Outubro 2008
Youtube: Leonard Cohen Live in Benicassim
Acho que eu ainda não tinha mostrado, é só um minuto e meio, mas permite ter a idéia da emoção que foi ver esse cara ao vivo. Eu balanço a câmera pra lá e pra cá pois estava tentando registrar a comoção do público cantando o refrão…
Outubro 7, 2008 3 Comments
Kassab x Marta
Sinceramente, fiquei surpreso com o resultado das urnas neste primeiro turno. Kassab conseguiu conquistar o público e Marta, além do adversário direto, tem que lutar com a imagem negativa que ela desenhou de si mesma. De cara, Kassab sai como favorito, mas muita coisa pode acontecer nas próximas semanas. Meu colégio eleitoral ainda é em Taubaté, mas se fosse aqui em São Paulo eu teria votado na Soninha no primeiro turno, e na Marta no segundo.
Algo contra o Kassab? Nada. Mesmo. Como definiu minha querida cunhada, Kassab (assim como o PFL/DEM) tem um perfil de zelador: ela mantém a cidade limpa, faz o PSIU trabalhar, fecha casas noturnas e tudo mais que faz da cidade um lugar menos pior. O problema, porém, é que não espero coisas grandes de Kassab, atos que realmente mudem o rumo de uma cidade tão machucada e maltratada como São Paulo.
A criação do bilhete único pelo governo da Marta, por exemplo, é algo de uma importância social imensa, que ajudou milhões de pessoas que dependiam do transporte público, e gastavam boa parte do salário indo e vindo do trabalho. Sua criação é algo grandioso, um ato para se elogiar mesmo. Sinto falta de coisas assim no governo Kassab, mas, sinceramente, ele não me incomoda. Sò acho que vamos evoluir pouco em seus quatro anos de mandato.
O maior problema de São Paulo hoje é o trânsito, algo que afeta todos os paulistanos, dos mais ricos aos mais pobres. O que me impressionou no tour europeu de julho e agosto foi a perfeita funcionalidade do transporte público em cidades como Madri, Barcelona, Berlim, Bruxelas, Paris e Londres. Todo o centro expandido destas cidades é abraçado por linhas de metrô e trem (e claro, ônibus) que deixam a pessoa em casa sem grande dificuldade e transtornos. Enquanto isso, em São Paulo, o Metrô prevê uma estação nova por ano (!!!) numa linha que ainda deixa a desejar.
Bem, lidar com o trânsito é uma tarefa para o novo prefeito, quem quer que ele seja. Temos três debates quentes (Record, Band e Globo) nas próximas semanas que vão dar o tom dessa campanha final. Marta não costuma ir bem em debates. Kassab conquistou o público e é preciso tirar o chapéu a ele por enfrentar Alckmin como enfrentou. Agora, será que dá José Serra em 2010 mesmo? Posso bancar a Regina Duarte?: “Tenho medo”.
Ps. E o Gabeira no Rio, hein? Não posso dar pitacos profundos, mas vários amigos cariocas de confiança ficaram felizes com o resultado.
Outubro 6, 2008 2 Comments
Opinião do Consumidor: 8.6 Red
Teste de Qualidade: 8.6 Red
- Produto: cerveja
- Nacionalidade: holandesa
- Graduação alcoólica: 7,9%
- Nota: 3/5
Da cidade de Tilburg, na Holanda, surge a 8.6 Red, variante adocicada da popular 8.6, uma das marcas holandesas mais famosas no mundo. Fabricada pela cervejaria Bavaria NV, a mais antiga da Holanda (aberta em 1719, mesmo ano da produção inicial da 8.6), esta versão vermelha é uma cerveja de baixa fermentação cujo gosto artificial de cereja marca o paladar.
De sabor (que, segundo três amigos que a experimentaram, lembra muito a nossa Malzibier) e cheiro adocicado, toques levemente amargos no final e uma belíssima coloração vermelha natural, a 8.6 Red é uma cerveja com notas de malte e caramelo que, a exemplo de várias cervejarias européias, também utiliza trigo em sua fórmula, embora este ingrediente não se pronuncie. O gosto artificial de cereja marca mais.
Seu teor alcoólico elevadíssimo (7,9%) em contraste com seu sabor adocicado (apesar do amargor final) pode enganar o consumidor: cuidado, uma latinha de 500 ml (como costuma ser importada para o Brasil) pode deixar os menos experientes “altinhos” com bastante facilidade. É uma cerveja interessante para se beber de vez em quando, principalmente como acompanhamento de peixes, carnes e queijos.
No Brasil, a lata de 500ml pode ser encontrada em empórios e lojas de bebidas entre R$ 8 e R$ 11.
Outubro 6, 2008 3 Comments
Analisando a ressaca
Eu tinha vários planos para este domingo: arrumar o quartinho bagunçado, escrever sobre “Shortbus”, fazer uma macarronada com molho carbonara, assistir “Linha de Passe” no cinema e ainda escrever sobre o disco da semana. Não consegui fazer nada disso. Passei a manhã toda afogado numa ressaca que parecia ser só um dorzinha de cabeça, mas que depois das 13h se transformou numa ressaca de verdade. E fazia tempos que eu não tinha uma ressaca de verdade, mesmo bebendo o que ando bebendo.
Na verdade, desde a viagem que voltei a beber um pouquinho além da conta, mas as cervejas européias (mesmo com o meu alto consumo) nunca chegaram a dar ressaca (com exceção da Duvel, mas ai mais por incompetência minha em beber cinco long necks de uma cerveja que você PRECISA parar na terceira). Ontem, porém, foi uma mistureba, e não ainda fazer essa cara de “esperava o que misturando tudo”, pois foi só cerveja, mas de diversos graus alcoólicos e procedências. E quer saber: são as Pilsen nacionais que me derrubam. Sempre.
Ainda na parte da tarde, após ter dormido umas três horas na manhã anterior depois da balada de sexta, abri um Budweiser enquanto escrevia umas bobagens. Desceu mezzo. A Bud lembra muito as Pilsen nacionais. Fui dela para uma Baker Pale Ale, mais saborosa, e capotei na cama. Acordei com o celular tocando Oasis. Amigos marcavam uma cerveja com kebab para duas horas depois. Quando chegamos, o local estava abarrotado, e acabamos ficando no bar ao lado. Foram quatro Brahmas para quatro pessoas. Deu tempo de beber uma Baker de Trigo e comer um kebab.
Antes da balada passamos em casa. Abri uma Wacfteiner de 1 litro, cerveja alemã - e eu definitvamente não gosto tanto assim das alemãs. Pulamos dela para a temida holandesa 8.6 Red, docinha apesar de seus 7,9% de grau alcoólico. De saideira encaramos uma Hoogaarden, a maravilhosa cerveja belga (que agora está à venda no Pão de Açucar por R$ 3,50, assim como a Leffe) com gostinho cítrico e muito sabor. Uma corrida para fugir da chuva, algumas alucinações no caminho e cá estávamos na porta do Studio SP, show do Del Rey.
Os amigos fecharam um acordo que devido ao desfile de cervejas gringas, eu não pagaria cerveja na balada, e foram se alternando nas Bohemias. Eu acho que foram seis… ou sete. Podem ter sido oito, mas eu não me lembro bem. Acabei pegando uma por minha conta mais no fim da noite, e toda bebedeira tornou o show (com abertura excelente de discotecagem samba do grande Tatá Aeroplano) muito mais agradável, mas mesmo assim com momentos de VA total. Continuo achando o medley “Detalhes / Como é Grande o Meu Amor Por Você” uma das coisas mais fodas do repertório.
Não lembro que horas era quando deixei o Studio SP. Coloquei os pés na Augusta, e um grande amigo estava chegando. Resultado: mais uma cerveja, Original, no boteco quase em frente ao Studio SP. Fui dormir pra lá de bêbado, e feliz, e acordei com uma dorzinha de cabeça que parecia que iria embora rápido, mas não foi. A coca-cola não resolveu nada nem o banho demorado, então a solução foi limpar o estômago. O mundo voltou a ser razoável comigo, mas queria entender qualé o motivo dessa ressaca?
Ok, exagerei. Vamos descontar as cervejas da tarde, antes do cochilo, e concentrarmos apenas nas da noite. Uma Brahma, uma Backer de Trigo, uma taça de Wacfteiner, outra de 8.6 Red, uma long neck de Hoogaarden e… sete Bohemia long neck na balada. E meio copo no bar para fechar a conta da madrugada. Na boa, em vários dias das férias na Europa eu bebi muito mais do que isso, e não tive ressaca. Na Espanha era Amstel (ou Mahou ou San Miguel) durante o dia e copos de um litro de Heineken à noite. Vários copos.
Na Bélgica era Leffe, Orval ou Duvel durante o dia, e vários copos de Stella Artois no festival. Em Berlim foram três dias de uma cerveja atrás da outra. Eu chegava na frente da geladeria, fechava os olhos e apontava uma cerveja (tamanha a variedade exposta) e assim ia experimentando sempre uma cerveja diferente. E mesmo com tudo isso não houve ressaca em nenhum dia na Europa. O que aconteceu aqui? Será a Pilsen nacional que me detona? A água brasileira não é tão boa quanto a européia?
Na boa, a cerveja brasileira perde para a européia. Para efeito de comparação, se eu beber cinco Leffe, durmo feliz e acordo bem (já fiz isso). Se eu beber cinco Bohemia, minha nacional predileta, a chance de eu acordar de ressaca e com um dorzinha de cabeça é de uns 90% (já aconteceu dezenas de vezes). Ou seja, a saida é não beber nas baladas, mas quem consegue (risos). Aliás, quando vão colocar para funcionar a lei antifumo em lugares fechados? A casa inteira amanheceu cheirando à cigarro hoje… até minha alma estava transpirando nicotina. E eu não fumei.
Agora já está tudo normal por aqui. Estou ouvindo Hindu Love Gods, e já fui justificar meu voto no primeiro turno. Apesar de estar em São Paulo faz nove anos, ainda não transferi meu título de eleitor, algo que definitivamente farei após esta eleição. Comi um gnhoci maravilhoso e derrubei meu veto de refrigerante no almoço, algo que já venho fazendo faz umas três semanas: é impossível viver sem coca-cola quando se está de ressaca. Vou me jogar na sala, me enrolar no edredom e ver um filme para não dizer que o dia todo foi improdutivo…mas acho que vou apagar na primeira cena… vamos ver.
Outubro 5, 2008 8 Comments
Disco music and no beer
Então, a festa de 3 anos, 3 meses e 3 dias do Vegas, ontem, foi… legal. Só isso. Ok, estou exagerando. Legal é até um pouco demais. O local (ex-Broadway, atual Flex/Easy) estava abarrotado de tal forma que nas três horas que fiquei lá dentro não consegui beber nenhuma cerveja (nem coca-cola, nemágua). Como alguém se propõe a fazer uma festa sem dar as mínimas condições ao público de se divertir? Desorganização total. Já a dupla do LCD Soundsystem batucou nas pick-ups ao som de disco music dos 70 e 80. Alguns momentos fenomenais, outros nem tanto, afinal, não dava para dançar direito mesmo. A cena da noite acabou ficando para um casal que estava se comendo no meio da galera (isso com motel na frente do lugar). Quando um fato desses chama mais atenção alguma coisa está errada… ou eu bebi pouco. É, eu bebi pouco. Abri minha primeira cerveja às cinco da manhã em casa, uma Baker de Trigo, e fui dormir feliz.
Outubro 4, 2008 2 Comments
Balada forte
Quase 1 da manhã, e lá vou eu pra balada ver (beber e dançar ao som de) um DJ set do cara do LCD Soundsystem, festa de 3 anos do Vegas. Acho que vou ficar arrebentado o final de semana todo por causa desta balada, mas dormir está fora de cogitação. Vou abrir um Leffe e ir encontrar os amigos. Não estranhe se eu aparecer aqui só domingo… a ressaca faz estragos.
Ps. Em todo caso vou tentar esticar na Mágica, amanhã. Vamos ver…
Outubro 4, 2008 No Comments
VMB 2008
Hoje é noite de VMB em São Paulo (ops, Brasil), e seria engraçado se não fosse triste o quanto a premiação e a própria MTV perderam o rumo. Tive a oportunidade de assistir no Credicard Hall a edição passada da entrega de prêmios, mas não pergunte quem foram os vencedores pois eu não lembro. Eram tantas bandas iguais, adolescentes gritando por nomes que eu nem sabia que existiam e uma sensação de estar completamente deslocado do cenário pop mundial. Enfim, envelheci. Os novos grupos de rock que falam pra molecada não falam mais para mim. Suspiro.
Essa foi a sensação que tive ao acompanhar a premiação “in loco”, ano passado, e será a que você terá se acompanhar a premiação de hoje. No entanto, não fique preocupado. O problema não é conosco, é com o mundo. No caso da música o problema são as gravadoras, que já não arriscam mais no novo, e simplesmente empacotam um monte de bandas que fazem a mesma coisa e as vende para a molecada em frascos de cores diferentes. Chega a cheirar espirito juvenil, sabe. As gravadoras sabem o que você tem que ouvir e vão ser firmes em convencer você disso. Por insistência e/ou exaustão.
É por isso - por ter envelhecido, por não ouvir rádios movidas a jabá com programações modorrentas e por ter esquecido que a MTV existe - que tomei uma decisão: ao invés de ficar em frente à TV descobrindo que a Pitty continua lançando discos ruins e ganhando prêmios e que existem dez bandas exatamente iguais fazendo o mesmo som (e ganhando prêmios diferentes cada uma), ao invés de morrer de tédio com as piadas duvidosas e pensar na quantidade de bandas bacanas do rock nacional que não tem (ou não podem pagar) um décimo da exposição que as “bandas de sucesso” conseguem, vou ao cinema… ouvindo Cérebro Eletrônico, Lestics, Tom Bloch, Curumin, OAEOZ e Wonkavision.
Alguém dê os parabéns à Pitty por mim. ![]()
Outubro 2, 2008 11 Comments



