Virada Cultural 2008
Vinte e quatro horas de Virada Cultural não é uma parada fácil. São muitos shows, é muita gente, e por mais que os palcos sejam próximos uns dos outros, na segunda vez que o fulano vai do Pátio do Colégio (local dos independentes) para a Avenida São João (palco principal), o corpo já começa a dar sinais de cansaço. Multiplica isso por sei lá quantas vezes e você terá uma pálida idéia de como meus joelhos estão neste momento. No entanto, o esforço vale a pena. Só exige um mínimo de planejamento.
Existe um primeiro grupo de pessoas, dividido em duas facções, que elege seus preferidos. A facção 1 procura acompanhar aqueles artistas difíceis de ver, bandas que estão se reunindo para uma apresentação, ou cantores que são resgatados do limbo. A facção 2 vai atrás de seus artistas mais queridos, mesmo que já tenha visto mais de dez shows dele. E existe, ainda, um segundo grupo que quer ver absolutamente tudo, mesmo sendo uma pessoa só (e é aqui que incluo). Haja pique.
Descansar antes também é um item indispensável. Um grupo de fãs do Som Nosso de Cada Dia, banda progressiva dos anos 70, viajou do Sul para São Paulo para acompanhar a reunião do grupo tocando seu álbum mais clássico, “Snegs”, de 1973. A viagem cansativa unida ao adiantado da hora (três da manhã) derrubou metade dos fãs, que assistiu ao show em sonhos enquanto dormia nas poltronas (não tão confortáveis) do Theatro Municipal de São Paulo.
Eu mesmo tive que encarar um plantão no sábado. Acordei às oito horas, fui pra redação e sai de lá quase 15h30 decidido a tentar dormir só depois de (re)ver Os Mutantes, às três da manhã, na Avenida São João. Você acha que eu agüentei? Bem, conto isso e mais algumas outras coisas abaixo, em um relato descompromissado ilustrado por algumas imagens que registrei do evento. Vamos lá, acompanhando o balanço das horas pelo relógio do celular.

16h – Encontrei alguns amigos e fomos almoçar no Ponto Chic, em frente da Galeria do Rock. Na porta do Theatro Municipal, mais de 300 pessoas já aguardavam na fila para ver o show de Luiz Melodia, que iria começar apenas às 18h. Passado alguns chops escuros, uma porção de fritas e um sanduíche de filé mignon, o comboio partiu para a porta dos fundos do Theatro Municipal, local de acesso da imprensa ao teatro, que já tinha boa parte de seus 1580 lugares tomado.
18h – Luiz Melodia começou o show pontualmente com “Estácio, Eu e Você”, faixa que abre seu clássico álbum de estréia, “Pérola Negra”, de 1973, que seria apresentado na integra neste show. A apresentação foi notadamente dividida em duas, com o cantor se destacando nas canções que se tornaram hits nacionais enquanto o guitarrista Renato Piau chamava a responsabilidade pra si nos rocks que nem mesmo Luiz Melodia lembrava e colava lendo as letras (como em “Pra Aquietar”, “Objeto H” e “Farrapo Humano”).
“Vale Quanto Pesa”, “Estácio, Holly Estácio”, “Pérola Negra” (com uma pausa no meio para a citação a capela de “A Coitadinha Fracassou”) e principalmente “Magrelinha” foram cantadas em coro por um público que, em sua maioria, sabia todas as canções do álbum de cor, mas soltava a voz mesmo nos hits a ponto de emocionar o cantor. A banda, afiada, cumpriu com louvor a tarefa de transpor para o palco o repertório de um dos grandes álbuns da MPB em uma apresentação impecável. No bis, três faixas mais novas: os sambas “Contrastes” e “Dama Ideal” e, para fechar, “Cuidando de Você”.

20h – A idéia era sair do Luiz Melodia e correr para tentar pegar um pedacinho do show do Mundo Livre S/A, mas só mesmo em sonho. Quando cheguei ao Pátio do Colégio, os cariocas do Luísa Mandou um Beijo estavam encaminhando sua apresentação para o final, e deu tempo de ouvir as boas “Amarelinha” e “Anselmo”. O Vanguart entrou logo em seguida para uma ótima apresentação, enxuta, sem rodeios, falação e improvisos. “Semáforo” já não está sozinha na boca do público, que também entoou “Para Abrir os Olhos” e “Cachaça”.
22h – Antes de chegar até a Casa das Rosas, local que iria abrigar Tom Zé a partir das 23h, fiz a bobagem de entrar na loja e locadora de filmes 2001, na Paulista. Sai de lá quarenta minutos depois com R$ 50 a menos na carteira, e “Singles – Vida de Solteiro” (Cameron Crowe), a edição especial dupla de “O Iluminado” (Stanley Kubrick) e “Se Meu Apartamento Falasse”, clássico de Billy Wider que acabou de ganhar lançamento em DVD e faz anos que desejo ver. Minha alegria foi tanta ao encontrar o filme que cogitei cabular o show d’Os Mutantes para assistir ao DVD. Antes, porém, Tom Zé.

23h – A Casa das Rosas, um dos pontos mais charmosos da Avenida Paulista estava atolada de gente quando cheguei. O som não estava bom e a iluminação do pequeno palco montado nos fundos da casa também não era das melhores, mas nada consegue atrapalhar Tom Zé de fazer uma apresentação no mínimo divertida. Imagina: ele começou com “2001″, aquela d’Os Mutantes (letra dele, música da Rita). É difícil traduzir a excelência de um show de Tom Zé, mas é uma experiência pra lá de gratificante vê-lo ao vivo.

No repertório, canções mais novas como “Atchim”, do álbum “Dance eh Sá”, a sensacional “O Pib do Pib” (que versa sobre a globarbarização sob o ponto da vista da “prostituição infantil barata”), “Politicar” e a já clássica “Companheiro Bush”, mas não faltaram canções mais antigas como “Fliperama” (pedida pelo público), “Senhor Cidadão” e a maravilhosa “Augusta, Angélica e Consolação” (além, claro, da hilária “Jingle do Disco”, do álbum “The Hips of Tradition”). Para fechar, “Jimi Renda-Se” na versão do álbum “Jogos de Armar”.
01h – Cheguei em casa decidido a não sair mais. Enquanto baixava as fotos, um amigo ligou me chamando para ver Joana Duah (ex-Mascavo Roots), no Palco das Meninas, ao lado do Edifício Copan. Olhei para os meus pés. Tenho uma teoria de que se eu desamarrar os sapatos após entrar em casa, não saio mais. Tem aquela coisa de você dar uma passadinha em casa antes de uma balada, e acabar trocando a balada pela cama. Só faço isso quando desamarro os sapatos. E eu ainda não os havia desamarrado…
Coloquei a mochila nas costas e sai novamente, para voltar uma hora e meia depois e despencar na cama de sono. Como foi o show? Joana está prestes a debutar solo com um disco que mistura samba, África, Bahia e música folclórica. Quando o disco sair a gente conversa. Eu estava por demais de cansado para pensar criticamente, mas o público parece ter aprovado. Enquanto voltava pra casa, o amigo se encaminhava para o Theatro Municipal, show do Som Nosso de Cada Dia, e queria ainda ver Pepeu tocar a integra do álbum “Geração do Som”, de 1978. Se eu tivesse ido, fácil que iria integrar o time dos dorminhocos. Preferi a minha cama.

09h – Acordei para assistir a Fórmula 1, mas só vi mesmo a largada, e acabei apagando no colchão que coloquei na sala. Acordei novamente às 10h30 com outro amigo ligando, perguntando qual seria o meu roteiro para o dia. Animei-me, coloquei uma bermuda, joguei a mochila nas costas, passei na feira e comprei um pastel de carne (você acredita que a Vigilância Sanitária proibiu o vinagrete nos carrinhos de pastel? Como assim???) com um caldo de cana, e cheguei a tempo de assistir algumas músicas do Overcoming Trio (Mallu Magalhães, Hélio Flanders e Zé Mazzei).

Como projeto paralelo dos três músicos (Mallu é solista, Hélio toca no Vanguart e Zé no Forgotten Boys), o Overcoming Trio é um divertido passatempo descompromissado. Não dá para levar a sério. Há a paixão pelo folk (que segundo Hélio, “infelizmente está na moda”), mas é preciso um pouco mais. Talvez maturidade, ensaios ou mesmo punch de palco. Mallu é uma gracinha e impressiona. Os mais de vinte jovens a esperando a beira do palco também. Algo está acontecendo, mas este não é o momento e nem o lugar para sair detonando o hype e/ou provocando os invejosos.

12h – Um sol a pino castigava a selva de asfalto elevando aos ares a urina deixada por transeuntes que não esperaram pela liberação de um banheiro químico, e foram largando a cerveja digerida pelas ruas do centro da cidade. É preciso ter banheiros químicos em cada esquina do centro, pois senão fica impossível caminhar por ali após uma noitada de Virada Cultural. O forte sol fez com poucos se arriscassem a assistir os cariocas do DoAmor no Pátio do Colégio, às 12h30. Parece faltar um vocalista ao grupo, mas mesmo assim eles deixaram no ar a idéia de que o som da banda deve funcionar – e muito bem – em uma casa noturna. Ao sol do meio dia, porém, pouca coisa funcionaria além de uma cerveja gelada (ambulantes vendiam Nova Skin por R$ 3 enquanto nos bares era possível encontrar Skol e Brahma por R$ 2,50).

14h – Na Rua Barão de Itapetininga, punks se revezavam em uma homenagem ao Clash: Mingau (365/Ultraje), Clemente (Inocentes), Redson (Cólera) e Ari (365) fizeram um bê-á-bá de hits clashianos com ótimas versões para “Guns of Brixton”, “Complete Control”, “Train In Vain”, “Tommy Gun” e “Rock The Casbah”, entre outras. Luiz Thunderbird engrossou a jam session tocando Chuck Berry e Joelho de Porco, e a “bagunça” terminou com Wander Wildner subindo ao palco para cantar Sex Pistols (”Lonely Boy” e “I Wanna Be Me”), Ramones (”I Believe In Miracles”) e… Replicantes (”Surfista Calhorda”). Os Inocentes fecharam a tampa com “Pânico em SP” e “Pátria Amada”.

15h – Após devorar um dos melhores (pra mim e para o Guia da Folha, o melhor) sanduíches de mortadela da cidade (com queijo, vinagrete e bacon na Casa da Mortadela, esquina da Ipiranga com a São João), acompanhado de um copo de mate com guaraná (do Rei do Mate quase em frente), me reanimei para sambar ao som do maior cabide de empregos da música brasileira, a Orquestra Imperial, que fez a sua tradicional festa baile recheada de hits (”Ereção”, “Supermercado do Amor”, “Artista é o Caralho”, “Fita Amarela”, “Yarusha Djaruba” e “Ela Rebola”, entre tantos outros). O baixista Kassin, que estava no Japão, foi substituído por nada mais nada menos que Dadi, que ficou ali do lado de Jacobina comandando a baderna em forma de samba. Showzão.

16h – No Palco Independente, os gaúchos da Superguidis se apresentavam pela terceira vez em São Paulo, contrastando a excelência da primeira e antológica apresentação no Studio SP, dois anos atrás, com os desacertos das duas apresentações seguintes (esta inclusa). O show do Studio SP – perfeitamente equalizado – mostrou o quão a banda pode ser boa ao vivo, mas no palco do Pátio do Colégio, as guitarras ora falhavam, ora a voz sumia, ora a alça da guitarra de Andrio caia, prejudicando o excelente repertório mesclado dos dois álbuns do quarteto (mais uma inédita). Mesmo assim, canções poderosas como “Spiral Arco-Iris”, “Malevolosidade”, “Raio Que O Parta”, “Por Entre As Mãos” e “Mais Um Dia de Cão” sobrevivem aos problemas.

18h – Antes de chegar ao Palco Rock, para o show do Ultraje a Rigor, que fecharia a Virada Cultural, uma passada pelo Palco das Meninas para rever Fernanda Takai homenagear Nara Leão. Se soubesse que o Ultraje fosse atrasar tanto, teria visto toda a apresentação da Fernandinha, mas vi apenas cinco músicas e parti para arranjar um lugar para descansar os joelhos na área de imprensa frente ao Palco Rock. Com um atraso de aproximadamente vinte minutos, Roger Rocha Moreira assumiu a guitarra para – o que era esperado – tocar a integra do disco “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, mas não foi bem isso que aconteceu.

Roger perdeu a oportunidade de tocar seu álbum mais clássico faixa a faixa (como normalmente ocorre nestes shows homenagem) optando por uma apresentação tradicional do Ultraje e Rigor, dessas que se vê em qualquer esquina, incluindo no repertório covers de Ramones e Black Sabbath (Roger, “Paranoid” não é do Ozzy, ok) em meio ao seu caminhão de hits. Sem o apelo da homenagem ao disco (a participaçao de Lobão tocando bateria na faixa título não conta), o Ultraje fechou a Virada Cultural fazendo mais do mesmo (se fosse playback com o áudio de um outro show qualquer, poucos perceberiam).

O pior, porém, ficou para o final: na volta do bis, Roger e Sérginho Serra fizeram uma longa jam session como introdução para “Marylou”, cansando um público já muito cansado (sem se atentar que a banda estava fechando um evento de vinte e quatro horas). Quando deixei o local, decepcionado, eles ainda não haviam tocado “Eu Me Amo”, “Se Você Sabia” e “Jesse Go” (as duas últimas nem devem ter entrado no show), jogando um balde de água fria sobre uma idéia que parecia genial. Uma pena. Era só Roger e o gol vazio, e ele conseguiu chutar na trave.
Apesar da decepção do Ultraje a Rigor, o saldo final da Virada Cultural foi extremamente positivo. Amigos falaram entusiasmadamente do show de Sá, Rodrix e Guarabyra no Theatro Municipal. O próprio Luiz Melodia fez uma apresentação de marejar os olhos. A imagem que fica, porém, são as quase duas mil pessoas aplaudindo de pé o músico, as outras centenas cantando as canções do Vanguart, as duas dezenas de jovens esperando por Mallu Magalhães, e o mar de gente que tomou a Avenida São João durante os shows de Gal Costa, Zé Ramalho, Os Mutantes, Orquestra Imperial e Jorge Ben Jor. Agora é esperar pela 5ª Virada Cultural, em 2009. E descansar os joelhos. Vou ali pegar uma bolsa de gelo e já volto.
Todas as fotos por Marcelo Costa


April 26th, 2008 at 5:59 pm
E eu queria estar em Sao Paulo…:)
Abs.
April 27th, 2008 at 12:47 am
Bem, esse ano não dá mais, mas ano que vem está convidado, meu amigo. A casa é humilde, mas tem sempre espaço.
April 27th, 2008 at 11:00 am
nossa, fotos lindas, amor!!!
April 27th, 2008 at 8:13 pm
Amor, vc devia ter ficado para bater fotos!!!
April 28th, 2008 at 1:48 am
Que mau humor, cara! Primeiro que eu não sei quem inventou que nós tocaríamos o Álbum na íntegra (embora estivesse realmente sendo anunciado); segundo que foi quase isso, só que com mais músicas. E umas 15 ou 20 mil pessoas pareceram achar legal…
Abraço!
April 28th, 2008 at 1:51 am
Veja só:
http://diversao.terra.com.br/viradacultural/2008/interna/0,,OI2832387-EI11478,00-Ultraje+a+Rigor+levanta+publico+na+Praca+da+Republica.html
Em tempo: quando vc nasceu eu já ouvia Black Sabbath; eu só perguntei quem gostava do Ozzy, um dos compositores de Paranoid, sim senhor…
April 28th, 2008 at 2:32 am
Caro Roger, primeiro, obrigado pela leitura e pelo comentário. Sobre a história de vocês tocarem o álbum na integra, como você mesmo frisou, estava sendo anunciado (em folhetos e reportagens pré Virada), e causou uma expectativa, que não foi cumprida. Isso é um fato.
Quinze, vinte mil pessoas acharem um show de vocês legal não impressiona nem a mim e nem a você, afinal conhecemos a história do Ultraje e o caminhão de hits que o banda tem. Quando você estiver com 80 anos, poderá continuar tocando esses mesmos hits, que a possibilidade de 15, 20 mil pessoas parecerem achar legal será - arrisco - de mais de 90%. Acredito que canções boas sejam eternas, e você compôs várias delas.
A questão toda, porém, é o mais do mesmo. Já assisti a mais de vinte shows do Ultraje, e esse de hoje não se diferenciou dos últimos, sendo que o atrativo dele (e voltamos ao fato) era ser diferente, numa proposta nova de apresentar um álbum clássico de vocês na integra. Só que isso não aconteceu. Mau humor a parte, creditar a uma pessoa uma canção que foi assinada por quatro é errado.
Abraço e longa vida ao Ultraje
April 28th, 2008 at 8:10 am
Mac, o show do Luiz Melodia acabou sendo o único que assisti, por conta de compromissos inadiáveis, mas valeu por todos. Muito bom!
April 28th, 2008 at 10:32 am
Muito boa a sua cobertura de tudo o que foi possível!
Posso fazer um relato (bem mais humilde e bastante pessoal) também?
Eu não tinha uma lista muito grande. Ainda bem, porque eu me senti uma velha, risos. Cheguei ao Pateo do Colégio uns três minutos antes de começar o Mundo Livre S/A e eu já estava achando o lugar insuportavelmente cheio, hehe. Durante todo o show deles eu tentei me adaptar à quantidade de pessoas no local e atender o celular para ser informada, pelo menos 3 vezes, pela minha amiga que “daqui a pouco” ela já estava indo pra lá (detalhe: ela mora no Anhangabaú). Uma outra amiga apareceu pouco antes do Luísa mandou um beijo e conseguimos fazer parte da multidão, que tinha diminuído bastante. A que mora lá do lado chegou só nas últimas músicas do Luísa. Eu nunca tinha visto um show deles, gostei, só que é fofinho demais para um palco alto e tanta gente, hehe. O Vanguart é legal (ainda não tinha escutado, só tinha lido muito aqui), até que eu me animei, mas eu já não estava na multidão.
Depois fomos parar na Casa das Rosas também (não antes de levarmos um grande “não” na procura de ingressos para “Cordel do Amor sem fim” - a peça dentro do ônibus - no CCSP. Vimos(?) o final de um grupo tocando tango (pena que era o final!). Acompanhei as minhas amigas até metade da multidão que se formava para ver o Tom Zé e optei em encontrá-las depois porque eu queria ver Patife Band no Sesc Vl. Mariana. Na Paulista esbarrei num conhecido, que também estava indo para o Tom Zé. Lá no Sesc, enquanto eu aguardava o show, atores com fantoches (um realejo e um chinês) me abordaram para me entregarem a sorte. Comecei a conversar com a única pessoa que estava largada no sofá com cara de cansaço, como eu também já estava, risos. O show da Patife foi o que mais valeu a pena pra mim. Quero muito ver um show deles onde o público não fique sentado. Saímos de lá e nos juntamos às minhas amigas, que tinham encontrado outra amiga pelo caminho, e voltamos ao centro para ver outros amigos. Daí a madrugada se resumiu em ver amigos e a ir para um lugar tranquilo. Lá no centro o cheiro estava piorando e as pessoas estavam ocupando um espaço maior. Como quatro velhinhas, voltamos para a Paulista e, de carro, fomos comer numa padaria na rua Estados Unidos. Decidimos ir pra casa dormir, só a Vivi que não foi e disse que iria continuar até as 18h (ainda não tive notícias dela, risos). Pra mim a Virada Cultural acabou mesmo às 6h do domingo, quando vi a minha cama e me joguei nela!
Sobre o que mais aconteceu, eu me informei agora, lendo o seu texto.
Beijo.
April 28th, 2008 at 12:20 pm
Ué, o Terra agora virou exemplo de qualidade jornalística? Nova essa…
April 28th, 2008 at 5:26 pm
Marcelo, acho que você pegou um pouco pesado com o Ultraje. Eu tava lá e achei o show muito bom. Entendo a sua frustração já que também esperava ouvir o disco de cabo a rabo, mas nem por isso deixei de curtir o show. Acho que se eu tivesse pago, com certeza teria ficado puto. Mas como foi de graça…
April 28th, 2008 at 10:48 pm
concordo em genero, numero e grau com senhor marcelo costa no caso ultraje. pra mim nao foi tao ruim pq foi meu primeiro show deles e eu sinceramente acho que é uma das grandes bandas brasileiras de tds os tempos, mas esperava mais.
April 29th, 2008 at 9:23 pm
Só tenho um comentário a fazer: não posso acreditar na proibição do vinagrete nas barraquinhas de pastel. Isso sim é um verdadeiro Ultraje!! Depois disso e da glamourização do churrasquinho grego, não há mais limites para a atrocidade humana. Daqui a pouco decidem extinguir os salgadinhos de isopor amarelo, os torresminhos e os ovos multicoloridos dos botecos. Que piada de mau gosto essa Vigilância Sanitária… é por essa e outras razões que serei eternamente a favor da liberação das drogas. Sou obrigada a concordar com a minha vizinha octogenária apocalíptica: é o fim dos tempos, meu caro, é o fim dos tempos…
April 29th, 2008 at 10:44 pm
Marcio da comuna da Bizz, o Melodia foi o melhor show que eu vi!
Jonas, assino embaixo!
Tiago, ufa, valeu pelo comentário. Comecei a achar que era eu contra 15 mil pessoas. Agora somos nós dois. hehe
Julie, eu queria muuuuuito ver coisas que não fossem música, sabe, Até coloquei uns filmes no meu roteiro pré virada, mas não deu. Ano que vem quero ver se desbravo essas peças de teatro!
Ká, precisamos organizar um abaixo assinado pela volta do vinagrete nas barracas de pastel de feira. É um desaforo, isso. Com o Coldplay lançando disco novo, meu deus, não tem como não pensar: o politicamente correto vai fuder o mundo! Quero o meu vinagrete no pastel!
April 30th, 2008 at 3:26 pm
Fala, Marcelo. Tinha quase certeza que te vi por lá, agora vendo as fotos da Mallu e dos Guidis tenho certeza, hehe. Fora a alça do Andrio não vi esses problemas no som, mas cheguei justamente na música inédita (Não Fosse o Bom Humor), então sei lá. E não sei se tu curte, mas o show da Siba e a Fuloresta foi uma coisa de maluco! O Patio que tava meio vazio encheu e o show durou uma hora, mais do que os outros independentes. Aqueles metais, aquela percussão e aquelas letras funcionaram bem demais, fora que o Siba comanda o show com muita facilidade, além de mandar uns repentes juntando MQN, Fabricio e pedidos pra ficar mais tempo no palco. Vim do Rio principalmente pra ver esse show e voltei contente. Fora os outros 20 shows que assisti… Desses outros que você menciona, me arrependo de ter perdido o Wander Wildner e Inocentes.
April 30th, 2008 at 3:38 pm
Puxa, o Carlos Freitas (brother da Impop e ex-guitarra do Mundo Livre) me alertou muito pro show do Siba, e vendo agora a troca que fiz (ficando no Ultraje) bate um tremendo arrependimento. Quanto aos Guidis, puxa, o primeiro show deles aqui em SP foi uma coisa impressionante, as guitarras limpinhas, duelando. Ali no Pátio elas sumiam de vez em quando, a voz do Andrio estava muito baixa nas cinco primeiras músicas e, caceta, como é que a alça vai cair logo em “Malevolosidade”, né (risos)
Abraço
April 30th, 2008 at 11:03 pm
o Clemente é a cara do SUCRE do PRISON BREAK.
May 2nd, 2008 at 10:21 am
Pô, Mac. Então saí no lucro!