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Posts from — fevereiro 2008

Boy Kill Boy, Forward Russia! e… Bob Dylan

E lá se foram dois meses de 2008. O tempo está passando cada vez mais rápido ou estou pirando? Bem, mais quatro CDs novos cairam na web: “Life Processes”, do Forward Russia!; “In a Cave”, do Elf Power; “Stars and The Sea”, do Boy Kill Boy; e “Red”, do Guillemots. Este último ficou algumas minutos no Jornal Berbequim, e foi deletado. Procura por ai. Só adianto que é um ótimo disco para ninar crianças e que a última música é cópia descarada de “Morning Bell”, do Radiohead.

Na falta do Guillemots, que tal saber como é o novo show de Bob Dylan? O áudio que você irá pegar no Ear Flux é do show que o homem fez em Dallas, seis dias atrás. Você pega o áudio aqui. Abaixo, o set list e um pequeno comentário que postei na comunidade da revista Bizz no orkut, comparando o áudio deste show do dia 23 com o que o amigo Thiago Ney viu no México, no dia 24, e reportou no Ilustrada no Pop.

Disc 1:
01. introduction [00:59]
02. Rainy Day Women #12 & 35 [05:49]
03. Lay, Lady, Lay [05:47]
04. Just Like Tom Thumb’s Blues [05:44]
05. Señor (Tales Of Yankee Power) [05:26]
06. The Levee’s Gonna Break [07:16]
07. Spirit On The Water [06:41]
08. Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again [06:54]
09. ‘Til I Fell In Love With You [07:32]
10. The Lonesome Death Of Hattie Carroll [06:20]
11. Honest With Me [06:30]
12. When The Deal Goes Down [06:24]
Total time: [71:29]

Disc 2:
01. Highway 61 Revisited [05:53]
02. Workingman’s Blues #2 [07:25]
03. Summer Days [06:03]
04. Ballad Of A Thin Man [10:09]
(encore)
05. Thunder On The Mountain [05:56]
06. band introduction [00:44]
07. All Along The Watchtower [05:41]
Total time: [41:56]

Sua voz está cada vez mais rouca e mais fraca; em várias faixas, é atropelada por teclado e bateria.

Que a voz está mais rouca e mais fraca, todo mundo sabe. Agora, que foi atropelada pela bateria, tem que ver como foi o som no México, se não foi problema lá, pois nesse em Dallas a voz dele até está muuuuito na frente dos instrumentos. É possivel ouvi-la perfeitamente!

É notório que ele muda as versões das músicas nos shows. Mas não precisava machucar tanto coisas como “Blowin’ In the Wind”, que encerrou a apresentação.

Ele não tem idéia do que é um Dylan que desconstrói a canção. “Ballad Of A Thin Man” está igual a versão original. “All Along The Watchtower” idem (até arrepia a entrada dos violões). “Rainy Day Women #12 & 35″ também é o mesmo arranjo (e se ele tocar no pique dessa ótima versão de Dallas, valeu o investimento do ingresso). O que ele faz – já faz alguns anos – é mudar a melodia vocal por não conseguir alcançar as mesmas notas. Até em “Workingman’s Blues #2″, uma das melhores da nova safra, ele altera a melodia vocal. Nesse ponto, “Stuck Inside of Mobile With The Memphis Blues Again” é a que mais “sofre”, mas o arranjo tem poucas variações.

Dylan virou artista que faz cover de si mesmo. As faixas novas se arrastam; é nítida a falta de força dessas músicas recentes quando ouvidas lado a lado com clássicos como “Highway 61 Revisited” e “Like a Rolling Stone”. E é nítido como esses clássicos nas versões atuais soam pálidos se comparados às versões originais.

“The Levee’s Gonna Break” e “Thunder On The Mountain” fazem bonito ao vivo. Essa segunda é uma das canções em que ele mais se aproxima (por motivos óbvios) da interpretação do álbum, e as versões são fortes, crescem até em relação ao “Modern Times”. Não vi a nitidez nem a palidez que ele alega no comentário. E o próprio público aplaude muito as novas canções.

Ps para o leitor: baixe o áudio, ouça e tire as suas próprias conclusões.

fevereiro 28, 2008   No Comments

Os tempos modernos de Bob Dylan

Quando se fala em rock sempre vem à mente a imagem de algum moleque desajustado tocando sua guitarra num volume ensurdecedor. Mas será que é isso mesmo? Ok, vamos aprofundar. Sempre venderam o rock como algo juvenil, desajustado, fora da sociedade. Isso tudo, claro, até a indústria cultural ver potenciais de ganhar grana com o negócio, transformando músicos em celebridades e todo o cenário em um grande circo. Não é um fato recente: Raul Seixas refletia em seu disco mais clássico, de 1975: “Mamãe já ouve Beatles, Papai já deslumbrou, com meu cabelo grande eu fiquei contra o que eu já sou” (”A Verdade Sobre a Nostalgia”). O interessante é lembrar que os Beatles cantavam desde “Dr. Robert” até “She’s Leaving Home”.

A questão toda, na verdade, é que mais do que ser uma música juvenil, de suor e transpiração, o rock envelheceu desde que Elvis chacoalhou seus quadris pela primeira vez, e por mais que Mick Jagger continue cantando “Satisfaction” após 40 anos, quem vai ousar dizer que o velhinho não é rock’n’roll? E os velhotes pilhados do Gang of Four, que fizeram um show absurdamente barulhento e sensacional semanas atrás em São Paulo (e também em Floripa e Belo Horizonte), não são roqueiros?

A temática é muito mais abrangente do que esta coluna permite vislumbrar, mas ao ouvir “Working Man’s Blues #2″, a sensação de que o homem que a canta viveu tudo que o rock lhe permitiu ser vivido (e mais) joga pelo ralo qualquer idéia do contrário. A questão não é sobre este homem ter mudado a história da música pop mundial (e ele mudou), e sim ele estar ainda radiografando o mundo com tanta lucidez e inteligência. Como escreveu Ana Maria Bahiana certa vez: “Nirvana foi uma faísca, enquanto o R.E.M. é uma fogueira, e eu, particularmente, estou mais interessada no desafio da sobrevivência e da longevidade do que na saída fácil da vida breve e fulminante”. Eu também, Ana, eu também.

Do alto de seus 65 anos, Bob Dylan lança um disco que não é para a molecada dançar na balada urrando as letras (para isso existe o – ótimo – single do Killers) muito menos para ser ouvido enquanto se passa manteiga no pão no café da manhã. Dylan precisa de mais atenção. “Modern Times” é um disco de temática quase antagônica, falando sobre sexo e morte. E também sobre amor. E também sobre um mundo que está se desintegrando na frente dos nossos olhos. Ou será tudo a mesma coisa? É um disco para se ouvir em um bar acompanhado de luzes que se misturam com a fumaça de cigarro num balé melancólico. Seu autor ousa relembrar que mesmo tendo vivido mais de seis décadas de vida, o mundo continua um lugar imperfeito, solitário e vazio. Mas o próprio, em entrevista ao jornal USA Today, atesta que não há nada de nostálgico no álbum. Nostalgia, quem diria, é objeto de culto muito mais juvenil.

E não que é não existam rocks em “Modern Times”. A faixa que abre o disco, “Thunder On The Mountain”, é um rock clássico, com direito a guitarra solando e um interlocutor que gostaria de saber onde encontrar Alicia Keys (e não é para ouvi-la cantar). A mesma levada pode ser ouvida na suave “Someday Baby” e na soturna “The Levee’s Gonna Break”, com Dylan cantando de forma direta nesta última: “Se continuar chovendo, o dique vai quebrar: algumas pessoas estão dormindo, mas outras estão bem acordadas”. Ainda nas aceleradas, o bluezaço “Rollin’ and Thumblin” (com jeitão Robert Johnson de ser) acelera em direção ao rockabilly. Das dez canções do disco, é apenas nestas quatro que se ouvirá algum frescor (ahñ) juvenil que, talvez, lhe faça ter vontade de balançar o corpo ou, no máximo, marcar a melodia com os pés. Nas outras seis canções, jazz, folk e blues fazem a cama para que Dylan exercite sua visão do mundo.

De sotaque jazz, “Spirit on the Water” fala de pesadelos. “Eu estou suando sangue”, diz a letra. “When the Deal Goes Down”, cujo clipe traz a musa do momento Scarlett Johansson, é uma balada folk que não revela em sua levada a temática pesada da letra que procura um sentido em estar vivo, e diz a certa altura: “Nós vivemos e nós morremos, e não sabemos porquê”. O clima se acalma na suavidade de “Beyond the Horizon”, que imagina: “Além do horizonte é fácil amar”. Lembra o Rei Roberto em sua fase pós-Jovem Guarda dizendo que “Além do horizonte existe um lugar bonito e tranqüilo pra gente se amar”. O clima volta a pesar na arrastada “Nettie Moore” e fica ainda mais sombrio em “Ain’t Talkin’”, faixa que encerra o disco com Dylan contando “que não há nenhum altar nessa estrada longa e solitária”.

Dentre todas estas, a que merece maior atenção é a já citada “Working Man’s Blues #2″, canção que atualiza para os tempos modernos um velho country de Merle Haggard. Enquanto o original versava sobre como o trabalho comprara o espaço da diversão (na letra, após uma semana de batente e muito cansaço, o cara planeja sair para beber uma cerveja quando o pagamento chegar), “Working Man’s Blues #2″ avança criticando não só esse capitalismo que vendeu um sonho e acabou, no fim, comprando a alma de todos, mas também suas conseqüências, entre elas a mais visível: a divisão do povo em ricos e pobres. “Working Man’s Blues #2″ consegue ser ainda, do alto de seus seis minutos, uma belíssima canção de amor.

Dylan já não tem a necessidade de escrever que tinha quando era jovem. Segundo ele, na entrevista ao USA Today, chega uma hora em que é muito mais difícil encontrar uma finalidade para se fazer algo diferente. No entanto, ele sabe que talvez seja complicado para o ouvinte compreender não só a temática do disco, mas as canções como canções mesmo: “Cada canção significa o que você disser que significa. Ela te golpeia onde você pode sentir, e sentindo ela terá um significado para você. É um tipo de música que tem a finalidade de mexer com a pessoa, e para fazer isso ela tem que ter mexido comigo mesmo primeiramente”, explica.

É muito complexo dizer o que as pessoas precisam de verdade, seja música, filmes ou mesmo aparelhos domésticos. Se eu fosse moleque hoje em dia, provavelmente eu precisasse de Clash e Sex Pistols – ou quem sabe, Nirvana – mais do que Strokes, Killers ou Be Your Own Pet. Mais do que todos eles, na verdade, eu precisaria de Aldous Huxley, Lygia Telles e Shakespeare, mas essa é uma outra questão. O que realmente preocupa é limitar o que uma pessoa precisa, tenha ela 14, 36 ou 65 anos. Novamente recorro a Ana Maria Bahiana, que escreveu:

“Eu, por mim, recomendo a qualquer um – de 16, 21, 30, 45, 55 anos – que, ao menos uma vez por semana, escute algo que jamais pensaria escutar. E, certamente, algo que fuja dos padrões daquilo que as gravadoras determinaram ser “apropriado” para sua faixa etária – um ouvinte de 16 anos tem tanto a se beneficiar com uma audição de A Nod Is as Good as a Wink, dos Faces, quanto um de 55 do disco do Kula Shaker. É um santo remédio, o equivalente a uma corrida no calçadão, uma hora de malhação, uma partida de basquete: o suficiente para manter os ouvidos flexíveis, o cérebro desentupido, o coração palpitante e prevenir a instalação – muitas vezes precoce – do reumatismo estupidificante do classic rock”.

Pense nisso. E ouça “Modern Times” com bastante atenção. Ele está falando deste tempo sombrio que estamos, todos, vivendo. Ele não precisa de você, afinal, ele é Bob Dylan. Mas talvez você precise dele mais do que qualquer outra coisa, e ainda não descobriu.

Leia também:
– “I’m Not There”, de Todd Haynes, por Marcelo Costa
– “No Direction Home”, de Martin Scorsese, por Marcelo Costa
– Bob Dylan, Martin Scorsese e a História Universal, por Marcelo Costa

fevereiro 28, 2008   No Comments

O segundo álbum da Tom Bloch

Pedro Veríssimo é filho do Luis Fernando e neto do Érico. Sei que é meio foda começar um texto estudando a genealogia do cara, e que as artes exibem aos montes exemplos contrários do ditado popular que diz que “filho de peixe, peixinho é”, mas é importante falar dos Veríssimo agora, pois em “2″, dito segundo álbum da Tom Bloch, Pedro dissipa a nuvem de sons e barulhos na qual ele se escondia nos primeiros lançamentos do grupo e, parafraseando uma das canções emblemáticas deste “2″, se joga com letras e voz à frente de guitarras poderosas e batidas sincopadas como se estivesse dançando em um campo minado. O resultado é um disco sensacional, que pega na veia, cospe na cara, bate no peito e, por fim, acalenta o ouvinte em um abraço mudo.

Crescer sobre o brilho da luz de duas lendas da literatura nacional tem seu lado bom e, consequentemente, seu lado ruim. Se há um aprendizado, uma vivência literária inerente ao meio, também há um cobrança explicita que visa descobrir (muitas vezes de forma cruel) se há algo genético que perpetue a tradição familiar. No caso de Pedro, isso se amplificou quando ele optou por assumir a frente de uma banda de rock, quando ele arriscou-se a escrever letras. Essa opção, no entanto, surgiu velada e pode ser simbolizada a perfeição pelo rapaz com um saco de papelão sobre a cabeça, uma imagem que acompanha o trabalho da banda desde o início.

Essa estratégia de desfocar-se funcionou bem nos dois primeiros trabalhos do grupo – o EP “Demo Deluxe” (2000) e o álbum “Tom Bloch” (2002) – principalmente pela presença forte de Gustavo Mini Bittencourt (Walverdes) no embrião da banda, compondo e dividindo atenções (e canções) com Pedro. Essa divisão de atenção marcou imensamente a estréia da banda, mesmo com o fato de Mini não estar na Tom Bloch desde o EP anterior, já que a estética proposta pela imagem do rapaz com um saco de papelão sobre a cabeça permanecia ganhando forma de álbum. Ótimo na teoria, confuso na prática. “Tom Bloch”, a estréia, traz a voz de Pedro escondida entre os instrumentos, ás vezes acariciada por efeitos que a descaracterizam, como alguém que observa aos outros dançarem enquanto afoga dentro de si o desejo indecente de mover o corpo, e o faz mexendo os pés.

“2″, segundo álbum da Tom Bloch, apresenta uma nova banda. Primeiro, a formação de sexteto que gravou a estréia foi desfeita. O núcleo permanece: Pedro Veríssimo na voz (e, agora, assumindo todas as letras) e o mago dos estúdios sulistas Iuri Freiberger na bateria, programações, teclados, produção e mixagem, além de guitarras eventuais. No baixo, o experiente Patrick Laplan (cujo currículo inclui serviços prestados ao Biquíni Cavadão, Los Hermanos e Rodox, entre outros); na guitarra, Júnior Tostói (da banda carioca Vulgue Tostói). Com a formação reduzida, Pedro Veríssimo sai detrás da nuvem em que se escondia nos primeiros álbuns da Tom Bloch e apresenta um repertório de letras inspiradas que encontram complemento perfeito na musicalidade apurada de Iuri Freiberger.

“Sob a Influência” abre o disco de forma singular: um arranjo de cordas circular, preguiçoso, faz a cama para que a voz de Pedro – forte e clara – mostre que algumas coisas mudaram no som da banda. Acompanhado de guitarras (ambientadas de forma precisa na mixagem) e alfinetas de eletrônica, o vocalista convida náufragos, desesperados e desalojados a participarem da “primeira convenção dos corações partidos”. Em “A Dúvida”, a segunda faixa, um rock poderoso com melodia vocal que remete a algo da jovem guarda, a questão central é como se desfazer da foto da ex pessoa amada, um gesto doloroso que causa um cruel embate entre coração e mente: “É ou eu rasgo a tua foto ou atiro no que pra mim ainda vem pela frente / É ou eu rasgo a tua foto ou retiro a carta que sustenta todo o castelo / Se eu não quero mais viver no presente melhor então me desfazer do passado / É ou rasgo a tua foto e me viro, ou então não rasgo a tua foto e me mato”.

“Entre Nós Dois”, primeira música de trabalho do álbum, que já ganhou clipe e marcará presença no próximo curta-metragem do cineasta Jorge Furtado, é uma porrada que traduz a diferença entre amor e sexo com mais precisão do que Arnaldo Jabor: “Ninguém aqui presta, mas no momento atual você e eu é só o que resta (…) / E já não tem por que ir devagar, a gente sabe bem onde isso vai terminar”. A próxima, “A Invenção”, continua brincando com o tema no ótimo refrão: “O amor eu inventei pra justificar o prazer que me dá quando você vem”. Na mesma toada ainda se segue “Vendetta (Frase Feita)”, que conta com o vocal feminino de Alessandra Verney repetindo: “O que eu fiz foi por vingança”. A banda pisa no freio nas duas faixas que encerram o álbum. A temática da balada de guitarras “O Refém” lembra algo da Legião Urbana do álbum “A Tempestade”, assim como a próxima, “Por Favor, Mente”, uma das grandes canções do álbum, que abre versando de forma bela e fudidamente dolorida sobre piano e guitarras afundadas na mixagem: “Hoje eu sou seu pra sempre / Se eu perguntar, por favor, mente”.

O resumo desta nova fase da Tom Bloch se encontra em “Situação de Dança”, canção emblemática que rememora toda uma geração de pessoas que, em festinhas na adolescência (as lendárias reuniões dançantes), não sabia o que fazer em situação de dança, jogando luzes sobre aquele grupo de pessoas que preferia ficar em pé no canto da festa a arriscar uns passos na pista. Diz a letra: “As minhas juntas não movem separado de um plano inicial pré-determinado / Se eu tentar pode ficar evidente, eu danço como eu nado sincronizado / Mesmo versado no controle da mente, mover um corpo exige bem mais cuidado / Posso tentar, mas não vai ser diferente: eu danço como eu ando em campo minado”. Metafórica, a canção joga Pedro Veríssimo desajeitadamente para a frente da Tom Bloch, uma situação que o vocalista parecia evitar nas gravações anteriores, mas que parece ultrapassada neste excelente segundo álbum, que soa – na verdade – como a estréia da banda. Agora só falta Pedro e Iuri tirarem o saco de papelão da cabeça do rapaz que simbolizava a Tom Bloch: aquele rapaz cresceu e está pronto para enfrentar o mundo.

fevereiro 27, 2008   No Comments

Radiohead e Bruce Springsteen… na Europa

Fazia uma cara que eu não passava pelo excelente blog Una Piel de Astracán. Olhei ontem à noite e dei de cara com os novos álbuns do Breeders (”Mountain Battles”), Clinic (”Do It!”) e Be Your Own Pet (”Get Awkward”), esta última, a banda que o amigo Thiago Ney comentou na Folha uns dois anos atrás dizendo que os jovens precisavam mais deles do que de um disco novo do Bob Dylan. Por último, tem a trilha sonora do “Sangue Negro”, assinada pelo Radiohead Jonny Greenwood bobeando por lá.

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Assisti ontem “Juno” pela segunda vez. Foi bem melhor que a primeira, e é bom quando um filme resiste a uma segunda sessão. Também vi “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”, e o primeiro cresceu muito na segunda sessão. Ainda quero vê-los mais uma vez…

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Está começando a se desenhar meu roteiro de viagem de férias na Europa. O problema, claro, é o dinheiro limitado. Assim, conforme acrescento algum show na agenda, alguns dias são cortados da estadia européia. Não tem como discutir com a falta de grana. Estava pensando em passar 40 dias no velho mundo, mas já estou aceitando ficar 25. Tudo isso devido ao fato de que uma amiga já está providenciando a compra de um ingresso para o show do Radiohead em Berlim, dia 08 de julho. E fiquei tentado a ver Bruce Springsteen na Espanha.

Duas datas de shows do velho Bruce já estão esgotadas (em Madri e Barcelona); só a de San Sebastian ainda está em aberto, mas estou com muita vontade de bater com a cara na porta do mítico Santiago Bernabeu (estádio do Real Madrid), e tentar comprar um ticket o mais em conta possível na mão de algum cambista (na web, os ingressos que custavam 60 euros já estão saindo por 250 euros). E não vou negar que fiquei tentado a ver o Radiohead no Main Square Festival, em Arras, uma cidade a 180 quilômetros de Paris, no dia 06 de julho, mas é muita coisa para pouca grana. :/ De repente faço uma loucura, e passo o resto do ano comendo miojo e andando a pé…

fevereiro 26, 2008   No Comments

As 100 mais sexies do mundo em 2008

 Angelina Jolie em décimo segundo lugar? Estão de brincadeira, né.

1-Megan Fox
2-Jessica Biel
3-Jessica Alba
4-Elisha Cuthbert
5-Scarlett Johansson
6-Emmanuel Chriqui
7-Hilary Duff
8-Trisha Helfer
9-Blake Lively
10-Kate Beckinsale


11-Hayden Panettiere (foto)
12-Angelina Jolie
13-Eva Mendes
14-Rihanna
15-Erica Durance
16-Lindsay Lohan
17-Kim Kardashian
18-Cameron Diaz
19-Ali Larter
20-Beyonce Knowles

21-Kaley Cuoco (foto)
22-Heidi Klum
23-Sienna Miller
24-Kristen Bell
25-Natalie Portman
26-Vanessa Hudgens
27-Selita Ebanks
28-Keira Knightly
29-Maria Sharapova
30-Rachel Bilson (foto)

31-Gisele Bündchen
32-Kate Bosworth
33-Halle Berry
34-Carmen Electra
35-Jessica Simpson
36-Adriana Lima
37-Evangeline Lilly
38-Katherine McPhee
39-Christina Aguilera
40-Cheryl Burke

41-Kristin Kreuk
42-Jennifer Aniston
43-Charlize Theron
44-Heidi Montag
45-Anna Faris
46-Shannon Elizabeth
47-Alessandra Ambrosio
48-Mayra Veronica
49-Katherine Heigl
50-Keeley Hazell


51-Anne Hathaway (foto)
52-Jenny McCarthy
53-Marisa Miller
54-Kate Hudson
55-Shakira
56-Tara Reid
57-Jennifer Love-Hewitt
58-Cassie Ventura
59-Eva Longoria
60-Fergie


61-Ellen Page (foto)
62-Nicole Scherzinger
63-Grace Park
64-Stacy Keibler
65-Katie Holmes
66-Leeann Tweeden
67-Liv Tyler
68-Kari Byron
69-Christina Ricci
70-Mischa Barton

71-Amanda Beard (foto)
72-Elizabeth Banks
73-Carrie Underwood
74-Kelly Hu
75-Pam Anderson
76-Rachelle Leah
77-Paris Hilton
78-Karina Smirnoff
79-Christine Lakin
80-Audrina Patridge

81-Mila Kunis (foto)
82-Alyssa Milano
83-Jenna Fischer
84-Maria Kanellis
85-Olivia Munn
86-Reese Witherspoon
87-Madonna
88-Shamron Moore
89-Rachel McAdams
90-Summer Glau (foto)

91-Ashley Collette
92-Maggie Gyllenhaal
93-Whitney Able
94-Olga Kurylenko
95-Lauren Conrad
96-Carmit Bachar
97-Amber Heard
98-The Olly Girls
99-Victoria Beckham
100-Britney Spears

fevereiro 25, 2008   No Comments

Dois festivais em julho na Europa

fevereiro 23, 2008   No Comments

Talharim Alla Amatriciana

E lá se foram meus três dias de folga. É incrível como o tempo escorre pelos dedos. Das coisas que eu queria fazer, até que fui bem. Não terminei de ler o livro do Camus, mas o Meursault já matou o árabe e está neste momento recebendo a visita de Marie. Nos CDs, Jens Lekman voltou a ocupar o windows media player, desta vez com o belíssimo “When I Said I Wanted To Be Your Dog”. E nos filmes, vi “Letra e Música” ontem (comédia romântica menor, mas com boas piadas sobre os terríveis anos 80) e pretendo assistir a “Todos Os Homens do Presidente” daqui a pouco.

O lance do passaporte está em stand by. Fui até a sede da Polícia Federal, lá na Lapa, hoje de manhã, mas não teve jeito. “O senhor tem que agendar um horário pela internet”. Agendei para o final de março. Se soubesse, não tinha desembolsado os R$ 156 da taxa agora. Mas ao menos está encaminhado. Não levei o monitor para a assistência técnica (ficou pro sábado), mas instalei as luminárias, que ficaram legais, algo que satifez Lili imensamente (apesar de eu achar que a casa ficou muito mais escura agora).

Além de escrever sobre os shows do fim de semana, publiquei um texto do Leo Vinhas sobre o festival portenho Cosquin Rock, o que deu uma boa atualizada na capa do Scream & Yell. A idéia era escrever mais, mas fiquei impossibilitado. Queimei dois dedos da mão direita fazendo caldo verde pra Lili na segunda. E na terça tirei um bifinho do dedo indicador da mão esquerda. Ou seja, nada de teclar muito, o que até ajudou a me manter afastado do computador e da web.

Por fim, eu tinha prometido tentar aprender uma receita nova, né. Sem chance. O dia se foi, a fome veio, Lili tinha curso e apostei no certo ao invés de experimentar. Fui de Talharim Alla Amatriciana, uma das minhas três ou quatro especialidades (vamos contar: tournedos com ervas, risoto de bacon, talharim a amatriciana e caldo verde, que eu já dei a receita) na cozinha.

Uma das vantagens do talharim é que é bem rápido para se fazer. Se você não for como o cumpadi Inagaki que é fã do miojo cru, vale a pena esperar. Aliás, cumpadi, se você experimentar a massa semi pronta de talharim da Mezzani, irá viciar. Eu mesmo devoro várias tiras cruas. Bem, voltando a receita, o que você vê lá em cima no abre do post é uma improvisação: a receita que sigo (do meu companheiro “Guia Para Sobrevivência do Homem na Cozinha“) é para quatro pessoas, e os que está disposto sobre o fogão na foto é uma adaptação para uma pessoa. Mas tudo que precisamos está lá: o bacon, a panela com água, os tomates pelados, o macarrão, a cebola picada e a pimenta inteira.

O lance todo é bem simples. Você frita o bacon no azeite em uma panela. Assim que estiver quase torradinho, você acrescenta a cebola picada e a pimenta, e deixa cozinhar por cinco minutos em fogo brando. Depois, retire e jogue a pimenta fora, acrescente os tomates nus devidamente amassados, misture bem, coloque sal (eu acrescento pimenta do reino e manjericão, sempre) e cozinhe por aproximadamente 30 minutos. À parte, cozinhe a massa al dente e escorra. Depois é só juntar a massa na panela do molho e servir. Fica bom, viu.

A receita é isso:

– 500 gramas de tomates bem maduros picados ou duas latas de tomates pelados;
– 100 gramas de bacon magro
– 1 colher de sobremesa de azeite
– 1 cebola
– 1 pimenta vermelha inteira
– 500 gramas de talharim

Abaixo, o talharim alla matriciana está acompanhado de uma saladinha básica (alface e azeitonas), queijo ralado, azeite, sal e um copo de Guiness (presente do amigo Fábio) atolado de coca-coca light. Servido (a)?

fevereiro 20, 2008   No Comments

Jards Macalé e Jorge Mautner em SP

A idéia de juntar os dois compositores mais malditos da música popular brasileira sobre um mesmo palco era bastante interessante. Em plena atividade, Jorge Mautner (acompanhado de seu inseparável parceiro Nelson Jacobina) lançou um álbum de inéditas em 2007 (”Revirão”) e alguns de seus grandes momentos no show vieram do novo disco. Jards Macalé, que fez vários shows em São Paulo no ano passado (incluindo uma antológica apresentação na Virada Cultutal), lançou “Real Grandeza” em 2005 e segue em sua luta solitária pela inclusão da palavra amor no lema da bandeira brasileira.

Maldito que é maldito não facilita. Por mais que a proximidade teórica das alcunhas seja visível de Marte, por mais que os dois já tenham dividido o mesmo palco várias vezes no decorrer dos últimos 60 anos (Mautner está com 67, Macalé com 64), por mais que eles tenham composto juntos algumas canções, havia uma grande distância entre Mautner e Macalé no palco. A falta de ensaio e entrosamento era visível, mas cada qual seguia sua persona a risca, e no fim o que se prevaleceu nas duas noites em que a dupla se apresentou no palco do teatro do Sesc Vila Mariana foram os shows individuais.

Logo na abertura da noite, a dupla se juntou (acompanhada de Jacobina) para interpretar a bela “Puntos Cardinales” (parceria dos dois datada de 1973). Juntos eles ainda tocaram “Vapor Barato” e a versão censurada de “Planeta dos Macacos” (outra parceria de ambos) no meio do show, e uma dobradinha de Noel Rosa – “Palpite Infeliz” e “Com Que Roupa” – no encerramento. No entanto, em nenhuma das cinco canções em que se apresentaram juntos, o trio brilhou como em vários momentos da apresentação solo de cada um.

Sozinho no palco, Macalé abriu seu show com “Contrastes”, samba delicioso de Ismael Silva (dos versos: “Existe muita tristeza na rua da alegria / Existe muita desordem na rua da harmonia / Analisando essa história, cada vez mais me embaraço / Quanto mais longe do circo, mais eu encontro palhaço”) que Jards gravou em 1977 e que, desde então, é presença obrigatória em seu repertório. Na seqüência, resgatou um samba de Sebastião Fonseca e Cícero Nunes, “Cidade Lagoa”, relembrando uma semelhança entre São Paulo e Rio de Janeiro: basta uma chuvinha qualquer para que a cidade vire um caos.

“Anjo Exterminado”, “Revendo Amigos” (que Macalé pulou no set list no domingo por causa da gripe) e “Falam de Mim” (outra de Noel Rosa) ganharam versões poderosas ao vivo, com Macalé juntando samba e blues nos arranjos. O grande momento foi a versão arrepiante para “Consolação”, de Baden e Vinicius. No sábado, Macalé estava tão desconcentrado devido à gripe que precisou de uma colinha do público para finalizar “Positivismo” (mais um Noel Rosa). No domingo compensou com uma apresentação vigorosa e inspirada, e por mais que soe clichê é preciso dizer: faltaram muitas canções.

Jorge Mautner, por sua vez, fez duas apresentações rigorosamente iguais. O grosso do repertório veio do recém-lançado “Revirão”, produzido por Berna e Kassin e que contou com a participação de vários integrantes da Orquestra Imperial. Ao vivo, porém, Mautner se apresenta apenas com seu violino e seu fiel escudeiro Jacobina na guitarra. Das novas, destaque para as ótimas “Os Pais” (parceria com Gil que discute liberdade e repressão de forma divertida) e “O Executivo Executor” (não menos hilária). Já “Nicanor” – outra das novas – foi o “momento bocejo” da noite.

Do álbum em parceria com Caetano Veloso também vieram três canções para o show: a gostosa valsa rancheira “Todo Errado”, o impagável samba “O Homem Bomba” (do hilário verso: “Lá vem o homem bomba / Que não tem medo algum / Porque daqui a pouco / Vai virar egun”) e a excelente faixa discursiva “Morre-se Assim” (numa versão milhares de quilômetros à frente do original de estúdio).

Ainda marcaram presença os sucessos “Vampiro” (gravada por Caetano) e “Maracatu Atômico” (pela Nação Zumbi), mas a grande ausência foi ”Samba dos Animais”, que constava do set list, mas não foi apresentada, evidenciando um dos problemas do encontro: tanto Mautner quanto Macalé fizeram meio show por noite, o que limitou o número de canções. Apesar da qualidade das apresentações, meio show de Macalé e meio de show de Mautner é muito pouco para o público, mas maldito que é maldito também é malandro.

fevereiro 20, 2008   No Comments

Noite Fora do Eixo no CCSP

Do Acre para São Paulo, o quarteto Los Porongas assumiu a responsabilidade de abrir mais uma Noite Fora do Eixo na capital paulista, desta vez no charmoso palco da sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo, em um sábado queeeente de sol. Responsáveis por um dos grandes álbuns de 2007 (o homônimo “Los Porongas”, lançado pelo selo Senhor F), os acreanos fizeram uma apresentação irrepreensível e com vários pontos altos.

Primeiro ponto a favor: a banda tem punch ao vivo e os quatro integrantes são afiados. O vocalista Diogo Soares (ex-apresentador da TV Aldeia) canta de forma clara e precisa. Na guitarra, João Eduardo deixa escorrer uma paixão pelos guitar heros dos anos setenta. Enquanto Diogo e João Eduardo nem passaram da idade fantasmagórica do rock (os temidos 27 anos), a cozinha da banda é experiente: Márcio Magrão (36) e Jorge Anzol (38) mostram segurança e personalidade.

Desde a primeira vez que ouvi o álbum, a primeira coisa que me vêem a mente são os Secos & Molhados. É uma primeira impressão que não me abandonou no show, mas ganhou outras referências: há no som dos Porongas um choque saudável entre a velha MPB (com pequenas pitadas de Los Hermanos), o brock dos anos 80, sons regionais e o rock de guitarras que em alguns momentos fisga o britpop, mas tem casa nos anos setenta. É um som que funciona bem em disco, e cresce muito ao vivo.

Boas faixas como “Nada Além”, “Enquanto Uns Dormem” e “Espelho de Narciso” soam ainda melhores no palco, e já recomendam o DVD que o grupo gravou no Itaú Cultural (SP) no ano passado, e que deve ganhar às lojas ainda no primeiro semestre. O disco, por sinal, está todo liberado para download no Senhor F e no site oficial dos acreanos. Baixe e, caso apareça uma oportunidade, não perca um show desses caras.

Antes do Terminal Guadalupe entrar no palco, os cuiabanos do Macaco Bong pegaram os instrumentos para tocar apenas uma música, inédita, do álbum “Artista Igual Pedreiro”, que está prestes a ser lançado. O trio é competente e, como observou o amigo Carlos Freitas, se eles não tivessem adiantado que era apenas uma música, seria fácil vender a apresentação da banda como um show completo (uma música com várias passagens instrumentais).

Em seu primeiro show na capital paulista em 2008, o Terminal Guadalupe (um dos grandes destaques da votação de Melhores do Ano do Scream & Yell) deixou de lado os uniformes de cobradores de ônibus e fez um show mais calmo e cadenciado do que as apresentações anteriores na cidade (no CB, na Funhouse e no Inferno). No entanto, o som – que nos “dois shows” anteriores estava excelente – sacrificou as guitarras, e quase colocou a noite a perder.

No palco, a banda apresentou canções antigas (”Burocracia Romântica”, “Lorena Foi Embora”), hits independentes (”Esquimó Por Acidente”, “Pernambuco Chorou”, “De Turim a Acapulco”), canções do elogiado álbum “A Marcha dos Invisíveis” (”Atalho Clichê”, “El Puelbo No Se Va”) e “Megafone de Bagdá”, faixa do EP “Delação Premiada” (2005) que pode ser um dos destaques do novo álbum (em pré-produção). A falta das guitarras prejudicou a apresentação, no entanto, quem ainda não havia visto o TG ao vivo aprovou o show.

Quase ao final da apresentação, no meio de “A Marcha dos Invisíveis” (a música), o guitarrista Allan Yokohama esfacelou sua Gibson Les Paul preta no chão da sala Adoniran Barbosa. Ainda durante a música, Allan assumiu o violão, e muitos temeram pela vida do pobre instrumento. Allan já havia estraçalhado uma Fender Stratocaster em janeiro, mas o violão saiu ileso. Sinceramente, guitarras que não se fazem ouvir deveriam todas ter o mesmo destino. O gesto, porém, serviu para amplificar a ausência do instrumento e os problemas do som. O show foi bom, mas o Terminal Guadalupe pode bem mais.

fevereiro 19, 2008   No Comments

Três dias em casa

Como o banco de horas no trabalho já estava batendo nas 2oo horas extras, “ganhei” três dias em casa nesta semana para tentar organizar o caos. Mas o caos aqui é maior do que eu pensava e o primeiro dia acaba de escorrer pelos dedos. Muita coisa pra fazer:

– terminar de ler o livro do Camus
– retirar o passaporte
– instalar quatro luminárias
– levar o monitor LCD de um dos computadores para a garantia
– ver alguns filmes (ao menos dois)
– ouvir alguns CDs
– aprender um prato (fácil e) novo

Não sei se vou conseguir…

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E-mail do Senhor F avisa e recomenda: Revista francesa lança coletânea com novo rock independente do Brasil

Olha o tracking list:

1. Los Porongas – Ao Cruzeiro (Senhor F Discos)
2. China – Jardim de inverno (Candeeiro)
3. Superguidis – Mais do que isso (Senhor F Discos)
4. Vanguart – Semáforo (Outra Coisa)
5. Ludov – Ciência (Mondo 77)
6. Beto Só – Meu Velho Escort (Senhor F Discos)
7. Violins – Manicômio (Monstro Discos)
8. Hurtmold – Sabo (Submarine Records)
9. O Quarto das Cinzas – Incontrolável (Independente)
10. Charme Chulo – Mazzaropi Incriminado (Volume 1)
11. Cravo Carbono – Café BR (Ná Records)
12. Móveis Coloniais de Acaju – Sem Palavras (Independente)
13. Pata de Elefante – Hey! (Monstro Discos)
14. Autoramas – Hotel Cervantes (Mondo 77)
15. Volver – Pra Deus Implorar (Senhor F Discos)
16. Lucy and The Popsonics – Chick Chick Boom (Monstro Discos)
17. Supercordas – 3.000 Folhas (Trombador)
18. Macaco Bong – Fuck You Lady (Fora do Eixo Discos/Monstro Discos)

Bônus:
19. Pio Lobato – Tecno da Saudade (Ná Records)

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fevereiro 18, 2008   No Comments