Alguém ainda ouve fitas cassete?

Nesta semana, após soltar um spam básico divulgando a publicação dos Melhores do Ano do Scream & Yell, uma amiga retornou o e-mail dizendo que tinha ido parar, através daquele spam, em uma coluna antiga minha na Revoluttion, que versava sobre fitas cassete e tinha o sugestivo título de “Qual música te define?“. Entre papos sobre fitas cassete e seleções de canções para pretês (isso é tão 02 Neurônio, né), lembrei que tenho sei lá quantas dezenas de fitas cassete em casa.~São duas maletinhas cheias delas, a maioria seleções de canções que eu fazia para eu mesmo ouvir, outro tanto de demos, e uma pequena parte de seleções feitas por amigos.
Muito tempo atrás, revirando essas fitas, tive a idéia tosca de sortear uma coleção do R.E.M. e mais algumas outras, e foi bem legal. Aí eu tava pensando se não deveria fazer o mesmo com essas, afinal, é muito melhor que elas sejam ouvidas do que ficarem guardadas eternamente em uma maletinha no quarto escuro. Mas então me pergunto: alguém ouve fitas hoje em dia? Não sei. Eu, até um ano atrás, de vez em quando pegava uma daquelas seleções e colocava pra ouvir, mas agora, na casa nova, meu Tape Deck nem está na sala, o que dificulta.
Dentre as dezenas de seleções que fiz tem algumas que considero especiais tipo a “Sobremesa” (a capa é uma torta de morango), que além de Nação Zumbi (a faixa título), tem R.E.M. (”So, Central Rain, I’m Sorry”), U2 (”Wake Up Dead Man”), Arnaldo Baptista (”Será Que Eu Vou Virar Bolor?”), Neil Young (”Changing Highways”), Engenheiros (”Sob o Tapete”) e Mundo Livre S/A (”Homero, o Junkie”), entre outras. Tem que ter um gosto bem amplo para curtir uma seleção dessas. Já a “Golden Lights” (inspirada em uma canção dos Smiths) traz Blues Etílicos (”Terceiro Uisque”), Soul Asylum (”Somebody To Shove”), Herbert Vianna (”Lição de Astronômia”), Lou Reed (”Trade In”), Legião Urbana (”A Tempestade”) e Radiohead (”No Surprises”), entre outras. Só estas duas já servem de paralelo para as outras cento e tantas. Será que um dia vou ouvir isso? Será que alguém quer ouvir isso? Será que alguém ainda ouve fitas cassete?
Janeiro 19th, 2008 at 11:56 pm
Mac,
se quiser eu fico com sua coleção de cassetes, ou parte dela
ou uma fitinha que seja.
Pode?
depois me fala
Apesar de ser super datado
escutar cassete tem lá seu romantismo pra quem é fã ( mais fã mesmo) de música.
Janeiro 20th, 2008 at 4:46 pm
também adorava fazer essas coletâneas pra dar pros amigos. abs
Janeiro 20th, 2008 at 8:03 pm
Como toda essa nostalgia (de fitas k7) da nostalgia (do post) é minha culpa, risos… não preciso comentar que eu ainda ouço fitas k7, né? hehehe [;)] beijo!
Janeiro 20th, 2008 at 8:44 pm
Eu até tenho minhas fitinhas, devo ter umas 200, fácil. E a maioria deve ter mais de 10 anos de idade. Tenho ainda minha primeira fita de rock, com Led Zeppelin de um lado e Black Sabbath de outro, gravada por um amigo que tinha uma coleção de vinis gigante, e eu sempre pedia p/ ele gravar algo p/ mim. Bons tempos…
Mas não tenho onde ouvi-las, todos os toca-fitas daqui de casa estão quebrados.
Janeiro 21st, 2008 at 1:42 pm
Eu ouço bem raramente, joguei fora 95% da coleção que tinha, mas as que sobraram de vez em quando eu pego pra escuta-la. E em sua maioria, são coletâneas também, devidamente selecionadas por mim, hehehe.
Janeiro 21st, 2008 at 10:58 pm
Eu tenho cerca de 250 cassetes e não consigo deitá-las fora, embora seja raro ouvi-las. Ainda me lembro do tempo que eu perdia a gravar uma colectânea…
Janeiro 22nd, 2008 at 4:05 pm
mas é claaaaro que eu ouço e ainda faço seleções cláássicas.
no meu carro quem ainda reina e reinará por muito tempo é o famoso e esquecido toca-fitas, que não pula em estrada esburacada, não gera cobiça por parte dos infratores, e posso deixar fitinhas jogadas pelo chão do carro que não acarreta maiores problemas..
tenho algumas dezenas de originais e váárias gravadas através dos anos.
por falar em seleções, é interessante notar como o gosto muda ao passar dos anos..
mas adorei o tema, valeu!
Janeiro 22nd, 2008 at 7:12 pm
Eu nao tenho mais nenhuma fita…mas ha alguns anos (dois, tres) uma amiga me disse que tinha encontrado um monte delas la…Era um prazer imenso grava-las (ou mandar gravar em estudio, pois nao tinha todas as cancoes…)
Janeiro 22nd, 2008 at 11:30 pm
Cara, eu ainda ouço. Bem pouco é verdade, mas ouço. Ouço uma fita do los hermanos num programa de rádio. Essa a sempre no rádio. Aí de vez eu quando aperto o ‘play’!rs
E como disseram é um romantismo pra quem gosta mesmo. Belo texto rapaz!
Abraços!
Janeiro 23rd, 2008 at 9:24 am
Tudo bem, Mac? Cara, ainda tenho algumas fitinhas, mas ouvir que é bom… Nada! Abraços e parabéns pelo trabalho… Aliás, se não for pedir muito, tem algum e-mail que eu possa me corresponder com vc? Abraços!
Janeiro 23rd, 2008 at 7:38 pm
adoro!
até há pouco eu ainda fazia minhas seleções em k7
tenho várias e não desisto!
Janeiro 25th, 2008 at 1:16 pm
Eu conheci várias bandas por meio de fitas cassete. Uma delas foi o The Cure e Soup Dragons (alguém lembra desta?). Não faz muito que meu carro tinha um aparelho só com fita cassete, e adorava rodar com ele pelas noites frias do inverno escutando Violeta de Outono e Siouxsie and the Banshees. Hoje guardo uma coleção de fitas com composições próprias - digamos que nem tão bem compostas assim - e hora e outra costumo ouvir essas raridades sonoras. Fita é nostálgica pra quem não acompanhou muito a fase do vinil, mas também para quem não nasceu escutando cd e mp3. Estou nesse perímetro e acho muito legal. Cheguei até a fazer uma gambiarra no computador na época da Usina do Som pra gravar as músicas pra K7 (a qualidade vocês podem imaginar). Tenho até hoje e cada pouco coloco pra rodar.
Janeiro 25th, 2008 at 5:55 pm
Yeah! Eu quero as fitinhas também, rs.Usina do Som era animal.Abraços.