Curadoria x facilidade
Escrevi estes dois parágrafos abaixo em 10 de dezembro:
“Na verdade, a escalação de todos os grandes festivais pecou, e muito, em 2007. Tudo o que o marketing tentou vender neste ano foi por água a baixo pelo que se viu no palco. Killers não tem nada a ver com o Tim Festival. Kasabian não é uma banda de porte para fechar um festival tão bacana quanto o Planeta Terra. E She Wants Revenge não pode tocar com o dia clareando. Fica parecendo que, antigamente, os curadores destes festivais iam atrás daquilo que achavam melhor, mas agora pegam o que está dando sopa no mercado de shows. Algo tipo: “Temos essas 20 bandas querendo tocar na América do Sul, qual delas você quer?“.
Trocamos a curadoria pela facilidade (e economia) do que já está no circuito de shows. Para que um curador vai se preocupar em trazer algo novidadeiro se o Killers está dando sopa na América do Sul, não é mesmo? Acontece que a roda não deveria girar desse jeito. Para o Tim Festival, que vende o slogan “música sem fronteiras” e aposta em nomes pouco conhecidos do grande público, o Killers é mega e estaria perfeitamente encaixado como headliner do Terra (iria ser perfeito). E isso abriria para o Tim investir em nomes como Calexico (que estava rodando a América do Sul meses atrás), Beirut (top ten em dezenas de listas de melhores do ano) ou até apostar num Twilight Singers e Soulsavers, garantia de shows inesquecíveis e bom investimento pop.”
Lembrei desse texto pois o chapa Lúcio Ribeiro adianta que o Beirut (grupo querídissimo deste espaço) está confirmado para o próximo Tim Festival. Uma ótima notícia que pode sinalizar que boas novidades podem surgir!!!!
Fevereiro 26, 2008 4 Comments
Radiohead e Bruce Springsteen… na Europa

Fazia uma cara que eu não passava pelo excelente blog Una Piel de Astracán. Olhei ontem à noite e dei de cara com os novos álbuns do Breeders (”Mountain Battles”), Clinic (”Do It!”) e Be Your Own Pet (”Get Awkward”), esta última, a banda que o amigo Thiago Ney comentou na Folha uns dois anos atrás dizendo que os jovens precisavam mais deles do que de um disco novo do Bob Dylan. Por último, tem a trilha sonora do “Sangue Negro”, assinada pelo Radiohead Jonny Greenwood bobeando por lá. Tudo aqui.
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Assisti ontem “Juno” pela segunda vez. Foi bem melhor que a primeira, e é bom quando um filme resiste a uma segunda sessão. Também vi “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”, e o primeiro cresceu muito na segunda sessão. Ainda quero vê-los mais uma vez…
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Está começando a se desenhar meu roteiro de viagem de férias na Europa. O problema, claro, é o dinheiro limitado. Assim, conforme acrescento algum show na agenda, alguns dias são cortados da estadia européia. Não tem como discutir com a falta de grana. Estava pensando em passar 40 dias no velho mundo, mas já estou aceitando ficar 25. Tudo isso devido ao fato de que uma amiga já está providenciando a compra de um ingresso para o show do Radiohead em Berlim, dia 08 de julho. E fiquei tentado a ver Bruce Springsteen na Espanha.
Duas datas de shows do velho Bruce já estão esgotadas (em Madri e Barcelona); só a de San Sebastian ainda está em aberto, mas estou com muita vontade de bater com a cara na porta do mítico Santiago Bernabeu (estádio do Real Madrid), e tentar comprar um ticket o mais em conta possível na mão de algum cambista (na web, os ingressos que custavam 60 euros já estão saindo por 250 euros). E não vou negar que fiquei tentado a ver o Radiohead no Main Square Festival, em Arras, uma cidade a 180 quilometros de Paris, no dia 06 de julho, mas é muita coisa para pouca grana. :/ De repente faço uma loucura, e passo o resto do ano comendo miojo e andando a pé…
Fevereiro 26, 2008 7 Comments














