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20 filmes para o “primeiro encontro” — Blog do Editor do Scream & Yell
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20 filmes para o “primeiro encontro”

Quando eu estava voando de Londres para Madri, para passar o tempo, pedi uma edição do The Times para ler. Apesar da manchete ser extremamente interessante (”Archbishop believes gay sex is good as marriage”), deixei de lado e fui direto para a parte de cultura, que destacava uma daquelas listas que nós - filhotes de Rob Fleming - sempre adoramos. Dois jornalistas (um homem e uma mulher, claro) apontam os vinte melhores filmes para assistir em uma noite a dois (um encontro).  Tem coisas que conheço, babas melosas e, claro, alguns filmes obrigatórios.

Revi um dos filmes do listão assim que voltei de viagem. Quem pensou em “Antes do Por-do-Sol” acertou. Fui rever em que maldito cruzamento após a livraria Shakespeare and Co eu errei a entrada, e descobri que após as três ruas certas que fiz, o filme corta a travessia da rua e a cena já aparece na quarta ruazinha, mas é por ali mesmo. Na próxima vez que estiver em Paris garanto: vou achar o café! Revi também, hoje, “Como Perder Um Homem em Dez Dias”, que não está na lista e nem deve ser visto no primeiro encontro. Ou deve? Não sei, só acho uma comédia romântica fofíssima.

A lista abre com “Núpcias de Escândalo” no número 1, uma comédia romântica de 1940 com Cary Grant e Katharine Hepburn que o Times define como “inteligente e romântica sem ser melosa”. No segundo posto, “Annie Hall” (1977), de Woody Allen, para mim, a comédia romântica perfeita (eu já falei sobre isso aqui). O Times assume o contra-senso de colocar no segundo posto de uma lista de filmes para se ver a dois um filme que narra o fim de um relacionamento, “mas há algo que transcende, como a cena com os entes queridos ou a da lagosta”, escreve a repórter.  Assino embaixo.

Na terceira posição, uma surpresa: “Brokeback Mountain” (2005), o belo filme de Ang Lee sobre o amor entre dois cowboys (escrevi na época). “O filme de Lee é um testemunho do poder do amor contra as probabilidades”, define o jornal. Na quarta posição, outra surpresa: “Digam o Que Quiserem” (1989), filme de estréia do grande Cameron Crowe que até hoje não assisti (agora tenho em DVD). Wendy, a repórter, dispara: “Eu desafio qualquer um a não se derreter na cena em que John Cusack faz uma serenata para sua ex cantando In Your Eyes, de Peter Gabriel, debaixo da janela”.

Cameron Crowe, por sinal, crava dois filmes no Top 20: seu excelente “Jerry Maguire” (1996), uma das raras comédias românticas escritas para homens, aparece em 16º lugar. Kevin, o repórter, reclama das cenas de futebol americano (que eu curto), mas se derrama pela famosa cena final, em que Tom Cruise entra na sala lotada de solteironas e diz, “vai ser aqui mesmo”. Eu tenho uma versão em MP3 de “Secret Garden”, de Bruce Springsteen, com vários diálogos do filme, e sempre me arrepio com a frase final do filme, de Renée Zellweger.

Em quinto lugar aparece “Sideways” (2004), que sinceramente nunca me comoveu e, em sexto, a dobradinha “Antes do Amanhecer”/”Antes do Por-do-Sol” (1995/2004), de Richard Linklater (texto meu da época). Em sétimo, “Amor à Flor da Pele” (2000), de Wong Kar-Wai: “Lânguido, exuberante e recortado por uma requintada melancolia, este é um dos romances visualmente mais deslumbrantes da história do cinema”, diz o Times.  Em oitavo, “Acossado” (1960), de Godard: “…um debate sobre felicidade, liberdade e intimidade” (e Jean Seberg… suspiro pra ela aqui).

Na nona posição, outro filme com Cary Grant, desta vez assinado por Alfred Hithcock: “Intriga Internacional” (1960). A justificativa do Times é divertidissima: “É tudo sobre o poder da sugestão. Após duas horas de perseguições frenéticas e espionagem internacional, Cary Grant e a hot blonde Eva Marie Saint entregam-se ao amor num trem transcontinental. Eles se beijam, se abraçam, e imediatamente antes dos créditos finais o trem mergulha em um túnel maravilhoso. Você vira, então, para o seu par. Yep, a noite está apenas começando” (risos).

Para fechar o Top 10, “Pânico” (1996), de Wes Craven. A lista segue - bastante duvidosa - com “Dirty Dancing” (1987),  ”Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004 - escrevi aqui), “Ghost” (1990), “Um Casamento à Indiana” (2001), “Gostosa Loucura” (2001), “Jerry Maguire” (1996), “Água Negra” (2002), “Shortbus” (2006), “A Força do Destino” (1982) e “O Clã das Adagas Voadoras” (2004), este último recomendado para pessoas que gostam de pequenas brigas no relacionamento (sim, elas existem).

A reportagem do The Times (e todos os comentários do “casal” de repórteres) só está disponível para assinantes aqui (mas há outro Top 50 aqui). Preste atenção que há links relacionados no texto do The Times com outras três listas, entre elas um Top 10 sobre os filmes que podem matar um encontro, incluindo “Vera Drake” (2004) e “Irreversível” (2002). E qual filme você indicaria para um encontro? Será que “As Pontes de Madison” (1996 - aqui) é muito intenso? E Billy Wider (”Sabrina”, “Se Meu Apartamento Falasse”) é muito leve? Hummm, acho que vou de “Feitiço do Tempo” ou… “Embriagado de Amor”. Será?

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