Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Setembro 2008

500 Toques: The Verve, Damon Albarn e Oasis

“Forth”, The Verve (EMI)
Se anos após o fim da banda, a carreira solo e nem os projetos paralelos emplacaram, a reunião é inevitável. O Verve volta a ser quarteto (Simon Tong ficou de fora) com um álbum que não tem nenhum hino urbano, mas junta canções psicodélicas como a poderosa “Love is Noise” com baladinhas acústicas como “Valium Skies”. Assim como em “A Northern Soul”, das doze canções, dez ultrapassam os cinco minutos, o que faz ter saudades dos tempos do vinil. Nada que os bons oito minutos da porrada “Noise Epic” não resolvam.
Preço em média: $30 (nacional)
Nota: 7,5

“Monkey: Journey to The West”, Damon Albarn (XL)
Em alguns momentos, “Monkey” – trilha inspirada na ópera adaptada de um romance chinês do século 16 por Albarn, Hewlett e Chen Shi-Zheng – parece como se os integrantes do Kraftwerk tivessem nascido em 1999 e lançassem agora o seu primeiro álbum (aos 9 anos). Em outros não se entende nada. Albarn, que já tocou com músicos de Mali, com o baixista do Clash e com personagens de desenho não descansa, o que não quer dizer que acerte sempre. Aqui, por exemplo, parece que ele errou. Será? Cadê o Blur??
Preço em média: $50 (importado)
Nota: :o)

“Dig Out Your Soul”, Oasis (Sony&BMG)
Descontando a chupada do Doors em “Waiting For The Rapture”, o 7º álbum de estúdio dos Gallagher faz bonito. “Dig Out Your Soul” perde para os dois primeiros álbuns, clássicos, mas briga a tapas pelo bronze com o drogadaço “Be Here Now”. O rockão de abertura “Bag It Up” (com riffs ásperos de guitarra e ótimo vocal de Liam), “The Shock of the Lightning”, “Lord Don’t Slow Me Down” (do excelente CD bônus da edição de luxo) e mesmo a “Five To One Oasis Version” (sic) fazem sorrir num discaço de rock.
Lançamento: 06 de outubro
Nota: 8,75

Setembro 30, 2008   13 Comments

Oito meses de Wonkavision

Desde o começo do ano que o Wonkavision posta mensalmente uma música nova em seu endereço virtual, mas é claro que a gente se perde na correria do dia a dia, e esquece de ir lá baixar. Hoje eles devem estar postando a canção de setembro, mas mesmo assim as outras oito faixas estão lá para download, coisas como “O Impar Perfeito” (uma das cinco grandes canções do ano), “Rebobinar”, “Tanto Faz”, “Double Dealing” e “A Farsa Que Eu Fracasso Em Ser”. Download gratuito. Vai lá.

http://www.wonkavision.com.br/WordPress/

Setembro 30, 2008   1 Comment

Uma frase

“Estamos todos na sarjeta, mas alguns ainda olham as estrelas”
Oscar Wilde

Setembro 29, 2008   No Comments

“Adorata EP”, The Gutter Twins

Greg Dulli passou os anos 90 infernizando o mundo com melodias apaixonadas entre o rock e o soul, letras surrealistas e pornográficas e muito barulho com sua banda, o Afghan Whigs. Nos anos 00 decidiu começar tudo de novo, engavetou os Whigs e criou o Twilight Singers, que lançou cinco álbuns até o momento. Agora é a vez do Twilight Singers ir para o banco de reservas e ceder lugar para o The Gutter Twins, projeto de Dulli ao lado do amigo Mark Lanegan.

Mark Lanegan, você conhece: é um dos caras acima de qualquer suspeita no cenário rocker mundial. Era vocalista do ótimo Screaming Trees e quando, em 1989, foi gravar sua estréia solo, chamou amigos para participarem da gravação. Na mítica cover de “Where Did You Sleep Last Night”, de Leadbelly, ele conta com o auxilio de Kurdt Kobain (grafado exatamente assim) na guitarra e Chris Novoselic no baixo, núcleo da banda que viria a ser conhecida três anos depois como Nirvana.

Nos últimos anos, Lanegan se especializou em participar de grandes projetos seja ao lado do Queens of The Stone Age (com quem gravou – entre outros – o matador “Songs For The Deaf”, um dos dez melhores discos da década independente dos outros nove), com Isobel Campbell, ex-Belle and Sebastian (parceria que já rendeu dois álbuns), Soulsavers (o belíssimo “It’s Not How Far You Fall, It’s The Way You Land”, de 2007), fora participações em álbuns de PJ Harvey, Melissa Auf der Maur e muitos outros.

Mark Lanegan já vinha colaborando com Greg Dulli nos discos do Twilight Singers e costumava marcar presença em alguns shows do grupo (é famoso o áudio de um show devastador do grupo acrescido de Lanegan em Bruxelas, 2006), o que facilitou o processo de criação do The Gutter Twins, cuja estréia oficial se deu em março com o lançamento do álbum “Saturnalia”, pelo selo Sub Pop, e agora retorna ao mercado – apenas via iTunes – com “Adorata”, um EP caprichado com oito faixas redentoras.

“Adorata”, assim como os shows de Dulli e Lanegan, é recheado por covers inusitadas que vão de Primal Scream e Scottt Walker, passam por José Gonzalez e Vetiver  e inclui uma “Flow Like a River”, do Eleven, banda que conta com Jack Irons, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers e do Pearl Jam, e Natasha Shneider, amiga dos músicos e membro do Queens of The Stone Age, que morreu de câncer no começo deste ano. Parte da renda da venda do EP será destinada para a ONG Natasha Shneider Memorial Fund.

Boa parte de “Adorata” foi gravada parcialmente ao vivo durante as sessões de “Saturnalia” com Greg Dulli alternando-se entre vocal, piano, guitarra e, inclusive, bateria, e Mark Lanegan segurando o microfone. O EP abre com a suave versão de “Belles”, do Vetiver (banda próxima a Devendra Banhart), que mantém a leveza folk da canção inserindo uma bateria sincopada, mellotron e harmonium marcantes e uma bonita guitarra espacial afastada na mixagem.

“Down The Line”, um dos cavalos de batalha de José Gonzàlez, surge acelerada numa versão contagiante que destaca belíssimos trechos de violino. “Deep Hit Of Morning Sun” deixa a eletrônica da versão original do Primal Scream para valorizar a linha vocal e a explosão de guitarras no refrão. Por sua vez, “Flow Like A River”, do grupo Eleven e uma das grandes canções de “Adorata”, lembra a versão original de “Deep Hit Of Morning Sun”. Destaque para o poderoso refrão grunge.

“St. James Infirmary” é uma trágica canção tradicional de autor desconhecido composta entre o final do século 18 e o começo do século 19 e que narra a desventura de um homem que ao ir ao hospital descobre que perdeu seu filho e sua mulher no parto. Lanegan já havia gravado uma versão em dueto com Isobel Campbell, mas está versão de “Adorata” impressiona com uma melodia mais forte e densa que materializa sua tragicidade embalada pela marcação blues e com órgão ao fundo.

“Duchess” vem na seqüência numa versão folk tão suave e fiel ao arranjo original que faz sorrir. Gravada por Scott Walker em “4″ (de 1969), a canção favorece o tom vocal de Mark Lanegan, que emociona. Para o final, duas belas faixas inéditas gravadas em sessões na California: “Spanish Doors”, com arranjo orquestral e um crescendo mortífero, e “We Have Met Before”, típica canção de Greg Dulli, que começa leve e explode levando todos os instrumentos consigo.

Com “Adorata” e “Saturnalia”, Greg Dulli e Mark Lanegan entram na briga pelo posto de melhor álbum de 2008, o que não chega a ser surpresa para quem acompanha a qualidade do trabalho destes dois interpretes em versões como “Live With Me” (Massive Attack), “Hyperballad” (Bjork) e “A Love Supreme” (John Coltrane), covers registradas em álbuns do Twilight Singers e que já davam uma pequena amostra do que poderia render essa parceria. Aproveite.

“Adorata”, The Gutter Twins (One Little Indian/Sub Pop)
Preço em média: US$ 0,99 por música via iTunes
Nota: 9

 Leia também:
- “Powder Burns”, The Twilight Singers, por Marcelo Costa (aqui)
- “Live at Brussels”, The Twilight Singers, por Marcelo Costa (aqui)
- “It’s Not How Far You Fall, It’s The Way You Land”, Soulsavers (aqui)

Setembro 29, 2008   10 Comments

Medeski, Martin and Wood ao vivo em SP

“Por favor, você conseguiria o set list para mim?”, peço a uma das pessoas do backstage assim que o trio Medeski, Martin and Wood deixa o palco do Sesc Vila Mariana na segunda noite (esgotada) de passagem por São Paulo após mais uma apresentação irrepreensível. “Eles não usam set list, usam partitura”, responde um dos técnicos. Sentiu o clima?

Não é o fato minúsculo de usar partitura que faz de uma apresentação do trio de power jazz algo espetacular, mas, sobretudo, saber que eles sabem exatamente o que estão fazendo sobre o palco. E, olha, não deve ser nada fácil. Os arranjos de cada canção são intrincados e complexos, o que não torna o som difícil, muito pelo contrário: o que sai pelas caixas é envolvente e empolgante.

Em duas horas de excelente música, Medeski (alternando-se entre piano de cauda, órgãos e teclados), Martin (com seu kit de bateria cuja até a “lataria” serve como ambiente de som) e Wood (entre o contrabaixo elétrico e o baixolão acústico) confirmaram a expectativa de mais um show para a lista de melhores do ano em uma apresentação mais barulhenta que a de 2006, e tão sensacional quanto.

Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta/)

Setembro 28, 2008   No Comments

Gripe, febre e outras cositas

Após dois dias fora do iG e do MSN num curso promovido pelo RH chego em casa completamente detonado. A gripe que me atacou na madrugada e tomou minha garganta já ferve minha testa em febre e me fez ter vontade de ouvir… Raimundos. Vou me enrolar no edredom, colocar algum DVD e apagar deitado na sala. Espero não ficar o fim de semana todo assim. Passei o Skol Beats, mas domingo tem Macalé recebendo Luiz Melodia e Adriana Calcanhoto. Quero ir. Ou ao menos tentar. E quero ainda escrever um texto sobre o “Blindness” além da brincadeira ai debaixo… risos. Deixa só a febre ir embora…

Atualizando o post no domingo à noite:

Ps1: o texto sobre o Blindness está ai embaixo.

Ps2: show solo do Jards Macalé é altos; do Luiz Melodia, idem; da Adriana Calcanhoto já não posso dizer o mesmo (eu morreria de tédio numa apresentação inteira dela, mas quatro músicas até tem como aguentar), mas os três juntos acompanhados por uma banda beeeem mediana e com o filho do Waly Salomão declamando os poemas do pai, desculpa, mas preciso dizer: é chato demais.

Ps3: a febre foi embora…

Setembro 26, 2008   3 Comments

“Ensaio Sobre a Cegueira”

 “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles - Cotação 3/5

Antes de qualquer coisa acho importante dizer: eu não li o livro (ainda). Amigos e muitos críticos reforçam a fidelidade do roteiro ao livro, mas quando digo que não li estou me despindo de uma pretensa comparação entre literatura e cinema, e também de uma expectativa formada no âmago (muitas vezes inconscientemente) que procure respostas emocionais que transformem a ansiedade em algo tocável e reconhecível. 

O desconhecimento da história torna o espectador refém do roteiro, inevitavelmente, afinal ele não sabe o que vem pela frente e por experiência, destreza ou chute forma pequenos núcleos opinativos em sua mente que caminham para lá e para cá conforme a fita vai desenrolando na tela. É um jogo interessante entre diretor e espectador que, quando bem executado, gera filmes inesquecíveis.

“Ensaio sobre a Cegueira” nasce valorizado como história. Baseado na obra homônima do escritor português José Saramago, agraciado com o Nobel de Literatura em 1998, a história é devastadora. Aborda uma epidemia de cegueira em uma cidade qualquer que começa infectando um homem e, depois, toma toda a população e a joga em uma espiral de desencontros cujos valores são esquecidos.

O tema é caro a vários escritores – “A Peste”, de Albert Camus (cujo inimigo também é uma epidemia), “O Macaco e a Essência”, de Aldous Huxley (a fumaça negra causada pela bomba nuclear em uma terceira guerra mundial devasta a civilização) e mesmo “Blecaute”, de Marcelo Rubens Paiva (com três amigos em uma São Paulo devastada) – cujo pessimismo em relação à humanidade fica evidente.

Para esta adaptação, Fernando Meirelles cercou-se de alguns dos seus colaboradores (César Charlone na fotografia, Daniel Rezende na edição) e de um time estrelado de atores do qual fazem parte Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Don McKellar, Danny Glover e Gael Garcia Bernal. O filme foi rodado em Toronto, no Canadá, em São Paulo e Osasco no Brasil e Montevidéu no Uruguai, e apesar de todo o esforço o resultado soa… incompleto, distante.

Se o roteiro de “Ensaio sobre a Cegueira” é fiel ao livro, e o livro é um clássico da literatura moderna, qual o motivo do filme não funcionar? Talvez seja a opção da direção em torná-lo distante de seu público. A estilização fotográfica é belíssima, mas inibe o espectador que acaba por fim não se envolvendo com a história, por mais que a história seja envolvente.

Colocado na posição de observador, o espectador enfrenta um segundo problema, talvez o maior do filme: a sujeira visual exibida nos corredores, nos destroços de ruas famosas de São Paulo é muito maior do que a sujeira moral proposta pelo roteiro. Fernando Meirelles parece ter amaciado o formato visual do discurso para não chocar o público, e a sujeira moral é um dos grandes atrativos de “Ensaio sobre a Cegueira”.

Meirelles já havia feito o mesmo em “Cidade de Deus” alcançando um resultado excepcional ao contar a história da favela carioca com um certo tom de humor, câmera e edição frenéticas e muita ação, opções que amaciavam a realidade dura de um território dominado pelo tráfico de drogas, vivendo chacinas recorrentes e com “governantes” locais que desafiavam o Estado.

Em “Ensaio sobre a Cegueira”, porém, a opção parece não funcionar. As cenas estão ali, mas não causam impacto. A derrocada da sociedade na visão de José Saramago é completamente pessimista, e não dá para o público ficar alheio a esta visão. Porém, tudo se apóia na belíssima metáfora da cena final, lírica, dos cegos que vêem, pois o espectador deixa a sala achando que a humanidade tem solução, mesmo com toda barbárie exibida minutos antes.

Entre a sutileza do discurso cinematográfico e a metáfora deslumbrante de seu final arrebatador (e talvez rápido demais – o que pode escapar ao público), “Ensaio sobre a Cegueira” está longe de ser um filme ruim assim como também não exibe os dotes tão caros a um filme clássico. Fica no meio do caminho e até pode abrir os olhos de algumas pessoas, mas o mérito será muito mais do paciente do que do médico. Não será sempre assim?

Setembro 26, 2008   16 Comments

Mojo Club - agora vai!

Setembro 25, 2008   No Comments

500 Toques: Marcelo Camelo, Capital Inicial e Leo Jaime

 “Sou/Nós”, Marcelo Camelo (Sony&BMG)
O ex-Los Hermanos continua pregando em sua estréia solo o tom calmo que marcou parte do disco “4″, canto de cisne de sua ex-banda. Ele clona um Chico Buarque aqui (”Copacabana” é safra 66), faz bossinhas ali e acolá, arrisca um soft rock (”Mais Tarde”) e conta com a presença da fofa Mallu Magalhães – que desafina horrores em “Janta”, mas convence. O carimbó “Menina Bordada” e a bela introdução de “Liberdade” (na sanfona marcante de Dominguinhos) brilham num disco que, por fim, é chaaaaato demais.
Preço em média: R$ 21,90
Nota: 5

 ”Multishow ao Vivo”, Capital Inicial (Sony&BMG)
Este registro mega (gravado na Esplanada dos Ministérios no dia do aniversário de Brasília) prova que o tempo passou e, quem diria, o Capital se transformou na maior banda do país, a única “das antigas” que ainda cria material novo e não sobrevive (só) do passado. Entre hits velhos (”Independência”), novos (”Eu Nunca Disse Adeus”, umas das mais festejadas, é de 2007) e covers (Raimundos/Legião), “Dançando com a Lua”, uma inédita de sotaque emo que deve garantir mais alguns anos para o quarteto.
Preço em média: R$ 21,90
Nota: 6,5

 ”Interlúdio”, Leo Jaime (Som Livre)
Um dos maiores hitmakers da música pop nacional dos anos 80, Leo Jaime estava há 13 anos sem lançar disco novo. “Interlúdio” é irmão direto do reflexivo “Nada Mudou” (1986), disco subsequente a superexposição causada pelos megahits “A Vida Não Presta”, “As Sete Vampiras” e “A Fórmula do Amor”. É um disco sereno, cujo (eterno) romantismo (com um ar de deboche) dá o tom de parcerias com Leoni e Alvin L. e mantém afiada a veia pop em canções como “Se Ela Soubesse O Que Quer”, “Tudo” e “Fotografia”.
Preço em média: R$ 19,90
Nota: 8

Setembro 24, 2008   10 Comments

Onde comprar CDs em Buenos Aires?

O Hugo perguntou e fui consultar o Gustavo, capo da Ultrapop, selo independente argentino que lança no mercado portenho gente como Cat Power, Stephen Malkmus e Jon Spencer, entre outros. Diz o Gustavo:

Loja Compakta: Pasaje El Lazo 3156, local 7, Compakta

Rockand Freud: abaixo do shopping Alto Palermo, 1972 en Palermo

y puede pasar por nuestro bar tienda!!!! Tambien tenemos discos:

ULTRA
Sala de conciertos y eventos. Restaurant. Bar. Arte.
San Martín 678
Buenos Aires
Tel 54 11 4312 5605

****

Além das boas dicas do Gustavo, uma passada na Musimundo, na Ateneu e na Dromo (todas na Calle Florida). A Avenida Santa Fé tem filiais das três lojas e várias boas lojinhas de rua, além, claro, da Bond Street (aqui), uma junção da Galeria do Rock com a Galeria Ouro Fino.

Perto da Bond Street existem mais umas duas ou três galerias com lojas de CDs. Informe-se. É só perguntar em alguma lojinha bacana da Bond Street que eles te orientam. E não esqueça de olhar nas bancas de revistas. A Rolling Stone tem uma edição especial com disco clássicos que é bem bacana…

Leia também:
- Sebos e lojas bacanas de CDs e DVDs em SP (aqui)
- Onde comprar CDs e vinis em cidades da Europa (aqui)
- Comprando vinis com Robert Crumb (aqui)
- Uma seleção de lojas de discos para a revista GQ (aqui)
- Lojas bacanas de CDs e vinis em Nova York e Chicago (aqui)
- Sete lojas de CDs e vinis na Europa (aqui)
- Dicas da Maitena em reportagem da Ilustrada (aqui)
- Blog Alta Felicidade: Disquerias em Buenos Aires (aqui)

Setembro 24, 2008   6 Comments

Opinião do Consumidor: Erdinger Champ

 Teste de Qualidade: Erdinger Champ

- Produto: cerveja
- Nacionalidade: alemã
- Graduação alcoólica: 4,7%
- Tipo: cerveja de trigo
- Nota: 2,5/5

Da cidade de Erding, na Bavária, nasce a Erdinger, uma das mais famosas marcas de cerveja alemã. A cervejaria foi fundada em 1886 por Johann Kienle, e passou a se chamar Erdinger em 1949. Um dos grandes diferenciais positivos da marca é que a cerveja é sempre produzida e engarrafada na Bavária, e não licenciada para outras distribuidoras, o que lhe confere um atestado de qualidade.

Esta versão Champ (330ml) foi criada especialmente para ser bebida direto da garrafa, de preferência entre amigos, já que o fundo do vasilhame possui um abridor de giro exclusivo, integrado ao próprio frasco, que permite abrir outra garrafa, mas você sempre irá precisar ter duas, certo.  Além da aposta marqueteira do abridor, essa versão Champ é mais leve (em gosto e teor alcoólico) que a versão tradicional.

De coloração ruiva e gosto refrescante, ela é bem encorpada e em alguns momentos lembra as nacionais Bohemia e Original. Particularmente a acho inferior as belgas no quesito sabor, e fico com pulgas atrás da orelha quando o mais interessante de seu marketing seja sua forma de abrir, e não a bebida em si. Mesmo assim, é uma ótima pedida para baladas e lugares em que o copo é dispensável, no entanto as versões clássicas de 500ml são melhores.

Setembro 24, 2008   No Comments

Wilco/Fleet Foxes para download

Such tumultuous times. And in the spirit of giveaways that seem to be sweeping the nation, we’ve got something free for you. No it’s not a pile of cash (sorry) but rather an audio postcard of sorts from a summer’s night in Oregon with our friends the Fleet Foxes & a lovely Bob Dylan tune. All we ask is you go to http://wilcoworld.net/vote/ and  click the “I pledge to vote in the 2008 Election” button. If you can spare it, we also encourage you to consider a donation to Feeding America http://www.feedingamerica.org/ . Happy listening (and please feel free to pass this email along to friends, family members, etc.).

The Wilco HQ Distribution Dept.
http://wilcoworld.net/

Ps. É só ir na página e colocar seu e-mail que você receberá um link para baixar a versão de “I Shall Be Released”.

Setembro 24, 2008   1 Comment

“The Best of The Rykodisc Years”, Josh Rouse

Entre 2001 e 2005, Josh Rouse era contratado da gravadora Rykodisc tendo lançado pelo selo norte-americano três álbuns e um EP. A Ryko ainda distribuiu seus dois primeiros álbuns e o EP “Chester”, em parceria com o grande Kurt Wagner, líder do Lambchop. Afundado em copos de bebida, ao final do contrato com a Ryko, Josh Rouse decidiu começar vida nova longe do álcool em um vilarejo espanhol passando a lançar seus álbuns de forma independente (e dali surgiram preciosidades como “Subtitulo” e “Country Mouse City House”).

“The Best of The Rykodisc Years”, coletânea dupla recém-lançada, deixa de lado esses últimos três anos felizes do compositor (que além dos álbuns citados ainda incluem-se alguns EPs, um deles dividido com a namorada espanhola Paz Suay) e centra-se no que o próprio Josh Rouse define como sua “primeira fase”, período que o levou a ser apontado por algumas publicações com uma mistura bem azeitada do ex-lider dos Replacements,  Paul Westerberg, com a fase jovem de Tom Petty e, ainda, Morrissey.

Entre as faixas de “The Best of The Rykodisc Years” está o “crème de la crème” dos belíssimos álbuns “Dressed Up Like Nebraska”(1998), “Home” (2000), “Under Cold Blue Stars” (2002), “1972″ (2004) e “Nashville” (2005). A seleção feita pelo próprio músico foi rigorosa e matemática. São três faixas de cada um dos dois primeiros álbuns mais quatro de cada um dos três discos seguintes e, ainda, “65″, do EP com Kurt Wagner. No total, o CD 1 compreende 19 faixas que resumem a primeira fase de Josh Rouse.

Da estréia surgem a acelerada “Late Night Conversation” e a balada “Invisible”. De “Home” marca presença o pungente hit “Directions”, que até embalou cena de amor entre Tom Cruise e Penélope Cruz no filme “Vanilla Sky”. Já “Feeling No Pain”, de “Under Cold Blue Stars”, traz até microfonia na abertura enquanto o ponto álbum do primeiro CD (e da primeira fase do cantor) se concentra nas oito faixas maravilhosas retiradas da dobradinha “1972″/”Nashville” (o verso de abertura de “Streetlights”, que fecha o CD 1, é de arrepiar).

A segunda parte de “The Best of The Rykodisc Years” é composta totalmente por raridades, entre elas seis versões nunca lançadas oficialmente. As primeiras seis faixas deste segundo CD foram lançadas em 2001 no EP de edição limitada e fora de catálogo “Bedroom Classics Vol. 1″ e destaca, entre outras, a primeira versão de “Sad Eyes”, de uma crueza que emociona muito mais do que a versão original lançada no álbum “Nashville”, e o altcountry “A Song to Help You Sleep”.

Aparecem em versão demo “Suburban Sweetheart” (cuja versão final abre o álbum de estréia do cantor), “Flair”, “Christmans With Jesus”, “Be On The Lookout” (que viria a ser “Little Know It All”, do álbum “Home”) e “Camping in Copenhagen” (demo de “Summer Kitchen Ballad”). Dois outtakes inéditos marcam presença na coletânea: “Cannot Talk”, gravada nas sessões de “Dressed Up Like Nebraska” e a lírica “Princess on the Porch”, das sessões do álbum “1972″.

Num total de 32 canções, “The Best of The Rykodisc Years” lança luz sobre uma belíssima obra cuja estréia completou 10 anos em 2008. Apesar de todo esse tempo, Josh Rouse não se transformou em um astro pop, o que pode dizer muito sobre a incompetência da indústria tanto quanto sobre a personalidade fechada desse compositor que aposta na força das boas canções. Um bom número delas está presente nesse disquinho que pode tirar a alma de muita gente da lama. Ou como diria o próprio: “Canções especiais para pessoas especiais”. Ele fez a parte dele. Agora cabe a você fazer sua: ouvir.

“The Best of The Rykodisc Years”, Josh Rouse (Ryko)
Preço em media: R$ 55 (importado)
Nota: 9,5

Leia também:
- Josh Rouse ao vivo em São Paulo, por Marcelo Costa (aqui)
- “Country Mouse, City House”, de Josh Rouse, por Marcelo Costa (aqui)

Setembro 22, 2008   2 Comments

Jim Morrison vai ressucitar…

… para dar umas bifas no Noel Gallagher. A introdução de “Waiting For The Rapture”, faixa três do novo disco do Oasis, é descaradamente chupada de “Five To One”… ou será uma citação com crédito para os Doors? Duvido, mas vamos ver o que vem pela frente.

Setembro 22, 2008   12 Comments

Domingo de chuva

Que o dia de hoje seja muuuuuuito melhor que ontem…

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Ok, promete. Vazou o disco novo do Oasis e tem Martin, Medeski and Wood à noite no teatro do Sesc Vila Mariana, concorrente sério entre os melhores shows do ano.

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Ontem revi “Um Sonho de Liberdade”. Que filmaço, hein. Roteiro, interpretações, fotografia, tudo no devido lugar. Vi em casa, mas estou sentindo uma falta danada de cinema. Acho que meu enjôo constante e as dores de cabeça são falta de cinema…

Setembro 21, 2008   4 Comments

Repostando posts antigos

Ontem o pessoal da firma fez um happy hour para encontrar um amigo querido que saiu do iG e foi para Abril. Entre cervejas mexicanas e burritos conversamos muito sobre Friends e Seinfeld. Eu fiquei horas tentando lembrar de um episódio do Seinfield que eu tinha achado foda quando vi uns anos atrás, mas quem diz que a minha memória funciona? Aliás, sobre o que eu estava falando mesmo? (risos). O fato é que estou com o coração apertado por algumas bobagens, e escrever sempre foi - e sempre vai ser - a maneira de aliviar um dia de merda na vida.

Por outro lad0, desde que estreei a Calmantes com Champagne 2.0, meu modo de lidar com este blog mudou. Antigamente ele era beeeem mais pessoal (e acho que mais divertido) enquanto hoje em dia o vejo mais informativo (e menos divertido). Essa percepção me faz pensar em procurar encontrar o meio termo entre o antigo e o novo, algo que não sei se vou conseguir, mas que vou tentar. E assim que fui procurar por aquele post antigo sobre Seinfield da versão 1.0 bateu uma vontade danada de repostar aquele pensamento aqui. Então vai. Não estranhe se você achar que já leu isso. A chance é grande… (hehe)

De 09/02/2006

Assisti nesta manhã ao episódio piloto da série Seinfeld, que abre o box especial com as duas primeiras temporadas do programa. Acho que devo gostar da série conforme ela engrenar. O episódio piloto tem vácuos e buracos que o próprio Seinfeld assume no making of. Não traz cenas antológicas, mas é bem interessante. No entanto, o que me faz escrever dele aqui é o tema, bem sacado, e bem desenvolvido no final do episódio: como os homens confundem os pseudos-sinais das mulheres.

É mais ou menos assim: Laura, uma garota que Jerry conheceu em uma viagem, liga para ele avisando que estará em Nova York para um seminário, e que gostaria de vê-lo. A pergunta que fica é: “Por que ela ligou? Será que ela está interessada em algo? Será que vai rolar algo?”. Bem, corte para a véspera da chegada da garota. Ela liga à noite perguntando se pode dormir na casa dele, porque não encontrou um quarto de hotel vago. O amigo George dispara: “Devem existir milhões de quartos de hotéis em Nova York. Como ela não encontrou?”. No dia seguinte estão os dois esperando Laura no aeroporto. Jerry a recebe, a leva pra casa. Ao chegar, diz para que ela se sinta à vontade. Ela tira o sapato, coloca os pés no sofá. Ele oferece pão, chá. Ela pede vinho e pergunta se pode diminuir a luz. Ele se empolga. Ela pergunta se pode ficar um dia a mais e eles fazem planos para o dia seguinte. Nisso toca o telefone e é o… noivo de Laura. No monólogo final, Jerry define sabiamente:

- Juro que não faço idéia do que as mulheres pensam. Eu não entendo, certo. Eu não capto os sinais. As mulheres são muito sutis. Tudo o que fazem é muito sutil. Os homens não são sutis. Nós somos óbvios. Elas sabem o que eles querem. Eles também. O que nós queremos? Mulheres. É isso. É a única coisa de que temos certeza. Como conseguir mulheres? Isso não sabemos. Nós ignoramos o passo seguinte. O incrível é que ainda conseguimos mulheres. Os homens estão com mulheres. Você os vê com elas. Como eles conseguem mulheres, muitos se perguntam. Vou contar um pouco sobre a nossa organização. Onde estiver uma mulher, tem um homem trabalhando na situação. Ele pode não ser o melhor dos homens. Há muitas áreas para cobrir, mas alguém da nossa equipe sempre estará no local. Por isso ficamos chateados quando vemos mulheres lendo artigos “Onde conhecer homens?”. Nós estamos em todos os lugares.

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Vamos combinar que a opinião do Jerry Seinfeld é um bocadinho machista (risos). Mas ele têm razão em muitos pontos, principalmente quando diz que nós, homens, nunca entendemos os sinais ou seja lá o que for que vocês, mulheres, deixam escapar aqui e ali. Não entendemos e isso é um fato. Uma amiga querida me prometeu um manual que irá versar sobre ser homem e amigo de uma mulher. De cara me lembro do Harry (de Harry & Sally - Feitos Um Para o Outro) defendendo que homens não conseguem ficar amigos das mulheres. É uma generalização tola, mas que também tem seu fundo de verdade. Acredito que podemos sim ser amigos de mulheres, mas a admiração (tanto física quanto de personalidade) muitas vezes pode levar um casal de amigos a se transformar em um casal de namorados. Há problema nisso? A Cá, que irá fazer o manual, diz que temos que ser mais claros em nossos intentos: ou queremos ser amigos ou queremos ficar com elas. Não vejo isso de forma tão simples. Primeiro porque o interesse pode surgir com o tempo. Segundo porque uma boa parcela de nós homens é romântica. A gente não vai sair por ai dando em cima das amigas apenas porque descobrimos que estamos afim delas. Há um momento x para isso acontecer. A gente espera esse momento pacientemente. E quando acontece a gente erra tudo, mas tudo bem. O problema é sempre o risco de se perder uma amizade especial pelo simples fato de se querer estar um pouco mais próximo do que amigos podem ficar. De repente, aquilo que não era nada pode se transformar em uma bela história de amor. Ou não. O fato intrigante, na verdade, é o quanto confundimos os sinais. Pelo começo que tive em 2006, desisti de entender estes malditos sinais (risos). Só cometo erros, e tudo bem que apaixonados só vivem cometendo erros, mas às vezes tudo parece tão claro, tão claro, mas tão claro, que é impossível imaginar que seja outra coisa. E é outra coisa. Quase sempre é outra coisa. Seria tão mais fácil se tudo fosse mais simples, não? Seria, mas nunca é simples. Depois dizem que nós, homens, não entendemos as mulheres. Eu ainda acho que não precisamos entender as mulheres, precisamos apenas ama-las. Mas para se amar é preciso entender um pouco de sinais. Alguém tem um manual prático ai?

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Me lembrei de Bob Dylan: “É impossível amar e ser esperto ao mesmo tempo”. Anote.

Setembro 20, 2008   8 Comments

Semana agitada

Estou sentindo uma falta danada de escrever bobagens, sabe. Estou até conseguindo atualizar a Calmantes todos os dias, mas uma coisa é falar de um disco, de um filme (apesar que nem estou falando deles), de uma cerveja, outra é abrir o coração, reclamar do emprego, dos políticos, do mundo. Sei lá. Por outro lado, as coisas estão cada vez mais corridas desde que voltei de viagem. Pode ser só impressão, mas acho que o mundo era bem mais simples antes da mãe Europa me receber de braços abertos.

Essa semana foi um caos de dólar subindo, bancos quebrando e alguns compromissos. Na terça fui ao Master Chopp aprender a tirar chopp (não precisamos falar novamente do nono lugar, ok). Na quarta voltei ao futebol, e a equipe de capa do iG tomou um balaio de 4×0 da Editoria de Esportes. Ok, o placar não representa o que foi o jogo. Eles fizeram 1×0 no primeiro tempo (25 por 25) e até os 15 do segundo o jogo estava bastante equilibrado, mas cansamos. Sabe o Brasil jogando na altitude? Igual. Cansamos e os caras fizeram mais três. Blé.

Na quinta, eu e Lili fomos ao Kebabel, quase na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta (quase em frente do Ibotirama). O Daniel tinha me levado para comer um kebab maravilhoso numa madrugada bêbada em Londres, e eu só conseguia lembrar que o lance era bom demais, mas não sabia dizer o que é. Ontem, no Kebabel, peguei um de carne de carneiro e adorei. O lugar ainda tem cervejas especiais (tchecas, francesas e brasileiras). Optei pelas Baker artesanais da Serra do Curral (MG), uma não tão boa de chocolate (vira um Toddynho numa cerveja que vai ser a mesma coisa) e uma excelente Pale Ale.

Hoje acordei cedinho para ir gravar na Faculdade São Judas Tadeu o programa “Imprensa em Debate”, que é transmistido no canal da faculdade, retransmitido pela Net. Quando tiver a data, passo. O tema era sobre a popularização, influência e futuro dos blogs, e o bate papo (que também contou com a presença do Luiz Fernando Santos, do ótimo Banana Mecânica) foi bastante proveitoso, embora eu tenha ficado com a impressão que tenhamos avacalhado demais a imprensa escrita. Depois você confere e me diz.  

Pro fim de semana, plantão na capa do iG e correria para ver Duchamp e o trio Martin, Medeski and Wood. E quando eu perceber já será segunda-feira… :/

Setembro 19, 2008   No Comments

500 Toques: O Quarto das Cinzas, Fevereiro da Silva e Sweet Fanny Adams

 ”A Chave”, O Quarto das Cinzas (Independente)
O trio formado em Fortaleza se apresenta como “uma fusão da música moderna eletrônica com as raízes brasileiras” e este EP de estréia, lançado em 2007, impressiona embora seja 80% eletrônica (com influências de Portishead e Goldfrapp) e 20% raízes (centradas no vocal de Laya). Das cinco faixas, “Flora Pura” é a que mais representa o ideal do grupo, mas eles já liberaram um novo single, “Amarelolilás”, que poderia ser cantado por alguma diva da MPB tipo Gal ou Bethânia. O futuro promete. Fique de olho.
My Space: http://www.myspace.com/oquartodascinzas
Nota: 7

“Funil”, Fevereiro da Silva (Independente)
Com uma formação interessante que inclui trombone e trompete, o sexteto de Joinville apresenta neste primeiro EP um caldeirão de influências cuja extensão permite experimentações com o rock em “Caixa Bomba” (ambientada por uma deliciosa harmônica) e “Tela” (de sotaque indie), guitarradas pesadas que se aproximam do metal no final de “Botina Muda”, faixa que abre o caminho para o sambinha calmo e suingado (com direito a surdo) “Combates”, que encerra o disco numa boa fusão de rock com brasilidades.
My Space: http://www.myspace.com/fevereirodasilva
Nota: 7

“Fanny, You’re No Fun”, Sweet Fanny Adams (Bazuca Discos / Midsummer Madness)
Eles são de Recife, cantam em inglês e se juntaram em 2006 com o intuito de fazer o ouvinte “pular, dançar ou bater o pé marcando os riffs de guitarra”. Neste segundo EP, o quarteto mostra que se por um lado não inventa cedendo a fusões ou modernices, por outro sabe muito bem o que faz quando o lance é tocar indie rock and roll de qualidade. As quatro faixas de “Fanny, You’re No Fun” (destaque para “Hate Song #3″ e “She Wants To Burn”) poderiam tocar em qualquer boa balada que seria sinal de festa.
My Space: http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic
Nota: 7

Setembro 19, 2008   1 Comment

Uma frase

“Dois problemas se misturam: a verdade do Universo e a prestação que vai vencer”. (Raul Seixas)

Setembro 18, 2008   1 Comment

Opinião do Consumidor: Hoegaarden

  Teste de Qualidade: Hoegaarden

- Produto: cerveja
- Nacionalidade: belga
- Graduação alcoólica: 4,9%
- Nota: 5/5

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden é uma autêntica cerveja de trigo belga, também conhecida como White Beer. A Hoegaarden possui um processo de fabricação único e complexo e, por isso, é virtualmente diferente de qualquer outra cerveja no mundo.

A primeira etapa da elaboração é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas.

Além de seu processo de produção diferenciado (Eum fora e outro dentro da garrafa), a Hoegaarden contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico.

É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Foi uma das Top 5 dos meus 40 dias na Europa e é uma das cervejas importadas mais fáceis de se encontrar no Brasil. A long neck de 330ml pode ser encontrada em lojas de bebidas e alguns supermercados entre R$ 3,90 e R$ 4,90.

Setembro 18, 2008   5 Comments