Semana agitada

Estou sentindo uma falta danada de escrever bobagens, sabe. Estou até conseguindo atualizar a Calmantes todos os dias, mas uma coisa é falar de um disco, de um filme (apesar que nem estou falando deles), de uma cerveja, outra é abrir o coração, reclamar do emprego, dos políticos, do mundo. Sei lá. Por outro lado, as coisas estão cada vez mais corridas desde que voltei de viagem. Pode ser só impressão, mas acho que o mundo era bem mais simples antes da mãe Europa me receber de braços abertos.
Essa semana foi um caos de dólar subindo, bancos quebrando e alguns compromissos. Na terça fui ao Master Chopp aprender a tirar chopp (não precisamos falar novamente do nono lugar, ok). Na quarta voltei ao futebol, e a equipe de capa do iG tomou um balaio de 4×0 da Editoria de Esportes. Ok, o placar não representa o que foi o jogo. Eles fizeram 1×0 no primeiro tempo (25 por 25) e até os 15 do segundo o jogo estava bastante equilibrado, mas cansamos. Sabe o Brasil jogando na altitude? Igual. Cansamos e os caras fizeram mais três. Blé.
Na quinta, eu e Lili fomos ao Kebabel, quase na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta (quase em frente do Ibotirama). O Daniel tinha me levado para comer um kebab maravilhoso numa madrugada bêbada em Londres, e eu só conseguia lembrar que o lance era bom demais, mas não sabia dizer o que é. Ontem, no Kebabel, peguei um de carne de carneiro e adorei. O lugar ainda tem cervejas especiais (tchecas, francesas e brasileiras). Optei pelas Baker artesanais da Serra do Curral (MG), uma não tão boa de chocolate (vira um Toddynho numa cerveja que vai ser a mesma coisa) e uma excelente Pale Ale.
Hoje acordei cedinho para ir gravar na Faculdade São Judas Tadeu o programa “Imprensa em Debate”, que é transmistido no canal da faculdade, retransmitido pela Net. Quando tiver a data, passo. O tema era sobre a popularização, influência e futuro dos blogs, e o bate papo (que também contou com a presença do Luiz Fernando Santos, do ótimo Banana Mecânica) foi bastante proveitoso, embora eu tenha ficado com a impressão que tenhamos avacalhado demais a imprensa escrita. Depois você confere e me diz.
Pro fim de semana, plantão na capa do iG e correria para ver Duchamp e o trio Martin, Medeski and Wood. E quando eu perceber já será segunda-feira… :/
Setembro 19, 2008 No Comments
500 Toques: O Quarto das Cinzas, Fevereiro da Silva e Sweet Fanny Adams

”A Chave”, O Quarto das Cinzas (Independente)
O trio formado em Fortaleza se apresenta como “uma fusão da música moderna eletrônica com as raízes brasileiras” e este EP de estréia, lançado em 2007, impressiona embora seja 80% eletrônica (com influências de Portishead e Goldfrapp) e 20% raízes (centradas no vocal de Laya). Das cinco faixas, “Flora Pura” é a que mais representa o ideal do grupo, mas eles já liberaram um novo single, “Amarelolilás”, que poderia ser cantado por alguma diva da MPB tipo Gal ou Bethânia. O futuro promete. Fique de olho.
My Space: http://www.myspace.com/oquartodascinzas
Nota: 7

“Funil”, Fevereiro da Silva (Independente)
Com uma formação interessante que inclui trombone e trompete, o sexteto de Joinville apresenta neste primeiro EP um caldeirão de influências cuja extensão permite experimentações com o rock em “Caixa Bomba” (ambientada por uma deliciosa harmônica) e “Tela” (de sotaque indie), guitarradas pesadas que se aproximam do metal no final de “Botina Muda”, faixa que abre o caminho para o sambinha calmo e suingado (com direito a surdo) “Combates”, que encerra o disco numa boa fusão de rock com brasilidades.
My Space: http://www.myspace.com/fevereirodasilva
Nota: 7

“Fanny, You’re No Fun”, Sweet Fanny Adams (Bazuca Discos / Midsummer Madness)
Eles são de Recife, cantam em inglês e se juntaram em 2006 com o intuito de fazer o ouvinte “pular, dançar ou bater o pé marcando os riffs de guitarra”. Neste segundo EP, o quarteto mostra que se por um lado não inventa cedendo a fusões ou modernices, por outro sabe muito bem o que faz quando o lance é tocar indie rock and roll de qualidade. As quatro faixas de “Fanny, You’re No Fun” (destaque para “Hate Song #3″ e “She Wants To Burn”) poderiam tocar em qualquer boa balada que seria sinal de festa.
My Space: http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic
Nota: 7
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