Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Outubro 2007

Wado e o samba torto no Sesc Pompéia

Enquanto Cat Power se preparava para retornar ao palco do Auditório Ibirapuera para substituir Feist, novos “sambistas” davam seqüência ao festival É Samba Sim no teatro do Sesc Pompéia, que um dia antes havia recebido Mariana Aydar, Rômulo Fróes e Tom Zé. No sábado, os destaques eram o catarinense (radicado em Alagoas) Wado apresentando banda nova e o carioca Marcelo D2 procurando pela batida perfeita. Não fiquei para ver o show de D2 (o som do teatro estava péssimo – algo raro – e o calor infernal. Fui beber um chopp escuro), mas Wado fez um show interessante.

O primeiro choque foi a ausência de Alvinho nos violões atolados em wah-wah. Na nova formação, Wado conta com Dinho Zampier (Mopho) no piano, Tupi (Vitor Pirralho e Unidade) nas programações e Rodrigo Peixinho na bateria. Wado assume a guitarra, mas a toca em poucos momentos do show. O repertório faz um ping pong pelos três discos do cantor, mas privilegia as canções do poderoso “A Farsa do Samba Nublado” (2004) além de trazer duas inéditas que vão fazer parte de seu quarto álbum, “Terceiro Mundo Festivo”.

Apesar do som do teatro não ajudar (o grave embolava tudo, e o cantor não se adaptou bem ao palco dividido do teatro do Sesc Pompéia), o que ficou claro nessa nova fase de Wado é que seus sambas tortos estão cada vez mais densos/tensos. Os novos arranjos deixaram canções como “Tormenta”, “Ontem Eu Sambei”, “Vai Querer”, “Tarja Preta/Fafá”, “Uma Raiz, Uma Flor” e “Sotaque” (entre outras) muito mais orgânicas, com a bateria e o baixo à frente desnudando as letras geniais do compositor. Mesmo sambinhas como a maconheira “Alguma Coisa Mais Pra Frente” e a excelente “Se Vacilar o Jacaré Abraça” soaram… darks. :o)

As duas músicas novas exibidas no show prometem muito. Apresentada como uma canção de amor, “Teta” é sinuosa, dançante e deliciosamente pornográfica, com um refrão empolgante: “Está guardado pra você amor… aceite, aceite / Está guardado pra você amor… o leite”. Já “Reforma Agrária do Ar” discute a concessão das rádios públicas de forma empolgante. Descontando a qualidade técnica do som do Sesc Pompéia, este show foi muito próximo de uma outra apresentação que assisti no Studio SP, ano passado, ainda com a banda anterior, e demonstra que para Wado o caminho do samba vai ao encontro da eletrônica.

Morando em Maceió e responsável por um dos grandes álbuns do ano (com o projeto Fino Coletivo), Wado é samba – torto – sim. Seus três álbuns estão liberados para download gratuito em seu site oficial e duas músicas novas podem ser assistidas em versão ao vivo no blog Música Indie / BR. Como ele mesmo canta, “Está guardado pra você… amor”. Aceite.

Site oficial
http://www2.uol.com.br/wado/

Vídeos ao Vivo
http://musicaindiebr.blogspot.com/2006/12/wado-3-vdeos-3-lbuns.html

Outubro 31, 2007   1 Comment

O carteiro chegou…

Chegou hoje um pacotinho com meus pedidos da CD Wow e olhando a capa deste CD nas minhas mãos chego a cogitar que essa é a capa de disco mais bacana de todos os tempos. Ok, exagero. Mas top five com certeza!

Outubro 30, 2007   3 Comments

Björk brilha no fraco Tim Festival SP 2007

Quando surgiu, ainda como Free Jazz, o Tim Festival conseguia aliar novidades musicais com a apresentação de grandes nomes da música mundial. Aos poucos, o festival que era apontado como melhor do país por muitos críticos cresceu de tamanho, mas a qualidade da produção intimista e bacana das edições menores não acompanhou (em São Paulo) seu crescimento, e assistiu duas edições frustrantes em 2005 e 2006 (a primeira com nítidos problemas de som; a segunda transferida da Arena do Anhembi e encaixotada no Tom Brasil na última hora).

A notícia do retorno para a Arena do Anhembi neste ano foi recebida com frieza, mas a expectativa era de que a produção do festival tivesse aprendido com os dois anos anteriores, quando o Tim saltou dos palcos pequeninos, aconchegantes e de som excelente do Jóquei Clube de São Paulo para o palco enorme da Arena do Anhembi. A rigor, os problemas de som foram sanados, mas muitos outros surgiram em seu encalço como a superlotação da área VIP (em si, uma agressão a grande maioria do público, que foi “obrigado” a assistir aos shows de uma distância muito maior do palco).

A desorganização dos poucos caixas disponibilizados para atender a mais de 20 mil pessoas (além de desinformados – não sabiam explicar em que lugar a pessoa deveria retirar o que comprou – eles tinham que lidar com uma estrutura precária cujo maior exemplo reside no fato do comprador ter que falar sua senha de cartão de débito para a vendedora, já que não havia como ela passar a máquina de cartão por baixo da grade de atendimento), os banheiros que deveriam receber limpeza constante (o que não aconteceu) e a longa espera entre um show e outro – que culminou num atraso total de três horas e levou o último show a terminar pós 5 da manhã – são sintomas de um festival que cresceu em público, mas não em qualidade.

Um pouco antes das 4 da manhã, no serviço de recados que aparecia no telão do palco, alguém do público brincava: “Eu tenho uma vida fora daqui”. A produção se esqueceu disso. Fora a lista de problemas, o line-up deste ano se mostrou confuso e de qualidade questionável. Se nenhuma das seis atrações fez um show ruim, também nenhuma impressionou mais do que o esperado. Faltou “show” no sentido estrito da palavra em um festival antes caracterizado por apresentações antológicas e line-ups atenciosos com o que de melhor estava se fazendo em música no mundo. Se o que se viu na Arena do Anhembi é o melhor da música neste momento da história estamos, definitivamente, órfãos. E viva a diluição. E salve Björk.

O Hot Chip entrou no palco às 20h depois que integrantes do Spank Rock fizeram até stage dive para animar o público. Ao vivo, o electro rock do Hot Chip cresce em impacto, mas perde em detalhes e nuances. O quinteto tem carisma, conta com um sósia do Vinny se alternando entre guitarras e teclados, um gordinho com uma camiseta do Flaming Lips fazendo efeitos e vozes, e um outro rapaz com cara de nerd no comando da bagunça, mas o show parece que vai virar algo, parece que vai virar algo, parece… e fica nisso. Com exceção, claro, do hit “Over and Over”, cantado em coro pelo público. Pouco para um show em que até uma cover do New Order (”Temptation”) passa totalmente despercebida.

Uma hora de intervalo foi o tempo que Björk precisou para encher seu palco de bandeirolas coloridas de temática animal (sapos, coelhos, peixes) e um naipe islandês de sopro. A demora, no entanto, foi compensada por uma apresentação irrepreensível. Dançando sem parar, a cantora apresentou seu caleidoscópio musical esquizofrênico em forma de música pop centrando foco em um repertório quase best of: “Hunter”, “Pagan Poetry”, “Jóga”, “Army of Me”, “Hyper-Ballad”, “Pluto”, entre outras, animaram o público. De vestido colorido e repetindo “obrigato” a cada final de canção com seu sotaque delicado e charmoso, Björk cativou a audiência e fez um grande show. Só faltou “It’s Oh So Quiet”…

Mais de uma hora de espera e surge Juliette Lewis and The Licks para uma apresentação de rock’n’roll, baby. Porém, por mais que a cantora atriz se esforce, e sua banda tente acompanhar, o show é uma caricatura dos cacoetes mais engraçados do rock: a vocalista que rola no chão dando sangue pela banda, o guitarrista bonitinho que faz pose de homem mau; as canções sustentadas por riffs atolados em barris de formol. É tudo bonitinho, engraçado, divertido, mas a gente esquece assim que ela deixa o palco. E não vai se lembrar tão cedo.

Hype dos últimos dois anos na Inglaterra, o Arctic Monkeys chegou a São Paulo com a grande vantagem de estar em seu melhor momento: lançaram este ano um segundo álbum tão bom quanto o primeiro, e são novidade fresquinha no movimentado mundo pop. Porém, o que é a grande vantagem da banda (ser nova, ter apenas dois discos, e já estar tocando no Brasil) também funciona contra: falta punch de palco ao quarteto, que não se mexe, não inspira, não comove, a não ser nos poderosos e ultra-pesados hits do primeiro álbum. Aliás, as canções do primeiro álbum soam muito melhores ao vivo do que as do segundo (exemplo: “Fake Tales of San Francisco” ficou arrasadora enquanto a ótima “Teddy Picker” parecia um rascunho). Mesmo assim, ouvir “I Bet That You Look Good On The Dancefloor”, um pretendente a clássico dos anos 00, é de encher os olhos e arrepiar a alma.

Antes mesmo de começar o show, o Killers já rendia comentários divertidos via SMS no telão: “Feliz Natal, por The Killers”, mandou alguém do público, visivelmente inspirado pela overdose de luzes da decoração do palco inspirada em um casino de Las Vegas. Se o Capitão Nascimento estivesse por ali teria dito: “O senhor é um fanfarrão, Sr. Brandon Flowers”. Com toda razão. O Killers regurgita – sem medo nenhum de ser feliz – o lado brega dos anos 80 com tudo o que tem direito. E dá-lhe ramalhetes de flores na bateria, que o vocalista vai atirar ao público – no melhor estilo Roberto Carlos – no meio do show. E dá-lhe mão no coração no meio da música, punho fechado quanto um trecho da letra fala de ciúmes, e por ai vai. Apesar da demora na montagem do palco, durante as primeiras músicas ajudantes ainda levavam plantas para dentro do cenário. A pergunta final era: “Que horas o Papai Noel irá chegar em “Sam’s Town”?

Se não há a mínima chance de levar o Killers a sério por seu visual e messianismo, a seu favor o fanfarrão Brandon Flowers tem um repertório de hits debaixo da manga de causar inveja em muita gente: “When You Were Young”, “Somebody Told Me”, “Smile Like You Mean It”, “Jenny Was A Friend of Mine”, “Mr. Brightside”, “Bones” e “For Reasons Unknown” são capazes de chacoalhar uma multidão mesmo que o show esteja acontecendo às 5 da manhã de uma segunda-feira em uma megalópole que acorda cedo no começo da semana. Só o Killers tem mais hits que todo o novo rock junto. Com esse fato, tirando a versão fraquíssima de “Shadowplay”, do Joy Division, o show foi correto e não desandou. Deixo a Arena do Anhembi quatro músicas antes do final pensando na frase do Capitão Nascimento e na promessa não concretizada da visita de Papai Noel. Da rua ainda consigo ouvir Brandon Flowers cantando. Rio. Se o intuito de um show é – entre outras coisas – divertir e entreter o espectador, o Killers deixa São Paulo com a dívida paga. Tudo bem, o preço não era alto, não é mesmo Sr. Fanfarrão?

O saldo final do festival é fraco, um tanto pela desorganização, outro tanto pelo line-up fraco que talvez seja um reflexo do cenário atual da música pop, muito mais preocupado em diluir velhas fórmulas do que criar outras novas. Por mais que o Killers tenha feito um show competente, sua escalação soa deslocada da proposta que o Tim Festival ostentava anos atrás. Brandon Flowers e cia mereciam um show só deles em um Credicard Hall ao invés de surgir como banda principal de um festival que se caracterizava por destacar novas tendências de uma música sem fronteiras. Pelo panorama exibido na Arena do Anhembi, no domingo, as fronteiras não andam sendo bem exploradas. Uma pena.

Texto: Marcelo Costa / Fotos: Liliane Callegari

Outubro 29, 2007   15 Comments

Antes de dormir, parte 2…

E assim se foi mais um Tim Festival, o pior Tim Festival dos anos 00. Agora são 5h59 e faz uns dez minutos que cheguei em casa. Deixei o Anhembi no meio do show do Killers e assim que acordar, resolver as obrigações do dia, e respirar, conto com mais detalhes a história de um festival que um dia foi pequeno, cult e charmoso, mas agora se transformou em algo mega (bagunçado, desorganizado). Nenhum show da noite tirou o posto número 1 de melhor show do ano do Bellrays. Mas a Björk beliscou um lugarzinho na lista…

Outubro 29, 2007   5 Comments

Antes de dormir…

São 2h52 da madrugada e acabo de chegar anestesiado da sessão dupla de “Grindhouse” na Mostra de Cinema de São Paulo. E preciso escrever isso para dormir bem: fazia muito tempo - muito mesmo - que eu não me divertia tanto em uma sessão de cinema. Me despedi do casal de amigos com que assisti aos dois filmes e desci a Rua Augusta rindo e completamente satisfeito com o cinema de Quentin Tarantino. Com o de Robert Rodriguez também, mas mais com Tarantino. Explico isso melhor depois. Por enquanto, basta saber que ambos os filmes são fodaços. E durmo feliz.

Outubro 27, 2007   1 Comment

É tempo de festivais…

Começou ontem, em São Paulo, mais um Tim Festival. Mais do que em qualquer uma das outras edições, os preços deste Tim Festival não estão nada amigáveis tornando o festival mais para a classe A/B do que para fãs de música. Uma pena. Até o fim do ano, porém, outros festivais podem melhorar o humor dos amantes da boa música. Abaixo, alguns exemplos:

 

02 de novembro
Yeah Festival
Local: Buenos Aires
Preço: De 80 a 240 pesos (de R$ 45 a R$ 135)
Devia ser patrocinado por uma cia de adocantes, não é mesmo. Mas eu gostaria muito de ver o Travis…
http://www.yeahfestival.com.ar/

10 de novembro
Planeta Terra
Local- São Paulo
Preço: $80 antecipado, $120 na porta
É um dos melhores investimentos do ano com preço bom e uma escalação bacana. O festival destaca grupos gringos badalados como Kasabian, Datarock, Rapture, a cantora Lily Allen, o grupO Devo, e uma turma nacional excelente comandada por Pato Fu e os internacionais Cansei de Ser Sexy.
http://planetaterra.com.br/

10 e 11 de novembro
Groselha Fuzz Festival
Local: Ribeirão Preto
Preço: R$ 25 o passaporte para os dois dias
Festival independente que comemora dois anos de atividades de um dos projetos de rock mais bacanas do interior paulista, e que conta com uma escalação excelente que conta com Vanguart, Montage, Ludovic, The Dead Rocks e mais 30 nomes do cenário indie nacional, além da discotecagem deste que vos escreve no domingo. :-)
http://www.groselhafuzz.com.br/

14 a 16 de novembro
Eletronika
Local: Belo Horizonte
Preço: De $25 a $60
Um dos line-ups mais comentados deste final de ano em terra brasilis conta com LCD Soundsystem, Jon Carter, Shir Khan, Battles e The Field, entre outros. Ótima relação custo/benefício.
http://www.myspace.com/eletronikabh

23, 24 e 25 de novembro
Goiânia Noise
Local: Goiânia
Preço: R$ 100 o passaporte para os três dias
Um dos festivais mais bacanas do final de ano traz um line-up caprichadíssimo para 2007: Superguidis, Violins, o argentino Rubin, Movéis Coloniais de Acaju, Jupiter Maçã, Mundo Livre, Sepultura e muito mais.
http://www.goianianoisefestival.com.br/

 

27, 28, 29, 30 de novembro e 01 de dezembro
Motomix
Local São Paulo
Preço: a confirmar
Vai ser uma semana toda espelhada em clubes de SP (Studio SP, Clash, Royal, D-Edge, Vegas), mas as atrações deixam a desejar. A melhor definição para a vinda do Eagles of Death Metal sem o Josh QOTSA Homme partiu do chapa Lúcio Ribeiro: “È como os Beatles sem Paul, John e George”.
http://www.motomix2007.com

07 e 08 de dezembro
Personal Fest
Local - Buenos Aires
Preços: 155 pesos argentinos (aproximadamente R$ 90) pelo pacote dos dois dias
É um Buenos Aires, mas com o preço do dólar lá embaixo até que vale passear na Calle Florida durante o dia e ir até o Club (fora da) Ciudad de Buenos Aires á noite para ver Chris Cornell, Phoenix, Dandy Warwohs, Gotan Project, Happy Mondays, Cocorosie, Fito Paez e outros. O line-up final ainda não foi fechado, e Wilco e Pixies podem engrossar a lista de atrações. Fique atento.
http://www.personalfest.com.ar/

08 de dezembro
Nokia Trends
Local: São Paulo
Preços: $100
She Wants Revenge é o grande destaque do festival neste ano, que ainda traz Van She e Underground Resistance.
USA - Detroit
http://www.nokiatrends.com.br/

*****

E ainda tem Police, Dandy Warhows e mais…

Outubro 26, 2007   5 Comments

Um boteco em Santa Tereza

Fiz este post especial para o Comidinhas no começo do ano, mas não tinha postado por aqui. Como um amigo está indo pro Tim no Rio e veio pedir informações sobre essa feijoada, aproveito para deixar a dica pra quem estiver na Cidade Maravilhosa nos próximos dias:

Um boteco em Santa Teresa, por Marcelo Costa

Ir até o Bar do Mineiro, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, pode se transformar em mais do que um passeio pelo mundo dos sabores. Se você tiver um espírito aventureiro, vale deixar o carro no hotel e dispensar o táxi para encarar o tradicional bonde – sai da Estação Terminal dos Bondes de Santa Tereza, ao lado da Estação Carioca de metrô, no centro – que segue primeiramente sobre os famosos Arcos da Lapa até subir ao bairro. A passagem custa apenas R$ 0,60, e o bonde é freqüentado tanto por turistas quanto por moradores.

O Bar do Mineiro fica no centro do bairro e já virou parada obrigatória do bondinho, que deixa várias pessoas em frente ao local e pega aquelas que já desfrutaram do bairro. Com jeito de boteco, o bar até já ganhou um CD em sua homenagem. A especialidade da casa é o Tutu à Mineira servido com carré, mas a feijoada (que me levou ao bar pela primeira vez por indicação do amigo Marco Antonio Bart) também é imperdível. No entanto, o motivo deste texto é o delicioso pastelzinho de carne seca com abóbora, que só de lembrar dá água na boca. É daquelas porções que servem para abrir o apetite, mas que dá vontade de pedir mais e mais.

A decoração do bar é simples, com miniaturas de bondinhos feitas de madeira, e reportagens na parede sobre o boteco e seu dono, Diógenes Paixão, responsável pelo clima alto-astral do local, e que já desfrutou amizades famosas, como o paisagista Burle Marx (simplesmente Roberto para ele) e o pintor Alfredo Volpi. Deste último, Diógenes guarda em sua casa diversas obras. Os preços dos pratos vão de R$ 15 (para as porções) até R$ 40 (para a feijoada que serve – e bem – duas pessoas). Vale também provar a caipirinha de lima (R$ 6), feita tão no capricho que nem se sente o gosto forte da aguardente, e alegra a pessoa que é uma beleza. Depois, caminhar e curtir Santa Tereza, um dos bairros mais deliciosos da cidade maravilhosa.”

Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno , 99, Santa Tereza, Rio de Janeiro
Fone: (021) 2221-9227

Outubro 23, 2007   3 Comments

Um fenômeno chamado Radiohead

Após lançar “In Rainbows” pela internet no último dia 10, o Radiohead toma pra si – pela segunda semana consecutiva – o top ten da badalada Last.FM tendo as dez músicas do disco nos dez primeiros lugares das faixas mais executadas entre 14 e 21 de outubro. A média baixou um pouco – 3.300 milhões de execuções na primeira semana contra 2.600 milhões na última semana – mas continua assustadora: em 14 dias, as faixas de “In Rainbows” foram executadas quase 6 milhões de vezes na rádio on line.

O Top Ten de músicas da Last.FM exibe as dez faixas de “In Rainbows” na ordem que as músicas aparecem no álbum. “15 Step” aparece novamente no topo com 188 mil execuções (263 mil na semana passada) divididas entre 60 mil ouvintes. Na categoria “artistas”, o Radiohead lidera com 2.600 milhões de execuções; Beatles aparece em segundo com 870 mil execuções depois Red Hot Chilli Peppers com 498 mil.

Outubro 22, 2007   1 Comment

Novidades na Revoluttion

Zach Condon tem apenas 21 anos e já é considerado uma das mentes brilhantes do novo pop de vanguarda norte-americano com seu projeto Beirut, que lançou em 2006 o soberbo “Gulag Orkestar”, um álbum que levava o folk alternative punk de gente como Decemberists e Neutral Milk Hotel por um passeio pelos balcãs e o chocava com a música cigana de gente como Emir Kusturica e Goran Bregovic alcançando um resultado arrebatador. “The Flying Club Cup”, segundo álbum do Beirut, surge para mostrar que a grandiosidade do álbum de estréia não foi sorte de principiante. (Continua)

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500 Toques: Kurt Cobain, Ian Curtis e Joe Strummer

Outubro 22, 2007   No Comments

Mostra de Cinema de São Paulo

Começa nesta sexta-feira a 31ª Mostra de Cinema de São Paulo. São 461 filmes e a vontade de cinéfilo era de ver ao menos uns 100, mas a minha lista inicial de fundamentais neste ano começa apenas com 11 títulos. No ano que mais vi filmes na Mostra, acho que 2002 ou 2003, assisti a quase 40 filmes. Confesso que chega uma hora que você começa a misturar a trama da comédia italiana que você viu depois do almoço com o o roteiro do drama norueguês que assistiu no dia anterior, mas mesmo assim vale. Abaixo minha lista inicial, que deve ser acrescida de mais uns quatro títulos:

“Control”, Anton Corbijn - Cotação 4/5
“Sympathy for the Devil”, Jean-Luc Godard - Cotação 4/5
“Lust, Caution”, Ang Lee - Cotação 4/5
“About a Son”, AJ Schnack - Cotação 1/5
“Planeta Terror”, Robert Rodriguez - Cotação 4/5
“À Prova de Morte”, Quentin Tarantino - Cotação 4/5
“I’m Not There”, Todd Haynes - perdi
“Across The Universe”. Julie Taymor - perdi
“One + One”, Jean-Luc Godard - vou ver
“Onde os Fracos não Têm Vez”, Joel e Ethan Coen - vou ver

Ps. Queria muito ver o David Lynch, mas como estréia dia 02/11, vou esperar. Ok, ao menos vou tentar esperar, não me culpe se eu ver antes…

Outubro 19, 2007   1 Comment