Werchter, Day 1

Rock, lama e por-do-sol às dez da noite. Também teve muita cerveja, comida gordurosa e bons shows, claro. Comentários rápidos pois o dia amanheceu ensolarado e tem Ben Folds e Babyshambles (se o Pete Doherty aparecer) abrindo a programacao. No primeiro dia, após caminharmos e almocarmos no centro de Leuven (cerveja Orval, boa, pero mui forte - acompanhado de um omelet de stek) fomos descobrir em que raios de lugar era o festival. E é longe.

Ok, o lugar é longe, mas existem vários onibus fazendo o translado da estacao de trem em Leuven e o festival. Chegando lá, a primeira coisa que impressiona é a quantidade de áreas de camping e toda a estrutura que as cerca, com barracas de roupas, produtos de limpeza, comida e, obviamente, muita cerveja. Como o mundo é pequeno, na hora de entrar, um carioca trabalhando no evento nos cumprimentou. Vai Brasil.

Lá dentro a coisa impressiona ainda mais. Estrutura mega, dá fácil para viver lá dentro. O Modern Skirts abriu a programacao no palco secundário, e chegou carregando a responsa de ser a banda atual preferida de Mike Mills, do R.E.M., que viu o show da frente do palco. Mills já produziu a banda, que também é de Athens, e busca suas referencias nos anos 60. O tecladista parece um Jack Black ensandecido e o vocalista lembra o Mark Lanegan moleque. O show, a partir da terceira cancao, foi muito bom. Um nome para ficar atento.

Os badalados moleques do Vampire Weekend fizeram do palco secundário uma festa cigana. O vocalista e guitarrista Ezra Koenig comanda o ritmo da banda ao lado do batera Chris Tomson e o som lembra um Police mais roqueiro nas partes rock e mais suingado nas partes suingadas. Bebendo na fonte dos africanos, o Vampire Weekend fez um show divertido com os hits “A-Punk” e “Cape Cod Kwassa Kwassa” cantadas em coro, mas o público pulou o show todo.  

O The National veio em seguida para mostrar como se faz barulho com violino e metais. O show ignorou completamente os dois primeiros álbuns e concentrou-se nos excelentes “Alligator” e “Boxer”. O vocalista Matt Berninger é ensandecido e comanda a banda com maestria, deixando o microfone cair, derrubando o pedestal e bebendo vinho, cerveja e o que tiver pela frente. “Apartment Story” e “Fake Empire” vieram em versoes arrasadoras.

Pelo caminho teve Lenny Kravitz tocando no por-do-sol às dez da noite, chuva que fez o festival se transformar em um grande lamacal, brasileira que estuda na Bélgica perdida no meio das mais de 100 mil pessoas e, claro, R.E.M., que fez o penúltimo show do palco principal (Chemical Brothers estava escalado para encerrar a primeira noite, mas como já os tinha visto em Sao Paulo, achei por bem dar um descanso para as pernas e sai após o R.E.M.).

A primeira coisa boa a se falar deste show novo do R.E.M. é que o repertório abriga várias coisas que eles nao tocaram no Rio, em 2001, dito melhor show da minha vida (leia aqui), e só por isso já valeu estar aqui. Entraram no repertório “Ignoreland”, “Drive”, “Electrolite”, “Pretty Persuasion”, “Driver 8″ e “Let Me In” em versao rancheira. Os hits, claro, nao podiam faltar, entao da-lhe “One I Love”, “Losing My Religion”, “Imitation of Life”, “Fall On Me”, “Supernatural Superserious” (uma das mais festejadas) e “Man On The Moon” fechando uma noite memorável.

Fotos da viagem e dos shows: http://www.flickr.com/photos/maccosta

2 Responses to “Werchter, Day 1”

  1. Riba Says:

    Pô Marcelo… esse show do REM deve ter sido foda mesmo… digo não só pelas músicas em si, mas também pelo patamar artístico a que a banda chegou como um todo.
    Mas o show que mais te “invejei” foi do The National… essa banda é explosiva no palco.. tenho a impressão que conseguem ser melhores ao vivo.. curte aí…
    P.S. sei que vc tá de férias, mas faz uma sondagem sobre bandas que podem vir pra cá…. valeu

  2. Adriano Mello Says:

    Meu chapa…o show do REM deve ter sido muito massa…tocaram até “Ignoreland”, uma das prediletas aqui da casa…Abs.

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