T In The Park, Sunday
Nada como uma boa noite de sono para se recuperar para mais um dia de festival, nao eh mesmo. O problema eh que boas noites de sono andam em falta por aqui, entao o jeito eh descansar vendo shows sem fazer do festival uma grande maratona. Foi pensando nisso que optei por praticamente passar o dia na tenda King Tut’s ao inves de ficar pulando de um palco para o outro. Meus joelhos agradeceram. Na verdade, o plano era comecar na tenda Pet Sounds vendo o Brian Jonestown Massacre e, so entao, partir para a Kings, mas parece que a turma de Anton Newcombe nao deu as caras.
Direto para a King Tut’s entao. Deu tempo de pegar a meia hora de show do Delays, e eles nao tocaram “You and Me”, a minha preferida. Show morno, sem surpresas. A tenda esvaziou e aproveitei para tirar um cochilo em um dos cantos. Quando acordei, o local ja estava abarrotado para prestigiar a sensacao do momento, a dupla The Ting Tings. Com o publico predominantemente adolescente, a dupla fez um show correto, cantado por todos, mas que nao apresenta nada de novo. Diversao para quem nao quer se preocupar com outra coisa, sabe. O British Sea Power veio na sequencia para mostrar que dentro de uma guitar band tambem bate um coracao. A coisa toda ficou bonita com o acrescimo de um violino.
O Vampire Weekend subiu ao palco para fazer aquele que seria o ultimo show da turne de divulgacao de seu album de estreia, homonimo. O show foi um repeteco do apresentado no Werchter, uma semana antes, com a diferenca de que o vocalista Ezra estava mais falante e animado na Escocia. O publico embarcou na formula Talking Heads + Paul Simon e a banda saiu (assim como na Belgica) com a honraria de ter feito um dos grandes shows do festival. Se voce esbarrar com eles por ai, nao perca o show, nao perca.
Mr. Ian McCulloch trouxe consigo o Echo and The Bunnymen e abriu a tarde com tres hits: “Rescue”, “Seven Seas” e “Bring on The Dancing Horses”. Na sequencia, uma roqueira musica inedita (”I Think I Need It Too”) e, entao, era uma vez a voz de Ian: “Nothing Lasts Forever” soou tao capenga que soh merece a citacao pois, no final, o vocalista cantou “Walk on The Wild Side” inteirinha dentro da cancao, e o publico aprovou. Quando soaram os acordes de “The Killing Moon” eu ja partia para o Main Stage.
Com uma bandeira do Brasil tremulando frente ao palco (fotos no flickr), Amy Winehouse exibiu seu drama pessoal para o festival. Visivelmente bebada, entornando copos e copos de sabe-se-la-o-que, tropecando no salto alto, e muito mais, a moca que um dia cantou que nao iria mais voltar pra clinica de reabilitacao eh apenas uma palida amostra do que ja foi um dia. Ela desafina horrores, sai do tom, entra errado nos versos e nao consegue tirar nem a blusa sozinha. Pena. Porem, a historia da musica pop esta cheio de exemplos de pessoas que sacudiram a poeira e deram a volta por cima. Eh torcer por ela.
Antes da grande atracao da noite, tive que suportar mais 1h45 de Kings of Leon. Quero avisar que ja paguei todos os meus pecados, ok. Dois shows inteiros do Kings of Leon eh deixar o capeta feliz da vida. O que impressiona eh como a banda tem um publico fiel, que canta as cancoes, faz air guitar na hora dos solos e parece se divertir com a bundamolice roqueira do quarteto. Paciencia. O que nao fazemos para vermos uma banda que admiramos bem de perto, nao eh mesmo. E o R.E.M. fez valer a pena, melhorando ainda mais a excelente apresentacao que a banda havia feito no Werchter. Um showzao para ninguem botar defeito e um encerramento com chave de ouro para um dos maiores festivais da Europa, que terminou, de verdade, com um gaitista de fole tocando o hino escoces e queima de fogos.
Dois festivais nas costas, qual deles eh o melhor? Bem, eu prefiro o Werchter, na Belgica. Bem mais organizado, mais limpo, com um line-up excelente e sem a quantidade de palcos que detona as pernas da galera no T In The Park. E muuuuuito, mas muuuuito mais barato mesmo. Eh bem provavel que, no futuro, eu nao va em nenhum dos dois, e opte por bater cartao em Benicassim, na Espanha, ou no Rock en Seine, na Franca. Eh preciso pernas, condicao fisica e muuuuito pique para encarar os grandes festivais europeus, mas nao vou dizer “dessa cerveja nao beberei”, ok.
Fotos: http://www.flickr.com/photos/maccosta
Ps. Abaixo, o set list dos dois shows do R.E.M. que vi.
Rock Werchter, Belgica
1. Orange Crush
2. Living Well Is the Best Revenge
3. What’s the Frequency, Kenneth?
4. Ignoreland
5. Drive
6. Man-Sized Wreath
7. Imitation Of Life
8. Hollow Man
9. Walk Unafraid
10. Houston
11. Electrolite
12. The One I Love
13. Begin The Begin
14. Fall On Me
15. Let Me In
16. Horse To Water
17. Bad Day
18. I’m Gonna DJ
Bis
19. Losing My Religion
20. Supernatural Superserious
21. Driver 8
22. Pretty Persuasion
23. Man On The Moon
T In The Park, Escocia
1. Living Well Is the Best Revenge
2. These Days
3. What’s the Frequency, Kenneth?
4. Begin The Begin
5. Man-Sized Wreath
6. Drive
7. Ignoreland
8. Hollow Man
9. Imitation Of Life
10. Electrolite
11. The One I Love
12. Losing My Religion
13. Fall On Me
14. Let Me In
15. Bad Day
16. Horse To Water
17. Orange Crush
18. I’m Gonna DJ
Bis
19. Supernatural Superserious
20. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
21. Man On The Moon


















8 comentários
pqp, morri.
e a Amy apareceu =) pode colocar no curriculo ja
e te prepara pra volta q deve rolar Josh Rouse em agosto (Mada tá confirmado, SP quase) só pra não baixar a qualidade dos shows
O segundo show do REM parece que o Set List ficou melhor disposto…:))
Palugan, tem mais… espera! hehe
Tiago, uhuuuu!
Adriano, concordo, viu. Tanto que ele tendo menos musicas do que na Belgica, foi melhor!
Tem Paul Weller confirmado tbm!!!
Olá. Criei um portal para divulgar bandas independentes. Se puder indicá-lo no seu blog, agradeçerei. Obrigado.
My Band - bandas independentes.
http://www.myband.com.br
[…] uma soneca na tenda King Tut’s (lotada), no T In The Park 2008, com o Ting Tings no palco (leia aqui), e depois ainda esbarrei com eles no Festival de Benicassim (leia aqui), dois shows animadissimos, […]
[…] T In The Park, Sunday — Calmantes com Champagne 2.0 screamyell.com.br/blog/2008/07/14/t-in-the-park-sunday – view page – cached Nada como uma boa noite de sono para se recuperar para mais um dia de festival, nao eh mesmo. O problema eh que boas noites de sono andam em falta por aqui, entao o jeito eh descansar vendo shows sem fazer do festival uma grande maratona. Foi pensando nisso que optei por praticamente passar o dia na tenda King Tut’s ao inves de ficar pulando de um palco para o outro. Meus joelhos agradeceram…. Read moreNada como uma boa noite de sono para se recuperar para mais um dia de festival, nao eh mesmo. O problema eh que boas noites de sono andam em falta por aqui, entao o jeito eh descansar vendo shows sem fazer do festival uma grande maratona. Foi pensando nisso que optei por praticamente passar o dia na tenda King Tut’s ao inves de ficar pulando de um palco para o outro. Meus joelhos agradeceram. Na verdade, o plano era comecar na tenda Pet Sounds vendo o Brian Jonestown Massacre e, so entao, partir para a Kings, mas parece que a turma de Anton Newcombe nao deu as caras. View page […]
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